segunda-feira, 31 de março de 2014

E o teu fim de semana, Boneca? Descansadinho?

Epá, não. E não estou muito satisfeita com isso. E com um défice de sono que me traz ainda mais mau feitio e má disposição e vontade de andar à batatada com animais em particular e pessoas no geral.

E porquê, Boneca mais linda de quem te lê, tu que costumas ser um docinho, um poço de amabilidade e fofurice? Porque passei o fim de semana a levantar-me cedo e isso é coisa que me aporrinha sobremaneira.

Primeiro, dia de aniversário de Senhor meu Marido (répi barday!!!) e ele achou que seria bom passá-lo a dar aulas que nem louco. E o que faz mulher querida então? Recruta amigas doidas o suficiente para não ficarem a dormir até mais tarde num sábado e vão todas fazer as aulas dele. Que cansam. Mas pensei: o homem está meio adoentado, com uma laringite, pode ser que seja mais soft. O catano. O homem berrou mais, doente, do que um cabrito desmamado. 

Então e domingo, depois recuperaste? Pois com certeza, ontem não fiquei cansado suficiente, pensou a criatura conjugal, bora lá à corrida do Benfica, pois se o tempo está que é uma maravilha. E lá foi Boneca Maria de Deus fazer de carro vassoura, ficando com mochilas, casacos e afins dos malucos que decidiram que a melhor altura para correr seria num domingo de manhã, debaixo de chuva torrencial. Eu fui correr, sim, para o Colombo, que se estava muito melhor, e fiquei ensopada só do regresso ao estádio, os desgraçados corredores se não estiverem hoje todos com uma pneumonia já gastaram a sorte toda para 2014.

A reter: milhares e milhares de pessoas a correr naquelas circunstâncias, famílias inteiras, velhotes (resmas deles!!), miúdos, a sério que admiro esta gente. Senti-me gorda, balofa, ociosa, inútil. Mas depois olhei para o saco da Zara que carregava as compras que fiz enquanto eles corriam e passou-me.


 
 

Conversas parvas comócatano #3

(Máivelho e pai, depois da corrida do Benfica)

- Pai, a corrida foi no Estádio da Luz?
- Sim.
- E viste o Pantera Negra mais conhecido por Eusébio? 
- Vi a estátua, sim.
- E viste a câmara ardente? 
- Filho, ele já foi enterrado.
- Aaaah. Aposto que quando o Cristiano Ronaldo morrer vai aparecer nas notícias. E o Jamie Oliver também.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Mãe sofre #12

A mostrar-me um dedo com uma ferida:
- Mãe, tenho aqui uma hemorragia nasal.

Porque passas a vida com as trombas no chão, Boneca?

Porque sou uma desgraçada, parvalhona e devia ter o nariz menos empinado e olhar mais para baixo.

E tivesse eu feito isso mesmo naquele fatídico dia em que estava a entrar no trabalho depois do almoço e verificado que o tapete de borracha era daqueles com buracos onde estrategicamente os saltos se podem enfiar, não tinha ficado com um sapato preso no tapete, e depois o outro ao dar um passo em frente, e não me tinha baldado por umas escadas abaixo de trombas no chão, deixando os sapatos atrás, bem presos ao dito tapete. 

Tudo isto se passou ante um sereno segurança, que a ver todo aquele espalhafato, permaneceu impávido e sereno no seu casinhoto. Valeu-me um senhor que estava a entrar naquele momento e me vê estendida no chão, descalça, com uma poça de nheca gosmenta e amarela ao lado. Então Boneca, sua badalhoca, que fluidos soltaste tu na queda? Pois que levava um frasco de mel acabadinho de comprar que não sobreviveu ao impacto.

Ora então, presenciando o belo espetáculo, o senhor não está de modas e agarra-me para me levantar. E onde me agarra ele e me levanta em braços como se fosse uma boneca de trapos (disclaimer: tinha praí uns 40 kg na altura)? Nas mamocas. O senhor fofinho posiciona uma manápula em cada mamoca bonecal e zinga, cá vai disto, iça-me que nem uma chouriça para pôr ao fumeiro. Ao ouvir o meu grito (já não me lembro se de dor, se de "já tiravas as mãos daí seu nojento") e aperceber-se do que está a fazer, que faz ele? Hein? Solta-me delicadamente no chão e pede desculpa? Pois que não. Larga-me à maluca e eu vou novamente de nariz ao chão. 

O segurança? É que não tugiu nem mugiu, o ordinário, lá ficou na vidinha dele, a assistir à tragicomédia. 
 
Levantei-me, ajeitei a saia, desatarraxei os sapatos dos buracos do tapete, raspei o mel do chão e apanhei os cacos, juntei também o que restava da minha dignidade e fui dar o frasco assim como estava à colega que mo tinha encomendado.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Atenção à distância entre o cais e o comboio

Tivesse havido este aviso chatinho há uns tempos e eu hoje teria as duas pernas.

CREDO BONECA MARIA, TU SÓ TENS UMA PERNA?! Não, tenho efetivamente duas, mas podia só ter uma, não fosse o meu santo ser bueda enorme, como diz o meu Máivelho.

