terça-feira, 11 de julho de 2017

domingo, 9 de julho de 2017

sábado, 8 de julho de 2017

Gato sofre

(Máinovo, claro)
- Mãe, sabes, fiz uma coisa muito "grávida". Entalei a cabeça do Cachucho na porta da sala.


Não admira que o gato agora ache que é o Nadal.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Pensamento de fim de semana #111

O cheiro que vem das pocilgas do Montijo está tão forte, que estou a equacionar dar uma valente fungadela no caixote da areia dos gatos para obter ar fresquinho.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Compêndio importantíssimo sobre dores

Vou confessar um segredo: adoro títulos megalómanos e absolutamente delirantes, que tendem a induzir o leitor mais incauto em erro. E pronto, era só isto. 

Feito o intróito, cumpre-me informar-vos que o texto de hoje é sobretudo dirigido aos homens. O meu sonho é que, no final destes parágrafos, os gajos se sintam mais elucidados, confiançudos de que conseguirão daqui em diante enfrentar o mundo em geral, as mulheres em particular e os escaravelhos da batata quando os houver.

Homens, gostaria de vos explicar um pouco sobre dores. Vós bem sabeis que temos variadíssimas, tantas quantas há matizes de cor de rosa (sim, há muitos, diz ela enquanto revira os olhos e bufa da boca). As mais conhecidas já nem vale a pena abordar: as do período, as de cabeça, as dos mindinhos quando se dá topadas nas quinas das portas, as dos joelhos apenas porque temos 40 anos, as de cotovelo quando a gorda do segundo esquerdo emagreceu 20 kg e está impecável, as de corno quando a ex-gorda do segundo esquerdo agora veste o XS e nós um S todo esgaçado, enfim, uma cornucópia de dores. Estas são sobejamente vossas conhecidas e já - espero - saberão lidar com elas que nem profissionais (chocolate cura todas elas, sobretudo aquelas folhinhas fininhas de Lindt, negro. E uma pratada de caracóis.). Notem que não referi as de parto, apenas porque essas para mim não são dores, são antes uma experiência de abdução extraterrestre. Só isso explica que 15 dias depois não nos lembremos delas e uns tempos mais tarde aquilo volte a acontecer.

Há, no entanto, uma categoria de dores que não figura em nenhum compêndio científico, não é condignamente estudada, nem figura da bula do paracetamol. Não obstante, mói, dói e causa bastante aporrinhação a quem dela padece, que, de acordo com os últimos estudos estatísticos do INE, é uma fatia da população feminina na ordem dos 78,5%. Mas afinal que dor é essa, porra, pá, que me está aqui a aparecer uma dor de dentes só com a antecipação?! 

São as dores do cabelo!

(*som de disco de vinil a riscar*)





Claro que vocês homens não fazem ideia do que estou a falar, mas tentem seguir a explicação: são aquelas dores que acontecem quando: (1) andamos o dia todo de cabelo apanhado e lá para as 20h tiramos o elástico (2) usamos o risco para um lado umas valentes horas e decidimos passar o cabelo para o lado contrário (3) o vento nos despenteia o cabelo para o lado oposto do dominante (4) um filho decide passar-nos a mão pela cabeça e perturbar a ordem natural da mopa que possuímos no totiço. 

Não vos consigo veicular devidamente o grau desta dor fininha, incomodativa, azucrinante, que irrompe do nosso âmago explodindo qual Eyjafjallajökull, e se instala no cocuruto que nem uma rola parva no poleiro. Emitindo inclusivamente aqueles cu-querrrrrrú, bastante dolorosa e impertinentemente.

Ai, não querem saber? Sendo assim, no próximo episódio de TPM (estas são as piores, porque inclusivamente somos bem janotas a fingi-las) estaremos exponencialmente mais insuportáveis, só para verem o que é bom para a tosse.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Conversas parvas comócatano #31

SMS para Senhor meu Marido:
"Olha, não foi muito boa ideia deixares os guardanapos cheios de tinta da impressora no caixote do lixo. Adivinha quem espalhou tudo pelo chão e andava maluca a brincar com aquilo?"

Resposta:
"A Dona A.?"*


* Dona A., tempestade tropical de categoria 6 que nos limpa a casa com semelhante fúria como se a sua vida dependesse disso, já retratada neste post, neste e mais neste. E noutros de que agora não me lembro.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Passadiços #3

A dificuldade agora está em escolher que fotos incluir para ilustrar o trajeto dos Passadiços do Paiva propriamente dito. Pura e simplesmente porque é um sítio para lá de maravilhoso, com uma paisagem de cortar a respiração. E por falar em respiração cortada, senhores, eu que não sou propriamente sedentária vi-me grega para fazer todo o trajeto, debaixo de 39 graus. Sobretudo porque deu a filoxera da velocidade a todos, como se tivéssemos medo que, por detrás dos caniços, estivessem aborígenes canibais famintos. Má ideia, tendo em conta que começámos pela parte mais difícil, a que incluía uma subida vertiginosa. 

