quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

E porque não sou menos que os outros, cá vai balanço

Assim de uma assentada, como se estivesse a arrancar um penso rápido, que é para doer menos:

Ano em que voltei ao ginásio em força, saí de novo, inscrevi-me no ginásio onde trabalha Senhor meu Marido, que os joelhos estão outra vez a dar de si e preciso do meu PTzinho máilindo, que foi para isso que me casei com ele. Para isso e para a trungalhunguice, mas isso agora não vem ao caso. Ano da doença do meu pai, em que o vi tão magro como um cadáver, em que pensei realmente que ele se fosse. Mas não foi. Ano em que cumpri o objetivo de voltar ao peso pré-filhos, com menos sacrifício do que pensava. Ano em que perdi um familiar querido, e em que me capacitei que a geração mais velha da família não tarda desaparece. Ano em que fui convidada para debitar as minhas parvoíces numa recém-criada revista. Ano em que fiz mais horas de fisioterapia e tomei mais anti-inflamatórios de sempre. E em que levei penicilina pela primeira vez. Pensando bem, ano em que estive mais doente. Ano em que "conheci" mais gente através do blogue e em que acabei por dar a cara e abdicar (ligeiramente) do anonimato, com todas as implicações que isso possa ter, quer na Visão, quer na NiT. Ano em que o Máinovo largou as fraldas de dia e em que passei a correr 80% dos dias em direção à casa de banho atrás dele. Ano em que o Máivelho entrou na fase final do primeiro ciclo e que terá de estudar para os exames finais (ele que tem comichões nas nalgas após 3 minutos sentado à secretária). Ano em que conheci pessoas especiais, ano em que conheci pessoas não tão especiais. Ano em que não fiz uma única viagem para fora, o que me irrita sobremaneira. Ano em que o Máinovo desatou a falar tipo papagaio, não se calando um segundo, proporcionando-me(nos) as maiores e melhores gargalhadas. Ano em que o Máivelho mudou de clube de futebol e eu conheci todo um mundo novo de gente chalupa e fanática e todo um frio novo (voltem, pavilhões fechados, estão perdoados). Ano em que, pela primeira vez, passei o Natal sem o meu irmão. Ano em que consolidei alguns de vós daí desse lado.

Apesar de tudo isto e, sobretudo, por tudo isto, foi um bom ano. Venha outro, que já estou à espera. Feliz 2015, meus queridos.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Eu atraio maluquinhos #19 - Edição saldos

Em bem estranhei quando olhei para a minha frente na fila e vi um cabelo seboso que pingava, preso no cocuruto com uma mola daquelas que apenas usamos em casa ou, na melhor das hipóteses, no cabeleireiro. Mais ainda estranhei ao observar a criatura a olhar de forma suspeita e assustada para todos os lados e a agarrar-se à roupa que tinha na mão como se alguém lha fosse roubar. E muito mais quando a senhora (ao adiante designada por inúmeros sinónimos de doida varrida) obrigou a empregada a verificar em todas as peças de roupa se o número na etiqueta de fora coincidia com o número real da peça, na etiqueta interior. "É que não imagina as coisas que já me aconteceram!". Tudo bem, fair enough, um pouco chalupa, mas poderia ter razão de ser. Na hora de pagar, quis ser ela própria a enfiar o cartão Multibanco na máquina e a arrancar de lá o recibo. Entrementes, enfia a mão num saco de plástico (como se fosse uma luva) para marcar o código. Alto lá: alerta maluquinho e Boneca Maria de Deus de orelha em riste para cuscar tudo (era isso ou passar-me da marmita pelo tempo que estava todo o processo a consumir!).

Como se tudo isto não fosse suficientemente estranho, a destrambelhada manda um pulo quando percebe que a empregada vai enfiar - pasme-se - a roupa que ela acabou de adquirir dentro de...

...


um saco. Nãaaaaao!!! Para tudo. Todo o mundo na loja a olhar para a trolaró, que quer "Dois sacos pequenos. Fechados." Para uma gola de penas e uma parka enorme. "Fechados?!" pergunta a empregada. Sim, porque a maluquinha de Arroios leva o seu próprio saco, grande, onde enfia a parka e guarda os outros dois, não utilizados. Não sem antes agarrar na gola de penas (ou lá o que era aquilo, que mais parecia um espanador), com a mão devidamente protegida pelo saco de plástico, e desatar a sacudi-la violentamente, vergastando quem está à volta e quase arreando uma galheta em moi. Sacudiu, agitou, saracoteou e quando achou que aquilo estava livre de bicheza (ou quando as vozes na sua cabeça disseram que estava na hora de ir pentear um berbequim), deu-se por satisfeita e pôs-se ao fresco. Mas não sem antes ouvir a gargalhada suprimida desta Vossa serva, que soou a algo como um cruzamento entre um ronco e um nariz ranhoso.

Vira-se para trás com um ar furibundo, olha para a desgraçada posicionada atrás de mim na fila e que estava a leste do que se estava a passar, empina um dedo e vocifera:

"A tua hora virá, Madalena!"


P.S. Madalena, filha, se me estás a ouvir, desculpa, bem sei que deveria ter dito alguma coisa, mas tive cagunfa da tresloucada. Ainda te tentei explicar que a senhora era doida de pedra, mas tu nem te dignaste a tirar os phones dos ouvidos, por isso, azarecos. Olha, pelo sim, pelo não, bota um sapo à porta de casa, que isto nunca fiando.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Dos saldos

Ou aquela altura do ano em que esquecemos o que as nossas mãezinhas ou a vida em sociedade nos ensinaram.

