sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Aaaaaahh, o Halloween, essa comemoração tão portuguesa...

Agarrem-me, que nesta altura do ano dá-me ganas de esventrar criancinhas e dá-las a comer aos porcos do Montijo. Depois, felizmente, estas vontades passam e resta apenas a de lhes atirar com tomates congelados à cabeça quando me vêm bater à porta. E por que não tomates frescos? Primeiro, porque os uso na salada e segundo porque não aleijam tanto. Raios partam os putos e o "doçura ou travessura" e era o que mais faltava partilhar as minhas ricas gomas com fedelhos ranhosos. 

Sendo assim, comprei as belas das gomas alusivas ao Halloween da Hussel para moi (e os meus rebentos) e doces tramposos do Lidl para distribuir à canalhada da vizinhança. 

Mas agora me lembro que o Máivelho também anda com ideias de ir chagar os vizinhos a pedir doces. Espero bem os meus vizinhos sejam fofinhos e conscienciosos e só tenham gomas sem açúcar, de gelatina e biológicas para dar às crianças amorosas que lhes vão bater à porta. O puto entretanto apresentou-me a estratégica que delineou: leva a Nerf (uma caçadeira que dispara balas que, embora de esponja, ainda são meninas para fazer estragos, sobretudo se disparadas à queima roupa) e manda uma fogachada em quem não tiver doces. Ah meu rico filho, orgulho de sua Mãe. Manda também balázios aos fonas que tenham a lata de te dar gomas do Lidl!

Belas gominhas assustadoras, yammi.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Queridos Senhores dos Açores, é favor

escolherem outro nome para a porcaria das bolachas que os miúdos gostam, sim? É que me dá um certo nervosismo ouvir o Máivelho a dar os seguintes grunhidos de satisfação:

- Huuummmmm, yammiiiiiiii, Mulatas, vou comer todas!!!

Mãe sofre #36

Máivelho - O que é o jantar?
Euzinha - Queres uma bifana?
Máivelho - Eu quero!
Máinovo - Eu não quero uma bifoda!

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

E o que tens instagramado tu, Boneca? #11

Efetivamente.
Numa sexta, era este o mood.
Para trazer um pouco de perspetiva às vossas vidas.
Casual Friday, no barco.
Fuck yeah.
Notava-se que neste dia estava bem irritadinha?
O desgraçado que saiu a mim nos olhos ficou a perder.

As crianças e o armamento

Não dá para controlar o acesso das crianças a armas (estou a falar de brinquedos, obviamente). Por muito que uma pessoa queira que seja só paz, amor, gomas e flores em redor dos filhos, a propensão natural para a estupidez - e consequentemente para a porrada e brincadeiras a guerras e afins - é-lhes inata e não há nada que possamos fazer.

O Máinovo está na fase em que anda sempre a fazer onomatopeias de tiros, a tudo responde com barulhinhos de explosões e toda e qualquer traquitana é uma arma em potencial. Ontem cheguei à escola e a 20 metros da sala parecia que estava a entrar numa zona de conflito. Senti-me assim o Cymerman de Alcochete. Ele era tiros, granadas, explosões, tudo feito e exacerbado em pequenas bocas de criaturas de 3 anos que medem um metro. Entrei na sala irritada, mas que raio de brinquedos dão aos miúdos que anda tudo aos tiros?! 

E eis que aparece piqueno exército de minorcas, empunhando as metralhadoras mais imbecis da história das guerras mundiais: aqui devo defender o meu, que brandia um berbequim. Ora toda a gente sabe que a Black & Decker é uma poderosa empresa bélica. E que um berbequim parece mesmo uma pistola. Atrás dele, vinha um com uma régua. OK, aceito, pode ser uma arma. Que o diga o meu professor da primária que me arreava com a Maria das Dores todos os dias sem exceção, numa altura em que levantar as saias a uma miúda para lhe dar uns açoites não era considerado spanking. Logo a seguir vinha um com um fantoche. E se forem como eu, que tenho uma relação ódio-pânico com estes bichos, sentir-se-iam efetivamente ameaçados.

