sexta-feira, 9 de maio de 2014

Mostrei o rabo a meio Terreiro do Paço

Ai foi sua Boneca badalhoca e sem-vergonha?

Pois que sim, mas juro que foi sem querer. E palpita-me que terei traumatizado uns quantos cámones, coitadinhos, que apenas estavam na sua vidinha a aproveitar o sol de fim de tarde e a beber umas jolas. Imagino que não tenha sido agradável de repente serem confrontados com a inexorabilidade da condição humana, sujeita às intempéries meteorológicas, lembrança fugaz porém acutilante do quão transitória é a nossa existência. É assim mesmo a vida, num momento estamos em cima, noutro estamos em baixo, num segundo é o nosso espírito que se envolve neste turbilhão de emoções contrárias, noutro é o rabo, mais um turbilhão de vento de orientação sul/norte que assola por um vestido acima e cá vai disto. Mas para a frente é que é caminho. É apanhar os cacos e seguir sem olhar para trás rumo a um outro dia, em que não nos esqueceremos de consultar a aplicação do telemóvel que nos dirá que está um vento do catano e é melhor irmos de calças e âncora. E centrarmo-nos apenas e tão-somente no pequeno mas não discipiendo pormenor que pelo menos levávamos as nossas Dolce & Gabbana de renda. Flashing people but in style.

6 comentários:

  1. olha houve uma que fcou famosa por causa do vento na saia...

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    1. É verdade. Sou a Marilyn do Terreiro do Paço.

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    2. Pensei no mesmo. Para a semana já vai haver um cartaz no Terreiro do Paço a dizer "Procura-se Marilyn"

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    3. Isso gozem gozem. Hoje eu amanhã vocês.

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  2. Uma vez saltou-me um gafanhoto (daqueles XXL, sim se que ainda assim não justifica... mas sempre me faz sentir menos mal...) para dentro da saia e era ver-me no meio da rua aos pulos, a levantar e sacudir a saia aos gritos... Deixei de ver o bicho do demo...
    Recompus-me!
    Dou mais 3 passos e lá vejo o malvado, agarrado à saia, na mesma...
    Repete-se a mesma figura...
    Acho que quem viu ainda hoje deve guardar o trauma e procurar aconselhamento:
    "E foi assim Sr. Dr....
    A mulher de saia cruza-se comigo pára e grita enquanto sacode a saia mostrando-me insistentemente as cuecas, com um olhar esgazeado e assustador... Eu fiquei aterrorizado e segui o meu caminho, com medo, muito medo de ser seguido... Eis que ela volta a ter o mesmo comportamento com uns velhotes mais à frente..."

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    1. Sinto-me acompanhada nas figuras tristes.

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