terça-feira, 30 de setembro de 2014

E o que tens instagramado tu, Boneca? #2

Por isso os alemães têm pouco sex appeal: é das Birkenstocks.

Coisa máilinda de sua progenitora, com uma mochila maior do que ele.

Num dia em que já não aguentava posts sobre corridas no meu Facebook.

No sábado tive um batizado e andei como se vê à esquerda.
Na segunda, desabou o céu e voltaram as galochas.
Precisamente. Sobretudo no eixo Montijo/Alcochete.

Recebi muitas palminhas neste dia, fofinhos que são os meus seguidores no Insta.

Que logo a seguir me chamaram lontra ao verem estes
belos nachos que consumi sem pudor.

Tenho muita para doar. Feita de nachos.

Paizinho de Boneca sofre

Coitado de Paizinho Bonecal, que herdou o meu telefone antigo. E que, cada vez que o genro lhe telefona, tem de ouvir "Who's gonna drive you home tonight" e passar pela vergonha de atender o "Marido Bonzão". Eu cá (já me passou essa fase, agora tenho as pessoas com os respetivos nomes, como uma menina grande) acho tão divertido, que lhe dei o telemóvel há meses e arranjo sempre forma de não lhe alterar o nome de Senhor Meu Marido. Sou uma má filha, bem sei. Mas podia ser pior. Podia, por exemplo, quando tinha 2 anos, ter agarrado num biberão de vidro pela tetina e arreado com ele no sobrolho de Paizinho quando este dormia. Mas isso não aconteceu. Não, não. 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

E o que tens instagramado tu, Boneca? #1

A pedido de várias famílias sem Instagram, OK, algumas, se calhar poucas, vai na volta foi só uma, bom, coiso, de vez em quando farei um apanhado do que lá vou pondo. Onde? No Instagram da Boneca, pois então, também conhecido como InstaDoll. 

Ora então cá vai alho:

Eu e os meus Mái.
 
E o Mái-mainovo: o novo Kindle.
 
A propensão para o cor de rosa é gritante.

No dia do temporal, a secar os chanatos.
 
Ah pois é.
 
Ténis novos máilindos de sua proprietária.

domingo, 28 de setembro de 2014

Mãe sofre #31

Os dois Manos a brincar ao Jake e os Piratas da Terra do Nunca.
- Mano, temos de derrotar o mau para lhe tirarmos o tesouro de cabrões de ouro!

(Presumo que a moeda fosse "dobrões", mas não consegui dizer nada, estava mais preocupada em abafar o riso)

sábado, 27 de setembro de 2014

E o que tens por aí no telemóvel, Boneca? #8


Yes, I am.
Gorda, eu. Uso o 3XL!
Máinovo a acelerar num Ferrari na 2ª Circular.

Ó iesse.
Isto é que é um chupa de qualidade.
Só os melhores gelados do mundo.
Máinovo a fazer birra antes de ir para a escola.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Dos homens que leem blogues de mulheres

Não sei ao certo quantos são os homens da estirpe supra e, atenção, este cognome não lhes é dado por mim, mas auto-inflingido. Os homens que aqui vêm (e a outros blogues escritos por mulheres, bem entendido, não há de ser só ao meu com certeza) à primeira oportunidade confessam ter vergonha de "ler blogues de gaja". Ora, no meu caso, a carapuça até nem me devia servir: embora muito ciosa da minha natureza feminina e assumidamente "gaja" em todas as idiossincrasias e clichés possíveis, não considero ter um "blogue de gaja", que para mim é um espaço onde se fala de maquilhagem, sapatos, madeixas californianas e borbulhas na testa. Nesta barraca pode tudo isto ser mencionado en passant, mas não é, de todo, a temática de base. Aliás, pensando bem, mais depressa isto arrecada um troféu de blogue carroceiro, com tanto vernáculo e escatologia que para aqui vai. Em bom português, este é um blogue nojento, estúpido, sempre com a asneira na ponta do dedo.

Posto isto, qual é o problema em assumirem que leem a casinha da Boneca? Aaaaah, esperem, é por ter o fundo cor de rosa? Será o nome? Assim semi-cutxi-cuxti, é isso? Preferiam "a roulotte da gaja?", já seria de homem ler isto? Não sei que vos faça, pá. Prometer mandar um arroto à homem das obras e coçar-me no final de cada post?

É que já me apareceu de tudo: um amigo meu (tás bom, pá, Carlos?), de quem já falei, teve a lata de me confessar que só faz likes nos posts bonecais (no meu Facebook pessoal) às 3 da manhã, para ter a certeza que nenhum amigo dá conta. Aaaaawwww, que fofinho, Carlitos! Outro totó, que não vou mencionar o nome (porque é demasiado incomum e poderia ser descoberto, mas cujo nome começa por M e acaba em ik), resolveu ser seguidor da casinha, mas usou outro nome, o envergonhadinho. Pffffffffffff. E como estes tenho "n" amigos que muito a medo lá confessam que me leem, mas sempre a falar mais baixinho. Outros que eu sei que não comentam por receio de serem descobertos (mariquinhas).

E agora, apareceu-me este anónimo que, a propósito do Giveaway Bonecal, me brindou com a seguinte confissão:
"Um bom maluquinho não guarda o link do blog da Boneca e em vez disso faz pesquisas parvas incessantemente como experiência a ver se entra na rubrica das valentes pancadonas."

Assinado: o maluquinho que andou a escrever no google "boneca checa-checa-checa" primeiro porque não se lembrava do nome do blog e apenas do post do bidé e depois para ver se aparecia num post bonecal. Assumo todas as responsabilidades pelo feito (que incluem não querer admitir à cara metade que lê blogs de gaja) :)"


Mais tarde, resolveu assinar como "Tipo que faz pesquisas estranhas para ver se lhe dão atenção".

Bom, vamos por partes. Primeiro, o (o nome é muito comprido, vou referir-me a ele como:) Tipo Estranho (muahahaha) fez o pleno: não o conheço de lado nenhum e já figura em 3 posts. Queres mais atenção que isto, homem?! Segundo, passemos a esmiuçar o teu caso: foi a tua gaja que te apresentou o blogue, ou descobriste-o sozinho a fazer pesquisas sobre bidés? Gostas de ler porque achas giras as partes das asneiras ou porque no fundo gostavas que te chamassem Boneco? Continuas a vir numa (vã) tentativa de perceberes mais sobre a cabeça feminina para agradares à tua mulher ou porque gostavas de descobrir qual a minha marca de sapatos favorita? Se te identificaste mais com a segunda parte das perguntas, então, deixa lá, não contes nada à tua gaja, fica bem escondidinho no armário. Se não, OH HOMEM, CATANO PÁ, ASSUME LÁ ISSO E DEIXA-TE DE MERDAS.

