domingo, 1 de setembro de 2013

Onde estão as senhoras com bigode?

Findas, de vez, as férias de Verão na Carrasqueira, pequena aldeia na Comporta onde desde há anos passo temporadas, constato que as nativas bigodudas são uma espécie em vias de extinção. 

Sendo, para mim, uma das imagens de marca das aldeias (sejam estas quais forem), as da Carrasqueira, além do bigode, têm a particularidade de se montarem nas suas motas com a destreza de um Evel Knievel (só não sacam cavalinhos, vá) e de terem um sotaque delicioso, assim uma mistura de alentejano com setubalense. 

Ora as senhoras do farto buço são aparição cada vez mais rara e eu pergunto, com mágoa: terá o laser alexandrite chegado à minha Carrasca? Ou rumarão elas a Setúbal, de ferry-boat, para a ceifa anual do dito? 

Senhoras de elevada pilosidade supra-labial, se me estais a ouvir, largai a ceifeira debulhadora que a desbasta e deixai a garbosa bigodaça ao vento! É que até serve para enxotar os mosquitos!

A modos que é este o meu apelo.

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