domingo, 30 de novembro de 2014

Pensamento de fim de semana #63

Mulher, acabaste de ir pôr o lixo na reciclagem com a parte de cima do pijama disfarçada por baixo de um blusão de penas. Daqui até ires passear o cão de robe é só um passo. A tua sorte é que não tens cão.

E o que tens instagramado tu, Boneca? #17

Não consigo explicar a felicidade que sinto
quando tenho uma recarga da agenda para rabiscar...
Tirem-me esta mulher assustadora da minha página do Facebook, pleeeeease!!!
Novos chefes máilindos.
Isto é tão verdade que até dá comichões.
Yup.
Com o perdão da gramática, mas é tão verdade. Eu cá sou capaz de dizer
"Lembras-te quando em 1997 me respondeste torto?!"
Swarovski máilindo de sua proprietária.
Sim, sou uma lontra assumida.
Só verdades no meu Insta.

sábado, 29 de novembro de 2014

E o que tens instagramado tu, Boneca? #16

Máinovo armado em palerma com os meus ténis.
Jelly beans, aka comida levanta-humor.
Confere.
Noto um pendor algo preocupante...
Eeeerrrr. Pois. Lá está o padrão. Mas o que aqui importa
é a mudança de sapatos por causa da porcaria da chuva.
Número mais fofinho de sua Boneca! 
Poinão.
No concerto dos One Republic, que ameeeeeei.

Alguém me interne sff

Hoje, depois de acabar de estender uma máquina de roupa branca, olhei para o céu azul, o sol estava a brilhar e a bater-me no rosto, e senti-me feliz, de bem com a vida. A olhar para a roupa branca e a sentir-lhe o cheiro. Estava sozinha em casa. Estou definitivamente a perder parafusos. Desconfio que a partir daqui seja seeeeempre a descer.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Máinovo no seu melhor

- Mãe, sabes, eu hoje matei o meu amigo Santi.
- Mataste?! Então magoaste-o...
- Não, não magoei, só matei.
- Ah, pronto.
- E também o arrotei.
- Hã?
- Arrotei o Santi, com o meu dragão.
- Ah, derrotaste-o, sim.
- E o Miguel levou bolinha vermelha porque disse que a música da professora cheirava a cocó.
(Já mal conseguindo conter o riso)
- Isso não se diz, pois não?
- Não, mamã, a música não cheira a cocó.
- Pois não, filho.
- Cheira a xixi.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Mensagem ao senhor que se estava a aliviar no caminho para a escola dos meus filhos

Ainda que o seu rabo fosse pequeno o suficiente para não se vislumbrar por detrás de umas ervinhas, que não era, cavalheiro, ainda assim seria de se esperar um pouco mais de recato na hora de arrear o seu calhauzinho. Que é coisa íntima, que é situação que se pretende escondida, longe de olhares furtivos. Só que neste caso não foi furtivo coisíssima nenhuma: o senhor tinha o real cu virado para uma estrada que vai dar a uma escola. Por onde eu tive o azar de passar, com filhos, que por sorte não me ficaram traumatizados porque, só por acaso, naquele momento iam ambos a analisar o burrié gigantesco que o mais novo tinha acabado de recolher com um dedinho pequenino e gordo que, temi, lhe perfurasse o canal até ao cérebro.

A mãe dos catraios, por seu turno, ficou deveras incomodada com o espetáculo, até porque bastava o senhor ter andado uns metros mais para o lado e até teria estado mais à vontade no mui nobre ato de escorregar o morenaço. Mas não, imagino que o cozido do dia anterior lhe estivesse a fazer pressão no baixo ventre e, numa atitude abnegada, decidiu estrumar a horta biológica da escola, que por sinal estava a pouca distância.

Obrigada, cavalheiro, mas o altruísmo não foi suficiente para apagar da minha memória a visão do seu nalguedo peludo, que espero com todas as minhas forças conseguir recalcar com o auxílio de uma boa noite de sono. Isto é, se o dito não me vier assombrar os sonhos.

Agora repita comigo este mantra: "Não cagarei na via pública, não sou um animal, embora o meu rabo se assemelhe perigosamente ao de um símio balofo". 