Quanto aos outros, continuem a vir, comentem (nem que seja com pseudónimos ou heterónimos ou o camandro), não se acanhem, que eu prometo que mantenho o registo carroceiro-quase-de-gajo. Caso contrário, amanhã vai um post sobre a Hello Kitty que até se lixam.

Quero comentários de gajos. Já.


E agora uma piadola só para quem vê o Game of Thrones:

Viram? Este gajo não tem vergonha de assumir que gosta da Boneca! Meninos.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Giveaway Bonecal

Ora pois que a leitora fofinha e algo demente Isabel me lançou um réptil (não resisto), imediatamente após me ter chamado a atenção que foi ultrapassada a fasquia das 250 000 visitas à casinha (agora reparo que "visitas à casinha" soa escatológico, o que é para lá de apropriado): e por que não um giveaway, uma forma de recompensar os leitores fofinhos que tenho, e que insistem em voltar, mesmo eu dizendo-lhes que isso configura uma patologia e que não aprendem nada, e que daqui só sai parvoíce, etc. etc.?

Mas não, vocês são masoquistas e bumba, volta e meia lá vêm espreitar. Vai daí, vou seguir o conselho supra e vou lançar o...


...


...

TCHARAAAAAANNNNN!!!!!




Tenho para vós prémios fantásticos! E o que fazer para se habilitarem a semelhantes ofertas, coisas máilindas de vossa Boneca??! Basta escreverem uma frase, que eu gostaria fosse eruginosa e piguancha, alusiva a este barraco. Deverá incluir as palavras "Boneca", "maluquinhos" e "cocó". Estava a brincar, não é preciso a palavra "maluquinhos". Não, agora a sério, esqueçam o "cocó". Quer dizer, não, porque faz falta. Quer dizer, não faz falta, convém fazer-se uma vez por dia pelo menos, porque senão uma pessoa fica inchada e tal. E agora perdi-me. Ah, o concurso. Então, para vos ajudar, o meu compadre deu o mote, mas não se preocupem, porque ele não pode participar, sendo família e não sei quê. Porque isto vai ser nos trinques, com representante do Governo Civil e a Liliana Campos com um vestido demasiado justo para a idade dela a apresentar e tudo. Só não vou ter ninguém para ordenar a chave final, mas também não faz falta, digo eu.

Cá vai a frase do compadre, singela, porém abrangente. Parva, porém erudita:

"Um quarto de milhão de maluquinhos a entrar em casa não é para uma Boneca qualquer."

Hã? Não é supimpa? Now beat that, suckers!

Ah, já me esquecia, voilà os prémios:

Hã??! Quem é amiga, quem é??!

Então, para os cinco magníficos com as frases mais épicas:
5º lugar: 4-copos-de-plástico-quatro com ADN bonecal. E quem vê o CSI sabe como isto é importante (No limite, podem fazer um filho comigo. Blagh).
4º lugar - Um maravilhoso chocolate negro com recheio de laranja da Casa Grande chocolatier. Como eu sou fantástica, poupo-vos a maçada de comerem o chocolate e por conseguinte as calorias associadas e premeio-vos apenas com o que eu sei realmente vos interessa: o papel lindíssimo com elétricos de Lisboa onde o dito vinha embrulhado, uma obra de arte.
3º lugar - Um cartão de cliente frequente do restaurante SushiCorner by SushiCafé (consigo ouvir os aaaaahhhh de frémito), JÁ COM UM CARIMBO!!!! Ou seja, mais sete e ganham uma refeição!!! U-huuuuu!!!
2º lugar - Um frasco de vidro fantástico, com tampa vedante em azul, impingido generosamente oferecido pelo meu colega inglês apenas para se ver livre do trambolho (com entrega física na zona da Baixa de Lisboa, que isto ainda é cena para pesar e ficam caros os portes, oh catano.)

E...

1º lugar (rufar de tambores) - A PRÓPRIA DA SWEAR BOX!!!!!!! (para os estronços que não sabem o que é, ide ler este post aqui, ao mesmo tempo que ministram 6 chicotadas no próprio lombo). Ah, inclui os post-its com as asneiras que fui proferindo ao longo destes meses e, meus amigos, não foram poucas...


E pronto, têm até à próxima semana (dia 30 está bom para vocês, xuxus?) para darem largas à imaginação. Mandem mail, comentem os posts, façam sinais de fumo, enviem um pombo correio que me cague a frase na tola, é como quiserem. Podem usar todas as palavras que quiserem, desde que "Boneca" faça parte do ramalhete. E não vale insultar, boa? Quer dizer, podem tentar, mas depois levam troco, que eu não sou de levar desaforo para casa.

Cá beijinho.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Há de chegar o dia em que...

... confrontada com um temporal lá fora, tu (e mais uns malucos como tu) decides comer uma segunda sobremesa, só enquanto a chuva não passa. Hoje foi o dia.

Em minha defesa, era uma fatia disto:

O nome desta gordalhufice é Paris Brest. De nada.

Mas tu estás deprimida ou quê, oh parvalhona?

Foi a pergunta que mais ouvi ontem em relação a este post. Juntamente com reações contraditórias: quem não me conhece ficou preocupado (ou achou tudo uma valente estupidez, I really do not care...), quem realmente me conhece (ou tem pendor para a estupidez como eu) fartou-se de rir.

Posto isto, venho por este meio comunicar que não morri, também não estou deprimida, vão-se habituando a esta minha forma peculiar-para-não-lhe-chamar-esquizofrénica de extravasar a minha angústia e ansiedade pelo facto de hoje ser o primeiro dia da estação do ano de que menos gosto e de não termos tido um verão de jeito e eu que até tinha apostado as minhas fichas em setembro e quiçá outubro e deixei o material de praia na Comporta na esperança de ir lá uns fins de semana e vai-se a ver verão só mesmo o de são martinho mas aqui entre nós ir para a praia em novembro em Portugal é só estranho e olha vai-se a ver consegui escrever um parágrafo inteiro sem praticamente respirar que é como quem diz sem pontuação.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Dos 38

Começo o presente texto com um disclaimer: não sou nada hipocondríaca, mas sou muito dada a interpretações de sinais, de pequenas coisas e pormenores que me acontecem no dia a dia e que me parecem premonitórios, ou parvoeiras que se passam nos meus sonhos e que me deixam a matutar como se de facto tivessem sido reais. 

Sucede que ultimamente tenho tido um sonho recorrente em que morro aos 38 anos. Ora, assim sendo, hoje é dia 22 de setembro, a menina faz anos dia 22 de novembro, tudo acaba em "embro", noves fora nada, 6% do PIB e eu conto esticar o pernil daqui a dois meses.

