quinta-feira, 12 de junho de 2014

E voltaram os homens das obras ao Terreiro do Paço...

... e com eles, a saraivada de impropérios do costume. Desta feita, presumo que o ecrã gigante seja para ver os jogos do mundial, ou será - agora de repente me ocorre - para o piquenique do Continente/Tony Carreira?!

Bem, either way, lá estão os senhores, que efetivamente não faço ideia se serão os mesmos, mas vêm com a mesma agenda sócio-cultural: confraternizar de forma carnal e badalhoca com todo o mulherio com mais de 12 anos e menos de 70, que possua duas pernas, pelo menos um braço e rabo.

Desenvolvi entretanto uma técnica infalível que irei partilhar apenas da bondade do meu coração, porque temos de ser umas para as outras, né, gajas? Então, consiste no seguinte: auriculares. 

Hã? Oi? Esse é que é o teu plano brilhante?

Sim, fones. Não interessa se estão ligados, se funcionam, ou se do outro lado estão apenas a ouvir a Rádio Amália, o que é verdadeiramente importante é que sejam bem visíveis para os energúmenos, que imediatamente espumam de raiva ao perceber que a putativa vítima está temporariamente privada do sentido que mais falta faz à investida. Digo por experiência própria, ficam danados e passam à próxima. Eu cá, até fui mais longe, e fiz um sinalzinho com as mãos - imaginar os quatro dedos de cima a bater no polegar repetidamente, do tipo, fala para aí blablabla - e era vê-los a praguejar. Sim, vê-los, porque ouvir não dava, que naquele momento estava a sussurrar-me ao ouvido o Chris Martin (Still I call it magic / When I'm next to you aiaiai). Por isso, amigas, enquanto nenhum deles se lembrar de nos arrancar aquilo das orelhas à força para encetar diálogos fofinhos, estamos safas se levarmos os ouvidos obstruídos.

Quem é amiga, quem é? Cá beijinho.

3 comentários:

  1. Técnica já usada pela minha pessoa há vários anos, nem sempre com resultados positivos, porque nitidamente há senhores com miopia. Uma vez a um, tive de apontar com os dedinhos para os phones nos ouvidos, e foi um regalo vê-lo de boca aberta com ar de espanto. E fui à minha vidinha.

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  2. acho mesmo que prefiro as badalhoquices à musica que ouves

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