quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

A consagração de uma longa carreira bloguística

Boneca Maria de Deus foi contactada por um jornalista de uma reputada e séria revista da nossa praça, para dar a sua opinião especializada sobre um assunto que lhe é bastante querido.

Então e diz lá, que tema é esse em que tu és versada? Como limpar a cabeça depois de teres levado com 25 kg de cocó de cegonha em cima? Como lidar com maluquinhos? Como conseguir manter o emprego sendo tão imbecil? Qual a melhor tradução para a palavra "governance"?

Não pá, calhaus.
CALHAUS? CALHAU ÉS TU, ESTUPIDONA.

Esperem, não se vão embora, cambada de sensíveis! Não estão a entender: eu fui, efectivamente, auscultada sobre calhaus. Tem graça, agora que reflicto um pouco mais sobre o assunto, começo a aperceber-me que o senhor jornalista fofinho talvez tenha querido pôr-me no devido lugar de uma forma subtil... Mas adiante, vou concentrar-me na ideia de que agora sou uma opinion maker no que a calhaus concerne. Mais especificamente aquelas pedrinhas pretas e brancas mái lindas onde estrampalhamos o corpo e a alma diariamente, faça chuva ou faça sol (um pouco mais no primeiro caso) e que, ao que parece, poderão ter os dias contados em Lisboa.

Ainda não chegaram lá? Credo, valha-me Deus, que uma pessoa tem de explicar tudo. Opá, participei num debate sobre a calçada portuguesa! 

Oi? Tu? Por alma de quem? Que percebes tu do assunto?

Ora, pois que absolutamente nada. Ou então tudo. Passo a explicar: Boneca Maria de Deus tem uma visão (nada abonatória) da calçada na óptica do utilizador, ou da vítima, é como preferirem. Vai daí, senhor jornalista fofinho (que presumo terá lido este post e também este, o que não abona muito a seu favor, andar a ler parvoíces, confesso que temo pelo seu futuro) resolveu dar-lhe tempo de antena (e a outro senhor, que foi defender as pedrinhas do demo, buuuuuuu), tempo esse que espero ter aproveitado da melhor forma para abordar esta questão da calçada que, na minha opinião, não mata, mas mói. Então os meus saltos, esses andam bem moídos, benzósdeus. 

Bom, mas deixo que sejam vocemessês a julgar a minha exposição do caso. Confesso que me contive para não "avacalhar" a conversa, com pérolas como "Oh senhor, os seus argumentos são chatos, vou ali cortar os pulsos e já volto", ou "Merda das pedras, que me f&$#$ os sapatos", ou apelidá-las daquela palavra que começa em p e acaba em utas. Daqui até ir defender esta causa fracturante ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos vai um passinho, ou então, até ao Tribunal do Montijo, que até é um sítio bem arrumado, que dá para uma pessoa ir com alguma calma tratar dos seus assuntos. Agora só falta arranjar hate comments anónimos que, agora que tenho as fuças escarrapachadas na página de uma revista, me digam coisas como "és feia e texuga e mais pareces uma boneca de trapos" e estou na senda do estrelato blogosférico. Sai da frente.

Foto? Não quero que vos falte nada, oh pra ela aqui em baixo:


Em minha defesa, devo dizer que não imaginei que as fotos iriam ser apenas no exterior. Estava um frio do catano, nem tirei as luvas e o casaco de pêlo que simpaticamente me põe mais 20 kg em cima do lombo. Pareço, efectivamente, uma texuga. 

2 comentários:

  1. Clap, clap, clap!! Mto bem, defendeu os seus pontos de vista mta bem!! Ah, e o modelito tá igualmente chiquérrimo, nada que se pareça a uma texuga, ok? E pornto, nasceu uma estrela! E aqui, uma fá dela. Mai nada! A anónima Paula ; )

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