quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Uma valente cagadela

Até estranho nestas férias não me ter acontecido nada de insólito, dado que, regra geral, há sempre peripécias engraçadas a registar.

O acontecimento que seguramente foi dos mais insólitos da minha vida teve lugar nas férias do ano passado, na Comporta. Estava eu com uns amigos à porta do Multibanco à espera do meu marido que levantava dinheiro, todos a postos para a festa da M80.

Ora num segundo estávamos a ver umas fotos antigas nossas, no segundo seguinte oiço o que se assemelhou a um balde de 5, cinco não, 25 litros de água a ser despejado. Pois que só quando olhei para a minha roupa, sapatos e senti um aroma peculiar é que o meu cérebro processou a informação e eu percebi que havia sido brindada dos pés à cabeça com uma valente cagadela.

Agora vejamos: eu vivi praticamente toda a vida em Setúbal, ou seja, sempre convivi com pombas e respectivas cloacas hiperactivas. Mas neste caso não era de uma fofinha pomba que se tratava. Era de uma p*ta de uma cegonha, com sua cloacazona a fazer mira ao cocuruto da minha cabeça!!!
Pois que, sem saber (aparentemente todos os nativos da Comporta possuem esta informação privilegiada) estávamos mesmo a pedi-las, paradinhos debaixo do ninho das bichas do demo. Estou mesmo a imaginar a cegonha, riso maquiavélico, a virar o rabo, alçar as penas, fazer pontaria, e pensar "Olham'esta, toda pipi vai prá festa. Cá vai alhooooooo!" 
Então e o que se faz quando uma amiga é baptizada com um jacto de caca, trampa, merdelim, o que queiram chamar-lhe? Não sei, nunca tal coisa aconteceu a amigos meus, graças a Deus. Posso dizer a primeira coisa que os meus amigos fizeram (depois de terem conseguido parar o riso compulsivo e histérico): tiraram fotos. Porque era um momento demasiado épico para não se registar. E que fez senhor marido, ao sair do Multibanco e se deparar com uma esposa toda borrada? Ajuda à festa e junta-se às gargalhadas.
Valeu-me uma senhora com um bebé que assistiu à rambóia e me veio dar um toalhete. Depois viu os estragos, pensou melhor e deu-me o pacote todo. E afastou-se, por causa do cheiro.

E foi assim que, depois de muito esfreganço colectivo fui a cheirar a Dodot para a festa da M80 (antes a rabo de bebé que a rabo de cegonha, digo eu), o cabelo assim meio lambido, com os amiguinhos fofinhos sempre a manterem uma distância higiénica de segurança, a tirarmos fotos mas sem grandes encostos e tudo-e-tudo.

Vai-se a ver a festa não foi nada de especial e o ponto alto da noite foi mesmo a Maria Cagona (dei-lhe nome, achei que era o mínimo, dada a nossa intimidade). Os amiguinhos fofinhos, famosos nas suas áreas, ao fim de uma hora tinham comentários nas suas páginas de Facebook sobre o Cegonhagate... fãs deles haviam testemunhado o episódio! O mundo é de facto uma aldeia. Daquelas onde a fauna nos recebe de cloaca aberta.

Só a mim.

5 comentários:

  1. estou triste, pois se havia alguém que sabia apreciar uma boa cagadela, era eu.
    porque nunca vi eu essas fotos?

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    1. Eu própria nunca as vi, aliás, acho que estão a ser guardadas para um dia mais tarde me chantagearem!

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  2. Eu estava lá, fui eu que escrevi no Facebook!!!!!

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    1. A sério, gabo-te a boa disposição! :D

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