Percebes que não estás bem quando pensas "preciso de ir à casa de banho" e, ato contínuo, agarras nisto:
sábado, 31 de janeiro de 2015
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
E estamos outra vez naquela altura do ano, iu-huuuu!!!
E qual é essa altura do ano, perguntam os mui estimados leitores, ávidos de conhecimento?!
É a altura das previsões do Borda D'Água, desta feita para 2015, esse verdadeiro almanaque contendo todos os dados astronómicos e religiosos e muitas indicações úteis de interesse geral. Pois que, depois de ter partilhado convosco pérolas várias neste post em 2013, falhei-vos em 2014, pelo que, em jeito de penitência, me auto-ministrarei valentes vergastadas neste lombo macio e hidratado. Posto isto, venho agora brindar-vos com mais conhecimentos sem os quais não se pode viver, ou então só se tem uma vida assim nhonhó.
Então, somos a reter:
- Para quem busca santos amiguinhos padroeiros, ou só a quem pedinchar, pode escolher entre aqueles com os nomes mais estapafúrdios: o S. Fulgêncio de Ruspas, o S. Telésforo, o S. Raimundo de Penhaforte e o S. Turíbio de Mongrovejo. Para os mais mafiosos, há o S. Bernardo de Corleone. Para os estrangeiros, têm sempre o S. João Newman. Eu cá já escolhi o meu: é o S. Pedro Chanel e vou pedir-lhe umas sabrinas;
- Para os fãs das aulas de Power Jump, vulgo, pulos que nem macacos doidos nos trampolins, saibam que dia 14 de Março é o Dia Mundial da Incontinência Urinária;
- Querem fazer a higiene às vossas vacas leiteiras? É em Abril.
- Alerta peidorrentos: dia 29 de junho, passo a citar, "por S. Pedro, fecha o rego";
- Isto explica o facto de o dia 30 ser Dia do Selo: fechou o rego, mas há de ter saído qualquer coisita e deixou marca na cueca;
- Em julho não se esqueçam de roçar mato para estrume! Já se quiserem desparrar moderadamente na vinha, façam-no em agosto, sim? Estercar? Em novembro. Arrotear? Em dezembro. Tal como acarinhar os animais;
- Se não quereis trungalhunguice em setembro, a melhor desculpa é-vos trazida no dia 12, o Dia Europeu da Enxaqueca. Pena que é um sábado, e todómundo sabe que trungalhunguice é bom ao sábado;
- Nativos de Virgem, topem o que o Bordas (para os amigos) diz de vós: "são a perfeição tornada terrena, pessoas de bom gosto e elegância [que] conquistam pelo charme". Pfffff, armadões;
- 12 de novembro: Dia Mundial da Usabilidade. Este dia é tão fantástico que nem sei bem o que diga sobre ele além de sublinhar a sua magnífica fantastibilidade. E, meus caros, há dias para tudo, inclusivamente um para lá de nojento, o Dia Mundial Sem Compras (28/11). Tudo a repetir comigo, váláver: BUUUUUU!!!;
- Fico deveras impressionada com o facto de o Bordas prever que, por exemplo, no dia 18/12/2015 estará chuva e vento. Bora lá apontar isto e depois pedir indemnização se for mentira?
- Pessoas a parir em 2015: os vossos filhos "serão de boa estatura, com cabelos claros, testa alta e olhos escuros".
Termino com um pensamento para reflexão conjunta, à luz de Petromax: "Se queres bom alho, planta-o no mês do Natal!"
De nada.
É a altura das previsões do Borda D'Água, desta feita para 2015, esse verdadeiro almanaque contendo todos os dados astronómicos e religiosos e muitas indicações úteis de interesse geral. Pois que, depois de ter partilhado convosco pérolas várias neste post em 2013, falhei-vos em 2014, pelo que, em jeito de penitência, me auto-ministrarei valentes vergastadas neste lombo macio e hidratado. Posto isto, venho agora brindar-vos com mais conhecimentos sem os quais não se pode viver, ou então só se tem uma vida assim nhonhó.
Então, somos a reter:
- Para quem busca santos amiguinhos padroeiros, ou só a quem pedinchar, pode escolher entre aqueles com os nomes mais estapafúrdios: o S. Fulgêncio de Ruspas, o S. Telésforo, o S. Raimundo de Penhaforte e o S. Turíbio de Mongrovejo. Para os mais mafiosos, há o S. Bernardo de Corleone. Para os estrangeiros, têm sempre o S. João Newman. Eu cá já escolhi o meu: é o S. Pedro Chanel e vou pedir-lhe umas sabrinas;
- Para os fãs das aulas de Power Jump, vulgo, pulos que nem macacos doidos nos trampolins, saibam que dia 14 de Março é o Dia Mundial da Incontinência Urinária;
- Querem fazer a higiene às vossas vacas leiteiras? É em Abril.