E a penitência: depilação a cera na zona que apanhou mais ar durante todo o processo. Feita por uma ucraniana míope e masoquista com dois metros por três. No final, o que sobrar vai à pinça. E haverá pouca luz.

Como será que se diz "cá beijinho" em ucraniano?

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Mas afinal porquê?

- Mãe, tenho as mãos todas sujas, estive a brincar com plasticina, já viste que estão todas sujas, as mãos e as unhas também, está tudo, tudo, muito sujo, sabes porquê, porque sim. Olha, e também tenho as calças sujas, sabes porquê, mãe?
- Porquê, filho?
- Porque sim.

Isto tudo dito sem respirar, sem me dar tempo para processar a informação e, acima de tudo, com x em vez de s e l em vez de r. Uma delícia de se ouvir, portanto.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Empregados gay das lojas - os novos BFF?

Ora aqui está mais uma temática fraturante fresquinha-fresquinha para vos entreter. Não sei se já vos aconteceu, mas dei por mim nas lojas a preferir ser atendida pelos gays do que pelas empregadas hetero e invariavelmente trombudas e pouco solícitas. Vai daí decidi dissertar sobre o assunto aqui neste cantinho.

Mas querem mais conversa? Sigam lá o link ali de cima ohfaxavôr, não sejam preguiçosos. Cá beijinho!

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Conversas parvas comócatano #19


Isto chama-se pilão, para quem não sabe.
"Deixa-me aproveitar a única altura da vida em que tenho um pilão." - pessoa maluca que eu conheço dixit, agarrando o objeto acima.

Mãe sofre #38

- Mamã, tu és um menino ou uma menina?
- Sou uma menina.
- BLAAAAAAGHHHHH!!!

domingo, 23 de novembro de 2014

Pensamento de fim de semana #63

Não é bonito achares que dá jeito o miúdo estar a chorar desalmadamente e com a boca toda escancarada porque assim lhe consegues lavar melhor os dentes.

sábado, 22 de novembro de 2014

Do aniversário bonecal


Sou como as crianças: não gosto de fazer anos no fim de semana, para poder chegar e as pessoas darem-me prendas os parabéns, e depois sair para almoçar fora com os amigos e darem-me prendas os parabéns. À tarde costuma sempre haver bolo no trabalho e a malta dá-me prendas os parabéns e tal.

Este ano, não, porque hoje é sábado. Mas não me importo: porque faço 38, que me parece um número deveras fofinho e redondo. Prevejo um bom ano, não sei porquê. Espero não ter nenhuma crise de meia idade, diz que previsivelmente está na altura delas, mas que raio, ainda só me senti velha uma vez nos últimos tempos. Sim, é verdade, quando me pus a fazer as arrumações de inverno em outubro e tive de me deitar ao fim de um tempo porque me doíam as costas. Ah pois é, a idade não perdoa, a partir daqui é sempre a descer e etc. Mas adiante: diz que não pareço a idade que tenho. Vou agarrar-me a essa ideia com unhas e dentes, mesmo que possa ser apenas conversa de pessoas a tentarem ser simpáticas. Que se lixe, se não me derem mais de 36 já me dou por satisfeita. Nota-se que estou por tudo?

Na verdade, estou mesmo a brincar. Estou muito mais confortável e segura de mim agora com esta idade do que alguma vez estive, e isso traz-me estabilidade. Sinto que posso fazer o que me apetece, que posso dizer o que me apetece, que mereci esse estatuto. Aliás, este blogue é a prova viva disso.

Olhem, parabéns para mim e espero a esta altura andar no passeio a aproveitar o fim de semana (diz que no final do dia vou estar no ginásio a fazer as aulas do marido, que é programa que adooooro) e para isso é que servem os posts programados. Uma beijoca repenicada aqui em bochechas bonecais, sim?

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

E o que tens instagramado tu, Boneca? #15


A mulher que nunca pensou assim, que atire a primeira sabrina.
 
Muito indecisa sobre esta cor, que me faz parecer um
cruzamento entre um cadáver e um copo de cappuccino.
 
True story.
 
Num destes dias.
 
É um dom que eu não possuo.
Só as mulheres compreendem.
Muito amor na minha relação <3
Olha, filhote, até assim todo emporcalhado tu marchavas.
Mãezinha, pl'amordedeus deixa os bichos
reproduzirem sossegaditos, pá!

