sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Gente com valentes pancadonas #4

E de novo na senda das buscas estranhas que cá vieram parar ao barraco.

Categoria "até tem uma certa lógica, mas não deixa de ser uma busca parva":
- particularidades da minha mãe (e é o Google que te vai ajudar nisto?!)
- da cabeça da boneca voou uma pomba (WTF?!)
- massagista boneca (sou eu!! Mas só para alguns, sim?)
- quem nunca fez ginásio

Categoria "este blogue tem tanta parvoíce que qualquer frase estronça vem cá ter":
- se tu tens quatro lápis e eu sete (??!!)
- só os coelhos machos
- roupas apetadas como alargalas (esta também poderia ser incluída na categoria de baixo, ou a bem dizer na de cima)
- eu quero ver a foto das duas pessoas

Categoria "dou erros ortográficos imbecis mas venho cá ter na mesma": 
- dode daboneca (come again?)

Categoria "buscas fofinhas":
- motivos para morar na margem sul (opá, que máximo, pensar que eu poderei ser responsável por aumentar a população desta bela margem! E sem ter de procriar! Isto é que é serviço público!!)
- pessoas que olham de cima para baixo
- blog só atraio maluquinhos (hahaha, a rubrica emblemática deste belo barraco elevada a blogue!)

Categoria "vou escrever várias palavras juntas sem qualquer nexo e ver onde vou parar":  
- blog de culinária rejoice quem quer (oi?)

Categoria "devia estar atrás das grades, mas em vez disso ando para aqui a fazer buscas taradas num computador e assustei a Boneca que agora verifica sempre se as portas e janelas estão trancadas":
- pinanço (tão-somente, assim, de chofre, e veio cá ter, fantástico...)

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Mãe sofre #7

Ao vê-lo catar freneticamente, um a um, do lavatório, os pêlos do pai que acabou de fazer a barba, pergunto-lhe o que está a fazer.
- Buéda pestanas! Vou pedir buéda desejos!!!

Multitasking é

- Lavar os dentes com uma mão e manusear a máquina tira-borbotos com a outra em cima da camisola que já está vestida
- Lavar os dentes ao Máinovo com uma mão, ao mesmo tempo que se fecha a tampa da sanita com um pé e se dá um carolo no Máivelho com a mão livre por tentar acertar com cuspo com pasta na cabeça do irmão
- Dar-lhes banho e lanchar ao mesmo tempo, o que rapidamente passa a dar-lhes de lanchar a eles porque querem a minha comida (isto tudo sem fazer açorda)
- Secar o cabelo com o secador a um enquanto se limpa os ouvidos com um cotonete a outro
- Mudar a fralda a uma criança enquanto essa mesma criança muda a fralda, limpa o rabo e tenta pôr creme num urso de peluche zarolho gigantesco
- Proceder à maquilhagem ao mesmo tempo que se separa dois índios que lutam pela conquista do território em volta da sanita, isto sem borrar a pintura
- Estar a escrever este post no meio de gritos, já levei com um Playmobil num olho (o que vale é que tenho os óculos postos), gritei de tal forma que enchi o monitor de perdigotos, entretanto um tropeçou numa bola e caiu e como vingança arreou no outro que estava sossegado a fazer puzzles e que agora também está agarrado à minha perna a chorar e continuo a escrever isto e já volto

Multitasking não é:
- Arrotar e dar traques ao mesmo tempo
- Mudar a fralda e cantar ao mesmo tempo
- Dar papa ao filho e respirar ao mesmo tempo
- Ver TV e coçar o escroto ao mesmo tempo
- Ver TV, ir ao Facebook no iPad e tirar macacos com a mão livre

Just saying...

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Atenção, este post tem bolinha no canto superior direito

E portanto, púdicos em geral, pessoas facilmente impressionáveis em particular e mãezinha, ide folhear uma revistinha e voltai amanhã sim?

Isto porque o naco de prosa de hoje é sobre sexo. AI GRANDESSÍSSIMA PORCA!! Calma, preferem que suavize? Então vá, dissertar-se-á sobre o nobre ato de efetuar o amor. Está melhor assim? Posso avançar? Obrigadinha.

E com tantos problemas sérios no mundo porquê este tema, Boneca Maria de Deus? Porque envergava eu uma gabardine e botas até ao joelho quando ouvi a seguinte pérola: "Não deves ter nada por baixo, estás mesmo a pedi-las!" Ora efetivamente deve ser normalíssimo para o caro grunho uma pessoa ir nos transportes públicos de manhã a caminho do trabalho apenas de agasalho e botas. Ainda assim, tivesse eu sido acometida de um acesso de doideira não estaria a pedi-las a si, caro troll. 

Homens deste Portugal, explicai-me por obséquio o fetiche com a gabardine e botas altas e tudo o resto a arejar. Com o tempo ameno será mais aprazível certamente a brisa de orientação sul-norte a refrescar, mas nesta altura do ano, catano, que gela até a alma. Desculpai a ignorância, mas em termos de posicionamento sexual estratégico estou assim a modos que num limbo, uma vez que, se os 40 são os novos 30, eu tenho 37, noves fora, 6% do PIB e é fazer as contas. Ou seja, não sei se estou no apogeu ou se para lá caminho ou se o melhor é mesmo estar sossegadita e usar casaquinhos de malha e chanatos e deixar-me de cavalgadas (palavra utilizada propositadamente para deixar a ambiguidade no ar). Oh mãe se ainda aqui andas depois não te queixes. Irra, que teimosa.

E agora uma dúvida que me assola aqui desde há tempos: o meu quarto está paredes meias com os dos filhos. Um deles caminha a passos largos para a pré-adolescência. Isto será um problema? Como, digamos, não ter de dar explicações sobre barulhos no dia seguinte ou, no limite, traumatizar a criança? Bem basta ele já ter observado toda a coleção de lingerie que lá por casa habita e ter feito perguntas embaraçosas que agora não me apetece reproduzir sob pena de também me embaraçar. 

Estou preocupada, que estou, e pelo sim pelo não vou esconder as algemas tigresse felpudas, para o dia em que ele perceber que afinal não são umas "pulseiras bueda giras daquelas cores do Tarzan que a mãe gosta".