Desconfio que poderei ter sido a causadora do dito anúncio devido à vez que, na estação de metro do Marquês do Pombal, me joguei em vôo para apanhar o metro - já com as portas quase a fechar - e aterrei com uma perna dentro do dito e a outra entrou pelo buraco abaixo e ficou penduradita por cima da bela da linha eletrificada. Fantástico né? Pois. Valeu-me os berros dos outros passageiros e um ter-se posto à porta a gesticular para o condutor não fechar a porta, senão teria havido paté de Boneca perneta eletrocutada. Assim só houve uma coxa que ficou negra, um valente susto, o ego um pouco massacrado e a certeza de que foi castigo divino por ter ido esbanjar dinheiro na Dolce & Gabbana.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Conversas parvas comócatano #2

Conversa - só percetível para quem vai a restaurantes indianos - sobre a freira que está a fazer sucesso na Internet:

Boneca Maria de Deus - Viste a freira a cantar, ganda maluca!
Pessoa ainda mais parva do que eu - Eu cá gostava era de uma freira de alho e queijo!
BMD - Oi?
PAMPDQE - Uma "garlic and cheese nun".

terça-feira, 25 de março de 2014

Ráisparta a velha

Passeio dos tristes, ou como quem diz, ao Fórum Montijo. Dia nublado, hora insuspeita boa para nos enfiarmos nas compras sem grandes confusões. Ou pelo menos, pensava eu.

Tiro o Máinovo da cadeirinha, ele salta para o chão e grita:
OH VELHA!!!

Olho para ver o que se passa e nesse preciso momento está uma senhora idosa a fazer um esforço descomunal para sair de dentro do carro ao nosso lado. E o miúdo torna a olhar para ela e a gritar:
OH VELHAAAA!!!!

Eu queria um buraco para me enfiar. Olho para a senhora, que ainda se está a desentalar do banco (como é possível esta criatura ainda conduzir, pergunto eu), ela olha para mim com o ar mais reprovador do mundo e diz-me: 
- As crianças apenas repetem a linguagem que ouvem em casa.
- Olhe, não sei que lhe diga, tem razão, mas de facto não costumo chamar velha a ninguém em casa…  

E é verdade, posso praguejar muito mas tento conter-me ao pé dos miúdos. Lá me terá escapado um "velha" qualquer numa conversa, provavelmente. Fui à minha vida, absolutamente envergonhada, sou uma má mãe, catano, estou a criar uns pequenos selvagens mal-educados, que vão cuspir em velhotes e insultá-los!

Na verdade naquele momento pouco podia fazer a não ser ir às compras, mortificada com o sucedido, e com a certeza de que estava a criar seres do demo.

Quando voltámos para o carro, o miúdo antes de entrar volta a berrar OH VEEELHAAAAAA!!!! e eu penso "Olá, mas agora não há velha nenhuma à vista", mas que raio?! Olho para todos os lados e nada, nem uma velha para amostra, ninguém. Até que olho para cima e reparo numa característica do parque de estacionamento do Fórum Montijo da qual me esqueço por ser um sítio tão familiar...




segunda-feira, 24 de março de 2014

À criatura que me roubou a garrafa de água no ginásio

Estaferma,
Apenas espero que não tenhas a infeliz ideia de aparecer com a garrafa no ginásio, porque eu conheço a minha Siggzinha tigresse a léguas. Sua ordinária, bem sei que a culpa foi minha que me esqueci dela em cima do banco, mas a senhora da limpeza achou-a e tu foste rapiná-la de dentro do armário dos detergentes. Mulherzinha nojenta que me saíste. Aparece-me com a garrafa à frente e vais ver com quantas molas se faz um trampolim de Power Jump. A ti, apenas te desejo que te caia uma barra de Body Pump em cima do dedo mindinho. Com 20 kg de cada lado. E que te engasges com a água que vais beber da MINHA garrafa de tal forma que fiques roxinha, assim mesmo à beira da morte, e apenas sobrevivas por um triz (ainda consigo ser generosa, para veres o tipo de pessoa que sou, tão diferente de ti). 

É nestas alturas que eu gostava de ter herpes, pá, para ficares carregadinha de bolhas, porque se foste capaz de roubar uma garrafa, deves ser uma porca que nem a vais desinfetar antes de a usares. Hão de nascer-te furúnculos carregados de pus no rabo. E micoses tão grandes nesses pés que não hás-de poder ir ao ginásio nos próximos meses. Bom proveito com a minha garrafa, grandessíssima vaca.


A minha bichinha, a acompanhar-me numa aula de RPM

Vou ter saudades tuas, com quem me vou espojar
no chão de cansaço, após uma aula?!

domingo, 23 de março de 2014

Pensamento de fim de semana #40

Percebes que te queixas muito quando pedes ao teu filho que se baixe para apanhar uma coisa que te caiu e ele comenta, depois de se levantar "AAAiiii, doem-me as artificulações!"

Mãe sofre #11

(Máivelho a fazer corridas corredor a fora 2 horas seguidas. Boneca-mãe com os nervos em franja)

 - TIAGO PARA* DE CORRER DENTRO DE CASA QUE ESTÁS A DAR-ME CABO DOS NERVOS!!
- Como o próprio nome indica, isto é um corredor. Se fosse para andar, chamava-se andador.


