quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

E chegou o dia do circo de Natal

E lá fomos nós tipo burros carregados de porrada para uma sessão que começou às 9h30 da matina (ninguém merece), com duas crianças histéricas como se fossem 3 da tarde.

Não há muito a dizer sobre o caso, a não ser que o circo me deprime. Há sempre uns números que me dão vontade de rir, não por terem piada mas por serem absolutamente ridículos, e este ano não foi exceção. 

Pois que tivemos um chinês que rodava um pote. Hã? Oi? Pois, isso mesmo. O homem agarrou num daqueles potes que as nossas mães e avós tinham antigamente em cima das cómodas (e onde algumas guardavam as moedas de 25 escudos para filhos e netos subtraírem...) e decidiu fazer uns malabarismos com aquilo. AH PÁ QUE IDEIA BEM FIXE PÁ. Pois que ele atirou o pote ao ar, rodou-o e no final enfiou-o na tola. Que supimpa. E, não contente, achou que poderia fazer mais e melhor. Vai daí, foi buscar um pote maior e repetiu tudo. Yay.

Ainda na temática chineses: pergunto eu, então se os gajos vêm para cá às chusmas e são mais que as mães, por que razão se reciclam os mesmos numa única sessão de circo?! O mesmo grupo de 4 (ou 5?) chinesitas serviu para 3 números diferentes. Elas foram contorcionistas de Xangai, elas foram lançadoras de argolas de Xangai e elas foram pessoas que se penduraram num zingarelho preso por duas cordas e seguro por dois senhores com aspeto duvidoso de Xangai. Elas é que eram de Xangai, não os senhores. É que pelo menos mudavam-lhe a proveniência, só para não cansar. Quase que aposto que, no final, foram as "mulheres a dias que esfregaram a pista nojenta de suor de Xangai". As mulheres é que eram de Xangai, não o suor.

Uma nota final aos responsáveis pelo guarda-roupa dos circos em geral: meus caros, bora lá botar fogo em tudo quanto for roupa justa e branca? É que é suficientemente assustador o que se passa em palco sem que lhe acrescentemos homens aos quais eu consigo perscrutar toda a genitália em pormenor. E eu escusava de ter percebido que estes queridos ou não usam cuecas ou as usam entaladas no fiofó, coisa que não seria possível caso estes não envergassem a bela da licra branca. Vamos lá refrear isto, hein? Cá beijinho!

8 comentários:

  1. Como não vou há mais de 30 anos ao circo, lembro-me dessas coisas quando vejo toureiros...

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    1. Confere, aquilo também fica para ali tudo bastante discernível. Blagh.

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    2. Acho que os toureiros é mais só para um lado!! :) Ass. Ai cóco

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  2. E foste, mulher?
    A mim, ninguém lá me apanha! ;)

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    1. Pode não parecer, mas eu às vezes sou uma mãe fofinha! ;)

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  3. Já não me lembro da última vez que fui ao circo... Mas também não sinto falta. Com tanto palhaço que vejo diariamente... xD

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    1. Eu só vou pelos miúdos, como é óbvio...

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