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Das pessoas harmoniosas a estender roupa

Ele há pessoas que comungam de uma harmonia com o cosmos que me transcende. Essa gente, toda ela é raios de luz, magnificência cósmica, tranquilidade universal e organização cromática da roupa no estendal. 

É isso mesmo, falo dessa casta superior de criaturas que são as que estendem a roupa por cor. Não só da dita, mas também das molas. Ele é todo um dégradé no que à organização do estendal concerne, que eu acabo por me sentir a pessoa mais porca e desorganizada à face da Terra. Admito que não é preciso muito para que me sinta como tal (e é para o lado que durmo melhor), mas dei por mim a observar os estendais alheios e a pasmar com a capacidade de arquivamento roupístico em sede de estendal. Cuecame apresentado por tamanhos e cores, meias todas casadinhas com comunhão de bens, roupas organizadas da menor para a maior, e desconfio que haja quem as disponha por material. Ora váláver, materiais nobres à sombra, as trampas de poliester a torrar ao sol. 

Este é todo um mundo absolutamente alienígena para mim. A retirada da roupa lavada na máquina e subsequente penduramento estratégico da dita é um processo que lá em casa demora quase duas horas e envolve muita luta. Isto porque a criançada quer ajudar. E eu não quero contrariar, porque parece-me que lhes faz bem contribuírem para as tarefas domésticas. Mas catano, é muito difícil. O Máivelho basicamente não chateia, a não ser algumas peças que acabam por limpar o chão por não ter braços suficientemente compridos para as carregar. Ora com o Máinovo é outra história: o bicharoco ainda não tem 3 anos e, como tal, dá 20 a 0 a no jogo da teimosia contra a destreza manual. Ou seja, insiste em ajudar e não faz nada de jeito. E eu que já tenho tendência a estender tudo ao molho e fé em Deus (a única regra é esconder as cuecas e soutiens para nenhum vizinho os vislumbrar), acabo com um estendal digno de um acampamento de ciganos em dia de rusga. 

Brincadeira preferida: dizer a quem pertencem as peças de roupa, o que atrasa sobremaneira o processo, depois ir atrás dele e voltar a colocar as molas que estão tortas e depois, sem ele dar conta, retirar as molas necessárias às outras peças de roupa, uma vez que ele esgota as molas TODAS na corda da frente, que é a única que ele consegue alcançar. Sim, o gajo põe 385 molas em duas peças de roupa. Aspeto positivo: não há vendaval que as leve. 

Abaixo a ilustração: o belo estendal com as molas todas utilizadas em duas camisolas. Parte boa: esteve praticamente 2 horas entretido nisto. O resultado final é irresistível, digo eu, mas sou um pouco suspeita.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Estou imensamente transtornada

Muitíssimo de luto. E porquê, Boneca mais fofa das pessoas que te lêem? Obrigada por perguntarem. É porque fechou o meu restaurante favorito!!!! O meu coração foi trespassado por uma seta embebida em ácido de bateria e depois enrolada em bocados de vidro e sal. E piri-piri. E mesmo depois desta imagem absolutamente bem conseguida no que ao sofrimento concerne, ainda assim não consigo veicular o quão cinzento e mirrado se sente este piqueno e empedernido coração. E o estômago? Esse sente-se trespassado por uma seta embebida em ácido sulfúrico e depois enrolada em gravilha e wasabi. Bom, acho que ficou bem patente o meu estado de espírito ante a notícia de que o meu restaurante favorito de todos os tempos, cavalinho branco, fechou (se não sabem o que quer dizer cavalinho branco não são merecedores de compartilhar o meu sofrimento pirai-vos daqui pra fora e voltai noutro dia). 

Pois que o Castella do Paulo, salão de chá luso-japonês para os amigos, luso-japs para os íntimos como eu, encerrou as portas dia 20. Ah e tal vamos para Tóquio. Olha, obrigadinha, sim?! Assim de repente não me dá lá muito jeito fazer o desvio. Cães japoneses. E agora? E as minhas fotos a entupir os Facebooks deste mundo com o Zuke-don (que nunca vi em mais lado nenhum) e as sobremesas maravilhosas?! E os bolos de aniversário?! E os macarons?! Patifes japoneses, o meu coração sente-se trespassado por uma seta embebida em aguardente e depois enrolada em cascalho e ... Eu já nem encontro mais material áspero para ilustrar isto pá, de tão transtornada que estou. 

E a porra é que eu só soube que iam fechar no próprio dia, depois de já ter almoçado (um belo sável com açorda de ovas do mesmo yammi que não se esteve nada mal, não senhor). Pois é, achava eu que era íntima dos sacripantas japoneses que até me conheciam a voz ao telefone, eu que lá ia quase todas as semanas! Nem um aviso, nem uma mensagem, nem uma beijoca de despedida ou um pão-de-ló de Castella com 50% de desconto! Raistaparta. 

Posto isto, irei organizar uma vigília à porta, ou melhor ainda, vou estender-me na rua à porta dos gajos e não os deixo ir para Tóquio enquanto não me proporcionarem mais umas fatias de peixe cru. Convido todos a juntarem-se a mim nesta luta, que temos de ser uns pros outros e agora sou eu da próxima podem ser vós e quem diz é quem é cala a boca jacaré. E quem também não conhece esta expressão pode considerar-se banido aqui da barraca para todo o sempre que já não se aguenta tanta falta de cultura. 

Seguem agora testemunhos vivos (umas fotos, vá) dos bons momentos gastronómicos que o japs me proporcionou. O bolo com aspeto belíssimo com macarons foi o do meu aniversário. A última foto é do saudoso Zuke-don. Os artigos abaixo apresentados foram todos consumidos, não são cá fotos roubadas de sites. Só para que saibam. E agora vou ali limpar uma lágrima e já volto.








domingo, 23 de fevereiro de 2014

Pensamento de fim de semana #37

O meu reino por um croissant com doce de ovos. Ou então uma fatia de pão com manteiga de alho, que eu não sou esquisita.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

O bidé

Eu sou uma criatura que quando não tem mais nada que fazer pensa em parvoíces. Felizmente não são muitos os momentos de ócio, senão a minha sanidade mental estaria a esta altura (muito mais) comprometida.