(Nota: esta de se ter tirado o acento ao pára é para mim a regra mais estúpida e sem sentido do novo acordo. Tenho várias ideias de tortura para a mente iluminada que se lembrou disto.)

sexta-feira, 21 de março de 2014

Conversas parvas comócatano #1

Acho que não preciso fazer nenhum intróito a esta nova rubrica: o nome é self-explanatory (Ora reparem como eu consigo, de uma penada, utilizar uma palavra estúpida que não existe, imediatamente seguida de um termo em estrangeiro, dando ar de ser modernaça, porém extremamente erudita. Ou então só bipolar.)

Bom, o facto é que há conversas que deveriam sair da esfera privada, seja com família, amigos ou animais (ai não conversam com animais?!) e, como tal, torná-las-ei públicas, numa tentativa de humilhação de quem nelas participou comigo, ou tão-somente para que haja expiação e/ou ato de contrição por tanta imbecilidade.

Contexto: Boneca Maria de Deus a tentar despedir-se do digníssimo compadre, pelo fim de semana, mas a falar sozinha pelo chat, uma vez que o destinatário ou estava ausente, ou a ignorar a comadre, o que vai dar ao mesmo.

me:  in deux minutes je me pire pur ôjurdui
...
me:  népálá cabrõ?
regarde, azarréque
...
...
me:  j'allez
...
...
me:  tipo, dejá

E fui-me embora, sem resposta.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Dos esticões a dormir

Hoje vou dedicar-me a um flagelo da nossa sociedade atual, responsável por lares desfeitos, violência doméstica e, no limite, o incremento da taxa de divórcio.

Estou a falar dos esticões que os cônjuges dão a dormir, até porque sou uma trampa a fazer suspense, ao escarrapachar o assunto logo no título. Por este caminho, nunca alcançarei o estrelato bloguístico, não me sei vender. 

Mas adiante. Qual dos prezados leitores que dorme acompanhado já não levou um valente pontapé nos costados ou um cotovelo numa orelha devido a este problema absolutamente terrível que grassa pelos lares portugueses? Não? Então mas é só Senhor meu Marido que me arreia? Oh Diabo… E pelo menos sabem do que se trata? Passo a explicar: trata-se de uns violentos espasmos que acometem a criatura aqui de casa sensivelmente 2 segundos e meio depois de deitar a cabeça na almofada e estar perdido para toda e qualquer conversa normal de adultos. Ora mal o homem ensaia o movimento de encostar a cabeçorra na almofada desata aos esticões, como se estivesse com os dedos enfiados numa tomada. E zinga, vá de arrefinfar pontapés, cotoveladas e a ocasional chapada na desgraçada do lado, que ainda gostaria de acabar de ver o que quer que estava a dar na TV. Ocasionalmente os ditos esticões são tão fortes que o homem acorda assarapantado, fita-me com olhos de boga como quem diz "O que é que foi, oh?!" e eu ainda pergunto "Tás a olhar para mim, tu é que tás praí aos esticões feito parvo" e o gajo vira-se para o lado e adormece quase automaticamente. Até ao próximo esticão. E está nisto uma boa meia hora até entrar em coma profundo.

Ora isto é coisa que cansa. Não mata, mas mói sobremaneira. Perturba, chateia e acagaça, porque há momentos em que está tudo em silêncio e o homem manda um esticão e um salto de meio metro e um grito e quase que crava os chavelhos na parede e, como sempre, fica a olhar para mim com ar de parvo como se a culpa fosse minha. Vou tentar reproduzir o melhor possível, uma vez que não posso recorrer a imagens:

- AAAARGGGHH!! POING zinga (= grito, seguido de esticão e pulo de meio metro, com chapada em mim incluída)
Cara de esgroviado a olhar para mim com os olhos muito esbugalhados:
- O que é que foi pá? Eu é que levei uma chapada numa orelha, ainda tás a olhar para mim?
- Hã? Grunf. (E vira-se para o lado e aterra)
4 segundos e meio depois:
Tau! Prás!
- O que é que foi??! O que é que foi??! Os miúdos??! Hã?!
- Epá tá sossegado, porra, já me arreaste uma canelada e ainda por cima… 
Já ele está a dormir ferrado nem ouve.

E é assim todas as noites, não há sossego. Nódoas negras, essas há, aos pontapés. Literalmente. 

quarta-feira, 19 de março de 2014

Eu atraio maluquinhos #13 - Especial Dia do Pai

Ai que saudades, não é verdade? Eu própria estava a pensar que já não possuía aquela magia, aquele je ne sais quoi que tanto agrada às pessoas mental e psiquicamente desafiadas, mas ei-lo! Mais um maluquinho que se cruzou no meu caminho. Desta feita, no estacionamento dos barcos do Montijo. OH RAISPARTA MULHER ESSA JÁ CONTASTE IRRA QUE TÁ A FICAR VELHA!

Caaaalma pessoas! Então, não pode haver dois maluquinhos ou mais no estacionamento? Credo, que talibãs. Preferis que minta, a bem da criatividade artística? Pronto, vós é que haveis pedido. 

Ora então isto passou-se no estacionamento do Fórum Montijo (está melhor assim?!) quando eu estava cheia de pressa para apanhar o barco (estão a ver no que dá mentir?! Agora a narrativa fica inverosímil, olhem quero cá saber, agora não vou mudar, fica mesmo assim. Catano pá, que estão a ficar esquisitinhos). Bom, já me perdi. 