Quem nunca passou uma rasteira a uma porca que nos tentou surripiar as calças que tínhamos debaixo de olho que atire o primeiro casaquinho de caxemira! Ah pois é. E quem nunca tentou, assim à socapa, vazar um olhinho a um(a) espertalhão(ona) que tentou furar a fila de 2 km da caixa? Ai não? Olham'estes santinhos...

Pois é, é sobre este tema que me aquece o coração que dissertarei na minha crónica desta semana, aqui. Chop, chop, ide lá!


Moi, varrendo os provadores da Benetton.


Mãe sofre #42

"Sabes mãe, eu cá só me caso se for com uma miúda que jogue muita bem futebol!"

domingo, 28 de dezembro de 2014

Pensamento de fim de semana #69

Para este pensamento de número tão interessante, só poderia haver pornografia. Como sou eu, só poderia ser food porn.

Tira a mão dos chocolates do puto, morsa gorda, ainda tens
dois tupperwares de tronco de Natal, torta e filhoses para
deitar abaixo. E acabaste de proibir o puto de comer chocolates
porque, cito, "já comeste muitos doces nestes últimos dias".

sábado, 27 de dezembro de 2014

Pensamento de fim de semana #68

Sim, lontra, efetivamente vai ser impossível dares início à dieta pós-Natal enquanto não deitares abaixo os 320 tupperwares de restos que tens no frigorífico.

Pois que temos, na prateleira de cima, da esquerda para a direita:
leitão, romã, farófias e chanfana. Em baixo, tarte de natas (sorriso interior),
caldeirada de cabrito e bolos variados (duplo sorriso interior).

Update: as farófias já marcharam, diretamente do tupperware. One down... many to go.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Christmas aftermath

Vim cá apenas para transcrever uma conversa que ouvi hoje de manhã, entre as minhas ancas e a minha barriga:

- Então, pá! Há muito tempo que não te víamos, onde tens andado?
- No ginásio e tal. E esta gaja à noite faz-me passar fome, dá-me uma trampa de um batido e ignora quando eu ronco.
- Mas então quem é que te convidou para apareceres agora?
- Foi ela, a lontra, não sei o que lhe deu, começou a enfardar há 3 dias e nunca mais parou. Eu própria já estava enjoada e gritei-lhe "PARA PÁ, JÁ CHEGAA", mas ela fez-se de mouca. E vocês, qual é a vossa história?
- Basicamente igual, com a agravante de não sentirmos o gosto do alarvanço, só levamos com os restos que se atracam a nós e não deslargam. Alojaram-se-nos aqui 362 Ferreros, a gaja parecia um funil, começou a aspirá-los no dia 20 de Dezembro e só acabou dia 24, quando os substituiu por rabanadas. Essas estão aqui alapadas também, neste cantinho aqui.
- Diz que vai ao ginásio hoje, a porca.
- É, diz que sim, mas só se for a rebolar.
- Não há Body Combat que lhe valha, aliás, agora habituei-me a esta boa vida, estiquei um bocado, ela que me venha com o batido à noite, que eu conto-lhe uma história.
- Ah, ah, e nós estaremos cá para receber o que daí vier.


- E eu? E eu? Eu também aumentei e ninguém tem pena de mim???
- Quem és tu que não te vemos?!
- O rabo pá! Como não me veem? Estou com o dobro do tamanho! Benditas azevias e filhoses. A gaja é uma enfardadeira, pá, nunca vi. E pela movimentação, tenho ideia que inclusivamente se terá levantado durante a noite para comer mais. Viram o pequeno almoço?
- Yaaaa, foi tarde de pastel de nata. E queria acompanhar com ginjinha, a mãe dela é que não deixou. Ameaçou bater-lhe e mandou-a comer couves cozidas.
- Agora está ali a chorar a um canto. Deixa estar, é bem feita. Porca gorda.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Ora então um muitíssimo feliz Natal, sim?

Embora já tenha apresentado os meus votos pela minha (mui recente) página de Facebook, não poderia descurar as pessoas fofinhas info-excluídas (com todo o respeito) que têm a amabilidade de ir passando aqui pelo barraco, o que diz muito acerca da respetiva saúde mental, lamento informar.

Assim sendo, e numa nota um pouco mais séria, gostaria de vos desejar um muito feliz Natal, junto de quem mais gostam. Se tal não for possível, estou absolutamente solidária, este será o primeiro ano da minha vida que não terei o meu irmão (fora os 8 em que o gajo ainda não era nascido), que fica lá pelo Brasil, o cão dos infernos [quando vieres, vais levar tantas, mas tantas galhetas...].

Em relação às lontrices típicas da época, preciso que alguém tenha atenção ao que come, já que eu não terei. Assim garantia-me um certo sossego. Ah e tal, já vou no segundo prato de chanfana de Mãezinha. Espera, não há problema, há algures entre os meus leitores alguém que está a ter atenção ao que come! Ah bom, assim não faz mal. Combinado? Cá beijinho!

(E lembrem-se, os doces não engordam!)*








* quem engorda são vocês!

Parvoíce natalícia

A preparar o bacalhau para o Natal. Entra o Máinovo na cozinha e vira-se para o pai:
- Fuuu, cheira mal. É o quê?
- É bacalhau, filho. É mesmo assim, vais ver quando tiveres mais uns aninhos, primeiro estranhas o cheiro, depois habituas-te.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Lista natalícia, porque também tenho direito

Ora então bora lá, que já se faz tarde, e preciso de dar tempo à malta para me arranjar tudo isto. Aviso que a lista abaixo mistura desejos com vontades e pedidos de auxílio, porque se há coisa que não sou é parca a pedinchar.

