segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O dia em que voei com um filho ao colo

Foi também o dia em que percebi que tenho (ou ele) um santo muuuuuuuuuuita grande. Porque eu voei mesmo. Não foi um vôo metafórico, hiperbólico, não estou a fantasiar para ficar um post mais excitante (quereis excitação se calhar é melhor não andarem a ver blogues palermas, né?). Foi um vôo por cima de exatamente 7-degraus-sete. 

Então e andas armada em águia Vitória, Boneca Maria de Deus? Não pá, o raça do puto (que já pesa 15 kg) é que insiste em ir ao colo escada abaixo e eu acedo, uma vez que a alternativa é demorar um quarto de hora a descer 2 andares. E foi assim que agarrei nele e por momentos me esqueci que tinha uns belos saltos altos, pus um pé em falso e já não sei mais pormenores. Apenas que vi uma série de imagens tenebrosas a passarem-me pela frente, que envolviam todas membros partidos e filhos estropiados. Apenas me lembro de proteger a cabeça do miúdo com os braços e atirar-me para o vazio.

E aterrei de pé (!!!!!), chocando contra uma parede de tinta rugosa (e não caindo em cima do irmão dele, que costuma ir à frente mas que nesse dia também miraculosamente ficou para trás), com ele ao colo, lívido, mas são e salvo, apenas com uma mãozinha raspada na parede e o susto da vida dele. Escusado será dizer que o resto das escadas desceu-as a pé, a chorar "O mamã caiu!!" Mal-agradecido do catano.

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