Ah já sei. Ora o senhor maluquinho estava a estacionar à minha frente, e por acaso com uma carrinha igual à minha. Andou para a frente e para trás, abriu o vidro para ver se não batia nos pilaretes, ajeitou o carro mais um pouco e esteve nisto quase 5 minutos e eu à espera. Na minha vez de estacionar, ao lado dele, demorei o tempo de o senhor sair do carro e vestir o casaco, ou seja, mais ou menos 11 segundos.
(Aqui faço um reparo para os mais sensíveis a explicar que não sou propriamente um ás do volante, mas estaciono ali há sensivelmente 15 anos e o meu carro tem pi-pi-pis. E o senhor era um pouco totó também, vá.)

Ora vendo este espectáculo de condutora, linda, bem maquilhada, casaco rosa pálido novo que lhe assentava que nem uma luva (o texto é meu, eu abrilhanto como me apetece, sim?), o senhor é acometido por um ataque súbito de simpatia para com a minha pessoa e, quando eu saio do carro murmura entre dentes mas de forma perfeitamente audível, ele que, volto a frisar, tinha um carro exatamente igual ao meu: "Qualquer m%rda tem um Audi!"

Aaaaah, o belo conflito interior: Boneca Maria de Deus, respondes ou não? Oiço a voz de mãezinha "Vai à tua vida filhota e não te esqueças dos ensinamentos que te passei". Do outro lado penso ouvir a voz do paizinho "E vais-te ficar oh parvalhona? És a vergonha dos escorpiões! Sais a mim ou não?" E pronto, decido seguir a minha verdadeira vocação, isto é, a malcriadice (adoro esta palavra). Todavia, decido juntar-lhe alguma finesse e é assim que apenas respondo, com o ar mais fofinho que consigo, depois de fitar o senhor de alto a baixo "Pois é, caro senhor, tem toda a razão, qualquer m%rda tem um Audi e o senhor é um excelente exemplo disso." E fiz uma dança da alegria interior, porque se repercutisse os movimentos que estava a ver na minha cabeça tinha-me com certeza lesionado porque estava com uns saltos muito altos e saia travada.

(E que melhor homenagem neste dia do Pai que ser rude para com um nosso semelhante, hein? Cá beijinho, paizinho, que te gosto muito, bem sei que não lês isto, mas oh mãe vai lá chamá-lo se fazes favor!)

terça-feira, 18 de março de 2014

Carta aberta aos espécimes do sexo masculino com testosterona hiperativa

Caros seres de hormonas descontroladas,
Bem sei que, for once, isto não foi comigo, mas que fazer? Além de estudiosa do comportamento humano em contexto sócio-antropológico, sou pessoa que toma as dores dos outros, neste caso das companheiras mulheres à mercê das vossas investidas.

Posto isto, pergunto eu, se ante a visão de umas pernas desnudas do joelho para baixo numa pessoa marreca, despenteada e com aproximadamente metro e quarenta de altura, certos membros da vossa casta se estrampalham contra um poste de tanto olhar para trás, e depois da marrada, ainda continuam a olhar até praticamente serem atropelados por um elétrico, o que acontece a essas pequenas hormonas na praia?! Hein?! Expliquem-me lá como se eu fosse muito burra, que isto francamente é coisa que me deixa muitíssimo intrigada.

Se umas pernas com aproximadamente 32 centímetros vos põem a testosterona em ebulição, vocês, eu já nem digo no Meco, mas numa praia cheia no verão nem se devem conseguir sentar semelhante a excitação né bebés? Tipo perdigueiro em overload com tanto coelho para apanhar, credo que até deve dar dor de cabeça. Senhores, são dois ossos compridos (ok são mais mas isso agora não interessa à narrativa) com tendões, músculos e pele e (com alguma sorte) pouco pêlo. Vocês (na maioria dos casos) também as têm. Homens de Deus, qual a pancada com pernas, pá?! 

Váláver.
Cá beijinho.

segunda-feira, 17 de março de 2014

A minha empregada tem dentes novos

Pois é, a senhora recauchutou a cremalheira e... desgraçada, tadita da senhora enverga uma boca que valhamedeus. Sabem aquela personagem do Herman, a Dra. Ruth Remédios? Estão a ver a boca dela? Ora espreitem mais abaixo. Pois esta ficou pior, senhores. E agora pergunto eu: o dentista que lhe pôs aquilo não viu que a senhora parece que engoliu um trombone e ficou com a parte mais larga de fora?! Será que lhe disse "E pronto, já está, são 500 euros e não se esqueça de avisar quando der o próximo concerto, sim?"  FOOOOOOOON, respondeu ela.

Eu tenho pena dela, mas mais de mim, que faço um esforço sobre-humano para não me rir com a senhora a falar comigo a contraluz e eu a ver os perdigotos a saltar na direção do Samouco. E como lhe explicar que o Máinovo agora não lhe quer dar um beijinho de bom dia? E o Máivelho, que me veio dizer (felizmente baixinho) "Oh mãe, o que é que se passa ali na boca da Dona A., que parece o Rodrigo quando levou um biqueiro no futebol?"