- Continuo a bater na tecla de querer uma sanita e um bidé aquecidos, ninguém se chegou à frente no ano passado, canguinhas do camandro, mas sou só eu que sofre de patareca e fiofó enregelados?!;
- Preciso de ideias para conseguir queimar o fato de treino personalizado de Senhor meu Marido sem que ele perceba que fui eu;
- Paletes de jelly beans coloridos e/ou melancias ácidas da Hussel;
- Pacotes de fraldas que aguentem de noite a bexiga hiperativa e do tamanho de um mamute de Máinovo;
- Um iPad para crianças de 3 anos, porque é uma dor de alma ver o meu com bocados de salmão e raspas de cenoura entalados nos cantos;
- Impotência temporária para o meu vizinho do lado, ou, em alternativa, problemas nas cordas vocais da mulher do meu vizinho do lado (pode ser apenas entre as 2 e as 4 da manhã);
- Uma semelhante caganeira para o cão do meu vizinho de baixo que o force a tirar o bicho da varanda e levá-lo para dentro de casa onde, estou em crer, o canídeo ladraria menos;
- O meu irmão e cunhada em Portugal antes de 2015;
- Mais bebés na família (estão a ouvir, oh primas, toca na trungalhunguice como se não houvesse amanhã!);
- Que caia uma mama a cada gaja que se mete com Senhor meu Marido no ginásio;
- Alheiras das que não engordam;
- Bifanas na Consoada;
- Butt plugs para utilizar nas pessoas que nos identificam, juntamente com outras 300 alminhas, em fotos de árvores de Natal;
- Molas que não me aleijem o nariz quando tenho de acompanhar o Máinovo à casa de banho;
- Joelhos novos (também ninguém mos arranjou no ano passado);
- Ações ou outros títulos de participação no capital da Massimo Dutti;
- Ações ou outros títulos de participação no capital de um qualquer centro de fisioterapia;
- Um curso de Shiatsu para o gajo cá de casa, ou algo que o ensine a refrear a brutidão;
Paz e amor e menos mau hálito em todo o mundo e sobretudo em Alcochete.  

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

O inimigo secreto

Uma das razões pelas quais aceitei o convite para escrever na reputada 
localização NiT foi o desejo de, de forma algo catártica, conseguir transformar a minha obsessão por compras em algo de útil. E que melhor forma do que – abnegadamente – apresentar uma lista dos fails em termos dos presentes que, no âmbito dos famigerados almoços/jantares de Natal, somos forçados não só a receber, como, pior ainda, a receber?  Quem é amiguinha, quem é? Moi!

Ide aqui então ófaxavor!

Arrumações de férias

Estando eu de férias (yayyyyy), numa atitude absolutamente inédita e até de fazer considerar a possibilidade de estar muito doente, decidi arrumar. 

(pausa para a Mãezinha ir pôr uma vela na capela mais próxima e agradecer por as suas preces terem sido atendidas)

É verdade, euzinha, a arrumar por minha livre e espontânea vontade. É que basicamente deixei de conseguir ver o chão, vai daí se calhar seria boa altura de deitar mãos à obra. Por muitas reações físicas que tal me tenha dado, como vómitos contidos, brotoeja nos membros inferiores e uma vontade incontrolável de chacinar focas bebés. Vontade essa que acabou por se traduzir em decidir deitar fora tudo quanto é merda bugiganga que os filhos fizeram na escola. Oooooh, que má mãe que tu és!! O catano, pessoas, vocês têm ideia da quantidade de tarecos inúteis que as criancinhas trazem e porcarias com materiais reciclados e afins? Aliás, tenho para mim que a escola do meu filho é responsável pela utilização de 80% do stock mundial das cápsulas Ristretto recicladas para olhos de bonecos.

E fantoches feitos com meias velhas? Tenho para aí uns 30. Caras de bonecos com ar de malucos feitas de pratos de plástico? Umas 50. Folhas de papel brancas cujo único desenho é um risco? Uma tonelada. Desenhos a representarem-me como um ser disforme e desprovido de orelhas e com cabelo a sair dos olhos e do queixo? Perdi a conta.

Vai daí, decidi agarrar em tudo, fazer uma seleção do mais emblemático e jogar o resto fora. Acontece que fui apanhada em pleno ato e foi aí que a porca torceu o rabo. Houve gritos, choros, ameaças de greve e muita acusação relativamente à minha insensibilidade artística e capacidades maternais. 

Em suma, voltaram as trampas todas à base e agora tenho esperar que os gajos estejam a dormir para deitar tudo no lixo. Depois se perguntarem, mando as culpas para o pai. É isso. Ideia supimpa.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Facebook bonecal

E eis que, após 17 pessoas terem apenas aventado a possibilidade remota milhares de pedidos insistentes, todo o santo dia a chagar-me a paciência, decidi, num domingo particularmente aborrecido e frio, dedicar-me à página de Facebook de Boneca Maria de Deus e su casiña. Et voilà. Ou de como, de uma assentada, me torno numa pedante pseudo-poliglota. Ide lá, limpai os pés no tapete e botai likes como se não houvesse amanhã (ou não), até porque amanhã é segunda-feira, o que assim-como-assim é um dia estúpido.

Pus um link ali ao lado, acho que funciona que é uma beleza, mas como eu sou assim um pouco a atirar para o info-excluída, a ver se este também dá:

Link máilindo de sua proprietária-criadora

Dá? Hein?

Cá beijinho!

