terça-feira, 17 de junho de 2014

A festa de final de ano

Pois é, mais um ano letivo se passou e neste fim de semana teve lugar a festa de final de ano letivo. Felizmente, e ao contrário do Natal, não houve secas descomunais a ver as figuras tristes dos adultos, na denominada atuação dos pais (que já retratei devidamente neste post aqui). O tema deste ano era a agricultura familiar, e por isso foi ver desfilar alegremente pequenos pepinos, alfaces, brócolos e afins. 

Conclusão principal: tenho a mania que sou mau-feitio, bad ass e tal, uma pedra de gelo insensível. Porém, ante um filho matulão enfiado dentro de umas leggings brancas justas e de manga cava a dançar com uma cena prateada na tola transformo-me em gelatina. Daquela nojenta, bem mole. E não adianta a racionalidade dizer-me que ele parecia um pequeno panisgas esvoaçante e que tem tanto jeito para a dança como eu para a física quântica, MEU RICO FILHO, era só o que me apetecia gritar. Senti-me a D. Dolores de Alcochete. E nem ao conseguir discernir, no meio de uma chusma de criaturas desafinadas a tocar os mais vários instrumentos, a flauta do demo do meu filho, que tem tanto de flautista de Hamelin como o Pepe tem de fofinho (perdão, mas era inevitável a ferroada neste parvalhão, que se portou como se viu ontem no nosso jogo), eu pensei outra coisa que não "aquela pequena cana rachada e irritante é o meu rebento!!"

Depois veio o Máinovo, mascarado de vaca. Coisa mái linda de sua mãe. Espera, aquela vaca não é ele, é a vaca de trás, ou então a outra. Bem, é uma das 630 vacas em palco, coisa mái linda de sua mãe, pelo sim pelo não aceno e mando beijos às vacas todas, que alguma há-de ser a minha. Esta malta foi do mais pró-ativo: um molho de gado vacum que se esperava cantassem a plenos pulmões "Tenho uma vaca leiteira...", apenas se ficou para ali, sem se mexer, toda a atuação, a olhar especados para nós e nós para eles. Não menos embasbacados pelo fiasco da atuação. Porque o que haverá de mais querido do que uma piquena manada de vacas em miniatura e de ténis? Nada, né? Aliás, só agora na festa compreendi (porque havia pais a cantar como se não houvesse amanhã) que a parte que eu achava estranhíssima da música que, segundo o meu, rezava "vou-lhe chupar o chocalho" (WTF?!) era afinal "vou-lhe comprar um chocalho". Fiquei muito mais descansada e já não irei processar a educadora por incitamento à badalhoquice. 

A parte pior foi mesmo a entrega dos diplomas aos miúdos que acabaram o primeiro ciclo. Mas pior porquê, Boneca Maria, o teu filho era um deles? Pois que não. Mas eu chorei na mesma. Botaram música daquelas de fazer chorar as pedras da calçada, fotos de crianças felizes abraçadas a uma professora comovida e pumbas, abri a torneira, absolutamente mortificada de vergonha. Até ter olhado disfarçadamente em volta e ter percebido que TODAS as mães estavam ranhosas e a fungar também. Até as cujos filhos só acabam o primeiro ciclo daqui a 3 anos. Ráisparta as hormonas maternas, que envergonham uma gaja que se quer manter rija e forte. 

Feitas as contas (e porque em conformidade com o tema os miúdos andaram a fazer distribuição de víveres), vim de lá com um pêssego e levei com um molho de coentros na testa, mas saí de coração cheio. E percebi que para o ano, pelo sim pelo não, é melhor enfiar 3 calmantes no bucho antes de sair de casa, para não fazer figuras muito tristes quando o Máivelho for receber o diploma de finalista do 4º ano. Porque quando eu abrir as comportas, não vai haver quem me valha. Meu rico filho, que já estás um homem.

Em baixo, fotos da vestimenta do Máinovo. O Máivelho não permitiu a reprodução da sua imagem, vá-se lá saber porquê. A única foto de jeito que tirei mesmo assim está péssima. Porque era proibido gravações e tal e coiso. O que não invalida que toda a gente tenha tirado fotos. Metam-se entre uma mãe com uma máquina e a sua cria, metam-se. 


A manada infantil, coisas mái fofas.
Uma daquelas vacas é minha, só não sei precisar qual...



Vacalhôncia à retaguarda
Vacalhôncia de frente

6 comentários:

  1. eu queria era ver a boneca e esposo vestidos de vaquinhas....

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  2. O teu Máivelho uma vez mais a mostrar a sua inteligência, ele sabe que uma foto uma vez colocada na internet é coisa para deixar um rasto para a vida, e o pequeno não quer ser gozado aos 25 anos no trabalho, e chamado de branca de neve de leggings.

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    1. Estava taaaaaaaaao borboletaaaaaa!

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  3. É mesmo impossivel para nós, mães, não registarmos eses momentos que um dia os vão envergonhar até aos pés, não é? Tão bom!!!! :))))))))))))))

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