Dentistas do meu país, uma pista: se a pessoa não consegue fechar a boca, se a beiçola não esconde os dentes, ou se assim de repente olhamos para o paciente e ele se parece com a imagem abaixo, bora lá usar a versão favolas-XS?

domingo, 16 de março de 2014

Mãe sofre #10

- Uau mãe, este bacalhau tem mesmo bom aspeto!
- Obrigada filho!
- E cheira mesmo a bifinhos de porco!


(?!)

sábado, 15 de março de 2014

Mãe sofre #9

(A olhar para mim com olhos de cachorro abandonado)

- Mãe, posso comer mais qualquer coisa?
- Não, estás farto de comer e depois não tens apetite para o jantar.
- Só uma bolachinha.
- Não, já disse.
- Estás a dizer não ao filho que te está a pedir alimentação??!!!

Me happy #5



sexta-feira, 14 de março de 2014

Gente com valentes pancadonas #5

E de novo na senda das buscas estranhas que cá vieram parar ao barraco.

Categoria "até tem uma certa lógica, mas não deixa de ser uma busca parva":
- humilhação macho alfa (HELL YEAH, querem disto venham cá)
- quem beija minha filha (e eu é que sei?!)

Categoria "este blogue tem tanta parvoíce que qualquer frase estronça vem cá ter":
- como se chama o blog da rejoice quem quer casar com meu filho (humm... deixa cá ver... nope, não sei mesmo)
- blog culinario da rejoyce (mas quem catano é esta gaja que toda a gente a procura?!)
- ver os video do tunig de carro (aqui não te safas, filhote)

Categoria "dou erros ortográficos imbecis mas venho cá ter na mesma": 
- felme de pinanso (opá, a sério? felme? e outra vez a história do pinanço?!)

Categoria "OOOOOi??!":
- frases fechadam ccom meus mani se lava a boca para falar delis saco (WTF?!)
- coser para collants de vidro rotas? (achas que é aqui que vais encontrar info sobre isto?!)

Categoria "vou escrever várias palavras juntas sem qualquer nexo e ver onde vou parar":  
- circo de soleil boneca vida dança (eeerrr... cotonetes moldura salmão fumado pra ti também)

Categoria "devia estar atrás das grades, mas em vez disso ando para aqui a fazer buscas taradas num computador e assustei a Boneca que agora verifica sempre se as portas e janelas estão trancadas":
- brias e taradas
- imagens de pilas e pipis. verdadeiras (cá pilas e pipis falsos nem pensar. Oh valha-me nossa senhora…)
- filmes de pinanço (opá, a serio?! Estou mesmo a considerar descobrir o post onde escrevi esta palavra e ir apagá-la para afugentar os taradões!! Entretanto percebo que continuo a escrever a dita palavra e isso não ajuda, né?)

quinta-feira, 13 de março de 2014

Apelo às pessoas que pagam contas no Multibanco na estação dos barcos precisamente na hora em que as outras pessoas estão com pressa para não perderem o transporte

SERÁ QUE NÃO PODIAM FAZER ISSO FORA DA HORA DE PONTA, CAMANDRO??! TINHAM DE PAGAR A CONTA DA ÁGUA E DO GÁS E CARREGAR O TELEMÓVEL DO FILHO E FAZER A TRANSFERÊNCIA PARA A MULHER A DIAS E O DIABO A SETE QUANDO HÁ UMA FILA DE 20 PESSOAS PARA COMPRAR O PASSE???!! HEIN??!! E USAR O CÉREBRO, NÃO??!

quarta-feira, 12 de março de 2014

A empregada doméstica maluquinha

Só podia ser minha. Passo a exemplificar, com diálogos que parecem do outro mundo, mas que realmente aconteceram.
- Menina, cheire aqui a minha mão.
- Eeerrrr (snif) ... cheira bem, sim...
- Gosto mesmo deste seu perfume!

- Menina, não se preocupe comigo que eu não me desoriento! Chego aqui, calço os seus chinelos, visto o seu robe e começo logo a limpar!
- Mas...
- Só não me peça para trabalhar com fome. Se eu tiver fome, como o que houver, o que eu gosto mesmo mais são as suas quiches. E os rebuçados de café.

(Antes de terem desaparecido misteriosamente uns biquínis)
- Ai a menina tem o corpinho mesmo parecido com o da minha filha!

- Por acaso comeu a única fatia de fiambre que estava no frigorífico?
- Pois com certeza, a menina já devia saber que eu não consigo trabalhar com fome.
- Mas começa a trabalhar às 8, não toma pequeno-almoço em casa?
- Não, que não me dá jeito. Prefiro comer aqui, a menina tem sempre quiches boas.

E é isto. Escusado será dizer que não durou muito tempo lá em casa. Nem os meus biquínis.

terça-feira, 11 de março de 2014

Escorpiões mái lindos de sua Boneca!

E lá foram as mesmas três malucas de há 20 anos (Ainda não conhece a história?! Booom, é a última vez que ponho aqui o link, sim?). Efetivamente as prioridades são outras: fomos enfardar pizza primeiro e entrámos no Meo Arena 3 minutos antes de os velhadas, quer dizer, os Scorpionzinhos mái fofos de sua Boneca, terem dado os primeiros acordes. Desta vez, não desatámos aos gritos que nem histéricas, nem a chorar. Quer dizer, duas horas depois e de lentes de contacto, chorei, já não estou habituada a sítios fechados com fumo, bendita lei do tabaco. 