E o que tens por aí no telemóvel, Boneca? #10

O Máivelho também tem direito a colo de vez em quando!
Cenas que se encontram em cafés na Comporta.
Um destes dias, no meu gabinete.
Petit gateauuuuuuuu...
Máinovo há uns tempos. Que saudades!
Eu. A comer. What else?!
Sapatos máilindos de sua proprietária.

Pensamento de fim de semana #67

Se calhar deves deitar essa amostra de perfume fora quando as reações foram:
Marido - Cheiras a ambientador de automóvel.
Máinovo - Cheiras a cocó.
Máivelho - Aaarrrggh mãe, pá!

sábado, 20 de dezembro de 2014

E o que tens instagramado tu, Boneca? #21


A seguir ao tigresse, este é dos padrões de que mais gosto.
In your face, Santa.
Credo, Queen Mary 2, filhota, que valente cagaço me pregaste tu!
Panca bonecal: as pulseiras têm de ser sempre em número ímpar.
O meu prato favorito no restaurante Stasha no Bairro Alto:
salmão com sementes de sésamo e risotto de cogumelos
Black is back.
Aron Sushi, que grande yammi.
Obviamente.

Pensamento de fim de semana #66

Sabes que os teus miúdos são filhos de um instrutor de fitness quando ouves um a dizer a outro: "Queres levar um pontapé nos glúteos?!"

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

E o que tens por aí no telemóvel, Boneca? #9


Quando a parte que mais se gosta nos sapatos é a sola...
A grupeta no Honorato.
Sobremesa a imitar um cagalhão, TOP! (No Zé Varunca)
Há bancos em casa, mas Máinovo prefere sentar-se na reciclagem.
Fotos de comida é o que não falta no telemóvel bonecal.
Reminescências de estrafeganços na praia:
aqui ia-lhe vazando um olho.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Coisa máifofa

Como se chama a tua professora de inglês, Gui?
- Chama-se Chicha!
- Como? Não percebi.
- Ela chama-se Txi-Txa, Professora Txi-Txa, diz tentando dar uma entoação diferente e quase soletrando.

Demorei algum tempo a perceber que era a "Teacher"...

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Menos, paizinhos, menos

Este texto resulta de uma valente estupefação bonecal ante uma espécime que até agora lhe era desconhecida (embora já se tivesse cruzado com ela anteriormente, como aqui descrito). E vou parar de me referir a mim na terceira pessoa, porque é só estúpido.

Essa espécie são os paizinhos (e mãezinhas também, pasme-se) que vão fazer claque pelos filhos aos jogos da bola, faça chuva ou faça sol. E este sábado estava a chover como o catano, há muito tempo que não tinha tanto frio, maldita a hora em que o puto foi convocado. Mas fui, estoicamente, e ainda bem, pois em verdade vos digo há muita gente maluca cujos filhos jogam futebol e eu, acho que já perceberam, movo-me com relativo à-vontade no meio de malucos (nutrindo por eles um misto de especial carinho/pânico). 

Ora esta gente vibra com os jogos como se estivesse na final da Liga dos Campeões. Havia inclusivamente uma criatura que berrava tanto dando indicações para dentro do campo que eu achava que era o treinador. Afinal, era o pai do guarda-redes. Eles berram, eles achincalham os jogadores da equipa contrária, eles dizem tanta parvoeira que às tantas os putos ficam todos baralhados. Exemplo:

- Vai à bola, pá, não desistas!
- Passa mas é!!!
- Cruza!!!
- Chutaaaaa!!!! Não a largues!!! 
- Largaaaaa!!!

E andava o puto para trás e para a frente tipo barata tonta.

Às tantas um levou uma traulitada e ficou estendido no chão a chorar (lembro que eles têm apenas 8-10 anos):
- Levanta-te pá, não faças fita!!!
- Bora, já passou, és um homem ou quê?!!
- Vá, anda lá, faz mas é golo!!

O árbitro também é brindado com belas pérolas:
- Isso foi só um encosto, palhaço!
- Olha, atira-te pro chão no contra-ataque que já se sabe que esse gajo para o jogo!

Ou as melhores:
- Bora lá que já são 2 da tarde!!! (eram 11...)
- Ó senhor árbitro, vamos lá a despachar isto que não tarda é hora de almoçar e está um frio do car@$%o!

No único golo que a rapaziada marcou, salta-me das bancadas uma criatura com ar tresloucado, apenas três dentes à frente e brandindo uma coisa destas (mas em modo velho e estragado):
Manda semelhante buzinadela a festejar o golo que me prega um cagaço de morte e me rebenta o tímpano direito. A modos que fiquei o resto do fim de semana meia surda. Se é para isto, prefiro que os putos não marquem.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Então e digam-me lá

Se já me vão conhecendo, já perceberam que não sou muito dada a limpezas domésticas, portanto, esta faxina na casinha cansou-me. Mas e então, acham que valeu o esforço? Hã??!

Conversas cruzadas

Contexto: Máivelho na casa de banho, Senhor meu Marido a fazer o jantar. Sobe-me até às narinas um belo cheiro a comida e grito:

"O que estás a fazer que cheira tão bem?"

Responde o Máivelho: "Cocó!"

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Mãe sofre #41

"Mãe, já sei dizer pai em inglês", diz Máinovo. E, com o sotaque mais British que se pode imaginar, grita "É fóooodaaa!!!"