Ora estava eu sem nada para fazer no barco (estou naquela fase entre livros em que me custa esquecer umas personagens e substituí-las por outras que não sei se serão tão interessantes) quando me lembrei de refletir sobre a temática fraturante e absolutamente basilar que é o bidé. 

Comecemos pela própria denominação do dito objeto, que é do mais idiota. Bidé ombreia com burrié e beldroegas na imbecilidade do nome. Mas adiante, que isto é tema que tem muito que se lhe diga. O aspeto que mais me aporrinha é a constatação de que os espécimes do sexo masculino fogem desta tipologia sanitária como o diabo da cruz. Os homens olham para o bidé como um objeto assustador, com um aspeto duvidoso, desprovido de utilidade e que, no limite, se se aproximarem demasiado, poderá engolir-lhes, de um trago, a sua masculinidade. É assim uma espécie de Louva-a-deus fêmea pronta a arrancar-lhes a cabeça depois do ato.

Amigos, vou dar-vos uma novidade: aquilo serve apenas para nos lavarmos. É. Tão-somente. E dá jeito para quem tem crianças e precisa apenas de lavar um rabo que decidiu entrar em atividade 2 minutos depois de já estar limpo e 3 minutos antes de sair de casa.

Entre as qualidades masculinas que admiro, a saber, capacidade de desatarrachar tampas de frascos, ser bom engraxador de botas, pôr-me gasóleo no carro quando está na reserva, pôr as pilhas a carregar e fazer boas panquecas, admiro sobretudo um homem que não tema um bidé, que não chore como mariquinhas ante a visão da cerâmica luzidia, da suavidade da porcelana em contacto com as partes mais a sul e um jato de água fresquinha mesmo em cheio lá onde é mais preciso. Ui, que maravilha. Não sabem o que perdem. Mas uma coisa garanto, aquilo não faz mal a ninguém, não ceifa pilas nem pipis. Agora ide, ide e experimentai. Checa-checa-checa é o que vos digo.

E sabem o que vos digo mais, assim em jeito de conclusão?
"l'll bi-dé"

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

As aulas de Defesa Pessoal

Foram basicamente o fórum em que eu e o (futuro na altura) Senhor meu Marido começámos a conhecer-nos. Ora uma relação que começa à porrada tem tudo para dar certo, digo eu. Que melhor forma de nos conhecermos que no meio de um arraial de pancadaria perfeitamente legitimada? Assim de repente não me ocorre nada. Ele foi traulitadas com um pau, murros em sacos de pancada e, no início, no queixo do instrutor. Ainda lhe acertei com um cacete num cotovelo, sem querer, como é óbvio (se tivesse sido de propósito não teria sido com certeza no cotovelo). E eu cá também fui brindada com valentes arrochadas: cheguei a levar um pontapé no estômago que me tirou o ar durante uns largos segundos e rasguei o lábio por tê-lo mordido violentamente (com a agravante de na altura ter aparelho de estrelinhas nos dentes). Tudo em bom e fofinho e romântico, portanto.

O truque que mais jeito me deu, mais não seja por ter sido o único que pus em prática, foi o de raspar o salto do sapato na canela do putativo bandido que se encostasse muito a mim assim por trás. Não tive de esperar muito para o pôr em prática: a cobaia foi um chinês tarado que teve o azar de se roçar no meu pára-choques traseiro no metro e que ficou sem pele na canela semelhante a força da vergastada que o meu salto alto lhe deu. Até ganiu. E eu pensei, raça do instrutor é um gajo útil de se ter em casa para estas coisas. Traulitadas e afins. Vai na volta até consegue desatarrachar-me as tampas dos frascos de vidro. E então casei-me com ele.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Insultos vs. elogios

Esta temática tira-me o sono.

OK, não tira nada, só achei que se começasse assim o post criaria um certo frisson, e quem não gosta de ser frissionado de quando em vez? Ui, que piada supimpa, Boneca Maria, que tu hoje estás on fire.

Ora a temática elogios versus insultos, pese embora não me tire o sono, dá-me uma certa comichão. O que para uns é um elogio fofinho, para outros pode constituir um insulto gravíssimo, passível de instauração de processo em vara cível.

Ora eu cá chamo, carinhosamente, cachucho a Senhor meu Marido. Cachucho, na minha opinião é um nome cutxi-cutxi. Acontece que o dito é um peixe. Com um ar do mais imbecil. Logo, eu que pensava estar a ser super-fofinha, estava a insultar o homem, chamando-lhe cara de peixe com ar de parvo. Felizmente, ele não é lá muito versado nas artes piscícolas e continua na ignorância.

E chuchu, meus amigos? Montanhas de namorados fofinhos a chamarem-se mutuamente "vegetal com aspeto duvidoso e carregado de pêlo que pica que se farta"! Assim não há romantismo que resista. Como "bicharoco", apelido carinhoso que chamo aos meus filhos e que uma vez ouvi de uma amiga que era sinónimo de monstro. Oi?! Só se for na tua terra! 

Assim de repente só me lembro destes mas sintam-se à vontade de me lembrarem de outros exemplos, que estou que não me aguento de preocupação.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

E quando um desconhecido te oferece um presente isso é...

... porque tens um blogue. Neste caso foi uma desconhecida. Mas passo a explicar, fazendo uma belíssima introdução. Corria o ano de 2013 quando uma criatura parvinha achou que não estava a conseguir extravasar a sua imbecilidade em toda a plenitude apenas conversando com os amigos e arrotando umas postas de pescada no Facebook. Vai daí, a rapariga, que até conhecia ilustres nomes da área, pediu-lhes conselhos e dicas e resolveu reduzir a escrito os seus pensamentos, dúvidas, assombrações, coisos em geral e absolutamente nada em particular. Longe estava ela de imaginar que haveria rubricas, que muita gente se cruzaria com ela e proporcionaria as mais hilariantes temáticas, e mais longe ainda estava de imaginar que iria ter matéria para escrever praticamente todo o santo dia.

