terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Balanço do ano bonecal

2013 foi um ano de altos e baixos como nenhum outro, de coisas muito boas mas também de coisas más. Foi o ano em que o Máinovo entrou para a escola e, com isso, vieram as p*tas das doenças, umas atrás das outras, semana sim semana não, o desgraçado com mais Ben-u-ron e Brufen naquele corpinho do que água. E ainda não parou, desde Janeiro até hoje continua doente praticamente todas as semanas, meu piqueno mártir.

2013 foi o ano em que percebi que não ia conseguir visitar o meu irmão ao Brasil e que ele não viria no Verão e só o poderia esbeijocar no Natal (check!).

2013 foi o ano em que consumi mais sushi na vida: cheguei a crer que me estavam a nascer guelras, mas afinal eram só borbulhas no pescoço.

2013 foi o ano em que me esbarrondei das escadas de casa abaixo e parti o cóccix.

2013 foi o ano em que voltei ao ginásio e em que saí do ginásio 3 meses depois para fazer fisioterapia aos joelhos.

2013 foi o ano em que tive menos dinheiro na minha vida.

2013 foi o ano em que voltei a entrar em roupa que não me servia há 10 anos.

2013 foi o ano em que o Máinovo começou de um momento para o outro a falar ininterruptamente, tendo-nos brindado com pérolas como "o mamã é cagão", "o abô Queca" (avô Zeca), ou "o mamo Tiago".

2013 foi o ano em que o Máivelho não teve uma única doença digna de registo, mesmo com o irmão sempre de molho.

2013 foi o ano em que, graças ao Facebook, reencontrei amigos "perdidos" há 20 anos e os voltei a ver.

2013 foi o primeiro ano desde há muitos em que não tive casamentos nem baptizados. Nem funerais.

2013 foi o ano em que mãezinha caiu de umas escadas e partiu um pé no nosso primeiro dia de férias de Verão, trocando-nos as voltas a todos. Acabou por correr tudo pelo melhor.

2013 foi o ano em que boicotei o Acordo Ortográfico.

2013 foi o ano em que Senhor meu Marido deixou crescer uma pêra só para me agradar.

2013 foi um ano de consolidação de amigos verdadeiros e de afastamento de amigos-não-tão-verdadeiros-e-que-já-não-tenho-pachorra-nem-idade-para-aturar.

2013 foi um ano também complicado para o paizinho, que se viu sem o neto de quem fazia de baby-sitter.

2013 foi o ano em que criei o meu blogue e percebi que há muitas pessoas que não conheço que perdem bocados do seu dia para me ler, e até gostam e voltam (go figure?).

2013 foi o ano em que apareci numa revista pela qual tenho muita consideração, ainda que pelo facto de me fartar de dizer parvoíces.

2013 foi, apesar de tudo, um bom ano. 

Ainda assim, escancaro as portas a 2014, que espero do fundo do coração seja bem melhor!  

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