Os dinossauros, quer dizer, os Scorpions mái quiduchos de sua Boneca, estão para as curvas, foi um belo espetáculo, foi sim senhor. E viram-se as diferenças entre um concerto atual e um de uma banda que começou em ... 1965 ohvalhamedeus. Uma boa parte da malta nas bancadas não estava cá aos pulos e aos berros, não que isso cansa. Estavam sentaditos "sugaditos" a apreciar o espetáculo. E mesmo na plateia, onde nós estávamos, era tudo com calminha para não fraturar nem desconjuntar nenhum ossinho. Pular sim, mas durante 8 segundos no máximo. Gritar sim, mas com um certo recato. Ainda ensaiei o "OH KLAUS FAZ-ME UM FILHO" de antigamente, mas tive de suster o vómito porque me lembrei que o homem deve ter perto de 70 anos e isso já não é só nojento, mas livre trânsito para a nut house. Ah, e não me lembro de ter achado nenhum outro concerto deles barulhento, o que também diz muito sobre a minha idade avançada para estas maluqueiras. Na parte final, já naquela do "deixa cá avacalhar tudo a que tenho direito, porque ninguém garante que os homens vivam tempo suficiente para dar outro concerto e nunca mais os vês", corri na direção de um outro amigo que entretanto tínhamos encontrado (sim, aquilo estava tão pacífico que encontrámos amigos no meio da plateia) para mais três ou quatro pulos e oléoléoléolé e ele grita "OLHA OS TEUS JOELHOS PÁ!" E pronto, eu que estava a pensar fazer um moche e um pequeno crowd surfing desisti, o menino cortou o meu barato. Além de ter feito uns corninhos numa foto, como se vê abaixo. E de ter admitido ler o meu blogue em segredo, para não ser apelidado de mariquinhas. Olha, pá, fica sabendo que só quem é muito resolvido na sua masculinidade é que lê o blogue da Boneca, não é verdade, homens que me leem?

Pormenor a reter: as pessoas (vulgo, homens) bebem muita cerveja em concertos. Se fosse eu mais a minha bexiga hiperativa passava os concertos inteirinhos na casa de banho. 

Gostei muito, em suma, jurámos ir a todos os concertos deles até eles morrerem, o que parece estúpido, mas eu acho uma homenagem fofinha. Por último, uma palavra de apreço ao S. Pedro (com o qual tenho uma relação algo atribulada, como descrito neste post aqui), que nos enviou uma noite digna de primavera. Cá beijinho e ROCK ON!!!




segunda-feira, 10 de março de 2014

O mui nobre ato de coçar a cabeça por dentro

Vulgo, escarafunchar o nariz. Tirar macacos. Pescar burriés.

E pronto, parece que estou a imaginar a mãezinha a deitar as mãos à cabeça com outro post com badalhoquices e a ligar-me daqui a 5 minutos para me perguntar quando é que eu cresço, que já devia ser uma mulherzinha, e a tentar incutir-me algum juízo nesta cabeça. Desiste, mulher.

Há, todavia, uma razão muito forte para eu me dedicar hoje à temática macacal. Vim a observar no barco um excelso compincha da margem sul que levou todos os 24 minutos de viagem a proceder à limpeza das fossas nasais. Uma coisa posso afirmar: se metade da população se empenhasse da mesma forma no seu trabalho que a criatura dedicou a escarafunchar a penca, meus amigos, a produtividade nacional disparava para níveis semelhantes aos da Finlândia. O afinco com que o senhor chegou a enfiar em simultâneo um dedo em cada narina para cutucar respetivos símios, pensei a certa altura que os dedos lhe iam sair pelas orelhas, semelhante as investidas para cima e para baixo. Zinga-zinga-zinga, credo que até fiquei cansada. 

É uma atividade como qualquer outra, bem sei, mas antes observar o acasalamento das gaivotas do que passar a viagem inteira Montijo-Terreiro do Paço nisto. Mas isso sou eu, que limpo o nariz com o piaçaba. Just kidding, é com uma escova de dentes. 

sábado, 8 de março de 2014

Em estágio para os Scorpions #2

Boneca Maria de Deus, tu andaste a fazer fisioterapia aos joelhos e não bastava andares novamente feita maluca no Body Combat à porrada imaginária, agora vais-me passar duas horas em pé num concerto?! 

Calma, aquilo é dos Scorpions, presumo que distribuam cadeirinhas desdobráveis, e assim no limite, muletas e arrastadeiras, dada a idade avançada do público-alvo. Estou aqui a decidir se levo uma t-shirt preta a dizer Scorpions e com um belo Escorpião sangrento ou se tomo juízo nesta cabeça e vou como uma senhora de quase-40.  

Quer dizer, tendo esta obra-prima já escarrapachada no meu corpo, se calhar já é tarde para apelar a juízo…

Em estágio para os Scorpions!!!

(Para perceber do que estou a falar é melhor ler este post aqui)

Coisas a ter em conta para a ida a este concerto, 20 anos (cof cof) mais coisa menos coisa depois do primeiro:
1. Eu já não tenho 15 anos.
2. Eu já não tenho 15 anos.
3. Além disso, eu já não tenho 15 anos.
4. Valha-me Deus que vou para a plateia. Em pé.
5. E lembrei-me agora de um pormenor importante: eu já não tenho 15 anos.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Mãe sofre #8

- Tiago, não sejas calhau!
- Xiii mãe, ganda asneira!!!
- Oi? Calhau é asneira?
- Ai, não, é c*lhão, enganei-me.