Isto tudo para dizer que eu achava que ia ter mais ou menos 7 leitores assíduos. Mãezinha, mano, Senhor meu Marido, o compadre e duas ou três amigas desocupadas. Mas não, foram aparecendo aos poucos, assim como quem não quer a coisa um seguidor e depois outro, e uns comentários para aqui, outros para ali, gente assídua, que depois começou a dar opinião e até a elogiar, valha-me Nossa Senhora! E eu começo a sentir o peso da responsabilidade, pá. Tenho receio de não agradar, de não corresponder a algumas expetativas, dou por mim a escrever não só para mim, mas também para pessoas que não conheço e que me vão fazendo saber que gostam de mim. E isso assusta-me. Não no mau sentido claro, como as pessoas com valentes pancadonas que fazem buscas taradas e vêm cá ter.  

A primeira situação foi relatada neste post aqui, quando fui contactada por um jornalista. Oi? Eu? Por alma de quem? Eu ainda insisti: o senhor percebeu o meu registo, presumo? Tem a certeza que sou a pessoa certa? Incredulidade, foi o que senti. 

E agora recebi um presente. É verdade. De uma desconhecida. Que não é desconhecida, na verdadeira aceção da palavra, é, sim, alguém que me lê e gosta. E isto não é fantástico? Eu acho. Mas continuo incrédula, não sei se serei merecedora de semelhante honra, não estou habituada a isto confesso. E não sei bem o que dizer. A Inês Dunas escreve livros e enviou-me exemplares para os meus filhos e eu fiquei feliz. Nunca me tinha acontecido, alguém que nunca conheci, mas que me conhece pelas palavras que aqui registo, gosta de mim. Uau. Obrigada Inês, os seus contos vão ser leitura de cabeceira nos próximos dias. O Máivelho já deu uma vista de olhos, o Máinovo, que tem o mesmo nome de uma das pessoas a quem dedica o livro, já se sentou em cima dele, o que me parece bom augúrio. Olhe, o que lhe posso dizer? Obrigada por gostar do que eu escrevo, obrigada por vir cá. É todo um mundo novo para mim, este da generosidade e simpatia em resultado de apenas palavras. 

Mais uma vez friso e relembro que sou só uma pessoa que escreve imbecilidades, nada mais. De qualquer forma um muito obrigada. À Inês e a todos os que estão desse lado, por isso mesmo, por estarem.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Conversas conjugais matinais

E como hoje é dia de S. Valentim, partilho uma conversa conjugal matinal, que é de manhã que o romantismo lá em casa está ao rubro. Ou então é a parvoíce que está ao rubro, agora não me lembro bem. Ah não, esperem, isso está ao rubro o dia todo.

(Cagaçal descomunal do despertador às 7h)
Senhor meu Marido dá-lhe um porradão e vira-se para o outro lado. Boneca Maria de Deus levanta-se e começa a despachar-se.
(Segundo toque do despertador, segundo porradão às 7h15)
BMD já despachada desce as escadas e ouve o homem a levantar-se. 
Às 7h45 ainda um grande silêncio no andar de cima...
-Homem!! HOOMEM!!
- Hã? Oi? Hum???
- Levanta-te pá!
(Voz de quem estava ferrado a dormir)
- Já me levantei!
- Então levanta-te outra vez!
- Tá frio! Já me levantei e deitei-me outra vez!
- A ideia é ficares levantado, não voltares para a cama, temos os miúdos para despachar, são quase 8 horas.
- Isso são muitas palavras juntas.

Está bom de se ver que fui eu que fiz tudo em casa nesta manhã, porque sua Excelência tinha frio.

Post de S. Valentim - Amor é...

- É agarrar com as mãos sem luvas na roupa suja dele e pô-la na máquina; 
- É parir-lhe o filho, mesmo tendo doído com'ó catano. E ainda repetir a dose;
- É não me importar de adormecer ao som dos resumos desportivos do dia;
- É não fazer fita por ele só gostar de ver os resumos desportivos num programa onde a apresentadora é gira que dói;
- É ver o andebol ao fim de semana num canal que não tem som;
- É não amuar se uma conversa fica a meio porque ele adormece ferrado 3 segundos depois de encostar a cabeça à almofada;
- É tentar preservar alguma intimidade ao nunca partilhar a casa de banho para outra coisa que não o banho;
- É tentar acompanhar as conversas sobre carros e admirar as várias marcas que se cruzam connosco na estrada; 
- É ter-me habituado a ver séries com ele sempre de iPad na mão e a fazer perguntas sobre o que se está a passar de 5 em 5 minutos;
- É achar piada às brincadeiras dele que, invariavelmente, me deixam com nódoas negras;
- Ou às festinhas, que me arrancam pele e cabelo;
- É não estrangular a mãe dele;
- É dar-lhe valor por apanhar o barco das 6 da manhã e regressar no das 23h15 em alguns dias;
- É agradecer aos céus que tenha até ao momento conseguido contrariar a natureza abrutalhada ao ponto de nunca ter escangalhado um filho;
- É comer o que eu cozinho, mesmo que às vezes eu própria não consiga;
- É ir sempre ao futebol do Máivelho (ufa);
- É ter ido sempre para a piscina na natação para bebés para eu poder ficar a dormir. Ou só a assistir;
- É não o demover de fazer azevias, mesmo sabendo de antemão que vão sair uma monumental cagada uma vez que ao todo são 3 os cozinhados que ele domina;
- É admirar a capacidade de poupança dele;
- É permitir que ele penteie os caracóis lindos do Máinovo, mesmo que ele escangalhe tudo e o miúdo depois pareça uma mopa;
- É saber que ele está sempre onde eu preciso que esteja, para o que der e vier;
- É dizer-lhe que ele é a tampa da minha panela e esperar uma reação pouco ortodoxa;
- É tirá-lo da Linha e plantá-lo em Alcochete;
- É escrever-lhe um post de S. Valentim cujo objetivo seja arrancar-lhe não um Aaawwww (com coraçõezinhos à volta), mas uma valente gargalhada.