A andar a direito e com esta paisagem, o início foi bem fácilzinho.
Começámos pelo lado de Espiunca.
Para conseguir tirar esta foto, tive de parar, clicar num segundo e largar a correr
para não ficar para trás a fazer de carro vassoura.

Borrifando-se em mim, lá vai Senhor meu Marido, o único que parecia que
estava num passeiozinho, uma vez que andou na tropa e é rijo e mái não sei o quê.
Faz um ar normalzinho, a olhar para a bela paisagem. Disfarça que
tens uma p&ta de uma bolha no calcanhar e te está a apetecer atirar
para o chão em posição de caju e balir.
Foto tirada dentro de água. Valeram-nos as praias fluviais para nos retemperarmos
e baixarmos a temperatura do corpo, que, desconfio, chegou a bater nos 57º.

Decidimos atravessar uma ponte periclitante, apenas para fazer parvoíces lá em cima.
Parvoíces à velho, claro. Do tipo, andar um pouco mais depressa e guinchar.
Uuhhh, gandas malucos.
Foi aqui que o coração me caiu aos pés: olhei para cima e - já tendo os bofes
de fora há horas - percebi que ainda não tinha feito o pior,
aquela subidazinha fofa ali assinalada.
Quando finalmente cheguei aqui a cima, debaixo de um sol abrasador,
não conseguia respirar normalmente e sentia o coração a bater nos ouvidos.
Achei que ia ter uma síncope cardíaca e me ficava ali estendida para
todo o sempre, amén.
Já o estafermo que ali está de molho, quando chegámos a esta última praia,
estava pronto para fazer mais 300 km de Passadiços. Feitos os 8,5 km para um lado,
foi aqui que cheguei à conclusão que não teria forças para o regresso...
Como se vê, já estava por tudo: saltou a t-shirt e os calções, e pavoneei-me de toalha
enrolada e fato de banho, toda porca, de havaianas na mão.
Pequena Mogli de Alcochete, cujos ténis eram
originalmente pretos.
Após o piquenique em grupeta, que incluiu frango assado com 2 dias e bifes de véspera
dentro de pães, começámos todos a achar que talvez fosse possível fazer tudo
de volta. Afinal de contas, o pior já tinha passado.

E não é que conseguimos?! Todos os 8,5 km de regresso, mas já sem a subida do demo. Para a posteridade ficam frases como "Já me dói o joelho bom", ou "E se comêssemos uma frutinha?", esta última proferida por uma louca cuja mochila possuía um padrão feito das palavras WTF em loop (mas que não foi capaz de soltar uma car$lhada com todas as letras, e oh se eu tentei, Deus meu*) e que achava que uma peça de fruta acamava os quilos de comida que ingeríamos a cada paragem. No regresso, fomos inclusivamente ultrapassados por um coxo, o que muito nos aporrinhou. Ainda tentámos acelerar, mas, ao fim de 23 segundos, capacitámo-nos da nossa condição de alforrecas nojentas e continuámos ao nosso ritmo. Aliás, o nosso estado geral era de tal forma lastimável e digno de pena, que um de nós, após se ter dado conta que lhe tinha entrado uma pedra para dentro do ténis, apenas foi capaz de dizer "Não a tiro, já a entalei entre os dedos, vai aqui bem encaixadinha." 

Fica o registo da proeza, embora a estúpida da app
me tenha roubado quilómetros. 10,8 km, o meu rabo!
Foram pelo menos 17!!!
Já de regresso a casa, a noite acabou assim.
A idade não perdoa, meus caros.
A sorte é que dois dias depois foi feriado:
segundo o registo, apaguei em 2' e dormi ferrada
quase 7 horas. Yayyy! 

Parabéns a todos nós, que conseguimos a façanha de fazer o trajeto completo com a agravante de irmos a rir que nem umas hienas 80% do tempo (parece que alguém se lembrou de incluir uma palhaça no grupo). Os outros 10% foi a tentar respirar e cenas assim muito importantes para a nossa sobrevivência. Os restantes 10% foi a enfardar. E a acamar a comida com uma frutinha. #chalupas #gosto-vosmuito

*Adenda: a asneira mais cabeluda que sai daquela boca impoluta é "caneta". CA-NE-TA. É um caso perdido, vou evangelizar para outras bandas.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Mãe sofre #113

Na sequência deste post:
- Mãe, sabes, ias ficando com menos um filho, fiquei outra vez trancado na casa de banho!
- Mas já não tínhamos combinado que não voltavas a trancar-te lá dentro? 
- Sim, mas tiraram de lá o vaso...