segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Marmita

O fenómeno de levar na marmita globalizou-se. Peço desculpa, mas a piadola era inevitável. Boneca porca, aiaiaiai!

Agora a sério. Se há coisa que esta crise trouxe, foi a proliferação da marmita. E quem, como eu, utiliza os transportes públicos numa base diária, sabe do que estou a falar.

Eu cá acho muito bem, mas só até certo ponto. O ponto em que eu tenho de levar com o cheiro a refogado do pessoal das marmitas. Aí é que já não acho assim tanta graça! Levem à vontade na marmita (OK, agora era escusado, mas foi mais forte do que eu), mas sem poluir o ar em volta! É que já basta o cheiro de pessoas aglomeradas num local fechado sem ventilação (vulgo bedum), se lhe juntarmos o aroma de refogado logo às 8h30 da manhã, não há nariz que aguente. 

No outro dia sentou-se ao pé de mim uma senhora com um ar insuspeito, de marmita ao colo e levanta-se-me uma aragem a, digamos, puns, e eu "tu queres ver que a mulher soltou um jagunço mesmo nas minhas barbas?!". Depois é que me ocorreu, muito por culpa das sandochas que a minha mãezinha me mandava nas excursões no ciclo e que tanto me envergonhavam pelo cheiro que se entranhava até à alma, "Ó STÔRA, A BONECA DEU UMA BUFAAAA!!!", não sei se se nota como estou traumatizada até hoje, olha agora perdi-me no raciocínio. 

Onde é que eu ia mesmo?

Ah, já sei, na senhora que cheirava a traque. Ocorreu-me! Devia ter ovo cozido na marmita. Não pode ser, tem de haver regras para um convívio saudável de manhã nos transportes! Por isso, marmiteiros desse país, ou só do Montijo, se me estais a ouvir, umas folhitas de alface e arroz branco é muito bom para o almoço e não agride os narizinhos alheios, OK? Sobretudo de quem, como eu, vai em jejum no barco, só com um copázio de água no bucho. E olhem que estou a pedir a bem, siiiim? Porque guerra química todos nós conseguimos fazer, de uma forma ou outra, if you know what I mean...?!


3 comentários:

  1. Por falar na marmita. Além de ser grande fã do uso da marmita, deixei de usar caixas de plástico, pois li que o plástico quando aquecido liberta umas partículas quaisquer que fazem cancro. E com esta preciosa informação, eis que a minha mão me comprou umas de vidro, com uma tampa de plástico verde (tb há nas variantes rosa, azul e laranja). O problema destas é que não vedam como as antigas caixas e se a comida tem molho é uma desgraça. Ao chegar a casa da minha criatura eis que me vem um cheiro a lula recheada ao nariz… Não é que o raio do molho verteu, molhou a marmita (leia-se saquinho todo giro da built) e o chão do carro?
    Por isso não te queixes, antes a criatura ter largado umas bufas no carro, do que ficar com o cheiro a lula recheada no mesmo…

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  2. LOL o que eu me ri com este post. Há pouco tempo também levava sempre marmita mas ia de carro e no final ficava sempre um cheiro horrivel dentro do carro, imagino nos transportes :/

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