Nota mental

Quando nos magoamos, não podemos dar um grito ao pé das crianças. Rapidamente estão três pessoas aos gritos, uma porque se magoou, as outras duas não fazem a menor ideia por que estão aos berros, apenas que é muito fixe fazer coro com o adulto.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Gente com valentes pancadonas #9

Continua a vir tanta gente ao engano (ou não), valhamedeus. Alminhas que, na pacatez de seus lares, fazem buscas absolutamente legítimas (cof cof) no Google e vêm parar a este antro de gente desmiolada. Continuo a afirmá-lo com convicção: há gente com grandes pancadonas e eu orgulho-me de os receber a todos neste humilde barraco.

Ora, sem mais delongas, os tresloucados destes últimos tempos fizeram as seguintes pesquisas:

- coco na fralda anuncia gravidez (Conheço o blogue obviamente, sei quem é, já estivemos nas mesmas festas, agora nunca falei dela por aqui, por isso como raio cá vieste ter, é cena que desconheço.)

- Google ver um filme de pinanso (Já cá faltavam os malucos do pinanço mal escrito. Vai lá ver o filme e desampara-me a loja, sim?)

- Liliana campos mostra cuequinha (Ah sim? Mostra? E eu com isso?!)

- já não consigo aturar o meu marido (Olha, filhota, chega-te aqui que te vou contar um segredo: isso vai acontecer-te numa base mensal. As boas notícias? Provavelmente ele acha o mesmo, fez a mesma busca no Google e a esta hora está a ler outro blogue imbecil qualquer) 

- bonecas do sexo (Eu não sou. My name is Boneca Maria de Deus ao dispor. Quer dizer, ao dispor não é o apelido, Deus é que é.)

- minha mãe é uma boneca (Aaaawww, que fofinha, parabéeeens!)

- garrfas ginásio (Não puxes por mim, que se cá vieste parar já descobriste que roubaram a minha Siggzinha no ginásio, a minha garrfinha, portanto.)

- david luis cabelo grande (Oh a prova de que este é um blogue eclético, até info sobre a bola eu tenho, pá!)

- meninas das escola secundária gostam de levar no cu (Eeeeerrrrr. Pois. Xô daqui)

- insultos fofinhos (Eu! Eu! Eu! Pensando bem, não, os meus são bué hard core.)

- transtejo contratos de limpeza (Não devem existir, a julgar pelos rolos de cotão no chão logo no barco das 8h30...)

- bonecas violadas chora ao levar no cozinho (Não sei bem por onde comece... bom, fico-me pelo fim: cozinho, pá??!)

- casinha de bonca (Bonca é giro. Mas ainda bem que o Google é esperto e vieste cá ter na mesma!)

- como fazer roupa de boneca com meia (Não percebi, explica melhor: é com meia boneca? Com meia quê? Com meias? E TU ACHAS QUE EU SEI OH?!)

- minha mãe é uma boneca 2 (És a lá de cima? É que eu ouvi à primeira, não sejas chata.)

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Sobre a outra que vai casar com o Charles Manson

Imagino o seguinte diálogo entre eles:
- Ideias para o jantar?
- Meh. Não me apetece assim nada de repente.
- Tenho ali uma criança. Queres que descongele e estufe?
- Como queiras, mas deve ficar melhor do que o velho da semana passada. Estava muito rijo.

E é este tipo de coisas que me ocupa a mente.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Boneca cronista

No meio de todos os infortúnios que têm acontecido nesta minha vidinha nos últimos dias, e que fui partilhando qual cão bebé em busca de mimo, eis que surge uma boa notícia, que partilho com todo o orgulho. Fui convidada pelo meu amigo Ricardo para ser uma das cronistas da New in Town, NiT para os amigos.

