quinta-feira, 31 de julho de 2014

Da higiene oral

Eu, fanática da higiene oral me confesso. Um tudo-nada paranóica com a brancura dos dentes, vou ao higienista de 3 em 3 meses, embora a recomendação da minha ortodontista seja apenas duas vezes por ano. Ora sucede que entretanto a minha higienista de sempre decidiu ser dentista e pouco aparece e atribuíram-me outro, um senhor badocha e, pasme-se, com mau hálito. Ora, como diz uma amiga minha, um higienista oral com mau hálito é como um PT ou um nutricionista gordos, não nos inspira grande confiança. Ora então bora lá pôr essa boca nos trinques, e enquanto isso vou anestesiá-la com este cheiro às pocilgas lá da sua terra, diga lá que não se sente em casa, quem é amigo quem é?

E como se não bastasse a boca do homem cheirar como quem mastigou um chunk de bosta, ele ainda me presenteou com uma série de galanteios que, a meu ver, não deveriam ter lugar numa consulta onde uma pessoa está deitada de boca aberta virada para ele. Pois que não me parece muito próprio estar para ali, boca escancarada, aspirador pendurado de lado a sorver cuspo, a ouvir "que dentes tão bonitos, só podia, numa menina assim bonita. E que vestido bonito" e o caraças que só me apetecia dizer-lhe "bonito, bonito, são os...", mas o homem tinha um instrumento com aspeto perigoso já em direção às gengivas bonecais e achei por bem fechar a matraca. Ou mantê-la aberta mas sem som. E quando é para fechar a boca sobre o aspirador para aquilo limpar tudo? "Vá, dê aqui um beijinho" AAAAArrrgggghhhh 

O pior foi mesmo quando aquele coiso entrou em funcionamento - e quem já foi a uma consulta destas bem sabe - e desatou a espirrar-me borrifos de água para a cara. Tudo bem, já estou habituada, no final com um lencinho dou pequenos toques na cara para não borrar a maquilhagem e sair com aspeto apresentável. Ora sua Excelência, Dom Boca-de-Fossa-Galanteador-de-Meia-Tijela resolve ir-me limpando a cara durante o processo. Ora tivemos portanto o algoritmo: borrifa-molha a tromba da menina bonita-esfrega-a como se de uma frigideira gordurosa se tratasse. Resultado: além de a consulta ter durado o dobro, saí de lá a parecer o Batatola, de tão borrada que estava a minha cara. Até nos olhos o homem esfregou, "ai que levou uma banhoca" BANHOCA O CAR@&€# DESLARGA-ME OH BOCA DE ESGOTO.

Tarado dentário-bucal do catano que tive de ir para a casa de banho retocar a maquilhagem. Já marquei para outubro, como é óbvio não para ele, para a minha antiga (voltaaaa!!!), e estou a preparar-me para lhe fazer queixinhas, que assim não há condições para uma pessoa combater o tártaro.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Homens, não servis para grande coisa

Ora bem, como dizer isto sem ferir a vossa suscetibilidade? Vou ser meiguinha, como é meu apanágio. Sois umas criaturas assim a modos que, digamos, inúteis. Exceto para a questão da procriação, pelos motivos óbvios, não tendes grande serventia. Pronto, já disse. Agora dar-vos-ei alguns minutos para irem para um canto encaracolar-se a chorar e enranhosarem-se todos que nem os totós que são. 

Mas oh Bonequinha fofa, o que se passa hoje contigo que estás particularmente acutilante e sardónica? Não sei, não conheço essas palavras. Estou apenas a veicular a ideia que me foi transmitida por uma velhota minha vizinha, esposa de um velhote por sua vez bastante caquético, dono de uma carrinha verde que se desloca a 10 km/hora em direção à sua horta aqui em S. Francisco de Alcochete. 

Basicamente, a senhora ficou chocada quando se deu conta que eu estava a sair cedo para trabalhar sem os miúdos e estes tinham ficado em casa:
- Então os meninos?
- Ficaram a dormir mais um bocadinho.
- Sozinhos??!
- Eeeerrr, estão com o pai...
- COM O PAI???!!! Coitadinhos...