(Gosto muito de ti, meu grandessíssimo palhaço.) 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Eu atraio maluquinhos #12

Se calhar deveria mudar o nome desta belíssima rubrica para "Eu atraio maluquinhos no barco", mas agora não me dá muito jeito, já tenho coisas marcadas. Posto isto, limitar-me-ei apenas a transcrever uma conversa. Cabe ao prezado leitor adivinhar qual das personagens sou eu. Afigurar-se-lhe-á bem difícil, aposto.

- Ai, pare de me empurrar por favor, ou então passe à minha frente que eu não estou para isto!
- Mas quem lhe manda ter uma mala gigante? O problema é a sua mala que ocupa montes de espaço!
- Ah então isto agora é por volumetria, é? E diga-me cá, o que é que ocupa mais espaço, a minha mala ou a sua barriga?    

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Saída do barco em dia de chuva e vendaval - Step by step tutorial

Instruções para quem está a pensar atravessar o rio de barco nestes dias de chuva, vendaval e o catano:
1 - Cobrir-se dos pés à cabeça de sacos plásticos (aqueles pretos, do lixo, dão muito jeito): é melhor agrafarem-nos, porque a fita-cola descola com a chuva.
2 - Chegados ao cais de embarque, tomemos como exemplo o do Montijo: tentar não arrear com o guarda-chuva nos comparsas de viagem e não levar o chapéu enterrado até ao queixo de modo a que nos retire a visão periférica e nos espetemos contra uns andaimes das obras (que todómundo sabe que a melhor altura para pintar os cais é quando está de borrasca) - não que isto me tenha acontecido.
3 - Muito importante: o bocadinho desabrigado entre o fim do cais e o barco (sensivelmente uns 3 metros) pode e deve ser feito a correr. Abrir um guarda-chuva só para aquela distanciazinha não só molha mais do que propriamente protege, como ainda nos arriscamos a furar um ou dois olhos que não os nossos. E dificulta ainda mais a tarefa de entrar no barco.
4 - E agora um desafio: tentar entrar e sentarmo-nos num sítio seco, sem escorregar e sem soltar uns valentes -alhos e dasses. Aqui falo por mim, é difícil pra chuchu. Eu nunca consegui.
5 - Pentear-se. Sem arrear com o cotovelo no vizinho do lado que por ser careca (patife sortudo), pode saltar esta etapa.
6 - Chegada a Lisboa. Se ainda não vomitou, parabéns, mas o pior ainda está para vir: o atracamento de barco (é este o termo técnico). O marinheiro-mor-condutor atira o bicho contra o cais à maluca (ou então aquilo tem alguma ciência e eu ainda não percebi), cá vai alho, e agora pirem-se daqui para fora.
7 - E agora a parte complicada: conseguir conciliar, num barco que ondula 2 metros para cima e outros 2 para baixo, para a frente e para trás contra o cais, uma série de movimentos perigosíssimos encadeados. Assim numa espécie de Jogos Sem Fronteiras, versão pobrezinhos. Allez, allez équipe de la margén sud!! Ora, a malta joga-se à maluca em vôo quando o barco ondula para a frente e para baixo. Isto exige um cálculo rigorosíssimo, em conformidade com as seguintes equações: ondulação para cima + para trás = trombas no Tejo / ondulação para frente + para baixo #3 passos em frente x 7% = cravas-te nos costados da velha que decidiu abrir o guarda-chuva a meio da rampa de saída em vez de largar a correr. Por isso, é borrifarmo-nos na velha, passar-lhe por cima (que até dá jeito, porque escorrega menos do que a rampa) e desatarmos a fugir (guarda-chuva fechado, atenção!) antes que as condições sejam de novo propícias à primeira equação. É uma espécie de exercício de natação sincronizada em que o objetivo é sairmos do barco enquanto a ondulação e as velhas estão de feição.
8 - A rampa de subida escorrega com'ó catano. Aqui sugiro uma desaceleração, e uma gincana no meio dos totós que insistem em ir de guarda-chuva aberto a vazar vistas alheias.
9 - Se "chegasteis" com vida e com os dois olhos, os meus mais sinceros parabéns, prova superada. Logo à tarde encontramo-nos de novo, ao regresso. Agora ide-vos pentear, que pareceis uns macaquinhos.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Mãe sofre #5

- Filho, a avó está doente.
- O que é que ela tem?
- Tem uma pedra pequenina na bexiga, e dói muito. Se calhar vai ter de ser operada.
- OHMEUDEUS VÃO OPERAR A PEDRA??!

O re-regresso ao ginásio

E eis que, depois de dois meses de fisioterapia aos joelhos (que ainda não acabou, mas está quase-quase), Boneca Maria de Deus re-regressa ao ginásio. Ora há uma expressão de saudosa avózinha bonecal que se aplica na perfeição ao meu estado de espírito: fui como "um burro carregado de porrada". Não me entendam mal, eu adooooro ginásio e aulas e afins, mas está de chuva e está frio. Eeeerrr… é isso, tenho frio. Eu sou uma pessoa que se dá mal com o frio em geral e o inverno em particular e todo o processo de veste-e-despe é coisa que me apoquenta sobremaneira. Isso e pastilhas elásticas coladas à sola dos sapatos. E pombas.

Já havia descrito o primeiro regresso ao ginásio neste post fofinho aqui, sendo que por isso as expetativas estavam bem rasinhas. Ora o que se passa é que entre setembro e fevereiro baixou um espírito qualquer no mulherio (especialmente) e largou tudo a correr para o ginásio. Quer-me parecer que as lontras da margem sul em setembro ainda viam o verão (credo que não me habituo às estações do ano serem em minúscula) bem ao longe e estavam-se positivamente a borrifar para o corpinho, que ainda iria ser fustigado por rabanadas e afins por alturas do Natal. Ora chegadas a fevereiro e quiçá muito por culpa das resoluções de Ano Novo, já lhes cheira a praia e começaram a mirar os rolos de gorduranga que assomam por cima das calças de cintura descaída e toca de fazer uso à inscrição no ginásio, que era válida já desde outubro, mas "não houve tempo". 