(Pausa para gargalhadas, para as pessoas rebolarem no chão agarradas à barriga e roxas de tanto riso)

Eu própria, quando ele me endereçou o convite-assim-do-tipo-intimação, tive vontade disso mesmo: jogar-me para o chão a rir agarrada à barriga aos abdominais. Mas depois lembrei-me que tinha estreado um vestido lindo e não estava para me emporcalhar toda. Estilo, homem? Moda?! Eu bem sei que sou (cof cof) uma pessoa bem vestida e desempoeirada e tal, mas com que autoridade vou eu dissertar sobre o assunto, criatura de deus??!! E foi aí que fiat lux (olha, tu queres ver que ele me convidou porque eu falo Latim?!): "Gostava de ter a tua perspetiva de consumidora. De consumista. Que é o que tu fazes melhor." Olha, Ricardo, consumista é a tia.

Mas: aaaaahhh boooooom, assim já estou a perceber!! Disso percebo eu, de facto, de enfiar o nariz em tudo quanto é loja, vasculhar tudo, virar prateleiras do avesso, pôr provadores de pantanas, tirar funcionárias do sério. E gastar dinheiro. 

Posto isto, é esta a perspetiva que será humildemente apresentada: a de consumidora frenética e consumista compulsiva. Que este meu "problema" sirva para alguma coisa. 

Para a estreia, (mais) uma das minhas experiências nessa bela loja cujo nome começa em Calze e acaba em dónia, de onde se não sairmos com 24 leggings, 35 collants, 6575 mini-meias, um manequim e um puxador do provador merecemos uma medalha. 

Bem-vinda, NiT, decerto serás leitura de muitos, Boneca Maria de Deus incluída, e agora ide, ide botar likes no Facebook como se não houvesse amanhã e bisbilhotar todo o site, que, vos garanto, está absolutamente fantástico. E eu, eu cá tenho muito orgulho em fazer parte da equipa. 

Assim sendo, hoje estou por aqui: Eu só queria umas meias

Retomamos as emissões normais dentro de pouco tempo

O Máinovo melhorou, o sol brilha e os passarinhos cantam. Esta última parte da proposição é só estúpida porque está prestes a chover, um frio do catano, sol nem vê-lo e as pombas que habitam na Baixa era varrê-las todas a chumbada nas nalgas. Mas cut me some slack, OK? Tive uns dias de merda, mereço algum desconto e acho que se percebe o espírito da coisa.

Retomemos então a emissão regular, com a parvoíce que o Criador me deu e a Mãezinha insiste em tentar refrear, mas sem efeito. Olhem, por falar em refrear, já disse que estou quase a fazer anos? 

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Não te benzas, não

Há dias em que mais valia não sair da cama. Aliás, minto, há fins de semana em que mais valia hibernar e esperar que passassem. Este foi um deles. E, apenas para efeitos catárticos (e porque sou pessoa que não consigo estar mais do que um par de dias em baixo de forma), tentarei condensar tudo num parágrafo, que, rogo, tentem ler sem respirar. Sim, isto sou eu a tentar matar todos os 12 leitores que tenho.

Sendo assim, cá vai alho:

Fim de semana que correspondia ao prazo final de uma entrega de um trabalho gigantesco, logo, este belo rabo perspetivava estar alapado ao computador dois dias inteirinhos, Máinovo começa com febre logo na sexta, imediatamente antes de receber a notícia que um tio muito querido tinha morrido e agora como trabalho e vou ao velório e ao funeral e Ben-u-ron que o puto está com 39,5 e toca a acordar de 3 em 3 horas para lhe medir a temperatura, medicar e tapar e é sábado, senta-te ao computador, trabalha moura, e o puto a arder em febre e vai ao velório e volta para te sentares ao computador e afinal não que não se consegue baixar a temperatura do puto que parece o Tocha Humana, a testa já bate nos 40 e ala para as urgências que o miúdo entretanto começou a delirar e não diz coisa com coisa e o carro a voar baixinho Vasco da Gama a fora, 4 piscas, marcha de urgência, nunca andei tão depressa dentro de Lisboa, marido baixou-se-lhe o espírito do Ayrton Senna, criança observada, não tem meningite (pânico secreto da sua mãe), volta para casa senta-te à meia noite ao computador, vá lá, só até às 3, não, afinal não, ele ainda está a arder em febre, vai dormir com ele, que grita a noite toda, não pregas o olho, ele continua com febre, não podes ir ao funeral, vai mas é trabalhar, mandriona, que tens um prazo a cumprir.