Romantismo lá em casa

- Anda cá mulher que eu vou fazer-te feliz!
- Vais depositar-me dinheiro na conta, é?

quinta-feira, 6 de março de 2014

O carro da gaja

Serve o present post para fazer uma espécie de recenseamento e, mediante os resultados, aferir da possibilidade de não ser a única criatura do sexo feminino que tem o carro num estado lamentável. Para esta análise desconsiderar-se-á tudo aquilo que for culpa dos filhos, para não enviesar o processo. Ora bem:

- O seu volante encontra-se carregado de marcas de unhas e gorduroso de creme?
- A parte do meio do carro onde é suposto colocar-se copos tem lenços de papel, papéis de barritas, ganchos do cabelo, embalagens vazias de rebuçados bola de neve, nheca e coisos não identificados?
- Há, por todo o lado, talões de Multibanco antigos e cartões caducados de acesso ao parque de estacionamento dos barcos do Montijo?
- O tablié em geral tem maquilhagem e muito pó?
- O carro tem cagadelas de pombo em permanência?
- As jantes têm uma cor indefinida devido à porcaria que acumulam?
- Tem 382 sacos de cartão da Zara no porta bagagens?
- Tem 24 guarda-chuvas no porta bagagens ou nos bolsos de lado das portas?
- O carro está, em geral e no particular, absolutamente imundo?

Se respondeu sim a 80% das perguntas, então os meus parabéns! É oficialmente uma valente porca. 


Quem, eu? Não tenho nada a dizer, só queria saber por curiosidade.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Trocas de olhares

Eu espero bem que já tenha acontecido isto a mais gente, caso contrário vou ficar a pensar que sou maluquinha. 
...
Bom, vou começar de novo, que há um pressuposto bastante errado no parágrafo anterior. Nunca vos aconteceu (e reparem que agora já me dirijo a vocês assim como se vos conhecesse, isto de ter chegado às 100 000 visitas subiu-me à cabeça e isto a partir de agora vai mudar e vai haver interpelações de chofre e agora já não sei que raio estava a dizer). Vou tentar começar de novo. Já vos aconteceu irem sossegaditos na vossa vidinha e de repente o vosso olhar cruza-se com o de outra pessoa? A mim já. Até porque eu passo a vida a observar os outros, não porque sou uma valente bisbilhoteira, mas porque sou uma estudiosa das pessoas, sempre numa perspetiva antropológico-científica. Ou para cuscar. Ou para as provocar e as incluir no meu rol de maluquinhos (velhaca). E eis que acontece uma troca de olhares casual. Quando é uma mulher do outro lado, a coisa passa. Agora, quando é um homem (com menos de 70 e mais de 15, vá) o caso muda de figura. Porque parece que o bicho homem está sempre à coca de vítimas. 

Então o que sucede? Primeira troca de olhares, absolutamente involuntária, mas logo a seguir há outra, desta vez do homem, para se certificar que aquele olhar não foi casual. E eu olho de novo, sem querer, e lá está ele, já com um olhar diferente, do género "já te topei, achas-me um gostoso". E, do meu lado, "olha-me agora este, está a olhar para onde?" E volto a olhar, só para me certificar que não estou a ser paranóica. Nessa altura já a criatura está a sorrir "a tipa está mesmo interessada, não tira os olhos de mim", e eu "Mas ca raio que o estafermo não desolha, catano, que irritação" e volto a olhar, mas desta feita já com cara de poucos amigos.

Mas a cara feia parece pôr ainda mais lenha na fogueira, pois já o gajo se está a aproximar "vou ver se ela é assim tão afoita quanto parece" e eu "Mas o que é que este quer, com cara de parvo a olhar e credo que está a vir nesta direção, oh pá mais um maluco era mesmo o que me faltava, vou mas é pirar-me de fininho para outro lado". "Então mas a gaja agora tá a fazer-se de esquisita, ainda agora tava toda sorrisinhos" (na cabecinha dele deve ser isto). "Pelo sim pelo não deixa-me afastar dele e fazer cara de má a ver se ele percebe" "Olha-m'a porca armada em fina tás no toca-e-foge é, sua maluca" e mais uns sorrisos engatatões. "Dasse que o homem não para de olhar" "Eu sei que tu gostas" "Vou fingir que estou a falar ao telefone" "Olha agora a fazer-se difícil a fingir que está a falar ao telefone" "Porra, é que não desarma, chatooooo! "Ui, olhou outra vez, está no papo" ...

Basicamente, agora estou com um pouco de miaúfa de encontrar o homem de novo nos barcos...

terça-feira, 4 de março de 2014

Ser velha mas parecer nova

Preâmbulo: Cá beijinho repenicado mesmo no meio da testa da menina pedicure que me arranjou os pés no Fórum Montijo e que insistiu que lhe mostrasse o cartão de cidadão porque não acreditava que esta Vossa serva está no limiar dos quarenta e já desovou duas crias. Disse algo como "Parece que tem vinte e tal!" Pode ter sido uma grandessíssima aldrabice para eu me sentir maravilhosa e com vontade de gastar mais dinheiro, quero cá saber, caiu que nem ginjas.