Fui a rir-me o caminho todo a lembrar-me da cara de pânico da velhota, ao imaginar as desgraçadas das crianças sozinhas em casa com o respetivo paizinho. Temos, portanto, que, aos olhos de uma geração mais antiga, eu deveria mas é ficar em casa e não entregar a prole nas mãos inaptas e irresponsáveis do progenitor, o qual, por sua vez, devia era estar, muito provavelmente, de enxada na mão a apanhar cebolas e a lavrar a terra.

Ainda tentei argumentar com a senhora, mas não me parece que tenha ficado muito convencida. Assim sendo, fui à minha vida, sempre debaixo do escrutínio dos olhinhos que assomavam por debaixo do lenço à cabeça, parecia que a ouvia pensar "Olham'a serigaita, já não se fazem matriarcas como antigamente! Tsss tssss!". Senti-me emancipada e modernaça, porém desnaturada.

terça-feira, 29 de julho de 2014

E o que tens por aí no telemóvel, Boneca? #4



Um antigo sonho meu: bolos feitos de gomas.

Fui eu que fiz. Demorou 4 horas.
Panquecas de domingo.



Old-school Nike a caminho do ginásio.

New-school Nike, also rocking the gym.
Muito gym, ténis giros e tal, joelhos escavacados.


Pois se treino, também posso alarvar sobremesas. Bumba.

Masoquismo no seu expoente máximo

É lanchar uma gelatina zero calorias, fazer uma hora de Power Jump (vulgo trampolins do demo), jantar um batido de proteínas e enfiar-me no sofá a ver episódios de Masterchef em barda. Pessoas, ouviam-se os roncos da minha barriga em Alcácer do Sal e a saliva que produzi inundou as casas térreas de Grândola. 

A minha vida não é fácil. Talvez hoje alarve sushi para me compensar.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

O voo da fisga

Já aqui referi en passant a minha paranóia com a possibilidade de algum vizinho vislumbrar a minha lingerie (neste post). Até agora tenho sido bem sucedida nos meus projetos de escondimento de cuecame bonecal, tudo bem refundido atrás no estendal da varanda.

Ora sucede que às vezes quem estende a roupa é a empregada. Senhora fofinha, mas desprovida de certas caraterísticas intelectuais e até de sensibilidade e tato que a levam a fazer algumas coisas que, a meu ver, são, como direi, estúpidas. Um bom exemplo é ela achar que se pode estender tudo ao molho e fé em Deus, desde os panos esfarrapados com que limpa o chão à lingerie caríssima de renda que eu manuseio como se de um vaso da dinastia Ming se tratasse. Por aquela cabecinha nunca terá perpassado a pergunta "Mas se a menina se dá ao trabalho de ter esta roupita pequenita de tecido frágil e com aspeto delicado em separado dentro de um saquinho de rede se calhar não há de gostar de a ver ensalsichada com a recarga nojenta da mopa?" 

Pois que, não satisfeita com a orgia de pobre que proporcionou à minha roupa interior de classe alta, a senhora teve a bela ideia de a estender para o mundo, assim bem alinhadinha na corda mais exposta à vizinhança, umas dez cuecas a dizer adeus a quem as quisesse cumprimentar. Quando cheguei à garagem, olho para cima como costumo fazer e, em todo o seu esplendor, lá estava uma bonita coleção, de fazer inveja a muita stripper. Pareceu-me ouvir vozes inclusivamente "Então, pá, foste fazer o turno da noite ao Champagne ontem?"

Mas o pior ainda estava para vir: não só aquele belo espetáculo estava a ser proporcionado em sede de estendal, como presa na corda do vizinho de baixo estavam umas cuecas, digamos, sugestivas, a dizer-me RELOU! Sim, efetivamente uma das minhas fisgas havia voado e pousado estrategicamente no estendal do vizinho. 