Valeu-me ter os melhores pais do mundo, que vieram em socorro no domingo. Eu agora só queria deitar-me e acordar na quarta. Ou no sábado, para festejar o meu aniversário...

sábado, 15 de novembro de 2014

E porque a vida nem sempre é cheia de alegrias

Hoje é um dia triste. Olha, vai-se a ver e também os tenho. Preferia que acontecessem ou porque me tinha magoado, ou porque estou cheia de trabalho, não porque me morreu um familiar. Daqueles de que me lembro desde sempre, dos que faziam parte das fundações da família. Um portento de homem, grande, forte (ultimamente já não tão grande nem tão forte), segundo a opinião geral igual ao meu irmão. Ou o meu irmão igual a ele. Ou parecido, sei lá, não interessa. Interessa que era daqueles que configurava as nossa raízes. As que têm vindo a desaparecer uma a uma, lentamente. 

Já temos poucos velhotes na família. Estão todos a ir-se embora. Ontem foi-se-nos mais um. E lá se vai a família juntar. Num funeral. Começo a achar que ultimamente nos juntamos mais por velórios e funerais do que por comemorações felizes. Que grande merda.

Quando os nossos alicerces vão tombando assim, um a um, faz-nos parar e pôr a nossa vida em perspetiva. E faz-nos querer agarrar os que cá ficam e apertá-los bem forte.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Boneca transparente

Fui almoçar com um amigo um destes dias. Trintão jeitoso, bem parecido e tal (sim, eu só tenho amigos giros, não me dou com pessoas cujas caras sejam equivalentes a menos de um Matt Damon e corpos a menos de um aquele senhor que faz de Sapartacus), desde cedo o homem começou a atrair as atenções da empregada de mesa. Comecei a reparar em pequenos pormenores, como dar-lhe primeiro a ementa, perguntar-lhe primeiro o que queria, etc. Não que isso me cause desconforto, mas ditam as regras que as senhoras têm precedência nestas situações, n'est-ce pas

Estes pormenores rapidamente se transformaram em "pormaiores", com a deslumbradinha a perguntar-me o que eu queria, com a cara virada para o lado contrário de onde eu estava e, cúmulo dos cúmulos, quando trouxe e lhe entregou a ELE a fatura que EU lhe tinha dado para que ela inserisse o MEU número de contribuinte. 

É assim, escavaquem o ego a uma mulher, que ela aguenta, há coisas piores nesta vida, já todas nós nos vimos naqueles espelhos fdp dos provadores da Bimba y Lola que nos põem gordura até nas pálpebras, agora metam-se-lhe com o NIF e é vê-la descer do salto e virar fera.

Pelo sim, pelo não, depois do almoço fui bambolear as ancas defronte de umas obras, só naquela. A ver se não tinha perdido o charme.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Infanticídio

Do latim infanticidium
subs. masc.

Definição - Aquilo que te apetece fazer a um filho com 3 anos quando ele vai o caminho todo para a escola (5 minutos mais coisa menos coisa) ininterruptamente a gritar "AINDA-NÃO-AINDA-NÃO-AINDA-NÃO!", referindo-se ao facto de ainda não vislumbrar a escola da sua janela.

O que preferias tu, Boneca Maria de Deus?

Não sei se já repararam, mas para os meus quase-38 e o estatuto de senhora casada e mãe de filhos, sou uma criatura bastante parva e infantil. Bem sei que preciso de vos alertar para tal facto, porque este blogue irradia seriedade e inteligência, e só a muito custo encontram um post menos do que filosófico. Ou não.

Serve o intróito para apresentar uma das minhas brincadeiras favoritas, e de uma grupeta de gente tão ou mais parva do que eu, que ao almoço se diverte a fazer perguntas idiotas uns aos outros e quase a cuspir comida de tanto riso. 

E então em que consiste essa brincadeira tão supimpa? É a do "O que preferias, se fosses obrigada a escolher...?"

Passo a exemplificar, e esta pergunta foi-me mesmo feita, e confesso tive uma certa dificuldade em decidir-me: "O que preferias tu, Boneca Maria de Deus? O teu marido com valentes mamas ou o teu marido com 150 kg?"

