segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Os gajos e as buzinas

Há um algoritmo infalível no trânsito, e que me caia uma maminha se isto não acontece 90% das vezes.

Póffff!

Ah ah ah, vê-se bem que nunca me viram: tivessem vocês alguma vez vislumbrado esta Boneca que vos escreve e saberiam que a respetiva volumetria mamaçal - por tão diminuta - nunca faria barulho ao bater no chão. Mas divago.

Estava eu a falar do seguinte algoritmo:
homem ao volante + um outro carro atravessa-se à sua frente = murro na buzina durante (i) 3 minutos e meio ininterruptamente; (ii) até o outro que se enfiou à frente se desviar, ou sair do carro para a porrada; (iii) até a buzina se gastar (confesso que nunca presenciei esta alínea, mas acredito que possa acontecer); (iv) até as pessoas que assistem à cena, nomeadamente uma certa mulher conhecida pelo seu mau feitio, disserem "EPÁ, já se ouviu catano, pare lá com essa porcaria, RAISPARTA o homem, poooooorrrrrraaaaaa!".

Com tudo isto acho que me alonguei no algoritmo, mas fica o essencial: os homens são criaturas que, ao volante, se transfiguram. Acredito que até os mais cutxi-cutxi fiquem verdes (referência ao Hulk) mal ponham as manápulas na rodinha forrada a cabedal e sintam o odor a asfalto. E o que, de facto, mais os tira do sério é mesmo quando alguém tem o desplante de se atravessar à sua frente. É que é ainda pior do que apalparem o béfe das suas mulheres. Porque, bem ou mal, é um béfe alheio, e assim-como-assim já está flácido, agora atravessarem-se à frente do seu boguinhas é uma provocação pessoal que pede sangue!! E, para satisfazer essa sede de sangue, que melhor que um arraial de barulho ininterrupto que entra pelos ouvidos adentro até rebentar os tímpanos (lá está, o sangue)??!! Toma, que é para aprenderes, bandido, barulho para ti, estás borradinho de medo, não é? Toma lá mais pi-piiiiiiiii-piiiiiiiiiiiiiii!!!! Bumba, meliante!!!! Foooooooooooonnnn (ele há buzinas muito másculas!)!!!!

E é assim que o homem moderno se relaciona com os demais no trânsito. Antigamente, resolviam-se as pelejas com uma moca na cabeça, mas hoje em dia não, tudo se passa de forma muito mais civilizada. Quer dizer, fora os casos em que os gajos, não satisfeitos com o cagaçal que provocam, saem do carro e há mesmo porrada. Mas sem moca, que são Homo sapiens com maneiras. 

14 comentários:

  1. Por onde é que passaste pelo meu namorado, diz lá....

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    1. Hahahaha. Também sofre do mal, já percebi.

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  2. por acaso, até presencio mais gajas a apitar....deve ser por estar na cidade e não no campo...
    ainda no outro dia estava uma atrasada mental a apitar para uma camioneta da superbock que estava a descarregar para um hotel nas redondezas... duhhh

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    1. Sim, há mulheres bem carroceiras. Eu, por exemplo. Mas não buzino.

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    2. eu tb raramente buzino, mas digo tanto palavrão e faço gestos, acompanhados com qq coisa como: monta aqui...

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  3. E depois há aqueles que ainda mal o sinal ficou verde e já estão a buzinar. E os que buzinam para cumprimentar os conhecidos...estes 2 últimos casos irritam-me para lá de muito. Vou escrever sobre isto.

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    1. E depois há os que buzinam para chamar o gajedo, mas isso já são outros quinhentos...

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    2. Forgot that case study :p

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    3. E é dos mais importantes.

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  4. No outro dia, um carro estava impedido de passar por causa de um autocarro. Piiiiiii piiiiii piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.
    Eu a pensar "Estes gajos são do pior!".
    De repente sai uma mulher de dentro do carro, vai até ao motorista e põe-se a insultá-lo, aos gritos. Só faltou bater-lhe.
    As gajas são as piores :p

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    1. Sim, em mulheres há disso e é bem mais feio...

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  5. Eu raramente apito. Mas mesmo raramente. Do género estar atrás de um carro e ficar verde e o de trás apitar por mim. :) O meu namorado já é mais "apitadeiro" e também apita por tudo ou por nada. Mas gosto mesmo é da atitude dele quando lhe apitam: se for num semáforo, arranca devagarinho (mesmo muito devagarinho) e tenta fazer com que o carro de trás não consiga ultrapassá-lo. Se for em qualquer outra situação, levanta a mão ao homem (ou mulher) e pergunta "Está bom/boa?" como se os conhecesse e a buzinadela fosse um cumprimento. :D

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    1. Olha, parece-me muito mais saudável.

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