quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Uma pessoa mázinha pode tentar emendar-se

Admito desde já que sou uma pessoa má. Por vezes (cof cof). Assim mázinha. Feiosa. Rio se vejo alguém cair (em minha defesa, se eu caio também me escangalho a rir). Gozo (mentalmente, para dentro, pronto) com os pontapés alheios na gramática, dou gargalhadas (internas, mais uma vez, que Boneca é uma lady) com as piroseiras de alguns espécimes que vão no barco, nomeadamente uma senhora que tem umas extensões absolutamente pavorosas, que se topam a léguas, enfim. Inclusivamente, algumas maldades alegadamente perpetradas por mim foram objecto de estudo antropológico, como contei neste post.

Acontece que hoje resolvi ser boazinha. Sim, numa espécie de acto de contrição resolvi fazer o bem. E vai daí, perante uma adolescente fofinha, de calções a deixar ver o nalguedo (OK, aqui já está a crítica subjacente, mas é mais forte do que eu) e com uns collants com malhas, resolvi abeirar-me da dita e chamá-la à atenção, coisa que gostaria que fizessem comigo caso eu andasse naquelas figuras na rua (as dos collants, não os calções, que já tenho idade para ter juizinho).
- Olha, se calhar não reparaste, mas tens uma malha nos collants.
Adolescente fofinha olha para mim, tipo, olha-me esta cota, tipo, armada em coiso e responde com o ar mais sarcástico do mundo.
- Daaah, deves tar a precisar de óculos. Não é uma malha, são buéeee, e é assim que se usa!

Fiquei sem saber se se compram os ditos collants com as malhas já feitas, se se fazem em casa, fiquei tão perplexa que não acabei a conversa. O que descobri foi, com muito pesar, que tenho atirado para o lixo verdadeiras peças-tendência desta estação, eu que até tenho mania que sou desempoeirada e um pouco fashionista, confesso, remeti-me à minha ignorância e fui à minha vidinha. Pensar que no outro dia andei cheia de vergonha por ter rompido as mini-meias de vidro com a unhaca grande... era o meu sub-consciente a tentar contrariar a minha piroseira e a pôr-me nos eixos da moda.

16 comentários:

  1. eu juro que n acredito que disseste isso à miúda, ingenuamente!!!!!!!!!!!!!!!!
    achas que uma miúda de calções e collants com malhas n fazia parte do visual? tb dizes para irem coser as calças?
    n acredito que foi inocente... foi mais uma prova da tua maldade gozona oh boneca...

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    1. Eeerrrr... Digamos que foi 50/50 :p

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    2. Oh Bonecaaaaaaaaaa, não sejas tão malvada pah... (Sabes que vais para o inferno, não sabes? Eu sei que sabes!)

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    3. O Inferno é quentinho, é da maneira que posso deixar de usar edredão! ;)

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  2. Ahahah, no outro dia também vi uma miúda assim. Apeteceu-me ir lá ao pé dela e arrancar-lhe os collants e dizer "Assim andas mais fresquinha". Já que os collants não estavam lá basicamente a fazer nada, a não ser fazerem-na parecer uma rameira pobrezinha.
    "Gozo (mentalmente, para dentro, pronto) com os pontapés alheios na gramática, dou gargalhadas (internas, mais uma vez, que Boneca á uma lady) com as piroseiras de alguns espécimes" - isto sou eu, para além de criar situações imaginárias com o meu namorado, e depois desmanchar-nos-mos a rir!

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  3. só não concordo com uma coisa no meio disto tudo. Quem nunca fez figuras em teenager que atire a primeira pedra! E lembre-se do que dizia quando era olhada de lado ou ouvia bocas..
    eu sei o que passei quando vinha do liceu e passava por um liceu de betinhos e tb sei todas as modas ridículas, desde as galochas de salto alto, os snoopys gigantes ao pescoço, mais tarde o cabelo em pé e etc...
    com isto deixa lá as miúdas andarem rotas ou o que seja.

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    1. Concordo parcialmente, houve modas mesmo parolas que nós usámos. Mas daí até parecermos pedintes ou que caímos nas silvas vai uma grande distância!

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    2. como eu andei numa onda semi-punk....

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    3. lembro-me de andar toda de preto, com um brinco falso no nariz, com uma coleira de picos e pulseiras a condizer (só nunca tive grandes dinheiros para uma garra - entenda-se: anel que ocupa o dedo todo e acaba com uma garra de águia) e com o cabelo vermelho... quando um beto olhava para mim, geralmente ouvia: "quéquetázólhar, oh pah???"
      Verdade, verdadinha, nunca tive uma resposta!
      E depois olha, fiz-me nesta coisa, looool

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    4. E pins dos Bros??! Hein?? E calças tão justinhas tão justinhas que para subir escadas ou andar de mota (vulgo alçar a perna) tinha de me dobrar para o lado num ângulo de 90º??! Hein?? Toma, vai buscar!!

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    5. ahahahahahahah, oh Boneca, nós somos mesmo irmãs e não sabemos!!!!

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    6. não passei por essa fase... mas cabelo em pé com 3 bicos, calças rasgadas... passou uma grupo de miudos por mim que se benzeram...
      chamaram-me ouriço e eu disse ao betinho que 'ouriço é a c*** da tua mãe'. por estranho que pareça além do gajo se calar, os amigos gozaram com ele e disseram: mto boa!!

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    7. Eu era demasiado envergonhada e pouco segura para responder... espera lá, isso explica muita coisa!! Deve ser por isso que hoje em dia não me calo.

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  4. ehehehehehehehehe, eu tive o cabelo vermelho, verde, azul, metade verde e metade vermelho (uma vez na horizontal e outra na vertical), mas fui tão burra que não tirava fotos.... roubavam a alma.... oh santa paciência!
    e respondia sempre... talvez por isso agora não responda tanto.

    Uma vez, ali ao pé da Faculdade de Agronomia, a descer para o Largo do Calvário, estava eu e o meu namorado da altura (um tipo cheio de correntes, cabelo comprido, 1.80m e giro que se fartava... que depois também se fez numa coisa estranha), passamos por uma velhota que vem em sentido contrário ao nosso. Ela pára, olha para nós com ar assustado, agarra a mala debaixo do braço e atravessa a rua a correr (pensava ela que ía a correr), o que me ri, jasus!!!

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    1. Epá, nunca ninguém fugiu de mim! (Bom, talvez o meu irmão e a minha avó) :)

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    2. (Eh pah, o comentário anterior não ficou no sitio certo, lol)
      Acredita, as velhinhas sabem correr, hehehehhe
      Ui, mas tenho tantas histórias....

      Já numa fase "pós", estava eu na Baixa de Lisboa e uma gaja de meias rotas vira-se para mim e diz, entre o cigarro e a cerveja, "olha, vou fazer um aborto", resposta: "atão faz qué lá saber do que fazes, o corpo não é teu? o filho não é teu? faz o que quiseres"
      (isto foi na altura da liberalização do aborto em Portugal) a rapariga não estava à espera da resposta, lol

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