Passado o choque inicial, iniciei os preparativos do resgate, planeando com toda a minúcia as frases que haveriam de sair desta boca a fim de não me envergonhar para todo o sempre. Sucede que - Deus seja louvado - caíram no estendal do vizinho mais jeitoso (o único na verdade thank you God), o que ainda me preocupou mais, na verdade, porque aumentou a tensão na hora de pôr o plano de salvamento em marcha. "Boneca Maria de Deus, tu consegues, o homem está com certeza fartinho de ver daquilo, chegas lá, perguntas se viu as tuas fisg...cuecas e pronto. Ah, a mulher dele acabou de parir, apenas um pormenor, se calhar ele agora vê mais cuecas tipo saco de pão, mas não há de ser nada e..." VALHAMEDEUS que o homem abriu a porta em tronco nu.

Eu não sou pessoa de corar, minha gente, e efetivamente resgatei o que era meu de direito, mas que grande sapo engoliu esta vossa serva, aliás, arrisco dizer que houve engolimento conjunto de batráquio, porque poderia jurar que não fui a única a corar e a gaguejar.

domingo, 27 de julho de 2014

Mãe sofre #28

Máinovo pede "o pica-pau". Eu não sei o que é. Quer dizer, sei, mas não há nenhum cá em casa. Inicia-se por isso um moroso processo de lhe apresentar tudo o que remotamente se pareça com o dito. E ele cada vez mais nervoso, nada lhe serve. 

Acabadas as aves de casa, passamos a outros animais, e ele continua "Nãaaaaaaao, preciso do pica-paaaaaaauuuuu!!!" E chora desconsoladamente. Já nervosa, considero inclusivamente a hipótese de sair num instante e ir-lhe comprar a porcaria do pássaro, onde raio foi o miúdo buscar esta ideia peregrina e já não o posso ouvir aos berros e o gajo continua a chorar oh catano.

Silêncio repentino. "TÁ AQUI O MEU PICA-PAU!!!"

Era isto:

Um martelo.

sábado, 26 de julho de 2014

sexta-feira, 25 de julho de 2014

A "swear box"

O meu colega de gabinete, inglês, foi um destes dias ao país natal e trouxe de lá uma caixa de lata em forma de casa cheia de caramelos. Duraram pouco, obviamente, e, confrontado com o destino que haveríamos de dar à dita caixa, sai-se com um (em inglês, mas vou passar a traduzir) "-Podíamos usar isto como "swear box". Cada vez que praguejasses, punhas aqui dinheiro." 

Ora, temos portanto que este gajo quer guerra. Só pode. Mas ca porra é isto?! Uma "caixinha panisgas para asneiras"?! Pois que fiquei logo eriçada, arreei a giga e imediatamente me arrependi, pois tal pressupunha coima. E regateei o pagamento, pois seguramente que a p&ta da caixa me vai levar à falência. Assim, cada vez que praguejar, enfio com um post-it dobrado lá para dentro com o impropério que saiu desta boca porca. Digamos que em 3 horas aquela trampa já estava com uma bela coleção de papelinhos amarelos.

O que se conclui? Que sou uma malcriadona, que passo a vida a praguejar e a mandar vir com tudo e todos. Se bem que, em minha defesa, "velhas nojentas" não constitui, na minha imparcial opinião, algo assim de tão grave. Mas lá ficou o post-it correspondente, devidamente registado.

Resultado: penso, mas não verbalizo. Ora, isto é coisa que temo me vá fazer mal: vou ficar com este corpinho cheio de asneiras latentes? A minha cabeça albergará até rebentar valentes vociferações? Qual será a capacidade volumétrica da minha pessoa até que isto transborde?! E nesse dia, largo aos gritos a destratar quem comigo se cruze? 

