quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Boneca transparente

Fui almoçar com um amigo um destes dias. Trintão jeitoso, bem parecido e tal (sim, eu só tenho amigos giros, não me dou com pessoas cujas caras sejam equivalentes a menos de um Matt Damon e corpos a menos de um aquele senhor que faz de Sapartacus), desde cedo o homem começou a atrair as atenções da empregada de mesa. Comecei a reparar em pequenos pormenores, como dar-lhe primeiro a ementa, perguntar-lhe primeiro o que queria, etc. Não que isso me cause desconforto, mas ditam as regras que as senhoras têm precedência nestas situações, n'est-ce pas

Estes pormenores rapidamente se transformaram em "pormaiores", com a deslumbradinha a perguntar-me o que eu queria, com a cara virada para o lado contrário de onde eu estava e, cúmulo dos cúmulos, quando trouxe e lhe entregou a ELE a fatura que EU lhe tinha dado para que ela inserisse o MEU número de contribuinte. 

É assim, escavaquem o ego a uma mulher, que ela aguenta, há coisas piores nesta vida, já todas nós nos vimos naqueles espelhos fdp dos provadores da Bimba y Lola que nos põem gordura até nas pálpebras, agora metam-se-lhe com o NIF e é vê-la descer do salto e virar fera.

Pelo sim, pelo não, depois do almoço fui bambolear as ancas defronte de umas obras, só naquela. A ver se não tinha perdido o charme.

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