Atrás dos três primeiros guerrilheiros vinha então a milícia feminina. E aqui vos digo, as mulheres são as maiores, logo de tenra idade: elas empunhavam colheres de pau, um regador e frascos de shampô, que toda a gaja sabe é uma arma letal, sobretudo quando entra pelos olhos adentro e arde como o catano. Ainda para lá havia um cuja pistola era um cantil de água e outro um boneco zarolho, mas esses deviam ser os suplentes do pelotão, pois não metiam medo a ninguém.

Agarrei em piqueno combatente de sua Mãe, ainda a disparar, ptshiu-ptshiu-ptshiu (e percebo que ele dispara mais cuspo do que balas, mas é guerra é guerra), e questiono-me se ele estaria abastecido de munições para o dia seguinte ou se deveria ir a esse importante centro do exército que é o Aki.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Há gente que nasceu com o cu virado para a lua

(Estava a auto-censurar-me no título e a pensar, ponho rabo, epá, não, isso nem parece meu. Vou pôr peida. Não, quero pôr cu, e cu porei. Mãe, temos pena. Pensa que sou fofinha noutras coisas. Quais? Ora, francamente, também queres que faça tudo por ti? Já és crescidinha, tira as tuas próprias conclusões). Mas divago.

Estava eu a dizer que ele há pessoas que têm santos muuuuuuito grandes. Hoje veio à minha frente no trânsito uma aventesma que, não tivesse nascido com o real cagueiro virado para o único satélite natural da terra, teria tido nada mais, nada menos, que 8-acidentes-oito! Ele foi ultrapassagens à justa, manobras impensáveis, um sem número de imbecilidades daquelas que trazem má fama às mulheres. Não tivesse tudo isto acontecido no eixo Alcochete-Montijo e a criatura ter-se-ia enfaixado noutro carro logo à primeira investida. Mas nada.

Já eu, sou aquela cujo pão cai sempre com a parte da manteiga light sem gordura para baixo. Ou, se estiver num grupo de pessoas, sempre a que leva com a cagadela da pomba em cima. Ou da cegonha. (Riam-se, riam-se. Eu fui mesmo cagada por uma cegonha. Para as 3 pessoas que habitaram até agora numa gruta e ainda não sabem disso, pormenores aqui)

Cuecas, a bem dizer parte II

Lembram-se deste vizinho gostoso? Pois bem, decidiu estender roupa à mesma hora que eu neste domingo soalheiro. E eu, receio ter de confessar, mal olhei para baixo e o vislumbrei, fugi a correr, para ver se estava penteada (meus amigos, não descreverei aqui a juba com que acordo, sob pena de conspurcar a imagem de deusa do amanhecer que vocês com certeza têm de mim).

Penteada e com o aspeto que se consegue às 9h30 da manhã, lá fui tralala estender a minha roupeta tralala, deitando umas miradas pelo canto do olho, com todo o respeito, pois com certeza, que a menina é uma boneca decente. Às tantas, aparece o Máivelho, que gosta de ajudar no processo, passando-me molas e atrapalhando e tentando ensinar-me como se fazem cabritos no futebol. O vizinho, havendo mais barulho, olha para cima e cumprimenta-nos, um bom dia vizinha, para mim, e um olá Tiago. Ao que ele retorque: "Olha, mãe, o vizinho está de cuecas!"

Juro pela minha saúdinha frágil que não tinha reparado!! O homem estava de t-shirt larga e eu apenas a olhar en passant, para não dar nas vistas, que, volto a repetir, sou uma senhora respeitável! O homem, que podia perfeitamente ter-se posto a milhas ante o embaraço, não, resolveu humilhar Boneca Maria de Deus, virando-se para mim com um "Bom, agora estamos quites."

Tivesse eu tomates coragem e ter-lhe-ia dito "Na verdade, estou a ganhar, filhote, porque eu vi-te as cuecas em cima desse corpito que o Diabo te deu, e tu apenas tiveste as minhas no teu estendal e pegaste nelas e fizeste sabe Deus o quê, ai catano", e vê-se que fiquei nervosa, não? Enfim, cheira-me que este tipo de diálogos seria quiçá esticar a corda de convivência imaculada entre vizinhos. Agora a ver se o puto não me vem perguntar o que quer dizer "quites".

domingo, 26 de outubro de 2014

E o que tens instagramado tu, Boneca? #10

True story.
Tudo o que uma lady não deve fazer: mergulhar uma torrada
carregadinha de manteiga no galão.