Não obstante, esta temática não pode ser abordada de ânimo leve, pessoas de Deus. Eu cá levo-a muito a peito, uma vez que já me causou muitos dissabores. Isto porque esta coisa de parecer mais nova não me traz absolutamente vantagem nenhuma a não ser o ocasional afagamento do ego que, como é óbvio, é bastante fugaz e transitório, não trazendo qualquer benefício real e palpável. Dissabores, sim, porque basicamente sinto que ninguém me leva a sério. E não sei quando isso irá acontecer, porque quando for quarentona se continuarem a tirar-me uns quantos anos do lombo continuarei a ter o mesmíssimo problema. 

O que fazer então? Pôr placa? Coxear? Tentar munir-me de vocabulário de velha? "Ai que hoje estou que nem posso da espondilose!", "Bordei uma toalha a ponto cruz que ficou um mimo", "Tive de tomar um Adjuvicil para conseguir dormir!" É isso?

Me happy #4


segunda-feira, 3 de março de 2014

Posso desancar no Carnaval, posso, posso?

Irra que há poucas épocas que me irritem mais do que o Carnaval. Só o Halloween, vá. Este ano foi o primeiro que mascarei o Máinovo, não porque ele me tenha pedido, sabe lá ele, mas porque imaginei que todos os miúdos da sala dele iriam mascarados e a pressão dos pares é tramada. Enfiei-lhe um pijama onesie de urso (era o que faltava ir gastar dinheiro com um fato para uma criaturinha de 2 anos), que ele insistiu que era de ovelha, e lá foi ele. Mal chegou à escola e viu o alvoroço e os mais diversos monstros, abriu a goela, desatou a berrar e não houve quem o calasse. Ante a visão da educadora mascarada de Minnie, o berreiro agudizou-se com ele agarrado tipo lapa a mim aos gritos "NÃO QUERO A ESCOLIIIIIIIIINHAAAAAAA!!!!!!" Ui, que maravilha. Pelo caminho, ainda me cruzei com alguns pais mascarados (oi?), e vou abster-me de fazer comentários sobre a razão pela qual um adulto, vacinado, trabalhador, normal, se mascara numa sexta de manhã para levar os filhos à escola (assustando os filhos dos outros e - fantasticamente - também os seus próprios filhos).

Lá o deixei, mais o irmão, entre serpentinas e cornetas irritantes nos ouvidos e fui à minha vidinha. Chegada a Lisboa, já havia foliões no Terreiro do Paço, essa Marquês de Sapucaí da nossa capital, onde estava ameno para se sambar. Oh se estava.

De regresso a casa, passo outra vez pelo sambódromo da Baixa, onde a multidão (de adolescentes) se adensava, eles e as suas cervejas. Eu já ia bem dispostinha, eu que adoro Carnaval (nesta altura levo sempre invariavelmente com balões de água na tola e o trauma ficou), quando se cruza comigo um miúdo mascarado de Mel Gibson no Braveheart, mas com orelhas de Minnie e calças. Deveras perturbador. Ora eu já à defesa, em posição de gato assanhado, a imaginar que ia levar com um balão de água no cabelo que tinha levado 43 minutos a esticar, solto logo um "aviso-te já puto, atiras-me alguma coisa, racho-te a cabeça ao meio com um calhau!!!!", ao que ele me mostra o que tem na mão. E o quê, perguntam vocês, com que objeto maléfico ia ele proceder a violência contra a tua pessoa fofinha? Com confettis, o bandido!!! Vocês têm noção do tempo que leva a tirar aquelas porcarias da cabeça? E quando se enfiam nos olhos e na boca? A par do arroz que nos atiram quando casamos, os confettis são o verdadeiro flagelo dos arremessos. 

Bom, o miúdo lá foi à vida dele e eu à minha. E ainda há mais uns dias pela frente em que eu terei medo da minha própria sombra, sempre à espera do tal balão de água que acaba sempre por encontrar o caminho em direção ao meu cucuruto.


P.S. O meu irmão que está no Brasil fugiu nestes dias para o Chile para não aturar a confusão, portanto esta patologia deve ser de família.

domingo, 2 de março de 2014

C'um catano!!!



(E não me venham cá dizer que isto não é nada, que há gente que tem este número de visualizações num único dia, que eu ponho as mãos nas orelhas e faço lalalalalalalalalala. 100 000-visitas-cem, camandro, catano, c'um caraças, poooooorra!!!)

Pensamento de fim de semana #39

Percebes que o Máinovo deve ser doente crónico quando o pequeno eletrodoméstico que o gajo mais depressa reconhece é a máquina de aerossóis. E quando estranha não ter cebola na mesinha de cabeceira (por causa da tosse).

sábado, 1 de março de 2014

A verdadeira pera rocha ...

… habita na minha fruteira:
(Para onde quer que me vire nesta casa há calhaus, e não há nenhum trocadilho aqui, é mesmo literalmente, dado que o Máivelho coleciona pedras. De todos os tamanhos e feitios. Oh vida.)

Pensamento de fim de semana #38

Não tirarás macacos do nariz depois de teres comido, à mão, uma perna de frango com picante.