Temo pela minha sanidade e, em última instância pela do bife, que é assim quem está mais à mão para levar com a dita caixa nas trombas, caso eu me passe da marmita ou eventualmente entre em ressaca. É que se não vai verbalmente, fisicamente poderá ser uma bela solução de último recurso. Assim tipo cigarro eletrónico, se não se pode fumar de uma forma, fuma-se a alternativa. E uma tola britânica configura-se-me um excelente placebo para a minha ira vernácula. E ai do gajo que tenha o azar de mandar um fuckzinho que seja, vai a caixa, vai um sapato, vai o catano, little ordinário, que ainda agora começou esta brincadeira e eu já estou nervosa. Agora vou ali praguejar para dentro de um funil ou assim. Car€&%#, pá.
Cá está a dita, a ser alimentada.
Tem um apetite voraz, a p#ta.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Lições de boa disposição

Tenho em casa duas crianças felizes, o que me deixa bastante orgulhosa. Mas, quando a felicidade e boa disposição das criaturinhas assoma de manhã, assim pelas 6h30 quando os vou acordar para os levar ao pediatra, é coisa que me apoquenta. Isto porque eu, embora pareça um doce de pessoa, que sei que é o que transparece, sou o ser mais mal-disposto a acordar que foi botado à face desta terra. Aliás, fico inclusivamente irritada com a boa disposição alheia. Que o diga Mãezinha, que, antes de desistir de me acordar - nos tempos da adolescência - mandava o desgraçado do meu irmão, que entrava no meu quarto a tremer, praticamente a chorar e com medo de levar uma dentada. Era assim, eu. 

Com o passar do tempo, lamentavelmente, não melhorei. Grunho, rosno e emito uma série de outros barulhos incompreensíveis, mas que me ajudam a começar o dia com menos infelicidade. Depois, entro no quarto das crianças e sou brindada com sorrisos, canções e mimos e fico a pensar de quem serão eles, porque meus e do meu mau-feitio não serão com toda a certeza. 

Um destes dias, o tal em que os levaria ao pediatra, o Máinovo acordou muitíssimo bem disposto, e decidiu levar o seu próprio estetoscópio e uma guitarra da feira, objetos absolutamente imprescindíveis para o evento em causa. Ora o estetoscópio é cena que não maça, já uma guitarra com metade das cordas partida e a outra desafinada é coisa que entra pelos ouvidos de uma Mãe adentro, sobretudo uma que está com a neura por ter dormido 4 horas e que vai a ouvir berraria de duas canas rachadas todo o trajeto Alcochete-Lisboa. Não se calaram um segundo, e se esta gente canta alto, deus meu, que nem me conseguia ouvir pensar. Já em Lisboa lá se calaram ao receberem o Destak pela janela, acontecimento que não se vê na margem sul e que deslumbrou piquenos campónios. Fiquei, portanto, a par das contratações para a próxima época e a saber que "Ca nojo, mãe, a Irina e o Ronaldo arrebentaram os fãs!" (o verbo era "arrebataram").

Chegados ao pediatra, constatei com alguma mágoa que sou do tempo em que aguardava pelo médico numa sala de espera escura e com meia dúzia de livros rasgados por outros terroristas. Estes lordes têm uma Xbox à disposição, um escorrega e livros com a capa inteira. Ora porra, assim também eu acordava bem-disposta para ir à consulta.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Conversas parvas comócatano #9

Conversa de gajas no chat do Gmail. 

A:  comprei uma capa de telemóvel na bimba e lola

Boneca Maria de Deus:  aaaaaaaaawwwwwwww
tb quero.
dá-me.

A:  é de ca~es
não é a tua cena
mas é linda

BMD:  eu gosto de ca~es, seja lá o que isso for

A:  ahahah

BMD:  mas se for para escolher um animal para ter em casa, prefiro cães.
diz que larga menos pelo


A:  ca~es é mais porreiro. não têm pelo. são estes: 



até podes exfoliá-los como tu gostas e tudo

BMD:  o segundo é a tua cara

A: ahahah bitch.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Bipolaridade materna é

Num segundo estar-se orgulhosa quando se ouve um filho a dizer com toda a propriedade "O meu aparelho urinário está a dar-me a informação de que..." E no segundo imediatamente a seguir sentir a vergonha de o ouvir acabar a frase com um "tenho de mijar". 