Zuke-don mái saboroso de sua consumidora ávida.
Neste dia fui comer no Regueirão.
Lisboa máilinda.
Indecisa sobre que barco apanhar.
Eu amo sushi, mas... eeeerrrr.... quer dizer.... coiso.

sábado, 25 de outubro de 2014

Pensamento de fim de semana #59

Quem, num iMac, nunca carregou em cmd+F5 e apanhou um cagaço de morte com a voz de um gajo que desata aos gritos (o chamado VoiceOver) que atire a primeira pedra.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

E o que tens instagramado tu, Boneca? #9

Deus me guarde, que o Máivelho agora tem email.
Alguém me perguntou se Food era a primeira. Não, essa é a terceira.
Garlic Butter Spray OMFG.
Weekend mode on.
Oi?! Mas amanhã já é segunda?! (seria, no dia em que "postei" isto)
Compadre de um lado.
Eu do outro.
Mãezinha traz-me diospiros porno, e depois queixa-se
que sou uma porca badalhoca.

Ode aos Escorpiões

Diz que hoje é dia das pessoas de signo Escorpião. Por isso vou deixar no final do texto o meu NIB para donativos. Porque isto de se ser do signo mais odiado e estigmatizado do zodíaco já é mau suficiente. Não se acrescente o "pobre". Por isso, toca a abrir os cordões à bolsa, ao mesmo tempo que eu elenco as características absolutamente irresistíveis das pessoas fofinhas que, como eu, são do signo representado por um animal de rabo alçado, com um espigão na ponta que esguicha veneno. Que amor.

- Connosco sabem sempre com o que contam. Mesmo que não possam contar connosco para nada. Mas pelo menos sabem-no. Não há cá "Vai na volta peço à Boneca." É mais: "É melhor ela nem saber disto, está em dia não. Desde  1998.";
- Com um Escorpião, há sempre garantia de sinceridade. "Cheira mal. Deves ser tu, porca. Ou então é esse perfume novo. Cheiras um bocado a Montijo." Ou a típica resposta a "Gostas da minha roupa nova?", "A ti, fica-te bem." Isto é assim o que de mais simpático se arranja;
- Tendo os amorosos deste signo por perto, todos os restantes parecem meninos de coro. És Carneiro? Xiiii... mas olha que ela está pior, é Escorpião (olhar de medo misturado com pena);
- Cáustica e corrosiva, moi?! E o jeito que isto dá para afastar chatos, hein? É ter sempre um Escorpião à mão de semear! Que o digam os meus amigos, que chegam a pedir-me que escreva as respostas aos clientes mais imbecis: "Pode ser uma daquelas a la Boneca, sff?";
- Diz que somos fantásticos in the sack, mas longe de mim fazer marketing pessoal, é só o que os entendidos do zodíaco dizem...;
- O Escorpião não brinca em serviço, sobretudo se se sentir picado. Dotado de capacidades extra-sensoriais fora do comum, é capaz de transformar a mais simples discussão sobre marcas de leite numa guerra que só acaba quando há pessoas estropiadas, olhos arrancados e Matinal meio gordo.

Newsflash para quem acha que nos importamos com as ideias pré-concebidas sobre nós: eeerrrrr estamo-nos, como dizer isto sem dizerem que sou típico Escorpião, cagando. Não conheço um único Escorpião que tenha vergonha de o ser, que não ostente com orgulho o seu signo (eu tenho o meu bem tatuado, para quando estiver cheché não me esquecer) e que não se esteja positivamente borrifando para quem acha que daqui só aparecem pessoas vingativas, ciumentas e dominadoras. Somo-lo em diversas ocasiões, é um facto, mas quando gostamos de alguém (quando há quem apareça e mereça tal honra), sai de baixo, porque ninguém o faz melhor!