Mamas, maminhas e mamonas

A minha crónica de hoje na NiT (ide aqui ófaxavor) trata um assunto que me é muito querido. Querido mesmo do peito (pausa para risos pela bela chalaça). Falo da ausência de apêndices mamários, mal que me aflige desde que nasci e que, para mal dos meus pecados, não melhorou com o tempo. Bom, na verdade, melhorou temporariamente em duas ocasiões, mais precisamente quando amamentei. Logo a seguir, puf, desapareceram de novo. É assim. Cada um tem aquilo que merece, e o Criador resolveu dar-me outras coisas. Só ainda não percebi bem o que fiquei a ganhar com a troca, mas enfim. He moves in misterious ways. 

domingo, 14 de dezembro de 2014

Gente com valentes pancadonas #10

Continua a vir gente ao engano, depois de pesquisas doidas no Google, e mais doida sou eu, porque continuo a publicar estas frases e depois queixo-me que esta malta desconpensada cá vem parar... Ora estas foram as últimas pesquisas dignas de nota:

- o número de encomendadora de boneca que parece verdade: olha, criatura, não faço ideia do que possas querer, e quer-me parecer que nem sequer o Google te ajudou.

- fotos de bonecos com cara de descofiar: "descofiar"?! Hum, tá bem tá.

- quando é que foi massacrado o casinda: oi? Também não te posso ajudar. Não sei do que estás a falar e isto parece-me spooky

- imagens de pepe le pi: aqui acho que já sei, olha, é Pepe Le Pew que se chama o bicho, aquela doninha giríssima, e deves ter ido parar a um post meu em que eu descrevi o badalhoco do meu professor de alemão. Lamento se te induzi em erro. Como compensação, podes levar a imagem que lá pus. Cá beijinho.

- minha filha beija boca da boneca: oh diabo, mas é de uma boneca ou do Ken ou do GI Joe? E é um bruta linguadaço ou só um chocho? Vai lá ver melhor e depois diz-me. Ou então não, deixa estar, não te incomodes.

- casinha da noneca: ooh, que fofinho, tiro ao lado, mas ainda bem que o Google é esperto e te trouxe cá na mesma.

- pipoca mais doce elogio: hum... não sei bem o que pretendes, mas queres que lhe dê algum recado? Quando a vir, digo que lhe mandaste um elogio, assim no geral, OK?

- agora meu kindle tem cheiro de livro: uau, a sério?! E como conseguiste isso? Esfregaste-o com algum tempero em particular? É que o meu Kindle apenas cheira a Kindle. Não que eu costume snifá-lo, bem entendido. A não ser daquela vez que o Máinovo se sentou em cima dele e eu temi que ele tivesse ficado a cheirar a rabo mal lavado. Mas divago.

- belo rabo: ai obrigada, tu também não deves ser nada de se deitar fora (e devo dizer que acho extraordinário que o Google reconheça o mérito do meu béfe)

- blog s boneca: temática rabo de novo? O s da Boneca? Agora também já estão a abusar, pá.

- fotos de sexo badalhoco: e pronto, já cá faltavam estes. Camandro, que os há em todo o lado e constantemente. E que post terá esta criatura lido? Não quero nem imaginar.

- livro pra presentear da boneca: sobre uma boneca? Para a boneca? É que esse português não está a ajudar muito.

- ver omapa do samoco logar do gin: por falar em português, credo, criatura, temos alguns problemas com os "u", não?

sábado, 13 de dezembro de 2014

Aviso à navegação

Não estranhem algumas diferenças no layout do blogue nos próximos dias, ando insatisfeita e em testes. 

Chamem-lhe crise de meia-idade, bipolaridade, arroz de pato, o que quiserem. Nem eu sei bem o que é, só que me apetece mudar. Isto como está agora é apenas uma cena de transição. Novos desenvolvimentos se aguardam. Mas refreiem lá as expetativas, que pode sair só uma real cagada. Como é, aliás, meu apanágio.

E o que tens instagramado tu, Boneca? #20

Depois de um corte de 4 dedos à trunfa. Da forma como está penteado,
parece que foi cortado à catanada...
Romeu e Julieta, só a melhor combinação do mundo.
Tem é de ser com queijo da ilha!
Sala da mãezinha, na comemoração dos seus 60. Coisamáilinda!!
Quarto do Mano, depois de Máinovo e prima por lá terem passado.
No Sushic, antes "da" noite de Kizomba.
E não, não há fotos do evento. 
Lumber girl.
Voltem, móveis do Ikea, estão perdoados!
Só faltava eu a mostrar a minha.

Pensamento de fim de semana #65

Os cabos dos pincéis de maquilhagem (sobretudo os de pó solto, por serem mais grossitos) são excelentes disciplinadores. Uma mocada com aquilo no alto da cabeça e acabou-se o desassossego na casa de banho na hora da maquilhagem da Mãe.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Sou capaz de ter produzido ketchup

Homens que me leem: sei que irão estar solidários com o meu Máinovo, uma vez que, reza a lenda, os tintins são a parte mais sensível do vosso corpo.

Pois temos que só tenho homens em casa: uns mais pequenos que outros, todos com a mesma idade mental. E movo-me relativamente à vontade no meio da testosterona existente, da porrada, das tampas de sanita levantadas, dos joelhos esfolados e genitália de fora. Porque os homens só estão bem é arejados, tudo lhes faz comichão, tudo aperta e constringe. E ai de quem no banho não manuseie bem as partes sensíveis de Suas Excelências, que alegadamente não têm correspondência no feminino, mas que cá para mim não têm é correspondência na mariquice, porque a malta é rija e até já jogou futebol e levou uns belos biqueiros em zonas corporais mais a norte e mais a sul e não morreu disso, deixem-se de frescuras mas é.