Resultado: uma aula de Body Combat com 30 macacas aos pulos (apenas um rapaz, coitadinho), 50% talvez das quais nunca havia dado um piqueno pontapé que fosse, e 20% com mais de 55 anos (nada contra, mas a agilidade não é a maior, né?). E Boneca Maria lá no meio, com ganas de arrear pontapés, traulitadas e socos imaginários em tudo quanto mexesse. Diz que as calorias fogem a sete pés ante um pézão bem desferido numa testa imaginária de um qualquer mauzão. E vai daí, e bumba e zinga, e toma bandido, e desvia-te da velha da mise, e afasta-te da boazuda com quilos de maquilhagem que ainda te vaza a vista com uma mama, e foge da chavala que aponta para a frente e dá para o lado, e não te rias de quem confunde um punho com o cotovelo…. OPÁ ASSIM NÃO HÁ CONDIÇÕES DE ANDAR À PORRADA IMAGINÁRIA, CATANO. Junte-se a isto a preocupação constante de não dar cabo dos joelhos e temos uma criatura em stress, sem conseguir extravasar toda a sua raiva com a vida, as pombas, ou então apenas com o frio. É que está frio, pá, e chuva, não sei se já disse.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Ai, vou só ali ver as ondinhas

Mas está tudo maluco? Andou tudo a snifar as fraldas borradas do meu filho? Ai que valente tempestade, não sei o que faça: se fique em casa no quentinho, manta no colo e um cházinho quente, se saia de casa para levar com ventos de 140 km/hora nos dentes e bocados de árvores na testa. 

Pessoas de Deus, eu só pus a cabeça de fora este fim de semana e levei com um cão na mona, três repolhos e um Cinquecento. E fui apanhar o buço a Alcácer do Sal. Alcochete esteve em alvoroço: faltou a luz 326 vezes, o vento assobiava de tal forma que o Máinovo passou 2 dias a perguntar "Quem tá a gritar?" e a lanterna foi a melhor amiga do Máivelho (às tantas tive de ir para a cama dele, tapar-lhe os ouvidos para ele conseguir adormecer).

E a viagem de barco? Estômago nos joelhos, estômago na garganta, estômago nos tornozelos, estômago na faringe. Ui, que esteve agreste. Verde, está esta Boneca que vos fala. E não é da roupa. Agora vou ali despejar o pequeno-almoço e já volto.

Agora que já voltei e está tudo benzinho, obrigada por terem perguntado, gostaria de fazer um apelo às gentes de, deixa cá ver, como não sei para que lado está o vento, Marrocos e, vá, da Galiza. Se virem um tapete de cozinha assim azul às riscas, com nódoas residuais de dourada no forno e sopa de grão com espinafres, mandem-no de volta ao meu cuidado, sim? Cá beijinho! 

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Pensamento de fim de semana #36

Percebes que tens um casamento esquisito quando as palavras que tu e o teu marido carinhosamente mais utilizam são "jumenta" e "palhaço".

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Ser tradutora

Pois é, é a minha profissão. E embora eu tente salvaguardar a minha vida profissional, que nada tem a ver com este blogue, não consegui ficar indiferente a um artigo publicado nessa revista de referência de coisa nenhuma que é a Happy, por uma tal de Carla, que me parece um poucochinho acéfala. Ora a Carlinha fofucha, no seu artigo "15 ideias para ganhar dinheiro na internet. Sem investimento e à distância de um click", entre outras pérolas como criar um blogue, sugere que se façam umas traduções (eu já devia ser milionária, tendo um blogue e ainda por cima, traduzindo). 

Faz-me lembrar aquela ideia peregrina "Enquanto não arranjo nada na minha área, vou dando umas aulinhas", porque isto de ser professor, como tradutor, qualquer pessoa o faz, não é verdade? 

E é isto, os tradutores, essa gente biscateira que até nem tirou um curso superior e uma carrada de especializações, não são mais do que indivíduos que agarram num dicionário e debitam um chorrilho de palavras. Sem investimento, filhota? Cheira-me que o meu investimento foi mais elevado do que o teu com o jornalismo, julgando por este artigo inenarrável. E essa malta ainda cobra 10 cêntimos por cada palavra, os bandidos, que as vão buscar de graça aos dicionários. Mais uma vez me questiono por que não estarei rica. 

Surpreende-me a facilidade com que se minimiza o trabalho dos outros, como despudoradamente se arreda para um canto uma profissão séria, remetendo-a para não mais do que um biscate, uma "coisinha" simples que se faz para ganhar um rendimento extra sem grande esforço. De facto, há muito programa de tradução automática, quem nunca viu traduções de ir às lágrimas? Hum… e gostaríamos de ser brindados com um trabalho desse gabarito? Talvez não, né, Carlinha fofucha? Passe o seu currículozinho a um desses tradutores-de-beira-de-estrada num destes dias que precise, sim? E não se esqueça de pagar os 10 cêntimos, OK, filhota? Já agora, deixo-lhe uma ideia para acrescentar a uma parte 2 desta preciosidade de artigo: a senhora que faz as limpezas cá em casa percebe paletes de mezinhas caseiras para as constipações. Talvez pudesse abrir um consultório, é todo um manancial de conhecimento desaproveitado. Eu própria, com filhos sempre doentes e ranhosos, tenho uma farmácia em casa. Também é uma ideia que me parece supimpa: podia vender medicamentos aqui no blogue. E traduzia as bulas para inglês. Ui que vai chover dinheiro. 

Juizinho nessa cabeça, sim?


Pensamento de fim de semana #35

Percebes que estás a ficar velha quando, depois de (por teres os filhos com os avós) teres dormido até ao meio-dia, acordas com dor de cabeça, dores nas costas, nas pernas e nos braços. E birra. 

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Mãe sofre #4

(Grande discussão sobre quem mudaria a fralda ao Máinovo)
- Eu fui há bocado!
- Eu ontem fui 35 vezes!
- Decidimos em par ou ímpar!
- Vai tu!
- Não me apetece!
- Vai lá que ele tá todo borrado!
 

(Ouve-se então a vozinha do Máivelho)
- PRONTO VAI LÁ A CRIANÇA!!!!!

