quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Adeusinho, sim?

Estando particularmente irritada hoje, lamento, ele há dias assim, apetece-me divagar sobre as pessoas que têm outras como garantidas, sejam elas amigas, esposas, namoradas, colegas, amantes, amásias, whatever. Apenas algumas considerações, que se fizerem luz numa única cabecinha que seja, já serei uma Boneca feliz.  

Ele há pessoas que deviam dedicar-se apenas a contemplar couves, digo eu. As couves exigem pouco, estão apenas para ali, sossegaditas da vida, não pedem muito, não cobram, não nada. As couves são fixes.

Em todas as relações que mencionei lá mais acima (e em mais algumas que porventura me terei esquecido, exceção feita às relações com couves, claro) é necessário que se invista tempo. Tempo, não só de qualidade mas também em quantidade. Foram 5 minutos, mas tãaaaaao intensos. (Não estou a falar de badalhoquices, sim?) Epá, não. Dediquem tempo. Muito. Se não o tiverem para dispensar, adeus. O mesmo se diz da atenção. Ah, hoje não consigo. Espera um pouco, agora não posso. Ups, apanhaste-me mesmo em má altura. Ai foi? Adeus.

A palavra adeus é minimizada, estigmatizada como bruta e insensível. Mas vão por mim, que hoje estou particularmente cáustica. Usem e abusem dela, e depois digam-me lá se não é libertador.

Agora fui, adeus.

4 comentários:

  1. Compreendo, já me aconteceu "perder" alguém muito próximo, por esta pessoa não ter 5 minutos para mim, apesar de eu fazer todas as tentativas possíveis de contacto. Hoje em dia somos como que parentes afastados e é triste.
    E olha que as couves precisam de ser regadas, e por vezes de adubo ou estrume de cavalo. E quando o piolho pega, um pequeno tratamento. E quando pega o pulgão também. E as lesmas e os caracóis? Uiiiiiiiii...um trabalhão!

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