Ora sucede que o que motiva estas linhas é um ataque gratuito perpetrado às bolinhas mais fofas da casa: as de Máinovo. Levado a cabo por esta vossa serva. Não sei se estão familiarizados com a forma como se agarra nos bebés de fralda (bom, quem tem filhos com certeza estará): basicamente pomos um braço pelo meio das pernas e agarramos bem no meio da fralda. Mais ou menos assim:
Num calmeirão com 3 anos e 20 kg não é assim tão fácil.
Isto é tudo muito bonito quando eles têm fralda, um pouco mais feiinho quando não. E Máinovo é um mix, uma vez que usa fralda apenas à noite. Resumindo, agarrei o rapaz a la bebé, pela tomatadazinha, e quase que juro que ouvi squatshhh seguido de um grito do rapaz, que ainda não está familiarizado com a respetiva genitália em pormenor "AAAAII LARGA-ME A PILOOOOOCAAAA!!"

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

E o que tens instagramado tu, Boneca? #19

Sim, sim, bem podem tentar.

Gostaria de sair de casa, mas as crianças barricaram-me.

Boneca em modo urso polar.

Oh as pesquisas taradas. Para não pensarem que eu minto.

Se há coisa que me irrita solenemente é quando a porcaria
do abacate vem verde.

Belo almoço rápido num deste dias.

Hell yeah, bitch.

Amo a Baixa no Natal.

E chegou o dia do circo de Natal

E lá fomos nós tipo burros carregados de porrada para uma sessão que começou às 9h30 da matina (ninguém merece), com duas crianças histéricas como se fossem 3 da tarde.

Não há muito a dizer sobre o caso, a não ser que o circo me deprime. Há sempre uns números que me dão vontade de rir, não por terem piada mas por serem absolutamente ridículos, e este ano não foi exceção. 

Pois que tivemos um chinês que rodava um pote. Hã? Oi? Pois, isso mesmo. O homem agarrou num daqueles potes que as nossas mães e avós tinham antigamente em cima das cómodas (e onde algumas guardavam as moedas de 25 escudos para filhos e netos subtraírem...) e decidiu fazer uns malabarismos com aquilo. AH PÁ QUE IDEIA BEM FIXE PÁ. Pois que ele atirou o pote ao ar, rodou-o e no final enfiou-o na tola. Que supimpa. E, não contente, achou que poderia fazer mais e melhor. Vai daí, foi buscar um pote maior e repetiu tudo. Yay.

Ainda na temática chineses: pergunto eu, então se os gajos vêm para cá às chusmas e são mais que as mães, por que razão se reciclam os mesmos numa única sessão de circo?! O mesmo grupo de 4 (ou 5?) chinesitas serviu para 3 números diferentes. Elas foram contorcionistas de Xangai, elas foram lançadoras de argolas de Xangai e elas foram pessoas que se penduraram num zingarelho preso por duas cordas e seguro por dois senhores com aspeto duvidoso de Xangai. Elas é que eram de Xangai, não os senhores. É que pelo menos mudavam-lhe a proveniência, só para não cansar. Quase que aposto que, no final, foram as "mulheres a dias que esfregaram a pista nojenta de suor de Xangai". As mulheres é que eram de Xangai, não o suor.

Uma nota final aos responsáveis pelo guarda-roupa dos circos em geral: meus caros, bora lá botar fogo em tudo quanto for roupa justa e branca? É que é suficientemente assustador o que se passa em palco sem que lhe acrescentemos homens aos quais eu consigo perscrutar toda a genitália em pormenor. E eu escusava de ter percebido que estes queridos ou não usam cuecas ou as usam entaladas no fiofó, coisa que não seria possível caso estes não envergassem a bela da licra branca. Vamos lá refrear isto, hein? Cá beijinho!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Orgulho benfiquista

Máinovo: - Sabes, mãe, não gosto de "pipino"!
- Então porquê?
- Porque é muito verde e branco.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Como evitar parecer uma ursa polar grávida?

Pois que Boneca Maria de Deus, autoridade em frio polar, contando no seu vasto currículo com uma licenciatura em enregelamento de extremidades pela Universidade polar Ártica, um MBA em Ciências das Estalactites Nasais, e doutoramento em R&D em Dormência de Rabo e Patareca pelo Institute of the Penguins and Esquimos of the North Pole and Vicinities, é basicamente uma sumidade na matéria. Por isso se propôs dissertar sobre yet another assunto fraturantérrimo, sobretudo com eleições à porta.

Ora ide aqui a esta porta ao lado se estais interessados em perceber como podemos cobrir-nos de pelo sem arriscar apanharem-nos e quando dermos conta acordamos no Oceanário. E não é do lado de fora do vidro, que isso até é fixe.

Kizombada

Faites attention, desenganem-se os mais incautos: kizomba não é para cardíacos, meus amigos. Não é mesmo: eu vi mamilos*, nalgas**, elaborados rituais de acasalamento dignos de um National Geographic*** e, acima de tudo, chusmas de gente que tem como programa de sábado à noite tarrachar até rachar. Ou kizombar, vá.