(Mãezinha, tu sai daqui, que isto é impróprio para o teu coraçãozinho)

Vai daí, pus-me a pensar: Boneca Maria de Deus, filhota, tens dois meses para soltar a franga! E não é que não me veio à cabeça assim nada de extraordinário para fazer?! Quer dizer, veio, mas sou uma senhora de respeito (O QUE É QUE FOI?! ESTÃO A RIR-SE DE QUÊ?!) e não vou agora aqui confessar os meus desejos mais pecaminosos, nem dizer que envolvem pães de Deus da Padaria Portuguesa.

Bom, mas quero eu dizer com isto que até tive uma vidinha bem regalada - e oh para mim a falar no passado, que até estou a ficar arrepiada - não tendo ficado nada de muito escabroso por fazer. Claro que há sempre imensas coisas que não levamos desta vida, mas assim de repente, sem pensar muito, não me ocorre mesmo nada. O que, por si, é deprimente. E então vai daí, estou para aqui deprimida, porque vou morrer daqui a 2 meses, está a trovejar (será que isto é sinal que vou desta para melhor com um raio em cheio na tola?!) e não me lembro de nada para ir desatar a fazer. 

Se calhar mereço falecer mesmo, de tão pouco interessante que sou. Ou então encasqueto na cabeça que estou com uma crise de meia idade e vai na volta é a menopausa a subir-me pelo corpo acima (até porque subir-me pelo corpo abaixo seria só esquisito) e vou fazer um chazinho de camomila e enrolar-me numa mantinha e continua a trovejar lá fora e estou com um pedacinho de cagunfa, ou aqui entre nós completamente borrada de medo, mas caramba, tenho 37-quase-38 anos no lombo, talvez fosse boa altura para parar de ter medo de trovões, e olha que ótima ideia, uma bela resolução para antes de bater a bota seria andar à chuva no meio de uma trovoada, isso sim é que era de coragem.

Boneca Maria, filha,...

... sai de baixo da mesa, pl'amordasanta, são só uns trovõezinhos!

domingo, 21 de setembro de 2014

Eu atraio maluquinhos #18

Nas férias, num supermercado em Tróia, vejo uma conhecida minha que está a morar em Coimbra. Não a vejo há sensivelmente 10 anos e, como tal, vou ter com ela e faço-lhe uma grande festa:
- Elsaaaaaa! Há quanto tempo!!!

A rapariga olha para mim com ar assustado:
- Eu não sou a Elsa...

Desta vez sou eu a ficar com ar aparvalhado com a minha própria estupidez, logo seguida de "devo estar doida, esta gaja é igualzinha à Elsa, catano..."

- Desculpe-me, mas efetivamente é a cara chapada de uma pessoa que conheço. Não a vejo há anos, é certo, mas não lhe consigo explicar como vocês são iguais, é assustador. Mais uma vez, peço imensa desculpa...

- Ah sim, a Elsa é a minha irmã gémea. Qual é o seu nome, para eu lhe dizer que a encontrei?

Oh senhora, custava ter-me logo dito isso? Precisava de me fazer sentir a criatura mais imbecil e tresloucada à face da Terra? Obrigadinha, sim? Espero que lhe cresça um furúnculo cheio de nheca bem no meio da testa, que é o que merece com essa atitude.

Cá beijinho.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Saudades dos tempos de faculdade?

Só quem frequentou uma faculdade de Letras sabe o ambiente que por lá reina. Sobretudo num curso de Línguas. Uma vintena de miúdas e dois ou três rapazes. Ou feios ou gays. Neste último caso, entram para o cômputo das miúdas, uma vez que são mais irritantes e histéricos. 

Mas o que pretendo com esta reflexão é confessar que, efetivamente, não tenho saudades nenhumas dos tempos de faculdade. Na verdade, ficou-me apenas uma grande amiga, daquelas que sei que posso contar com ela para a vida, ainda que passem anos sem que nos encontremos, apenas falando por telefone ou via Facebook. O motivo desta falta de apego a esses tempos foi ter estado inserida numa turma em que quase todos provinham de fora de Lisboa, da santa terrinha, onde não tinham liberdade nem para dar um traque e, apanhando-se à solta na capital, queriam mesmo era soltar... a franga. Eu, que ia e vinha de Setúbal todos os dias, tinha já bastante autonomia, sobretudo para sair, que era o busílis da questão, não tendo portanto a mínima vocação para motorista desta malta (também era das poucas que tinha carro). Vai daí, não granjeei muita simpatia. Alie-se a isso este feitio vencedor e temos mistura explosiva. 

A gota de água veio mesmo com a viagem de finalistas: uma minoria, eu incluída, gostaria que fosse cultural, no âmbito do curso, como por exemplo à Alemanha ou a Inglaterra (até porque excursão de maluqueira já teria supostamente havido no secundário, a Ibizas e afins), mas a maioria decidiu que seria... a Tenerife. Iu-huuu. Não preciso de explicar para quê, pois não?

Enfim, hoje bateu-me a nostalgia inversa, servindo o desabafo para reiterar o zero de saudades da faculdade. Não, não foram os tempos mais felizes, prenhes de festas e maluqueiras, amigalhaços compinchas e o catano. Aliás, de tal forma a minha marca foi indelével, mas ao contrário, que percebemos um destes dias (nós, as duas amigas que sobraram) que a malta da altura se junta para jantares e fins de semana e tal e finge que não se lembra que existimos (embora sejamos todos amigos de Facebook). Tivemos direito a convite num primeiro encontro e depois "olha, estamos cagando para ti de tal forma que escarrapachamos as fotos do encontro para o qual não foste convidada no Facebook. Ah, estás aí? Ups, não tínhamos dado conta". Cheira-me que tenha sido porque a organização passou a estar a cargo de uma tipa que me detestava na altura. Ora, portanto, estamos a falar de um curso que terminou em 1998, ou seja, é possível existirem pessoas, adultas, ao que sei mães de filhos, que guardam ressentimentos de, mais coisa menos coisa, 15 anos. É de meninos grandes, sim senhores. Good riddance.

Pessoas que me leem da Jordâniaaaa!

Oláaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!! Cá beijinhoooooooo!!

Desculpem estar a ostracizar todos os outros que me leem, mais coisa menos coisa, de 70 outros países (é ver ali naquele globozinho a rodar no lado direito), mas este fenómeno falou-me particularmente ao coração. Porque não sei como, nunca tendo tido nenhuma visita à casinha de ninguém da/na Jordânia, de repente dá um vaipe a esta malta e desata uma chusma deles a ler-me. Serão primos meus? Hum? E que interesses têm vocês na vida além de lerem parvoíces? Macramé? Pólo aquático com os olhos vendados? Tiro ao alvo todos nus?

