sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Parabéns

Chega a novembro e os Escorpiões começam todos a sair da toca. Inaugurou a época de aniversários Máivelho, vens agora tu, e daqui a uns dias serei eu. Pela primeira vez passarei o dia de anos completamente sozinha, numa cidade e num país que não conheço. Bem, talvez não me deva queixar, Viena parece-me um belíssimo sítio para se estar no dia de aniversário. E haverá quem lá vá ter comigo mais tarde, por isso estou a queixar-me de barriga cheia e por antecipação, pelo dia agridoce. Mas na agridoçura bates todos os recordes hoje, hein? Festeja-lo, sim, mas... enfim, dói ver-te assim. Saber-te assim. E, sendo eu uma tua fotocópia, irrita-me a transparência com que te leio os tiques, os rodeios e a (aparente) bonomia com que encaras o futuro. 

Mas sabes que mais? Novembro é nosso, sempre foi, por isso não vai ser este mês que sempre nos cunhou a ferro a personalidade (já reparaste que ninguém nos atura?) que nos vai derrotar. Aliás, encaremo-lo como um aliado, como um sinal de que, sendo exatamente neste momento do ano que se inicia um longo processo que se crê penoso, tudo irá acabar por se resolver. Há muito ainda pela frente, pá. Netos que existem e que ainda estão por existir, romãs para colher (embora já não as queiras descascar, sacana) e periquitos para criar. E gatos, também há gatos, que de bom grado empresto para puxares o rabo e fazeres as judiarias costumeiras.

Vá, até logo. Eu levo o bolo de bolacha, leva a mãe e os miúdos. E velas, muitas, 64 para ti e 12 para o teu melhor amigo.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Parabéns, Máivelho

Oh rapaz, que me foste fazer anos em cheio nesta fase tão ruim. Lá tenho de engolir as preocupações e fazer as macacadas que se espera, não é? E lá tenho de me dirigir ao computador e abrir o Blogger, que tanto me tira do sério! Não poderia deixar de assinalar este dia, uma vez que chegaste a uma fase da tua vida de que me lembro vividamente. Verdade, lembro-me como se fosse ontem de quando fiz 12 anos, neste mesmo mês, que é nosso, de ter entrado para o mesmo liceu, que agora também partilhas comigo. Dispenso, no entanto, que tenhas em comum comigo o coração que vi partido pela primeira vez a sério no 7.º ano. De resto, partilhamos as boas notas, as respostas prontas, a cabeça relativamente ajuizada e uma inocência que depressa se desvaneceu/desvanecerá, fruto do decorrer normal da vida. Filhote, mais um marco, aproximas-te da adolescência a olhos vistos, embora no recato do nosso ninho (e sobretudo na tua relação com o mano) continues o mesmo menino de sempre. Aqui entre nós, connosco podes continuar a sê-lo enquanto quiseres. O meu menino dos olhos bonitos. Parabéns, meu querido.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Cenas, coisas e outras cenas ainda

Car@s,
Sinto que devo explicar esta ausência prolongada e intermitente. Recebi alguns mails, e aquece-me o coração empedernido saber que alguém sente falta das minhas palavras. Uma amálgama de falta de vontade, uma doença grave de um familiar próximo e irritação permanente com a plataforma onde está alojado o blogue são os responsáveis pela falta de notícias que tenho dado. Habituei-me(vos) a escrever todos os dias, mas custa-me fazê-lo por obrigação, até porque penso que isso acabe por transparecer, e não é fixe. Tenho milhentas historietas de Máinovo, como devem imaginar, mas não me agrada a ideia de alimentar o blogue apenas com isso. Assim, peço alguma paciência, até porque estou realmente a considerar mudar de domínio (será assim que se chama?) e, não sendo info-super-mega-incluída, penso que importar todo um blogue seja coisa ainda para dar alguma trabalheira. Além disso, confesso, tenho medo que a coisa corra mal e que eu perca textos. Porque, no fundo, o objetivo deste pardieiro continua a ser o registo de momentos/ideias/peripécias para que, daqui a uns anos quando eu achechezar de vez, os meus netos possam sacar disto e ler-me através de um megafone, enquanto eu dou puns sem vergonha nenhuma. Sim, é essa a velha que eu vou ser.

Entretanto, se alguém tiver ideias brilhantes sobre como passar esta joça toda para outro lado (Sapo, Wordpress,... de preferência com bom apoio mobile, que foi essa porcaria que acabou no blogspot e que me está a tirar do sério), chutem, porque até nisso ando desnorteada. 

Beijos e abraços, e vigorosas lambadonas em quem escreve abreijos.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Mãe sofre #119

(Ouvem-se gritos de Máivelho, que berra para o irmão sair da frente da TV, que lhe está a tapar a vista. Máinovo vem para ao pé de mim na cozinha)
- Gui, diz ao teu irmão que não tem o direito de te tratar mal.
- Só tu?

domingo, 22 de outubro de 2017

Pensamento de fim de semana #113

É possível ficar-se mais excitadona ao se carregar no botão "Pagar" na caixa self-service do Pingo Doce e se ver o valor a diminuir devido às promoções do que com um belo rabo nu.

sábado, 21 de outubro de 2017

Pensamento de fim de semana #112

Se eu gritar "venham para a mesa!" os miúdos não vêm tão rapidamente quanto se eu gritar "venham ver vomitado de gato!" 

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Reflexões numa segunda-feira de outono que, afinal, vai-se a ver, e é de verão

Na próxima vez que acharem bem gira e estilosa e confiançuda uma mulher de macacão:



lembrem-se que ela perderá toda a compostura mais cedo ou mais tarde, pois terá de ir à casa de banho, e terá de se despir toda para fazer o seu chichizinho, tentando acrobaticamente não tocar com o tecido no chão, contorcendo-se para tirar as mangas, fazendo um rolo de tudo o que está dependurado, maldizendo o mafarrico que inventou a peça. Todavia, tal como as dores de parto, rapidamente tudo é esquecido e se vai ao segundo. Macacão. Ou filho, consoante o caso.


domingo, 1 de outubro de 2017

Mãe sofre #118

Máinovo - Mãe, adoro-te do fundo dos meus pés!
Eu - Hã???
Máinovo - É mais longe do que do coração, pois é?