Comecemos por um breve disclaimer: Boneca Maria de Deus é uma naba em sede de kizomba. Vá lá ver, mexe as ancas com relativa desenvoltura quando é necessário e pese embora tenha nascido em Angola e tal e não seja completamente desprovida de ritmo e de coordenação, o que é certo é que não sabe (sabia?) os passos básicos da coisa e temia-se o pior. Sobretudo porque se fez acompanhar por um par de pros e o nabo-mor: Senhor seu Marido. Ora esta última criatura tem tanto ritmo naquele corpanzil quanto um mamute zarolho, por isso tratei de não o demover quando ele disse que ficaria sentadito apenas a ver. Isso, fica aí sossegado e não me envergonhes. Já os amigos profissionais, que pelo menos tiveram a decência de me levar a comer sushi antes, assim numa de "fica contentinha fica, que vamos humilhar-te não tarda", que papam as festas de kizomba todas, desataram a dar à perna e cá vai disto, olha para nós brancos a dar-lhe com alma, vês como é que se faz, pseudo-africana de m&rda, fica aí a olhar e é se queres. Olhem, filhotes, esta dama aqui é que não se quis humilhar, porque vieram logo 3-marmanjos-três "tirar-me" para dançar. É o termo técnico, tirar. Podia ser pior, digo eu. Podia ser estrafegar. Ou endrominar. Mas divago. 


Obviamente, fugi de perto da pista a 7 pés, achei que não estava alcoolizada o suficiente para me embaraçar. Assim-como-assim, se era para fazer figuras tristes que o fizesse com quem me tinha levado para ali. Por isso, o desgraçado - chamemos-lhe Pedro à falta de outro nome - teve de me aturar e atracar-se a mim. Pobre criatura. A papa-kizombadas - chamemos-lhe Rita à falta doutro nome - andava num corropio, dança para aqui, bumba para acolá, zinga para um lado e arrefinfa-lhe para o outro, porque é isso que para ali se faz, horas a fio, gente que percebe do assunto, outras nem por isso. E eu mais o desgraçado, passo básico, um para o lado, um para o outro, três para a frente e três para trás, coitadinho, estás cá dentro, já ganhaste um lugarzinho no céu, embora tenhas tentado envergonhar-me, levando-me para o centro da ação.


Em jeito de balanço, não pisei ninguém, que era o que eu mais temia. Cheguei à conclusão que há quem dance bem pior do que eu, mas isso não impede ninguém de se divertir. Com o fumo, saí de lá com a voz da Isabel Figueira (mas a conseguir pronunciar os "l", coisa que a senhora não faz) às duas e meia da matina, quando aquilo estava no auge. Mas a malta não vai para nova e já tinha abanado a bunda q.b.. Ah, e julgando pela forma como os béfes estão em evidência, meus amigos, com a vossa licença rebatizarei a bela atividade como Kuzomba.



* havia vestidos cai-cai que caíam meeeesmo
** havia vestidos justos que subiam consoante a proprietária se mexia, coisa esperta para quem ia dançar (ou estratégica)
*** movimentos pélvicos de fazer corar mesmo os mais desempoeirados como eu, que só pensava: o primeiro que tentar empernar assim comigo tipo cachorro tesudo fica sem dentinhos

 
Não podia terminar este texto sem proceder a uma recensão crítica abrangente e extensiva sobre as indumentárias de algumas criaturas que por lá andavam. Vou tentar ser pormenorizada na análise, para que se perceba inequivocamente com que tipo de outfits me deparei. Ora cá vai: FOOOOOOOOODAAAAAASSSSSEEEEEEEEE. 

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Mãe sofre #40

- Gui, não mexas no presépio, para não o estragares, está bem?
- Mas eu não o escaguei!

sábado, 6 de dezembro de 2014

Pensamento de fim de semana #64

O bidé no inverno é um instrumento do demo. E mais não digo. Tirai as vossas conclusões.

E o que tens instagramado tu, Boneca? #18

Apercebi-me que 80% dos meus pijamas apresentam gado vacum.
Máinovo, dá para dormir com menos bonecada?
Boneca esticou a trunfa.
LOL
Chanelling my inner man.
JINGÓBÉLE!!!
Sol e fim de semana combinam bem com ténis brancos.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Mãe sofre #39

Mãe canta alegremente convencida que é a Amália reencarnada. Filho mais novo aproxima-se e diz "cala-te que me estás a dar tosse".

Post à velho ou de como me doem as costas

Se és jovem e fresco e tal, pira-te daqui temporariamente, pois hoje estou a sentir no lombo o peso de ser uma quase-quarentona. E provavelmente vais achar esta conversa uma seca, mas o barraco é meu e hoje caí na cama e dormi - pelas minhas contas - 6 horas na mesma posição. Resultado: dado que a pessoa não vai para nova, estou com uma p&ta de uma dor de costas que faz com que pareça o Robocop quando me viro. Ou seja, quando quero olhar para o lado viro o corpo todo tentando não mexer o pescoço, assim como quem engoliu uma vassoura e, por outro lado, se sentou em cima de outra vassoura. Não sei se estou a ser gráfica o suficiente.

E pronto, era só isto. Ide lá à vossa vidinha jovem e fresca, que eu cá me amanharei. Mais daqui a bocado a ver se estou mais bem dispostinha e me saem assim umas parvoíces em jeito de comemoração do fim de semana prolongado que se avizinha.

AI MÃE, QUE AGORA ME LEMBREI! Amanhã vou a uma kizombada. E mais não digo. Cheira-me que terei matéria para me rir durante uma semana. E segunda-feira é o circo de Natal dos miúdos. Ou seja, vou andar basicamente na palhaçada a partir de amanhã. Rezai por mim.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O inverno é o maior inimigo da sexiness

Eu juro que tento ser sexy no inverno. Eu sei que ao fim de 11 anos de casamento a malta tem de inovar e tal, manter a chama acesa, mas não me lixem: uma gaja tem frio. E os tais não-sei-quantos anos de vida em comum podem ser precisamente a desculpa perfeita para já não haver grande pudor na hora do entalanço da parte de cima do pijama por dentro das calças. O tal pijama polar, bem felpudaço e de cores girly (e no meu caso, 80% das vezes com vacas), que nos faz parecer umas morsas grávidas. A juntar a isso, temos as meias farfalhudas que, por seu turno, entalam a parte de baixo do pijama para que não sobre um único cm2 de pele de fora. E estamos prontas para ir para a cama. Nesse estado pouco apelativo para o homem que por lá habita, mas que é uma absoluta necessidade se não queremos que o AC ligado a noite inteira nos rebente com a conta da eletricidade.