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

E o que tens instagramado tu, Boneca? #8

Bumbaaaa!
Blue day.
Yup.
Thali para o almoço, no Zaafran.
Oi, Padaria Portuguesa?!
Pacientemente à espera que as goiabas de Mãezinha amadureçam
para lhes arrefinfar o dente. 
Braga, seus grandas malucos!

A Boneca também dá conselhos de moda

Este parece-me particularmente pertinente nesta (ao que parece) última semana de verão do ano:

"Unhacas grandes nos pés, por muito bem tratadas que estejam, será sempre, só, nojento."

Cá beijinho.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Acabei de levar com uma mama

Sim, num braço. Mas uma mama de um homem. Uma man boob. Ou moob.

E pronto, era só isto. Podeis ir às vossas vidinhas.

E entretanto, no treino de futebol... parte II

- A senhora é mãe de algum menino dos Benjamins?
- Olhe, francamente não sei o nome, eu só venho com ele às terças... 
- Não sabe o nome do seu filho?!
- Eeerrrr, não, não sei o nome da classe dele, só isso.

(Entretanto, como já expliquei no post abaixo, Máinovo continua a peidar-se que nem gente grande, e solta um jagunço de fazer tremer o estádio)

- Então, filho?! - digo eu, mortificada.
- Não se preocupe, é normal, também tenho filhos pequenos. E então diga-me lá, quem é que vem com o Tiago no sábado ao jogo?

(Máinovo solta um arroto tão alto, que se ouve em Salvaterra de Magos)

- Poooorrrra, este é bem pior do que o meu! É que é por baixo e é por cima!
. . .

terça-feira, 21 de outubro de 2014

E entretanto, no treino de futebol...

Máinovo larga-se que nem um leão, valhamenossasenhora que nunca vi criança tão gaseificada, pequena estrumeira de sua Mãe. O problema é que depois não se quer sentar no sítio empestado. 

Ora, ao ritmo que pequeno Chernobyl rasga ganga, temo que não sobre um único centímetro de bancada para ele se sentar até ao final do treino do irmão. Além disso, gastei as onomatopeias credíveis para disfarçar os peidos do puto. Como é possível um orifício tão pequeno emitir um som tão assustadoramente assustador?! Dou-lhe mais um ano e substitui uma vuvuzela. Cheira-me que vai dar um jeitaço a fazer claque nos jogos. Ai cheira, cheira.

Mãe sofre #35

Máinovo todos os dias aprende expressões novas, embora não faça ideia do que querem dizer. Mas isso não o impede de as utilizar.

(Aparece a chorar)

- Então, o que te aconteceu? Magoaste-te?
- Magoei-me muito aqui no pé, mais ou menos, por exemplo. Logo à tarde.

Conversas parvas comócatano #17

Ouvido numa conferência importante de uma instituição séria e de respeito:

"Os membros do painel são os paineleiros, não?"

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

E o que tens instagramado tu, Boneca? #7

Absolutamente viciada nestes morangos crunchie.
O meu quadro preferido de uma exposição que esteve patente
no Banco de Portugal.
Ai estava mau tempo nesse dia?
Doentinha, deixei um prato de hamburgers suculentos neste estado.
Mas depois jantei isto.

Os gajos e as buzinas

Há um algoritmo infalível no trânsito, e que me caia uma maminha se isto não acontece 90% das vezes.

Póffff!

Ah ah ah, vê-se bem que nunca me viram: tivessem vocês alguma vez vislumbrado esta Boneca que vos escreve e saberiam que a respetiva volumetria mamaçal - por tão diminuta - nunca faria barulho ao bater no chão. Mas divago.

Estava eu a falar do seguinte algoritmo:
homem ao volante + um outro carro atravessa-se à sua frente = murro na buzina durante (i) 3 minutos e meio ininterruptamente; (ii) até o outro que se enfiou à frente se desviar, ou sair do carro para a porrada; (iii) até a buzina se gastar (confesso que nunca presenciei esta alínea, mas acredito que possa acontecer); (iv) até as pessoas que assistem à cena, nomeadamente uma certa mulher conhecida pelo seu mau feitio, disserem "EPÁ, já se ouviu catano, pare lá com essa porcaria, RAISPARTA o homem, poooooorrrrrraaaaaa!".