Balanço de férias

- Soube a pouco, mas as grandes ainda estão por vir. Mas, catano, soube mesmo a pouco;
- Frase mais repetida: "-Tira a mão da pila, Guilherme!" (já contei que estamos na fase de retirada da fralda, não já?);
- Nesta senda, mal o miúdo fazia um esgar ou um ligeiro movimento de querer ir ao bacio, 56 adultos corriam, gritavam, agarravam nele e plantavam-no sentado no dito. Ainda assim, ele conseguia fintar-nos e regar o chão todo, a parede e os armários. E o irmão. E a própria testa;
- Não há limites para a capacidade da bexiga do meu Máinovo. Deve ter sido pelos quilómetros que percorri atrás dele e do respetivo xixi que não engordei um grama, mesmo tendo enfardado que nem uma morsa;
- Raisparta a rede ou o 3G ou o camandro naquela terra: estoirei três-pacotes-três de dados só a brincar no Facebook e afins!; 
- Descobri uma vocação que desconhecia: sou uma profissional a cuspir sementes de melancia, ninguém bate a minha distância, que são assim bué metros. Então se o vento estiver de feição, ui;
- Andei uma semana na Comporta e acabei mordida pelos mosquitos no Fórum Montijo, no dia em que voltei;
- Sou tão paranóica com os mosquitos, que entalei a cabeça do Máivelho numa porta por não ter sido suficientemente ágil a entrar dentro de casa;
- O meu irmão ofereceu uma Nerf ao sobrinho Máivelho. Para quem não sabe o que é: basicamente é um instrumento do demo que transforma tudo o que existe à face da terra num potencial alvo de um piqueno sniper de 8 anos que tem a pontaria de um septuagenário vesgo. Resultado: o pânico instalou-se, há berros, ameaças de castigo e olhos quase vazados (Mano, se me estás a ler, a vingança será terrível.); 
- Já há belas piadolas a circular graças ao desaire dos Espírito Santo;
- E qual a vantagem de não se ter marido nalguns dias das férias? Podemos comer cebola à vontadex, sem medo de sermos corridas da cama!;
- Qualquer bicho com mais de 4 mm deixa o Máivelho num estado de histeria ímpar. Tive ganas de lhe atirar uma lagartixa à tola, mas para isso teria de controlar a minha própria histeria e não tive vagar;
- Máivelho esse que resolveu dormir comigo uma noite e me arreou semelhante carga de pontapés que jurei para nunca mais; 
- Sou capaz de comer sardinhas todos os dias em férias. Não o fiz, mas era menina para isso;
- Quando estou com o meu irmão, temos ambos 12 anos: houve danças idiotas, pedras de gelo no biquini, copos gelados no rego, demasiada parvoíce para quem tem duas (verdadeiras) crianças que são esponjas no que toca a absorver comportamentos;
- Há demasiados espanhóis na Comporta. Aliás, há demasiadas pessoas na Comporta.

Consumi disto como se não houvesse amanhã.
E disto: muito por culpa dos zucas, que vieram
cheios de saudades do seu leitinho Ucal.
As lontras zucas também quiseram ir a Melides, comer o pato da Tia Rosa.
Yammi.

Apresento a prima da Maria Cagona. Lembram-se da história?
Foi a cegonha que me escagaçou toda num destes verões.
Lá está. Uma de muitas.

domingo, 20 de julho de 2014

E o que tens feito nas férias, Boneca? #3


Piquenas lontras de sua Mãe.
Conseguiu ficar 38 segundos sossegado a brincar.
Paizinho foi às batatas.
(não é tão escuro, foi o filtro para proteger a identidade do senhor)
Mãezinha foi aos ovos.
Boneca foi às courgettes. Tanta piadola que me vou abster de fazer...
Casamento gay at Comporta. Yay for gay love!

sábado, 19 de julho de 2014

E o que tens feito nas férias, Boneca? #2

A nossa barraca.
Máinovo rega as plantas.
Máinovo rega coisas em geral.
A melhor salada do mundo, com os tomates do vizinho.
As melhores sardinhas do mundo são as
assadas pela Mãezinha. Em cima de pão, obviamente.
Mas o pregado da Mãezinha também marcha.
Familia de totós: Mano, Máinovo e Máivelho.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

