sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Há cromos no Chiado

Chiado ao entardecer. Cromos para todos os gostos. Senhor fofinho ao volante de um bruta Corvette, lindo, jantes maravilhosas (já contei da minha pancada por jantes?), pintura preta mate (é a minha veia tuning, que fazer?) e tudo-e-tudo. Ninguém olha para ele. A frustração do senhor aumenta. "Ora ca porra, então vem um gajo estacionar em plena rua Garrett com semelhante máquina e ninguém olha para mim?" Nope, Senhor meu Marido era mesmo a única alminha a olhar para o bólide.

Senhor condutor começa a ficar irritado pela falta de atenção e decide, sem qualquer necessidade, até porque estava a estacionar de marcha atrás na subida, acelerar como se o mundo fosse acabar. E oh senhores, que ronco!! Parecia o ressonar de um T-Rex, catano! Duas cabeças apenas se voltaram. Senhor condutor não vai de modas e solta mais umas valentes acelerações, umas atrás das outras, até sair semelhante fumarada que eu pensei que viria D. Sebastião a qualquer momento. Juro que a mãezinha ouviu em Setúbal a chinfrineira.
 
Nessa altura, sim, algumas dezenas de cabeças viraram-se, que presumo fosse o efeito pretendido. E ouve-se então uma voz feminina "Deves ter uma pila muuuuuita pequenina, essa-é-que-é-essa!" Não sei se ele me ouviu, mas digo-vos que há pessoas de muito mau berço no Chiado. Não volto lá mais.

(Isto depois de já termos passado pela experiência de uma amiga de Senhor meu Marido de há anos - agora que faz novelas da TVI e participou na Casa dos Segredos VIP uuuuh que coisa espectacular - ter-lhe virado a cara e fingido que não nos conhecia. É assim, a fama é tramada!)

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