Com tudo isto acho que me alonguei no algoritmo, mas fica o essencial: os homens são criaturas que, ao volante, se transfiguram. Acredito que até os mais cutxi-cutxi fiquem verdes (referência ao Hulk) mal ponham as manápulas na rodinha forrada a cabedal e sintam o odor a asfalto. E o que, de facto, mais os tira do sério é mesmo quando alguém tem o desplante de se atravessar à sua frente. É que é ainda pior do que apalparem o béfe das suas mulheres. Porque, bem ou mal, é um béfe alheio, e assim-como-assim já está flácido, agora atravessarem-se à frente do seu boguinhas é uma provocação pessoal que pede sangue!! E, para satisfazer essa sede de sangue, que melhor que um arraial de barulho ininterrupto que entra pelos ouvidos adentro até rebentar os tímpanos (lá está, o sangue)??!! Toma, que é para aprenderes, bandido, barulho para ti, estás borradinho de medo, não é? Toma lá mais pi-piiiiiiiii-piiiiiiiiiiiiiii!!!! Bumba, meliante!!!! Foooooooooooonnnn (ele há buzinas muito másculas!)!!!!

E é assim que o homem moderno se relaciona com os demais no trânsito. Antigamente, resolviam-se as pelejas com uma moca na cabeça, mas hoje em dia não, tudo se passa de forma muito mais civilizada. Quer dizer, fora os casos em que os gajos, não satisfeitos com o cagaçal que provocam, saem do carro e há mesmo porrada. Mas sem moca, que são Homo sapiens com maneiras. 

domingo, 19 de outubro de 2014

E o que tens instagramado tu, Boneca? #6

Se eu tivesse uma destas, pesava-me todos os dias.
Então, mas anda uma gaja a matar-se nos abdominais porquê??!
Antes fosse isso que estão a pensar. Eram só borbulhas...
Quem tem um pijama assim não merece respeito.
Ah pois é.
Um post inteiro com fotos sem comida?! Naaaaaa.

Pensamento de fim de semana #58

Percebes que não estás bem quando ficas pacientemente à espera que o Word te corrija automaticamente os erros ortográficos, a la iPhone.

sábado, 18 de outubro de 2014

Pensamento de fim de semana #57

A tua irritação e mau humor são diretamente proporcionais à tua vontade de devorar pipocas doces do Pingo Doce.

Está tudo bem!

Tive algumas reclamações de amigos de que ando sombria e com textos tristes e tal. Faço scroll down nos blogue e verifico que não é comum, assim de chofre, dois posts mais para o tristonho, mas caramba, pessoas, também não é preciso entrar em stress. Continuo palerma e com vontade de extravasar imbecilidades, mas até uma pessoa como eu por vezes passa por fases menos risonhas e mais sérias. 

É bem verdade que nos últimos dias tenho andado com uma certa vontade de partir cadeiras em cima de cabeças de pessoas e sonho acordada com catanas e motosserras (what?!), mas não chego a concretizar nada, e o imbecil que ontem foi no barco a olhar para mim fixamente e com ar de saltava-te-para-cima-e-eram-os-2-minutos-mais-felizes-da-tua-vida-BLAGH nem foi brindado com as minhas trombas n.º 36 e um comentário viperino a la Boneca, por isso, até nem estou assim tão mal.

Mas vá, não se apoquentem, está tudo bem, ninguém faleceu, não houve nenhum acidente, Senhor Meu Marido não me forneceu nenhuma tareia, nem eu a ele, as crianças estão bem, parvas e recomendam-se, eu continuo por aqui, hoje já comi gomas e não tarda volto ao registo habitual, combinado? Não sejais caras de cu.

Cá beijinho!

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Mano

Hoje fazes 30 anos, meu palhaço. E estás do outro lado do oceano, o que me impede de te arrear os calduços da praxe, logo seguidos de xi-corações bem apertadinhos daqueles quase de te saltarem os olhinhos e de me magoarem no piercing da orelha.

