segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Arrumações de férias

Estando eu de férias (yayyyyy), numa atitude absolutamente inédita e até de fazer considerar a possibilidade de estar muito doente, decidi arrumar. 

(pausa para a Mãezinha ir pôr uma vela na capela mais próxima e agradecer por as suas preces terem sido atendidas)

É verdade, euzinha, a arrumar por minha livre e espontânea vontade. É que basicamente deixei de conseguir ver o chão, vai daí se calhar seria boa altura de deitar mãos à obra. Por muitas reações físicas que tal me tenha dado, como vómitos contidos, brotoeja nos membros inferiores e uma vontade incontrolável de chacinar focas bebés. Vontade essa que acabou por se traduzir em decidir deitar fora tudo quanto é merda bugiganga que os filhos fizeram na escola. Oooooh, que má mãe que tu és!! O catano, pessoas, vocês têm ideia da quantidade de tarecos inúteis que as criancinhas trazem e porcarias com materiais reciclados e afins? Aliás, tenho para mim que a escola do meu filho é responsável pela utilização de 80% do stock mundial das cápsulas Ristretto recicladas para olhos de bonecos.

E fantoches feitos com meias velhas? Tenho para aí uns 30. Caras de bonecos com ar de malucos feitas de pratos de plástico? Umas 50. Folhas de papel brancas cujo único desenho é um risco? Uma tonelada. Desenhos a representarem-me como um ser disforme e desprovido de orelhas e com cabelo a sair dos olhos e do queixo? Perdi a conta.

Vai daí, decidi agarrar em tudo, fazer uma seleção do mais emblemático e jogar o resto fora. Acontece que fui apanhada em pleno ato e foi aí que a porca torceu o rabo. Houve gritos, choros, ameaças de greve e muita acusação relativamente à minha insensibilidade artística e capacidades maternais. 

Em suma, voltaram as trampas todas à base e agora tenho esperar que os gajos estejam a dormir para deitar tudo no lixo. Depois se perguntarem, mando as culpas para o pai. É isso. Ideia supimpa.

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