Mãe sofre #8

(Já exasperada, a ouvi-lo a dizer idiotices há sensivelmente 48 minutos)

- Tiago, não sejas calhau!
- Xiii mãe, ganda asneira!!!
- Oi? Calhau é asneira?
- Ai, não, é c*lhão, enganei-me.

Gente com valentes pancadonas #3

E de novo na senda das buscas estranhas que cá vieram parar ao barraco.

Categoria "até tem uma certa lógica, mas não deixa de ser uma busca parva":
- bacalhau em ingles
- bruxo alexandrino
- casinha de bonecas para consultório 
- mim9 (oi? que informação se espera que saia daqui?)
- como fazer uma roupa para boneca com meias (eu cá não sei, filhota, vens ao engano!)

Categoria "este blogue tem tanta parvoíce que qualquer frase estronça vem cá ter":
- experiencias creme barral com óleo (uuuuh que grande maluqueira!)
- menstruacao pomba gira cartomante (blhéc!)

Categoria "dou erros ortográficos imbecis mas venho cá ter na mesma": 
- casinha da bunece

Categoria "buscas fofinhas":
- a casa boneca (folgo em saber que acham que a minha casinha já merece upgrade para casa!)
- Boneca Maria blog (assim, com o nome quase todo, bem giro!)
- boneca pipoca mais doce (que honra juntarem-me na mesma frase com a imperatriz da blogosfera)

Categoria "devia estar atrás das grades, mas em vez disso ando para aqui a fazer buscas taradas num computador e assustei a Boneca que agora verifica sempre se as portas e janelas estão trancadas":
- fotos de criança que tem a cabeça (bom, pensando bem se fosse sem cabeça seria pior)
- piadas de pinanso (oi?! Como raio vieste cá parar?! E não é pinanço que se escreve?!)

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Mãe sofre #3

- Mãe, hoje o Diogo atirou-me a bola à cara e eu disse à professora.
- E o que fez ela?
- Pôzo de castigo.
- Pô-lo, Tiago, já não sabes falar português?
- Sei, mas tenho algumas dificuldades assim sem dentes.

A cerveja checa faz crescer as mamas

Foi com esta falácia que, em Praga, me convenceram a beber da famosa cerveja preta, muito suave até. Boneca Maria de Deus, desde sempre desgostosa por ter sido brindada pelos genes com duas borbulhas mal espremidas, decide então tentar a sua sorte e colmatar a falta de mamaçal com litradas de cerveja.
Resultado mamas-0 checos a gozar-2 e uma bebedeira de caixão à cova. Vim de lá muito desiludida, como é de imaginar, e desconfio que Senhor meu Marido igualmente, isto porque também ele insistiu para que eu bebesse mais um pouco, vá-se lá saber porquê.

Foi também nesta viagem a Praga que tivemos um episódio engraçado e algo insólito com uns amigos nossos. Senhor meu Marido mandou uma sms a esse casal a perguntar se estava tudo bem e quando nos encontrávamos pois há muito que não estávamos juntos. Ao que eles respondem "Quando quiserem, mas só para a semana porque nesta estamos em Praga". Olha-me estes totós, diz-me ele, devem saber que estamos cá e estão no gozo. Outra sms: 
- O que é que estão a fazer em Braga?
- Não, estamos em Praga, República Checa.
- Não, nós é que estamos em Praga.
- Não, nós é que estamos.
- Sim, sim, tá bem, então encontramo-nos na Praça Venceslau às 8 e vamos jantar.

E não é que os gajos apareceram?! Sem saber andávamos na mesma cidade sem termos combinado nada. Ele há coincidências do camandro. Claro que fomos beber cerveja, e nada de mamas...

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Mãe sofre #2

- Mãe, sabes que o filho do Cristiano Ronaldo anda na minha escola?
- Não é o filho, é o sobrinho dele.
- O CRISTIANO RONALDO JÁ É AVÔ?

A minha mãe é uma leoa

E quando se trata de defender os filhos, sai de baixo. Sobretudo a filha, na adolescência, que era alvo (como todas as desgraçadas com mais de 30 kg) de piropos menos respeitosos dos homens. Mas mãezinha sempre foi muito à frente, tentando sempre antecipar os problemas antes de eles acontecerem propriamente.

Foi assim que um dia, em que íamos as duas a pé, ela vislumbra ao fundo, o perigo potencial: uma casa em obras. Ora obras = trolhas = assobios e nojeiras do costume. Mãezinha não vai de modas e a 300 metros do local agarra em meia dúzia de pedras soltas da calçada e guarda nos bolsos. "Oh mãe o que é que estás a fazer?!" "É já por causa das moscas, já estou prevenida, a ver se se atrevem a dizer alguma coisa".

Apenas refiro que o desgraçado do trolha só teve tempo de soltar um pequeno som de início de frase, já mãezinha a espumar da boca sacou da pedra e a brandi-la por cima da cabeça fez frente a uma criatura das obras com o dobro do tamanho dela "ANDA CÁ SE ÉS HOMEM QUE TE RACHO A CABEÇA AO MEIO!!" Isso é que foi vê-lo pisgar-se a toda a velocidade para onde os amiguinhos se estavam a rir dele à gargalhada.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Mãe sofre #1

Ora então declaro inaugurada mais uma bela rubrica nesta prestigiada barraca, desta feita contendo peripécias com a filharada. Espero que dê frutos. Não a filharada, a rubrica.

(Ao ver o Máivelho esconder no bolso um boneco fofinho que tinha recortado no dia anterior)
- Se calhar é melhor levares isso dentro da mochila para não se estragar.
(Ele cora)
- Errrr... é para dar à Bia, ela gosta destas porcarias assim com cãezinhos. Mas se ela não quiser, dou à Teresa. E se a Teresa não quiser, dou à Catarina. (Já a ficar irritado) E OLHA SE NINGUÉM QUISER FICA PARA MIM!!!

E vai-se embora, zangadíssimo comigo. A isto se chama manter as expetativas bem lá em baixo, meu rico filho, que percebeste que isto com as mulheres nunca se sabe com o que contar.