E assim sucessivamente com perguntas idiotas (nem vou entrar por "Preferias uma mão enfiada em xixi quente ou um pé enfiado em cocó frio?" porque isso OBVIAMENTE nunca aconteceu e era só parvo.). Houve as "Preferias a tua mulher com 20 kg a menos ou com 20 kg a mais?", "Preferias nunca mais fazer sexo ou comer batatas cozidas para o resto da vida?", ou, as nossas preferidas, escolher os maiores estafermos com quem trabalhamos e fazer os outros dizer quais deles escolheriam para dar continuidade à espécie em caso de cataclismo.

O quê? Não é normal pessoas com mais de 30 anos (e uma até com quase 50, sim, palhaço, sei que estás a ler isto) divertirem-se assim à mesa? Eu cá acho que é.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Eu, caguinchas, me confesso

Está na altura de o Máinovo levar a vacina da gripe. Regra geral, empurro delego a tarefa ao paizinho dele, que é feito de casca de árvore e absolutamente insensível a mariquices. Ou seja, diametralmente oposto à sua esposa fofinha que, embora pareça uma grande besta sem sentimentos, no que a agulhas concerne, digamos, borra-se toda. Então se forem agulhas a entrar pela carnuncha tenrinha de suas crias, é um vê se te avias. 

Digamos que tenho para comunicar apenas o seguinte: sabes que és uma vergonha de mãe quando no centro de saúde o teu filho com 3 anos vai levar uma vacina e a enfermeira diz "Calma, mãe."

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Mãe sofre #37

Máinovo chega ao escritório, onde eu e o pai estamos em silêncio a trabalhar nos respetivos computadores e dá um berro:
- PEPALADUCH PALA MULELEM??!!!!*



* PREPARADOS PARA MORREREM??!!!

Aaaaahhh, os aniversários infantis...

O que preferes tu, Boneca Maria de Deus? Tomar conta dos amigos do teu Máivelho durante o aniversário deste num cinema, com as crianças entupidas de açúcar de pipocas, ou borrar um pé todo até ao joelho, hein? Oh meus amigos, venha de lá essa bosta fumegante, que a recebo de braços (ou pés, vá) abertos e ainda bato palminhas.

As crianças são seres que comunicam entre si através de berros, urros, grunhidos e outros sons que só prestes a furar os tímpanos alheios é que são devidamente absorvidos e apreendidos pelos seus pares. Não existe UM ÚNICO exemplar com menos de 13 anos que saiba sequer o que é falar baixo. Não existe. É uma incapacidade das cordas vocais desta gente baixota, que, segundo as enciclopédias científicas, só estão programadas para comunicar aos gritos, porque têm uma espécie de buraco dentro da garganta, buraco esse que vai fechando sensivelmente 1,3 cm por ano e as cordas vocais apenas ficam completamente operacionais lá para a adolescência onde eles começam a aprender a sussurrar (basicamente para os pais não ouvirem as barbaridades que dizem), ou então eu inventei isto tudo.

Onde é que eu ia? Ah, na festa de anos do Máivelho. Eles só tinham de se sentar na sala de cinema que estava toda por nossa conta e ver um filme. Difícil? Pois parece que sim. Porque uma sala de cinema só para eles e às escuras apresenta toda uma miríade de oportunidades que não se podem desperdiçar (e não sejais porcos, porque eles têm 9 anos!!!). Para quê ver o filme quando se pode correr no meio das filas, rebolar cinema abaixo, rastejar cinema acima e atirar pipocas às cabeças uns dos outros?! E quando se pode galgar o palco e ir fazer danças imbecis à contra-luz para a risota dos restantes macacos e o desespero das miúdas que só queriam ver um filme sossegaditas da vida delas? Porquê ficar calados, quando se podem esconder atrás de cortinas a fazer sons de traques?

"Então, gostaste do filme?", perguntei a uns quantos.
"Sei lá, andei sempre a correr pela sala!".

Eeeerrrr, pois ... quanto será que custa alugar um armazém abandonado em Alcochete sem luz e com umas cadeiras lá dentro?