Não é justo que faças 30 anos longe, estou triste, por nós, mas principalmente por ti. Não me entendas mal, tenho a certeza que tens amigos fantásticos e que passar os anos com a jeitosona da tua mulher não deve ser nada mau (aliás, imagino que ela a esta hora já te tenha oferecido 520 pares de ténis e blusões e camisolas e tal), mas, caramba, devias estar aqui. E porra que não consigo escrever sobre e para ti sem me virem as lágrimas aos olhos. Deve ser as hormonas, só pode. Sabes por que é? É por ser mãe. É fácil-fácil pôr-me no papel da Mami e sentir que o cordão umbilical está esticado até ao limite e dói. Aliás, por esta altura já viste o texto que ela escreveu e percebeste que, tadita, está tristonha. Mas vá, arrebitemos e passemos ao que interessa: Parabéns Mano, que contes muitos e marca lá o caraças da viagem, que por aqui o peito já aperta.

E fica aqui o texto da Mami, para que não o percamos nunca, e para que o possamos ler quando quisermos pôr algumas coisas em perspetiva:

"Coração emigrante
Dentro de mim mora, há uns tempos, apenas metade de um coração. A outra partiu para um país distante, na América do Sul. 
Hoje essa metade faz, longe de mim, trinta anos!
O que daria euSenhor, a quem ma trouxesse aqui! Como queria enchê-la de beijos, abraços e outros mimos quequem é mãe entende! Mas, aqui estou eu, como muitas mães deste país, à beira-mar plantada, qual Bela Infanta, à espera que, do outro lado do Atlântico, chegue a “outra metade deste coração partido.
As saudades são do tamanho do oceano que nos separa.
Consola-me o facto de estar acompanhado da pessoa que escolheu para esposa e o seu sucesso profissional. Orgulho-me de poder dizer que esse sucesso se deve a muito trabalho e não ao facto de ter agitado bandeiras de propaganda, num qualquer partido político.
Adoro-te, meu filho. Não há um único dia que não pense em ti. Ainda vamos festejar muitos aniversários juntos, novamente.
Beijos carregadinhos de saudades.
 
Mami
 
-"Que darias tu, senhora,
A quem no trouxera aqui?"
                                          GARRETT, Almeida – Romanceiro"

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Adeusinho, sim?

Estando particularmente irritada hoje, lamento, ele há dias assim, apetece-me divagar sobre as pessoas que têm outras como garantidas, sejam elas amigas, esposas, namoradas, colegas, amantes, amásias, whatever. Apenas algumas considerações, que se fizerem luz numa única cabecinha que seja, já serei uma Boneca feliz.  

Ele há pessoas que deviam dedicar-se apenas a contemplar couves, digo eu. As couves exigem pouco, estão apenas para ali, sossegaditas da vida, não pedem muito, não cobram, não nada. As couves são fixes.

Em todas as relações que mencionei lá mais acima (e em mais algumas que porventura me terei esquecido, exceção feita às relações com couves, claro) é necessário que se invista tempo. Tempo, não só de qualidade mas também em quantidade. Foram 5 minutos, mas tãaaaaao intensos. (Não estou a falar de badalhoquices, sim?) Epá, não. Dediquem tempo. Muito. Se não o tiverem para dispensar, adeus. O mesmo se diz da atenção. Ah, hoje não consigo. Espera um pouco, agora não posso. Ups, apanhaste-me mesmo em má altura. Ai foi? Adeus.

A palavra adeus é minimizada, estigmatizada como bruta e insensível. Mas vão por mim, que hoje estou particularmente cáustica. Usem e abusem dela, e depois digam-me lá se não é libertador.

Agora fui, adeus.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Reflexões em dia farrusco

Sabem aqueles dias cinzentos em que não se tem vontade de fazer nada, sequer de pôr o nariz de fora do edredão (sim, já estou a dormir com ele!)? Pois, para mim são todas as quartas. E quintas. E na verdade todos os dias, menos sábado. Quer dizer, agora sábado também, porque o Máinovo tem natação e tenho de acordar cedo.