Oh pessoas, por quem sois, manifestai-vos e proclamai quem sois, que eu estou aqui a espremer-me toda de curiosidade. Ou então é só porque estou aflitinha para fazer xixi. Bom, mas isso não vem ao caso. 

Quem são vocês, hein? Ou estou aqui eu toda excitadona e vai-se a ver e é um bug?! Ou malta de Alfornelos a gozar comigo?!

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

E o que tens por aí no telemóvel, Boneca? #7


Uma sobremesa yammi.

Um momento ternurento.

Mais comida, claro. Prego da peixaria, yammi.

A minha obsessão por sapatos. Sapato no fio, sapato na caneta.

A melhor parte do trajeto para o barco.

A vista do almoço.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Conversas parvas comócatano #15

- O Continente está com aviso laranja por causa do mau tempo.
- Então se calhar vou ao Pingo Doce.

Spooky!

Se há coisa de que me podem acusar é de ser um pouco trombuda, ou seja, sou uma pessoa bem-humorada, mas entre amigos. Invariavelmente, aquilo que oiço é que transpareço ser "nariz empinado", mas tão-somente porque não tenho vontade de me andar a rir para quem não conheço, temos pena. E isto torna-se ainda mais verdade de manhã, quando o mau-feitio inato se alia ao meu sono crónico. Cocktail perigoso que se materializa em cara trombuda e grunhidos em vez de palavras. 

Ora serve este intróito para explicar que de manhã entro pelo parque de estacionamento dos barcos a dentro com o Dollmobil e não estou cá com fofurices com o rapaz que está no casinhoto a guardar a entrada. Nem aceno, nem nada, nem digo bom dia (Caramba, teria de abrir a janela do lado do pendura e coiso. Mas vá, pausa para me auto-flagelar, sou malcriadona e vou para o Inferno). 

Sucede que o cartão de entrada sem mais nem menos deixou de funcionar, pelo que lá tive eu de ir estabelecer contacto verbal com o rapaz, coisa que me custou horrores, pois não poderia fazê-lo com os meus grunhidos matinais, mas com palavras e cenas parecidas. Estaciono (numa zona ainda longe do casinhoto) e vou ter com o rapaz, que me brinda com a seguinte conversa:

- Então deixe comigo o cartão, eu trato disso, deve ter desmagnetizado.
- E depois à tarde como faço?
- Como costuma voltar às seis e meia já cá não vou estar. Apanho-a sempre às nove, mas quando volta já não estou ao serviço. Mas fale com o meu colega, que eu deixo os dados do seu carro e ele fica avisado.
- Sim, o meu carro é...

E já não consegui acabar a frase, porque o fulano prosseguiu com uma descrição minuciosa do meu carro, cor, modelo e letras da matrícula e inclusivamente elencou o número de cadeiras de criança... E, relembro, sabia a que horas eu ia e costumava voltar. Se isto não é de uma pessoa ficar com os pêlos do pescoço eriçados, não sei o que é. Eu, pelo sim pelo não, nos próximos dias vou levar o carro do cônjuge, que é por causa das moscas.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Constatações do ginásio

Ai homem que faz aulas de gaja é gay? Pois sim, que o diga o gajo que faz as minhas aulas de localizada, onde estão vinte mulheres ora a fazer aberturas de pernas, ora de rabo alçado a trabalhar os glúteos. Podia jurar que o vi todos os quarenta e cinco minutos de sorrisinho estúpido nos lábios. Aliás, esse dia foi particularmente profícuo para ele, uma vez que havia muita gente de calções curtinhos, alguns brancos (moi incluída), que, como todos sabem (mas eu não me lembrei), com suor ficam borderline transparentes (assim tipo Miss T-Shirt Molhada, versão calçonito), tops bem curtos com boobs a saltar por toda a parte, etc. etc.

Ai eu sou muito macho, não faço essas aulas! Não façam, não, vão encher para ao pé dos outros machões e do cheirinho bom a sovaco e testosterona, vão. Quer dizer, também havia ali muito boa gaja a cheirar a maresia, mas não se pode ter tudo, né, bebés?

Conjugar os verbos não é pera doce!

- Queres ajuda, Gui?
- Não é preciso, eu sabo.
- Não é eu sabo, é eu sei.
- O Gui sei!

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Gente com valentes pancadonas #8

Então há muito que não tínhamos esta rubrica, não é verdade? Então tcharaaaaaan!!! Todavia, hoje não me está a apetecer dividir isto por temas, porque não vou para nova e dói-me as costas. E o que temos nós a ver com isso? perguntam vocês. Olhem, xuxus, se cá vêm visitar-me aguentem-se com as minhas queixas, a casinha é minha, por isso tenho direito a falar sobre as minhas maleitas. E dói-me as costas e quero ir sentar-me no sofá, sim??! E muita sorte têm vocês, que eu podia pôr-me aqui a falar sobre a minha prisão de ventre. Talvez noutro dia.

Bom, estava eu a dizer que há muito tempo que não acompanhávamos as pesquisas da gente com valentes pancadonas que vem cá parar ao barraco assim caída do céu aos trambolhões. Cá vai então uma lista fofinha das últimas pesquisas assim mais, como direi, sui generis:

- Comento cu da mulher no barco (Ai comentas? Olha, também eu, só não googlo para ver se isto configura uma patologia.)

- mau feitio mudar (Olha, não há nada a fazer, isso não muda. Vai por mim.)

- razões de dar esticões a dormir (Não sei. Mas Senhor meu Marido dá com cada um que me arreia valentes piparotes. Mas isso já deves ter lido.)

- raul meireles in portugal 2014 (Isso, vieste cá porque eu pus o senhor na lista dos mais feios. E com o penteado mais estúpido. Espero não te ter desiludido.)

- casinha da bineca (Tiro ao lado. Mas bem-vinda(o) e volta sempre.)

- vidéos pornô mulheres enfiando dedo no cu de homens (Ui, que isto é matéria que não me interessa. Xô daqui, criatura esquisita.)

- como mudar o mau feitio (Cheira-me que é a mesma pessoa dali de cima, oh filhota, esquece, faz como eu, assume e pronto.)

- meninas boneca gostao de dar cuzinho (Oi? Eeeeerrrr. Pois. Coiso.)

- pila mamas (O que direi? Olha, pipi rabo.)

- roubaram minha boneca (Ai foi? Que chatice, hein?)

- orgias de zucas em español (Mas onde? No Brasil, em Espanha ou por cá? Tenho de ter mais pormenores para te poder ajudar. E estou curiosíssima sobre o post onde foste parar com esta busca...)