O Máinovo, por seu turno, que teve o seu debut nas lides cinéfilas, amaranhou por mim acima quando se apagaram as luzes e começou a música do início do filme, abriu a goela e não mais se calou até eu o tirar da sala. Todos os 3 minutos que aguentou lá dentro, passou-os a gritar "LIGA A LUUUUUUUZ!!!!", "TÁAAAA ESCUROOOOO!!!" ou "TENHO MEDOOOOOO!!!".

Aaaaahhh, os aniversários infantis... estou mortinha pela altura em que lhes dou uma nota para a mão, um pontapé no cu e a hora para regressarem.

Não podia deixar de ilustrar este post com um dos brinquedos de
que ele gostou mais: um dragão, cujo nome é "Arrota e Vomita".
Aaahhh, que maravilha.

domingo, 9 de novembro de 2014

E o que tens instagramado tu, Boneca? #14

Bumbas!
Cento e tal seguidores e nenhum se chega à frente
para me limpar o carro, oh catano.
Naquela icónica semana de verão de outubro.

Descobri esta pérola de estupidez algures no Instagram.
Pizza partilhada com amigos.
Euzinha.
Esta serviu para ilustrar o quão o Halloween me irrita.

Pensamento de fim de semana #62

Percebes que se calhar é melhor não andares sem óculos quando, ao veres as luzes do contador de eletricidade dos vizinhos, comentas "Bolas, estes gajos já puseram as iluminações de Natal à porta, apressadinhos, hein?!"

sábado, 8 de novembro de 2014

Pensamento de fim de semana #61

Aquele momento em que, para não dares uma palmada num filho, dá-la numa mesa e te magoas de tal forma que pensas "aquele lombo teria sido bem mais macio".    

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

E foi há 9 anos

- Que soube que a maior dor podia significar também a maior alegria;
- Que percebi que o meu coração conseguia esticar-se para caber mais um, mas que esse um ocupava um espaço diferente (Maior? Mais intenso?);
- Que olhei para uma cara que me fez lembrar alguém e só mais tarde percebi que era eu mesma;
- Que lhe disse "Olá" e pareceu que ele me reconheceu;
- Que vi uma cara de felicidade na minha mãe como nunca tinha visto;
- Que senti um orgulho desmesurado de mim própria;
- Que percebi que nunca mais me ia sentir sozinha, mesmo nas alturas em que ele não está comigo;
- Que percebi também que nunca mais me ia sentir 100% descansada e descontraída, por receio de lhe acontecer algo;
- Que gritei que nunca mais queria repetir a experiência, não fazendo ideia que dali a uns dias já toda a parte má estava esquecida;
- Que finalmente compreendi com todas as fibras "aquele" Amor que só as mães dizem saber o que é.

E confirma-se. É tudo isso de que se fala por aí. E tão mais. 

Parabéns ao meu primogénito Tiago. 


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Meu querido mês de novembro

Pois que chegaste de galochas, meu estafermo. Estou zangada, porque geralmente vens bem disposto assim como quem não quer a coisa, mas resolveste este ano (presumo que seja porque o final de outubro nos brindou com dias de verão e ameaçou tirar-te o protagonismo) fazer uma entrada em grande e tirar-nos 10º à temperatura que tínhamos e mandar chuva, trovoada e vento. Obrigadinha, sim?

Tu sabes que és o meu mês preferido, e vai daí abusas. Mas eu perdoo-te, porque estou ainda a guardar umas fichas para apostar no Verão de S. Martinho, porque vem aí o meu aniversário (e tu bem sabes como gosto de fazer anos, e estes são um número tão redondinho que dá vontade de apertar), e porque comemoro 15 anos de trabalho numa bela instituição. Cheira-me portanto que este vai ser um bom mês. Vai ser o meu novembro. Cheira-me. 

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Típica gaja

Ora se a típica gaja é sobejamente conhecida por conseguir maquilhar-se enquanto conduz, Boneca Maria de Deus resolveu fazer o mesmo, mas em andamento. Porque maquilhagem enquanto se está parada na fila do trânsito é para meninas. 

Se calhar faço aqui um parêntesis para dizer que só queria mesmo pôr o batonzinho, para não pensarem que sou doida e queria pôr base, pó solto, blush, eyeliner e máscara de pestanas, ou não vá andar por aí algum polícia (diz que é raça que se farta de ler blogues imbecis) e que depois me faça uma espera para me autuar.