Eu confesso que ainda acrescento uns pormenorezinhos de sexyness à coisa, que me fazem ficar absolutamente irresistível aos olhos do macho alfa, cuja reação começou por ser rir-se à gargalhada e agora, com o hábito, coitado, já nem se manifesta. São eles enfiar umas luvas brancas a la Mickey Mouse nas mãos para "trancar" a hidratação (literalmente engorduro-me com creme nos pés e nas mãos até se ouvir fnhunf fnhunf fnhunf) e besuntar o cabelo com óleo (calma lá que não é de fritar e cheira muitíssimo bem!). Temos, portanto, que, no final deste processo, feromona passa a ser o meu middle name

O que vale é que o homem sabe que eu me deito estafermo e acordo princesa. Acho eu. Espero eu.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Eu mato aquele homem!!!

Máivelho sai do treino de futebol, entra no carro e - ato contínuo - pergunta-me:
- Mãe, o que é dar uma f&dinha a uma gaja?

Juro que vi um flash azul passar-me pela vista, imagens de catanas, caveiras, pássaros degolados e narizes a espirrar sangue. Respirei fundo, e perguntei com toda a calma que consegui reunir:
- Onde é que ouviste isso?
- Foi o Mister, mandou-me fazer flexões e disse que o que eu estava a fazer não eram flexões, mais parecia que eu estava a dar...
E repete a bendita expressão, não notando o fumo que me estava a sair das orelhas e as faíscas a chisparem-me dos olhos.

E agora? Parto a cremalheira toda ao treinador de futebol, que tem para aí uns 20 anos e claramente falta de noção de como se deve lidar com crianças de 9? Faço-lhe uma espera, enfio-lhe um funil no rabo, despejo gasolina e boto fogo? Confesso que são muitos os exemplos de sevícias que me apetece perpetrar para com a criatura. E não sei bem como lidar com isto. Caramba, só há pouco tempo é que o puto descobriu as asneiras mais inócuas, não estou preparada para as hard core. Sabia que estavam para vir, mas achei que seria só lá para os ... 12? Ai, meu rico filho.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Com duas letrinhas apenas se escreve a palavra felicidade

E alguém sabe que letras são essas? Então é dirigirem-se aqui e descobrir. E quem nunca ouviu coros celestiais e trombetas tocadas por unicórnios depois de se ter conseguido espremer num XS que atire a primeira sabrina!

Friday night fiasco

Sexta à noite sem filhos, ergo, perspetivas em alta de um jantar a dois, ou um cinema quiçá, o que nos apetecesse, não havia grandes planos organizados. Senhor meu Marido sai um pouco tarde, visto dar aulas, tanto melhor, junto o útil ao agradável e vou fazer a aula de Body Combat dele, há poucas coisas que goste mais de fazer. Afinal de contas, foi numa aula dessas que o vi pela primeira vez, há 13 anos, embora longe de saber que aquele pedaço de mau caminho que falava tão depressa que não percebia metade do que ele dizia seria meu marido e pai dos meus filhos (hoje em dia continua a falar à mesma velocidade, mas é da minha autoria a enciclopédia que traduz o que ele diz). Ora estava eu a dizer que fui fazer a aula dele, tomei um belo banho, produzi-me, maquilhei-me e - claro - ainda esperei por ele.

Quando ele me apareceu à frente, fui acometida por uma espécie de AVC meets ataque de riso meets parto-te os dentes todos grandessíssimo ordinário que te esqueceste que eu queria jantar fora. Na minha cara deviam transparecer todas estas emoções, pois a primeira pergunta que ele me fez foi "O que foi?!", com cara de "O que é que eu fiz?!" E o que se passava, perguntam vocês, já mal aguentando de expetativa? A criatura vinha de...
...
(rufar de tambores)

Fato de treino.

O homem vinha-me de fato de treino e ténis. Verdes fluorescentes. E o que pior que um fato de treino? Um fato de treino com um enorme símbolo da Faculdade de Motricidade Humana, Ciências do Desporto, e o nome dele escarrapachado nas costas. Porque como se não bastasse ele achar que ia jantar comigo naqueles preparos, a ideia era não passar despercebido. Olha aquela giraça bem vestida a jantar com um anónimo pindérico. Não, espera, não é um qualquer ser indefinido e andrajoso, é Senhor Marido de Boneca Maria de Deus!

To cut a long story short, não houve jantar para ninguém, é que nem morta me apanhavam numa saída à noite com um gajo de fato de treino, nem no Fórum Montijo! Assim sendo, olhem, fomos para casa enrolar-nos numa manta felpuda e ver séries. O gajo, muito provavelmente por remorsos, decidiu presentear-me com um jantar daqueles que costuma ser alvo de recriminação (então não estavas a cortar os hidratos à noite?): ovos estrelados, bacon frito, queijo cheddar, azeitonas recheadas e batatas fritas de pacote, tudo a que tive direito. Vá lá, safou-se. Quer dizer, mais ou menos: foi castigado de outra forma, mas isso agora não vem ao caso.