Hoje estou particularmente molarenga e não me apetece escrever sobre nada. Vai daí, lembrei-me de deixar à vossa consideração - para efeitos de reflexão e quiçá posterior análise dissertativa em sede antropológica - diversos tópicos que me parecem pertinentes e que considero ser de valor que se proceda ao seu esmiuçamento. Questões fraturantes, como é aliás meu apanágio trazer-vos, e que rogo que reflitais bem sobre elas. São temas que me ocupam a mente, porque esta Boneca que vos fala não pensa só em imbecilidades. É um ser pensante também em relação ao que realmente nos toca no âmago.

Posto isto, permitam-me que inclua na agenda do vosso dia de hoje os seguintes itens:
- a problemática das teias de aranha nas garagens: o que fazer? Elas moram lá mais tempo do que nós. Poderão alegar usucapião? E a questão de serem sinal de dinheiro? Se as matamos ficamos pobres ou, pelo contrário, matamos muitas e amealhamos todas as fortunas cumulativamente? 
- bolas de esferovite pequeninas: flagelo nos rodapés de uma casa ou belíssimo sucedâneo de neve que se poderá perfeitamente utilizar por alturas do Natal?
- sapatos largos, mas que ainda assim restringem o dedão grande do pé: será problema do sapato ou do pé? A amputação seletiva e feita muito devagarinho e com aqueles sprays frios do futebol dói?
- como usar headphones brancos em dia em que estamos maquilhadas sem que eles fiquem assim cor de tijolo?
- há alguém que consiga comer framboesas sem ficar com as sementinhas presas nos dentes?
- se o senhor ao nosso lado no barco cheirar a sovaco e para não desmaiarmos respirarmos pela boca, basicamente estaremos a engolir-lhe o pivete. Isso não fará mal ao estômago?

Quer-me parecer que já há aqui muito com que se entreterem e, como tal, não darem pela minha falta hoje. Se após reflexão aturada chegarem a alguma conclusão, digam qualquer coisa, sim? Se preferirem, podem partilhar o que vos aflige. Cá beijinho.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Mãe sofre #34

- Miúdos!!
- Nãaaaaaaaooooo!!!!! (em coro)
- Não o quê?! Eu ainda não disse nada...
- Banho nãaaaao!!! (diz um) Eu não quero tomar banhooooo!!! (grita o outro)

Lá esperei uns minutos até ganhar coragem para lhes dizer que estava na hora do banho. 

Ser politicamente incorreta é...

... imaginar as esplanadas todas da Baixa de Lisboa (aquelas que vendem pizzas congeladas do Pingo Doce aos turistas) cravadas no Tejo com o dilúvio de ontem;

... não ter muita pena das lojas do Rossio com umas montras nojentas que valhamedeus, que já só vendiam trampa e não percebo porque ainda não fecharam;

... rir-me da malta que (ainda) insiste em andar de sandálias e chanatos e pernas de fora e que ficou molhada até aos dentes;

... gozar com os estrangeiros que enfiam sacos plásticos na cabeça e o resto do corpo anda praticamente nu e ensopado;

... escangalhar-me a rir com um cão que mandou um slide numa poça e afocinhou (e depois vergastar-me mentalmente, coitado do bicho);

... benzer-me pela sorte de ter estado sossegadita no meu gabinete na hora em que caiu o céu e juro que vi o Noé e mais a bicharada toda dele;

... gozar com o cabelo das pessoas que não tiveram a mesma sorte;

... manter o meu bem amarradinho num rabo de cavalo, porque ninguém merece ver o estado em que fica esta juba com humidade.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

E o que tens instagramado tu, Boneca? #5

"Postado" imediatamente antes de ir para o ginásio.

"Postado" imediatamente depois de ter ido ao ginásio. Local: The 50's.

Almoço perfeito depois de uma manhã a treinar, muhahahaha!

Não compreendo as pessoas que não têm as linhas dos telefones enroladas.
E sim, é este tipo de preocupações que tenho na cabecinha.

New babies, antes de entrarem em ação.

Lady mode.

Ah pois é.