- seu fosse rica (Seu é um pronome possessivo. Posto isto, já não me apetece ajudar em mais nada.)

- as mulheres olham-me de alto a baixo (Olha, filhota, também a mim, mas já me habituei. Se fores homem, sorte a tua, isso não me parece um problema.)

- www.alhosdeportugal montijo (Coitada da pessoa que queria tratar de um assunto sério sobre alhos e veio parar a este blogue de gente doida.)

- boneca maria de deus blog (Adoro esta busca, assim, com nome completo. No dia em que houver uma também com o meu número de contribuinte fiscal sentir-me-ei uma boneca realizada)

- boneca checa-checa-checa (Epá. Credo.)

- saco de gomas pela mao a correr (Não sei o que isto quer dizer, mas se mete gomas, iupi.)

- autora da casinha da boneca (Sou eeeeeeuuuu!! Na verdade, isto não configura uma pancadona, apenas uma curiosidade. O que será que esta pessoa descobriu sobre moi?)

- esticões a dormir (Ora aqui está um nicho de mercado: dever-se-ia arranjar uma especialidade médica que tratasse disto, tendo em conta a quantidade de pessoas que googla isto. Ai sofre disso? Consulte um esticologista.)

- o que eu queria saber se fazer sexo com a boneca atraza a menstruação (EPÁAAAA. Alto lá. Meia volta e dar de frosques. Dasse...)

domingo, 14 de setembro de 2014

Pensamento de fim de semana #54

Sabes que estás a ficar velha quando os convites para casamentos são substituídos por convites para batizados.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Conversas parvas comócatano #14

(Contexto: íamos a passar perto da casa de uma pessoa com quem eu não simpatizo muito)

Senhor meu Marido - Olha, já que estamos aqui não queres dar um toque à tua amiga X?
Boneca Maria de Deus - Sim!
SMM - Hã?!
BMD - Um toque retal com um ananás virado ao contrário.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Sabem aqueles homens...

... que estão ao lado das mulheres e nos vão tirando as medidas sem que elas percebam, só o fazendo quando sabem que elas estão distraídas, mas depois as senhoras dão conta e lançam-nos uns olhos como se nos quisessem matar, como se a culpa fosse nossa de os estafermos dos maridos serem rebarbados?! Hein?!

Uma espécie de private joke

Na semana passada, quando tive uma amigdalite de caixão à cova (nem vale a pena gozarem, nunca estive doente a sério, por isso quando estou, tenho direito a queixar-me ferozmente!), em mensagem a um amigo com quem ia almoçar sugeri a possibilidade de cancelar, embora na altura ainda não soubesse o que era, apenas que me sentia mal.
A conversa rezou mais ou menos assim:
"- Então mas afinal o que tens tu?
- Não sei, sinto-me mal, dói-me a cabeça. É melhor o almoço ficar para outro dia. E se isto é ébola?
(Entretanto, e quem me segue no Instagram deve lembrar-se, resolvi publicar uma foto dos meus pés, que estão muito mais pretos do que o resto do corpo)
- Se calhar é ébola mesmo, em todos os casos que eu conheço as pessoas ficaram com os pés mais pretos! diz ele.
- Pois é!!! E depois cai-lhes os sovacos!
- Isso nunca ouvi dizer. Aliás, tenho a certeza que nunca ninguém do mundo disse tal frase."

Ora pois, caro amigo, acabei de escrever a frase no meu blogue, que está na Internet, acessível ao planeta em geral e ao mundo em particular. Ou seja, é como se eu estivesse a patentear uma frase nunca antes proferida. É o cogito ergo sum da imbecilidade. É o Eureka da estupidez. E é minha. Considero-a por este meio registada e perpetuada. E tu, podes dizer o mesmo, hein? Alguma vez disseste alguma frase absolutamente original que nunca ninguém à face da Terra tenha verbalizado? Ah pois é. Toma e embrulha, xuxu.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Dos amores antigos

Confessem lá: quem não gosta de estar apresentável e de parecer melhor do que nunca ao encontrar um amor antigo? Seja ele um apaixonado, um pequeno crush ou mesmo um namorico sem importância? 

No meu caso, foi mesmo um ordinário gajo que me deu uma tampa. Quer dizer, este deu-me a panela inteira. Com os pés em cheio na tromba. Na verdade, confesso que me partiu mais o ego do que o coração, mas ainda assim doeu. Foi na escola secundária, ou seja, há mais anos do que me consigo lembrar, e também não interessa aprofundar. Era adolescente, pronto.

Encontrei-o nestas férias, na praia. Ou seja, naquele sítio onde é bom que tenhamos tudo no sítio. Começou por ser bom augúrio ele ter-me reconhecido depois de uns 20 anos sem me ver. Aparentemente estou igual, segundo ele. "O mesmo não se pode dizer de ti", não resisti a dizer. Porque a natureza humana é má, e eu confesso que senti uma enorme satisfação ao vê-lo gordo e feio. Toma! Quis-me parecer que o cosmos me estava a dar umas pancadinhadas na cabeça e a dizer "Vês, ainda bem que o gajo não quis nada contigo, olha o estafermo que hoje tinhas a tiracolo!" 

Ele estava com a mulher e os filhos e fiquei com a sensação que se tentou armar um bocado, a falar da casa de férias e do trabalho super importante e tal, mas eu só sorria por dentro e pensava "Hã-hã. Com que então ficaste-me badocha, hein?" E ele continuava e eu "Do que me safei, irra, mas como é que eu alguma vez te achei giro valhamedeus?!"

Ai vida, se eu soubesse na altura o que sei hoje tinha poupado muito Kleenex, quando sua excelência, meu par do baile de finalistas (a alegria quando me convidou!!) me deu tampa a dois dias da efeméride e me obrigou a acionar o Plano B e a recorrer a um amigo (vergonha das vergonhas). Enfim, fez-me bem ao ego vê-lo e topar que me estava a tirar as medidas e a Senhor meu Marido assim ao de longe. Pelo sim, pelo não, andei a tarde toda a encolher a barriga. 

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Homens, nós mulheres somos mais espertas do que vocemessês

Dou início a esta dissertação, a título ilustrativo, com uma conversa que tive chez moi, com Senhor meu Marido, benzódeus.

"- Queres ir à sessão [de cinema] das dez ou da meia noite e meia? 
(pergunta-me ele)
  - Se calhar é melhor a das dez, não achas, depois a outra acaba muito tarde?
  - Eu acabo a minha aula às nove e meia, por isso tem de ser a sessão da meia noite."

