segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O Ruca foi violado e eu vi

A "Ma'iana" (como o Máinovo diz) é a minha nora. Ou melhor, decidi unilateralmente que vai ser minha nora, da parte do Máinovo. O pai dela não acha grande piada aos encostos e beijocas entre os dois, mas quero cá saber, é um enlace que me parece vantajoso. Miúda gira, de boas famílias, grandes amigos nossos, tem tudo para dar certo. Sim, eu ando a dar uma de casamenteira e a habituar inclusivamente o puto a chamar a mãe dela de sogra que é para toda a gente se ir habituando.

Este fim-de-semana teve lugar a festa de 2 anos da Ma'iana, e o tema era o Ruca. Isto dito assim parece fofinho, angelical, cutxi-cutxi. Pooooois...

Vamos por partes. Primeiro, tive de explicar ao miúdo que não era a minha mãe o ponto alto da festa. A avó Ruca não era para ali chamada. Olha, filho, é o Ruca. NÃO!!! NÃO É A AVÓ!!! Ultrapassado este obstáculo, apareceu o próprio do Ruca. Quando vi surgir um boneco gigantesco, com uma cabeça enorme, pensei "Pronto, está o caldo entornado, os putos vão fugir daqui a sete pés e acabou-se a festa". Mas não: a aniversariante ficou super contente quando viu o cabeçudo, mas assim ao longe. Quando os pais tiveram a bela idea de mandar a desgraçada dar um beijinho e um abracinho ela fez-lhes um manguito (mental, que é menina fina). Esperta, esta minha nora.

Ora então, a aniversariante viu a cabeçorra do Ruca mais de perto e pensou "Dasse, levas mas é uma galheta aqui com a minha espada-balão." E não sei se os putos funcionam por telepatia, mas o que é certo é que de um momento para o outro o Ruca viu-se rodeado por um batalhão de crianças em fúria, todos de espadas-balão em riste, que o atacaram o mais violentamente que é possível tendo em conta que empunhavam armas sopradas. E o que se faz ao amiguinho Ruca? Tenta-se enfiar as ditas espadas em todos os orifícios do boneco. Os mais visíveis, os buracos dos olhos, e até aqueles que não estão tão visíveis assim: houve um miúdo, quiçá porque os restantes orifícios do Ruca já estavam a ser molestados, que alegremente se dedicou a tentar enfiar a espada-balão no rabo do Ruca, que entretanto se tinha agachado para se defender dos patifes que lhe tentavam vazar os olhos. Até os mais pequenos, que mal sabiam andar, malharam no boneco. Foi bonito ver como um desenho animado une as crianças. Eu própria contive-me para não arrear uma traulitada no Ruca, excitadona que estava com a gang bang infantil.
 
Depois do estupro colectivo fomos partir o bolo ao Ruca. Lamento, mas a piadola era inevitável, até porque vim a descobrir que o boneco em cima do bolo estava preso com palito enfiado... pooooois, aí mesmo, onde o sol não brilha. Estou em crer que o próximo episódio do boneco se entitulará "O Ruca tem um andar novo". 

De resto foi uma festa de crianças normal. O único traumatizado foi mesmo o careca cabeçudo, que passará a cantar "Eu sou um rapazinho/Que embora pequenino/Tenho muito buraquinho/Sou o Ruca!" Tralalalalalalaaaaaaaaaaaaa!!!!!

Nas imagens: O Ruca, com o palito enfiado no dito e o Ruca, empalado e estropiado. De registar, não obstante, o ar feliz. Ruca, seu ganda maluco.







Sem comentários:

Enviar um comentário