Soccer mom indahouse

Pois que esta vossa humilde serva é, desde há umas semanas, uma soccer mom. És o quê, mulher?! Ora então, passo a explicar: uma soccer mom é, em tradução inventada por mim, uma "mãe de piqueno craque de futebol em potencial".

Sucede que uma verdadeira soccer mom se transfigura mal sente o odor da bancada, ante o cheiro da relva sintética e o bedum de crianças equipadas e transpiradas. E eis que surgem as verdadeiramente perigosas: fêmeas enfurecidas cuja(s) cria(s) despertam nelas umas Donas Dolores in the making, e mesmo que os filhos sejam piquenos nabos no que ao futebol concerne, tal não as demove de aspirar a, um dia no futuro, ter os seus Cristianos para chular apoiar em troca de lhes criar os filhos sem mãe e fazer o almoço. Mas divago.

Ora este espécime habita nas bancadas de um clube de futebol de Alcochete, segue com a atenção de um comentador desportivo as jogadas de respetivos Cristianinhos, usando inclusivamente termos rebuscados como "rematou de primeira", "já sabe abrir linhas de passe" e "Oh totó, passaste a bola para o outro palhaço fazer isso?!" Elas gritam para dentro do campo, incentivam as crias, insultam as crias dos outros, vociferam impropérios e soltam perdigotos enfurecidos, cuspindo as outras mães que apenas gostavam de estar sossegaditadas na sua vida, a controlar os outros filhos que têm de levar a reboque para o treino dos irmãos.

E é aqui que eu entro: eu apenas queria chegar, sentar-me na bancada gelada de fria (nota mental: pencil skirt não é a melhor indumentária) e conseguir que o Máinovo se plantasse sossegado a ver o irmão, não andasse a correr e a pisar as outras mães (tenho mesmo medo que elas o mordam), não se tentasse jogar em voo para o campo ou comer relva. E, se no meio de todo este caos, conseguisse ver uma jogada ou outra do Máivelho (eu já nem peço um golo), tanto melhor.

Sucede que o meu é o new kid on the block. O que faz de mim a new mom on the block, criatura rara e olhada com desconfiança pelas demais. Mais ainda quando aparenta estar mais preocupada com o que se passa fora do campo com outro filho do que dentro das quatro linhas. Grande estafermo, que não insulta, não grita, não vibra. Pelo menos não com o filho que está a jogar. E nem se levanta quando há golo, dizendo "TOOOOMAAAA!!", fazendo gestos fofinhos para as outras mães, simulando o enfiar de punhos em determinados orifícios. E quando esta mãe esquisita decide, num momento mais calmo, sacar de um Kindle para ler um pouco...? PORCA HERÉTICA!!!! O teu filho nunca há de ser ninguém no firmamento futebolístico alcochetano! Má mãe, feia mãe, que em momento algum terás a alegria de ser sustentada por um filho jogador da bola!

Bom, isso não vou ter mesmo, porque o gajo é um totó do caraças a jogar futebol. Mas isso aqui só entre nós, que ninguém nos ouve.

sábado, 11 de outubro de 2014

Um belo rabo

(Contexto: Máivelho anda a estudar anatomia na escola. De manhã, veio enfiar-se na nossa cama. Senhor Meu Marido trabalha o corpinho com afinco. Máivelho decide destapar o pai e dar-lhe uma palmada no rabo)

- Xiiiii, bolas, o pai tem cá uns glúteos! São gigantes, parecem uma abóbora!

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Conversas parvas comócatano #16

Pessoas eruditas, bancárias, a falar sobre NIBs e IBANs. Sai-se um lá pelo meio:

"- Muitos IBANs juntos dá um poliban?"

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Mãe sofre #33

(Gui, 3 anos)
- Cheiras bem, mamã!
- É, filho?
- Sim, não cheiras a cocó, xixi, macacos e ranhos.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

E o que tens instagramado tu, Boneca? #4

Num batizado, este gajo esteve a olhar para mim horas a fio.

Água aromatizada málinda de sua consumidora.

Calçada portuguesa, a quanto obrigas...

Quem nunca fez isto ao seu gajo que atire a primeira pedra.

Ou de como um acessório pode arruinar todo um outfit.

Amor pequenino.