Ora, vamos por partes, que - pese embora eu tenha dado o exemplo do meu - todos vocês, homens, têm de ter tudo beeeeeem explicadinho, sistematizadinho e devagarinho, pois sois seres de monotasking:

1. Nós mulheres, embora tenhamos tido um laivo de estupidez e casado convosco, regra geral somos bem espertinhas. Vocês não nos enganam. E se querem que achemos que estamos a decidir, disfarcem melhor, sim? Por exemplo, aqueles sapatos que já estão reservados na loja em nosso nome e com um sinal pago por transferência bancária não fossem os bichinhos fugirem para as mãos de uma qualquer rameira, quando perguntámos se vocês gostavam deles, ou se preferiam os outros, mais caros, sabem? Não, não estamos a levar os mais baratos porque vocês gostam e sugeriram, estamos positivamente a borrifar-nos para a vossa opinião. Isto sim, é disfarçar bem, e vocês ficaram a achar que decidiram alguma coisa e "pelo menos a gastadora trouxe os mais baratos". Hã-hã. No caso específico em apreço, Senhor meu Marido, tendo-me apanhado em dia de bom feitio (costumo ter um a três por trimestre), levou apenas com um "Se já tinhas a resposta, por que catano me interrompeste a desmaquilhagem, oh totó?!"

2. Nunca interrompam uma gaja quando se está a desmaquilhar, ainda que com perguntas inteligentes (como, queres que te faça uma massagem nos pés em tronco nu enquanto te dou gomas à boca e te digo ininterruptamente que és a minha Deusa?), o que claramente não foi o caso supra. Bebés, o ato de desmaquilhar de forma perfeita as nossas cútis de pêssego envolve um número de passos maior do que as vezes que a senhora que faz as limpezas à minha mãe chumbou na carta de condução! O processo é de tal forma intrincado, que, no limite, se vocês nos baralham, pode cair-nos um olho ou explodir a casa de banho! (Um naco de cultura geral para vós: diz que as mulheres que sabem física quântica são as que melhor dominam este procedimento: eu insiro-me neste grupo de elite, pois claro.)

3. E já agora aproveito para lançar um repto (queria escrever réptil, mas contive-me): não fiquem perto de nós apenas para contabilizar os discos de algodão utilizados e fazer um cálculo mental do preço unitário dos ditos, sim? Isso irrita assim um bocado a cair para o bués.

4. Por último, nunca, por nunca, subestimem a nossa inteligência. Tenho umas poucas palavras para vocês que configuram a prova viva de como vos superamos em matéria de quociente de inteligência, mas brindar-vos-ei com as ditas em inglês, porque soará menos ofensivo aos ouvidos (olhos) de Mãezinha bonecal: "ability to fake orgasms". Ah, pois é.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Não interessa que ainda faltem dois meses para o meu aniversário!

38 anos é um número que tem de ser comemorado. Porque ainda sou trintona. Porque quando tiver 39, aí sim, vai ser deprimente, com um pé nos 40 e tudo o que isso implica (ou não). 

Assim, ainda faltam dois para os 40, o que ainda é cool. Sobretudo quando se quer uma boneca como prenda. Pelo menos, pedincho com consistência. É que estou meeeeesmo necessitadinha de uma mascote aqui para o barraco! E que melhor mascote para agraciar esta Vossa ilustre casinha do que uma boneca de edição limitada do Mestre, hein? Haverá alguém que consiga lembrar-se de algo mais supimpa??!

Venho, por conseguinte, por este meio, solicitar às altas instâncias deste país e do resto do mundo que se cheguem à frente e corram a comprar a Barbie Lagerfeld para ma ofertar, pois diz que só vai haver 999 e uma tem meeeeesmo de ser minha. E não me importo nadinha de esperar até dia 22 de novembro! Sim, sim, pode ser? Pretty please with sugar on top?????

Cá beijinho!

Ah, o lançamento é no dia 29 de setembro.

Conversas parvas comócatano #13

De cá, a trocar mensagens com o Mano, engenheiro civil, no Brasil:

BMD - Engenharia Civil foi curso em que sobraram mais vagas! Bastonário diz que curso não tem sex appeal.
M - Mas tem ca$h appeal!
BMD - Hahaha
M - Vão para as profissões sexy vão. Depois viram mendigos sensuais, será?

domingo, 7 de setembro de 2014

Pensamento de fim de semana #53

O teu cabelo acorda tão mais bonito quanto menor for a probabilidade de saíres de casa nesse dia.



(Disclaimer: eu lavo o cabelo à noite)

sábado, 6 de setembro de 2014

Pensamento de fim de semana #52

As pessoas que mudam a foto de perfil do Facebook para uma fotografia sua de 2009 (e se esquecem de tirar a indicação da data do canto), talvez devessem refletir um pouco sobre a vida e o que andaram a fazer nos últimos 5 anos.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Os cromos da praia #2

Continuando a saga dos cromos com que fui brindada nestas férias, e sem mais delongas:

- Adolescentes. OOOOhh, como eu os adoro (NOT): um grupo em particular que me aqueceu o coração foi o que incluía um borbulhoso que levou uma guitarra para bater o couro a uma miúda. Ora, uma guitarra, sem bolsa. Para a praia. Que, diz, tem areia. Parece-me uma ideia supimpa. Obviamente, aquilo não tocou lá muito bem, soava assim um cruzamento de ambulância em marcha de urgência com cantora de ópera com prisão de ventre. Havia de ser comigo, no meu tempo quem se lembrasse de sacar da viola levava com ela nos dentes, isso era certinho. Mas isso sou eu, que sempre odiei estas cantorias. Outra coisa típica de adolescentes com hormonas aos saltos: um bando de rapazes a levar ao colo uma miúda a espernear para a jogarem dentro de água. Comigo, era sentença de morte. Just saying. Além disso, este bando de fofuchos decidiu jogar à bola, delimitando o campo com havaianas, à beira-mar. Ou seja, se alguém queria ir ao banho os pequenotes ficavam muito irritados porque se interrompia o jogo e se pisocava o campo aos bebés. Pois foi precisamente nessa altura que me deu mais jeito ir várias vezes à água, só para criar bom ambiente. 

- Senhoras com rabos gigantescos. Váláver, nada contra, não tenho nada a ver com isso. Agora, quando estas decidem (des)tapá-los com biquínis reduzidíssimos, assim a roçar o fio dental, já é poluição visual e aleija os olhos aqui da menina. Senhoras, se quando andam parece que ouvem aplausos, uma pista: ninguém vos está a aplaudir, são mesmo as vossas nalgas a baterem uma na outra! Bora lá arranjar um algoritmo que facilite a coisa: rabo + biquíni que se perde de tal forma lá pelo meio que se ouvem as nalgas a bater palmas = tapem-me isso, catano!!

