segunda-feira, 2 de setembro de 2013

De quem nos suga a energia positiva

[Disclaimer: Li há uns tempos este post e pensei, "Boneca Maria, afinal isto não te acontece só a ti, mulher!"]

Tenho muitos amigos. Mas muito bons amigos não tenho assim tantos. Felizmente, os suficientes para me sentir aconchegada.

E depois há aquelas pessoas que parece que só são amigas quando convém. Lhes convém, bem entendido. Às vezes tenho a sensação que o problema reside em mim, que eu é que sou uma pessoa má, sem paciência para as histórias alheias, mas fica sempre a dúvida.

Refiro-me às pessoas que nos sugam a energia positiva. Que se servem de nós apenas como receptáculo e depois vão à vidinha delas, sem quid pro quo.
Conheço algumas assim. Falam, falam, debitam tudo e mais alguma coisa sobre as suas vidas (sei cada pormenor do que lhes vai acontecendo), mas vai-se a ver, na hora do retorno, estão-se bem borrifando para o que eu eventualmente terei para contar. Aliás, quando consigo partilhar algo, fico sempre com a sensação que nem me estão a ouvir, apenas aguardam que eu faça uma pausa para respirar para voltarem à carga.

Para mim amizade é reciprocidade, é imiscuirmo-nos nas vidas dos amigos, no bom sentido, é saber-lhes os gostos, as manias, as aflições, as maleitas dos filhos, mas em modo ida-e-volta. Não tenho vocação para penico, é o que costumo pensar, quando me deparo com mais um daqueles que tem vontade de desabafar, mas não lhe dá lá muito jeito ouvir. Naquele momento, não. Mas vai-se a ver, nunca lhe dá jeito. E é quando encontro e reencontro estes "amigos" que me dá vontade de os desamigar ou de os ocultar do meu feed de notícias. Infelizmente, isso só funciona no Facebook. 

Então aguento e não choro.

2 comentários:

  1. É por isso que fujo a sete pés da minha vizinha que sempre que a encontro só fala de doenças, dores, comprimidos... e não ela não é uma idosa, deve ter uns 42 anos. Com ela só consigo ter um monologo e nunca, mas nunca quer saber se estou bem. Quando a ouço a sair de casa ou a chegar faço tempo para não a encontrar na porta do prédio.

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  2. eu tenho uma no trabalho, atenção que não é nem de longe nem de perto amiga, que basta uma pergunta tão simples como: então, tudo bem? que debita todas as doenças do mundo, ora são os bicos de papagaio, ora a depressão pós-parto (o filho já tem uns 10 anos), ora os 50kg que aumentou aquando da depressão...

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