O casório

Dia de calor abrasador. Casamento na minha Setúbal. Fomos extremamente pontuais e o que ganhámos com isso? Pela primeira vez na vida, fomos os primeiros a chegar a um casamento. Mas primeiro que o noivo e tudo, basicamente abrimos a igreja. Claro que quando se iniciou a cerimónia já estávamos cansados de lá estar e com uma grande propensão para a parvoíce. Tínhamos um belo grupo de gente com queda para a asneira e foi o que deu: 

- Vais à hóstia?
- Não.
- É que se fosses trazias-me uma.
- Só não vou porque tem hidratos de carbono.

Enfim, a reter:

. Filmei o noivo a abanicar-se com um leque, espero poder chantageá-lo no futuro;
. Casamento com sushi, minha gente, a felicidade suprema!!;
. Aula de Zumba em cima de saltos de 13 cm, check!;
. Gomas às toneladas, felicidade suprema x2.

Pormenor da decoração.
A vista, de cortar a respiração.
Ideia fantástica, sobretudo para choronas como eu.
A nossa mesa.
Agarrem-me, que eu vou-me a eles!
Um grande beijinho à Joana e ao Ricardo, que sejam muito felizes! (Já disse que adooooro casamentos?)

terça-feira, 15 de julho de 2014

E o que tens feito nas férias, Boneca? #1


Arroz de marisco da Mãezinha.
Sangria de champanhe e maracujá da Mãezinha.
A primeira de muitas, na Comporta.
Um homem e uma pinça, tudo o que uma gaja precisa na praia.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Criaturas javardas em férias

Contexto: os meus filhos na piscina, onde não andavam há um ano, e por isso mortinhos de saudades de lá chapinharem. O Máinovo, sem fralda, porque andamos na fase do potty training

Às tantas, vê-se a boiar um belo submarino daqueles mesmo que estais a pensar e Mãezinha corre para os arrancar de dentro de água, onde continuam a chapinhar alegremente como se nada fosse. Às tantas, são dois os submarinos. 
- Tiago, sai já dentro de água, não vês que o mano fez cocó?!
- Não faz mal, eu fecho a boca, era pior se fosse diarreia.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

E o que tens por aí no telemóvel, Boneca? #3


Laço, anéis, unhas e chá verde.

A carapinha linda do Máinovo.

Ténis mái lindos de sua Boneca.

Capa de telemóvel mái cor de rosa e escorregadia
de sua Boneca.

Se é para pegar fogo à cozinha, que seja a queimar leite creme.

Os saudosos crepes vietnamitas no falecido restaurante luso-japonês

Por mim, era uma cena destas estacionada à porta de minha casa.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Quase quase

De mini-férias. Nada de muito prolongado, apenas uns dias para me conseguir aguentar até ao final de agosto, que é quando vou a sério. Mas o que aqui importa é que chegou do Brasil o meu irmão que eu não vejo há meses (o Skype não conta) e vamos fazer uns dias de praia/petiscos em família como não fazemos há demasiados anos. Tenho um núcleo familiar bastante unido e somos gente para nos atracarmos à barra da saia da nossa mãe (e à parte da roupa correspondente do pai) e ficarmos ali aninhados a levar mimo. Dois latagões com 30 e (quase) 40 e sempre prontos a receber ninho daquela senhora extraordinária que agora tem mais gente a dividir-lhe os afetos (os netos são uns sortudos). Assim sendo, estou prestes a rumar à minha Carrasqueira para uns dias do que mais importante tenho: a família, toda junta de novo, como há muito não estava. 

Antes, ainda tenho um casamento (já comentei que sou uma pirosa que adooooora casamentos? Mesmo!) no fim de semana e depois - esperando que S. Pedro ajude - internar-me-ei em sal, areia, sardinhas, caracóis, bolas de Berlim e gelados. Volto a rebolar mas feliz. 
Depois, jogou-se o sobrinho.
Tadito, joguei-me a ele, que o ia matando.