- Por último, um fenómeno que eu nunca esperaria encontrar numa praia respeitosa, mas que percebi corresponde à versão fina do que se encontra em Armação de Pêra e noutras praias do povo por esse Portugal a fora. Ora, enquanto nessas a malta vai às sete da manhã espetar o guarda-sol para guardar lugar e só depois vai ao pão e fazer as sandes de chouriço e quiçá até dormir mais um pouco, a malta fina planta os guarda-sóis na praia o verão INTEIRO a guardar lugar. Sim, perceberam bem, os guarda-sóis não saem da praia, o que proporciona um espetáculo fofinho e aprazível. Ora atentai na foto abaixo. Chegamos à praia, não está ninguém, mas não há lugar. No início ficava um pouco desconcertada, mas depressa percebi que é pôr o nosso chapéu onde nos apetece e quando (ou se) eles chegarem (porque houve dias que as pessoas nunca apareciam), eles que se mudem. Que acabam por fazê-lo, um pouco a contra-gosto, e eu estava mortinha que alguém me dissesse alguma coisa, que eu tinha-as bem preparadas na ponta da língua. Mas, helas, ninguém me deu oportunidade de armar barraca.

Se não é uma visão bonita. Depois era fazer gincana, no meio, e tentar descobrir um buraco para armar o estendal.

E o monte de brincadeiras que se podia fazer a esta malta? Assim de repente ocorreu-me ir de noite e trocar tudo de lugar, incluindo os brinquedos dos putos e as cadeiras, que eles também deixavam presas no guarda-sol. Seria muito divertido vê-los no dia seguinte à procura do chapéuzucho e dos brinquedinhos da Constança e do Bernardo Maria.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Carta de amor

Querido Benuron,
Duas horas volvidas após o nosso encontro tórrido, encontro-me ainda em êxtase. És de facto um amante de excelência, ainda que baixes e não aumentes a temperatura de uma mulher. Mas não se pode ter tudo, não é verdade? E tu és quase perfeito. 

Olha, Ben (posso tratar-te por Ben?), não consigo parar de pensar em ti. Chego a acordar a meio da noite a tremer de frio porque não te tenho a meu lado, depois tu vens ter comigo à cama, eu tomo-te sofregamente e o mundo parece parar, com as sensações que me provocas.

O pior é que sinto tanto a tua falta... Ao fim de umas horas, começo a pensar de novo em ti, é mais forte do que eu. A temperatura aumenta, os suores percorrem o corpo, e aquela sensação de tremores volta. 

Venho por este meio pedir-te que fiques comigo. Não me deixes, porque eu prometo que serei boazinha. Posso até, se quiseres, guardar-te numa caixa especial daquela que os velhos usam para não se esquecerem das tomas, para que andes sempre comigo (estarei a ser demasiado óbvia, Benuronzinho de sua Boneca?). E tomar-te-ei sempre com flute, para que tenhas a distinção que mereces. Tenho a certeza que seremos felizes, temos tudo para dar certo: eu uma amigdalite que me dá febre, tu a capacidade de a curares.

Considera com carinho esta proposta, sim? Prometo que farei um esforço para controlar o meu mau feitio. Sabes, levei com penicilina no nalguedo e não soltei nem um "ai", mesmo aquilo só tendo corrido bem à terceira tentativa (viva o trabalho de glúteos!). Não te parece um prenúncio fantástico para uma relação medicamentosa feliz, meu querido?

Um grande beijo.
Sempre tua,
Boneca.


Ande cá à sua Boneca, que eu não o aleijo!

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Mensagem aos turistas que foram assaltados hoje de manhã algures na linha verde do Metro

Não consegui ainda parar de pensar em vós. Acreditem, se eu não estivesse a caminho do médico com uma amigdalite já tão avançada que tive de levar - pela primeira vez na minha vida - com penicilina nas nalgas, eu tinha parado para vos ajudar.

Eu bem estranhei que a senhora estivesse com a mochila aberta, mas pensei que pudesse ser a descontração que é apanágio nas férias, estive vai-não-vai para vos avisar disso mesmo, e depois presenciei a tomada de consciência do que vos tinha acontecido. E custou-me ver aquilo. Custou-me ver-vos remexer tudo e perceber que vos haviam levado algo de importante. Custou-me, pela impressão que vocês vão levar do nosso país. Custou-me ver-vos chorar e enumerar, contando pelos dedos das mãos, todos os documentos que vos faltava, sobretudo o passaporte e os cartões de embarque. Custou-me ver-vos sair logo na estação a seguir, e ficarem abraçados na plataforma sem saber o que fazer.

Espero que corra tudo bem: no que depender das vezes que já vos mandei pensamentos positivos, a esta hora já recuperaram todos os documentos. Que se f$$$ o dinheiro. "Vão-se os anéis, ficam os dedos", já dizia a minha saudosa Avó. Um abraço apertadinho.

Os cromos da praia #1

Nestas férias que terminaram (BUÁAAAAAAA) foram muitos os cromos com que me cruzei. Mas mesmo muitos, catano que há gente muito esquisita neste mundo em geral e na Soltróia em particular (onde, ao pé das vivendas do "nosso" jet set, se esperaria um pouco mais de recato, no mínimo).

- Pois que tivemos uma criatura (homem dos seus 50 anos) que decidiu levar uma cana de pesca para a praia. Oh que maravilha, a besta quadrada empatou o anzol, agarrou naquilo, enterrou uma espécie de suporte na areia e cá vai disto à beira-mar, com crianças e adultos a banharem-se a meia dúzia de centímetros. Ora eu, com o bom feitio que me é característico, ainda mandei umas bocas, do tipo "o totó deve achar que vai apanhar uns robalos pro jantar!", ou "pesca mas é uma alforreca ou o biquíni da gorda da mulher. Ou o cagalhão que eu vou pedir ao meu filho para fazer para ele", mas nada. Apenas quando ia pescando os olhos de um puto é que achou por bem afastar-se. Regressou mais tarde, pasme-se, sem um único peixe para amostra. 

- As pessoas que se vão aliviar nas dunas deveriam disfarçar melhor: levar toalhetes ou mesmo um jornal debaixo do braço corresponde ao ato de atravessar um parque de campismo empunhando o belo do rolo de papel higiénico na mão: toda a gente sabe o que vai acontecer, mas ninguém quer ser lembrado do facto.