Bullying invertido

Devo ser a única pessoa à face da terra que já foi vítima de bullying invertido.

E o que é bullying invertido, Boneca Maria de Deus? Pois que não faço ideia, acabei de inventar o conceito. Mas soa bem e penso que se aplica na perfeição ao tipo de bullying de que fui alvo.

Corria o ano de … bom, não interessa, eu tinha 18 anos. Hoje tenho 37, é fazer as contas que eu sou de Letras e não sei. Ora na Baixa de Setúbal (spot onde a malta "parava" depois das aulas) estavam umas criaturas que já não me lembro se faziam publicidade ou queriam que respondêssemos a inquéritos. E um deles, particularmente chato e feioso (a sério, mesmo feioso, óculos de fundo de garrafa, gordo, dentes nojentos e borbulhas), decidiu implicar comigo. Porque eu não queria parar e ouvir o que quer que ele tinha para vender. E eu passava naquele sítio todos os dias e invariavelmente ignorava o rapaz, que começou a ficar chateado. E então decidiu mudar de estratégia. Presumo que tenha pensado, olha-me esta betinha, tem a mania que é melhor do que os outros, espera aí que já te lixo. E vá de me insultar cada vez que eu passava. Mas não era um insulto qualquer: o rapaz - relembro, absolutamente horroroso - decidiu gritar para os colegas ao lado (assim como que a pedir validação) de cada vez que eu passava "OLHA A CARA DE CÃO!!". Oi? Cara de quê?! Precisamente, cara de cão era, segundo o totó dos dentes nojentos, borbulhas e óculos fundo de garrafa, o que eu possuía. E tinha de o ouvir todos os dias, porque ele estava perto do sítio onde eu me encontrava com os meus amigos.

Eu nem queria acreditar no que me estava a acontecer. Não que eu me tivesse em muito boa conta, todas as adolescentes são complexadas por natureza e eu não era exceção, mas aquilo deixava-me sem reação, um dos rapazes mais feios que eu já tinha visto a chamar-me cara de cão. E aquilo começou a moer-me e a incomodar-me de tal forma que resolvi contar à minha mãe (uuuh sua valentona!). Ui, a leoa passou-se, alguém estava a tratar mal a sua cria. No dia seguinte, obviamente quis ir também e testemunhar a cena. E qual foi a primeira reação de mãezinha? A incredulidade perante a figura triste do rapaz que me estava a insultar. Como se atrevia aquele anormal a insultar a sua linda filhota?! Hein?! De tal forma ficou embasbacada que ela, arisca que é na defesa das crias, ficou sem palavras. "Mas coitadinho, ele é tão feiinho…". Penso mesmo que terá ficado com pena dele "Só pode ser porque é uma pessoa muito complexada, filha".

Portanto, o problema manteve-se e eu resolvi contar ao meu namorado. Sim, Boneca Maria de Deus tinha - ALEGADAMENTE - cara de cão, mas um namorado que por acaso era um giraço e tinha quase 1,90 m. Ah, e gostava de andar à porrada, pormenor que me tinha levado a esconder a situação, com medo de ele deixar a cara do rapaz com pior aspeto do que já tinha. Mas decidi contar-lhe, embora pedindo encarecidamente para ele não armar barraca, que o rapaz até aparecia menos, se calhar já nem trabalhava por ali.

Acontece que numa saída à noite, num bar, lá estava o fundos-de-garrafa, que quando eu passei resolveu gritar "OLHA A CARA DE CÃO!!!" mesmo nas barbas de namorado bonecal que, no alto dos seus muitos centímetros surge por detrás do rapaz, o agarra pelos colarinhos até ficar com os pézinhos a baloiçar e lhe diz uma frase que aqui não posso reproduzir, mas que posso adiantar terá incluído enfiar uns certos óculos de um dado atrasado mental num determinado orifício. E depois a melhor troca de palavras, do género: "Mas tu já olhaste bem para ela??! E para ti??!! Mas tu vês bem??!! Mas tu és normal??!" (bastante parcialzinho esse namorado, benzóDeus)  

Na vez seguinte que o vi na Baixa o rapaz veio pedir-me desculpa e dizer-me que até me achava gira. Menos, rapaz, menos. Também não era preciso exagerar. 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O dia em que voei com um filho ao colo

Foi também o dia em que percebi que tenho (ou ele) um santo muuuuuuuuuuita grande. Porque eu voei mesmo. Não foi um vôo metafórico, hiperbólico, não estou a fantasiar para ficar um post mais excitante (quereis excitação se calhar é melhor não andarem a ver blogues palermas, né?). Foi um vôo por cima de exatamente 7-degraus-sete. 

Então e andas armada em águia Vitória, Boneca Maria de Deus? Não pá, o raça do puto (que já pesa 15 kg) é que insiste em ir ao colo escada abaixo e eu acedo, uma vez que a alternativa é demorar um quarto de hora a descer 2 andares. E foi assim que agarrei nele e por momentos me esqueci que tinha uns belos saltos altos, pus um pé em falso e já não sei mais pormenores. Apenas que vi uma série de imagens tenebrosas a passarem-me pela frente, que envolviam todas membros partidos e filhos estropiados. Apenas me lembro de proteger a cabeça do miúdo com os braços e atirar-me para o vazio.

E aterrei de pé (!!!!!), chocando contra uma parede de tinta rugosa (e não caindo em cima do irmão dele, que costuma ir à frente mas que nesse dia também miraculosamente ficou para trás), com ele ao colo, lívido, mas são e salvo, apenas com uma mãozinha raspada na parede e o susto da vida dele. Escusado será dizer que o resto das escadas desceu-as a pé, a chorar "O mamã caiu!!" Mal-agradecido do catano.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Pensamento de fim de semana #34

Serei a única mãe que, espalhados pelos bolsos de todos-os-casacos-todos, tem 629 lenços de papel com ranho de filho?

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Pensamento de fim de semana #33

Se a fada dos dentes já trouxe uma nota de 5 euros ao miúdo porque não tinhas ela não tinha trocos naquele dia, é normal que o puto fique desiludido se lhe aparece uma moeda de 1 euro, né Boneca Maria?