Poupando os pormenores tristes, só tenho a dizer que afinal não sou gaja. É com toda a tristeza que confesso que não consegui pintar as beiçolas. E safou-me ter os óculos de sol postos, senão tinha vazado um olho no processo. Ah, e tal, as mulheres são bichos que tratam o multitasking por tu. Não esta, lamento. Passei uma tangente a uma árvore, por pouco não enfiei um pneu numa berma e desenhei um risco de batom do nariz até à orelha. Desisto. Na maquilhagem em trânsito, sou muito macho.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

E o que tens instagramado tu, Boneca? #13

Esta é a cara da Mãezinha <3
Raça do Máinovo, que estava com o diabo no corpo.
Por falar em corpo, para construir uma estante destas até eu
me dedicava ao bricolage.

Coisas de gaja que nenhum homem alguma vez vai entender.
Final de Outubro e a malta de vestido de manga curta...
Num dia em que estava mais deprimida, pedi que me agarrassem para eu
não comer isto tudo. Ninguém me agarrou.

Dando graças ao Criador por não ter de me enfiar na piscina
com o Máinovo ao pé desta criatura peluda.

Halloween follow-up

Sabem aquelas gomas ranhosas do LIDL que disse que comprei para dar aos estafermos dos filhos dos vizinhos quando viessem azucrinar-me por envolver-me na brincadeira "doçura ou travessura", porque gomas de boa qualidade guardo-as para mim e para os meus? (Mais para mim, na verdade...) Diz que até nem são nada más. Não que eu as tenha provado, não que as tenha sonegado aos estrupícios irritantes às crianças mascaradas, dando-lhes apenas 1-goma-uma nas mãozinhas suplicantes. Não que as tenha ameaçado com porrada quando pediram mais, já a imaginar que era menos umas que comeria. Foi uma amiga que me disse que as tais gomas do LIDL, baratuchas e manhosas e tal, não são nada más, e que uma pessoa até consegue comer um pacote inteiro delas só respirando uma vez entre a sua deglutição ávida, intercalada com Coca-Cola Zero o seu consumo. 

Aliás, ouvi dizer que uma certa míope de Alcochete enfiou uma máscara (que nem figura num post mais abaixo nem nada), pôs-lhe por cima os óculos, para não ir gritar com uma parede ou uma porta, e pregou cagaços de morte aos putos que foram tentar surripiar as suas pedir gomas. Aliás, ouvi dizer que essa pessoa fisicamente desafiada no que às dioptrias concerne, mal os putos tocavam no intercomunicador, dava semelhante grito fantasmagórico através do aparelho, que metade dos macaquinhos das crianças já não queria subir até ao seu andar. As poucas que tiveram tomates coragem para o fazer, foram brindadas com a visão dessa tresloucada com meia máscara de Frankenstein (e óculos), a saltar em voo para os receber (com um grande berro concomitante), fazendo-os largar a bela da pinguinha achar que iriam falecer, que era o que mereciam, criaturas chatas.

Há pessoas que efetivamente não têm vergonha na cara.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Conversas parvas comócatano #18

Contexto: esta minha amiga tem problemas na vista e vê uns pontinhos. O outro meu amigo emagreceu bastante.

- Então, continuas com aqueles problemas na vista? 
- Sim, continuo a ver assim umas bolinhas à frente dos olhos.
- Eu há uns tempos não conseguia ver as bolinhas. Agora já consigo.

sábado, 1 de novembro de 2014

E o que tens instagramado tu, Boneca? #12 - Especial Halloween

Detesto o Halloween, é um facto, 
mas estou disposta a abrir exceções.
Depois o minorca aparece neste estado e uma 'ssoa não lhe resiste.

Ser míope tira toda a credibilidade a uma máscara 
que se pretende assustadora. 
Ainda assim, as crianças fugiram a correr.
Comigo é assim: não há pinguinha na cueca, 

não há goma.
Sim, é uma máscara. E não, não é de Halloween. E sim,
as mulheres são bichos munta esquisitos.

Pensamento de fim de semana #60

Acabei de me tornar naquelas mães que sempre disse que não seria: limpei o ranho do puto com os dedos e esfreguei na roupa.