- Houve um rapaz, dos seus 20/30 anos, que me apoquentava: a criatura usava uns calções até aos joelhos, daqueles bem compridos. Sucede que de manhã, mal chegava, demorava mais ou menos meia hora a enrolá-los cuidada e meticulosamente até quase se ver as badanas do rabo, ao que percebi para não ficar com a marca dos calções e bronzear-se de forma mais uniforme. Oh rapaz, e uma sunga não?! Uns calções mais pequenos?? Assim para não parecer que estás de fralda??!! Cá beijinho.

- Observei igualmente um choninhas, que vinha sozinho com dois putos e uma velha. Esta sentava-se e não se levantava a não ser para ir ao mar, molhar-se até à cintura e somente por 2 minutos (ou seja, para ir à casa de banho, porca da velha). Ele, levava uma hora a ajeitar o guarda-solzinho, as toalhinhas, os brinquedinhos, os creminhos, o cataninho CANERVOS. No final, os putos comiam batatas fritas e ele e a velha umas belas sandes com ar saudável. Prioridades.

- Grupos de espanhóis, eram aos molhos. Um em particular que ficava ao pé de nós, era constituído por três casais e 8 crianças louras (a "chusma de russos", como Mãezinha os apelidou), que passavam 90% do tempo à porrada e, consequentemente, aos berros. Gostei de ver, fez-me concluir pela normalidade dos meus. Pormenor: os paizinhos brincavam com os putos (sendo que dois deles tinham três e conseguiam pegar neles todos ao mesmo tempo), enquanto as mãezinhas apanhavam sol e conversavam. Pareceu-me uma divisão perfeita de tarefas.

Para não cansar a vista dos chuchus, deixo o resto dos cromos para outro post.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

O fascínio do cocó

Começo já por pedir desculpa aos mais sensíveis, mas efetivamente andei com muito tempo em mãos, logo, passei horas a fio a observar e a subsequentemente esmiuçar os comportamentos estivais dos meus rebentos imbecis. Porque não há outro adjetivo para os descrever. Bom, na verdade o Máinovo ainda não se qualifica como tal (há de lá chegar benzódeus), mas o Máivelho está naquela idade parva que só não leva estalos a cada 5 minutos porque tenho medo que a Segurança Social mo leve, que eu apesar de tudo já me afeiçoei ao puto e ele até já está treinadinho para me ir buscar o comando da TV e as gomas à despensa.

Olha, com este intróito todo agora perdi-me. Ah, já sei. Mas tive de ir ver o título. O fascínio dos putos por merda, nas suas mais variadas manifestações e vertentes. Ora sucede que, estava o Máivelho a brincar com um amigo da mesma idade, quando dá a este último uma súbita vontade de vazar os conteúdos do intestino grosso (viste, Mãezinha, consegui conter-me e não escrever cagar!). Lá vão então os dois, um para fazer o serviço, o outro para se pôr à coca, a ver se ninguém espreitava. Porque tudo o que a malta na praia quer é ver dois putos a arrear o calhau.

Até aqui tudo bem, tudo normalzinho. Ora sucede que durante o resto da tarde houve 379 excursões "ao cocó". "Vamos ver o cocó do Henrique, mãe". "Já voltamos, vamos ver como está a poia", "Mãe, já podemos voltar ao cocó?", foram as frases mais ouvidas nesse dia, juntamente com um relatório pormenorizado da evolução cagalhónica. 

No dia seguinte o amigo já não estava, mas isso não demoveu sua Excelência meu filho totó de ir várias vezes acompanhar a putrefação do dito. Até que voltou com um ar muito zangado, porque, aparentemente "Estão lá bué moscas". Remédio santo, não voltou lá mais.

Pensando bem, eu não deveria achar isto estranho, uma vez que com a idade dele me enfiava com as minhas primas na casa de banho de cada vez que uma de nós ia fazer aquilo de que se fala. Ficávamos lá horas e bem me lembro de Mãezinha exasperada e estupefacta com o comportamento. Filho és, Pai serás...

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Balanço das férias grandes

O que é bom acaba depressa, não é verdade? Não me posso queixar, foram férias bem aproveitadinhas, pois que foram, sem queixas de maior, a não ser da temperatura da água, que até acabou por melhorar, o que me fez quase tomar banho no mar (não vou nem tentar explicar isto, não gosto de molhar o cabelo, nem os olhos, nem as orelhas, nem do pescoço para cima na verdade, nem muito para baixo, e pronto). Fica um balanço dos pormenores que retive:

- Para os meus pais serei sempre "a miúda": "não ligues a rega que a miúda está a tomar banho", "deixa a miúda dormir", etc.;
- Passar muito tempo com os filhos é diretamente proporcional à vontade de os estrangular (calma, depois passa);
- "Uma bola de Berlim com creme por dia, não sabe o bem que lhe fazia" podia perfeitamente ser o lema destas férias";
- Esteve um verão tão atípico que nunca precisámos de ligar o ar condicionado em casa;
- Há pessoas que nos surpreendem: conhecidos que fazem um esforço para estar connosco e assim desenvolver uma relação de amizade, amigos que estão perto de nós a passar férias mas não arranjam tempo para estar connosco;
- O meu Kindle faleceu logo no início da férias, e por isso nem sequer toquei nos dois livros que tinha comprado para esta altura. Estou de luto e tristíssima. Felizmente Senhor meu Marido, ao ver-me tão cabisbaixa, disse que me ofereceria outro (foi ele que me havia presenteado com o defunto). Aguardemo-lo então;
- Falando dele, é o "Mestre dos Escaldões": é escolher um sítio estúpido do corpo, e ele tem-no em pink;
- Um dos (imeeeeensos) momentos fofos do Máinovo: "Mamã, tenho soluços, tira. Dá chapada neles.";
- Fui relativamente bem sucedida no desmame de Coca-Cola Zero à custa de água com gelo, hortelã e rodelas de limão: a ver vamos se conseguirei manter a rotina (só com limão, vá, que duvido que nos restaurantes onde costumo almoçar ao pé do trabalho me possa dar a estes devaneios);
- Dei uma de manager do meu gajo quando estávamos na praia com uns amigos e arranjei-lhe um desgraçado para ele encher de porrada e pôr magro uma pessoa para fazer PT com ele;
- Quem me segue no Instagram foi acompanhando esta saga em direto: a natureza aleija. É por nossa conta e risco que passamos por debaixo das macieiras de Mãezinha: as maçãs atacam-nos sem pudor, e às galinhas também (confesso que tem muito mais piada ver as galinhas levar com maçãs na tola do que os humanos, nomeadamente eu);
- O Máivelho meteu-se com um galo que tem a mania que é teso e levou uma valente bicada numa perna. Apareceu a pedir socorro em pânico, e eu tive de me conter para não me escangalhar a rir ir salvá-lo.

Snif, snif, Kindlezinho...
O furo na perna do Máivelho, perpetrado pelo galo do demo.