- Alerta peidorrentos: dia 29 de junho, passo a citar, "por S. Pedro, fecha o rego";
- Isto explica o facto de o dia 30 ser Dia do Selo: fechou o rego, mas há de ter saído qualquer coisita e deixou marca na cueca;
- Em julho não se esqueçam de roçar mato para estrume! Já se quiserem desparrar moderadamente na vinha, façam-no em agosto, sim? Estercar? Em novembro. Arrotear? Em dezembro. Tal como acarinhar os animais;
- Se não quereis trungalhunguice em setembro, a melhor desculpa é-vos trazida no dia 12, o Dia Europeu da Enxaqueca. Pena que é um sábado, e todómundo sabe que trungalhunguice é bom ao sábado;
- Nativos de Virgem, topem o que o Bordas (para os amigos) diz de vós: "são a perfeição tornada terrena, pessoas de bom gosto e elegância [que] conquistam pelo charme". Pfffff, armadões;
- 12 de novembro: Dia Mundial da Usabilidade. Este dia é tão fantástico que nem sei bem o que diga sobre ele além de sublinhar a sua magnífica fantastibilidade. E, meus caros, há dias para tudo, inclusivamente um para lá de nojento, o Dia Mundial Sem Compras (28/11). Tudo a repetir comigo, váláver: BUUUUUU!!!;
- Fico deveras impressionada com o facto de o Bordas prever que, por exemplo, no dia 18/12/2015 estará chuva e vento. Bora lá apontar isto e depois pedir indemnização se for mentira?
- Pessoas a parir em 2015: os vossos filhos "serão de boa estatura, com cabelos claros, testa alta e olhos escuros".
Termino com um pensamento para reflexão conjunta, à luz de Petromax: "Se queres bom alho, planta-o no mês do Natal!"
De nada.
Mãe sofre #48
- Mãe, ajudas-me aqui a por esta roda no avião?
- Não é roda, é pneu.
- Não, não é pneu, é meu!
- Não é roda, é pneu.
- Não, não é pneu, é meu!
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Momento Wikipédia - A consumista compulsiva
Esta semana resolvi contribuir para a vossa cultura geral e responder à pergunta feita por milhares (cof cof) de leitores "Afinal o que é isso da consumista compulsiva?" É um shampô para cabelos oleosos? Uma marca de adereços kinky agora que vem aí o filme das 50 Sombras de Grey? Pomada para hemorróidas? Hein?
Pois bem, neste belíssimo naco de prosa NiTiano, trago-vos uma entrada numa enciclopédia que explica tudinho sobre esse espécime que, sendo raro operar em matilha, prefere as saídas individuais para caçar, vulgo, enfeirar. Isto é apenas uma das características distintivas do bicho. Ora ide lá ao link acima e lede. Leide. Lady. Coiso.
Pois bem, neste belíssimo naco de prosa NiTiano, trago-vos uma entrada numa enciclopédia que explica tudinho sobre esse espécime que, sendo raro operar em matilha, prefere as saídas individuais para caçar, vulgo, enfeirar. Isto é apenas uma das características distintivas do bicho. Ora ide lá ao link acima e lede. Leide. Lady. Coiso.
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Eu uso Crocs de pelo, e então?!
Pois é, eu, pirosona, me confesso: uso Crocs de pelo em casa!
(Pausa para gargalhada geral)
Não tenho vergonha de o assumir! Pronto, tenho um bocadinho, vá, mas gostaria de evangelizar os demais bichos friorentos como eu que por aí andam: aquilo aquece o presuntinho que é uma maravilha.
Mas!
A word of caution: pelo amor da Santa, não corram com aquilo, que é perigoso! Dei semelhante espalho no corredor cá de casa que fui a arrastar com os dentes no parquet uns bons dois metros e só parei porque uma parede amiga se intrometeu e me salvou a cremalheira. Saldo final: apenas um queixo esmurrado, nada que não se disfarce com corretor e base. Alguém conhece produtos de maquilhagem de alta cobertura para egos? Pois, bem me parecia.
Ponto positivo: foi uma galhofa geral e sempre os distraiu do iPad e da TV. Belíssima brincadeira à moda antiga. Próxima fase: o paizinho solta traques para as crianças se rirem. Porque isto de ser palhaço tem de calhar a todos!
(Pausa para gargalhada geral)
Não tenho vergonha de o assumir! Pronto, tenho um bocadinho, vá, mas gostaria de evangelizar os demais bichos friorentos como eu que por aí andam: aquilo aquece o presuntinho que é uma maravilha.
Mas!
A word of caution: pelo amor da Santa, não corram com aquilo, que é perigoso! Dei semelhante espalho no corredor cá de casa que fui a arrastar com os dentes no parquet uns bons dois metros e só parei porque uma parede amiga se intrometeu e me salvou a cremalheira. Saldo final: apenas um queixo esmurrado, nada que não se disfarce com corretor e base. Alguém conhece produtos de maquilhagem de alta cobertura para egos? Pois, bem me parecia.
Ponto positivo: foi uma galhofa geral e sempre os distraiu do iPad e da TV. Belíssima brincadeira à moda antiga. Próxima fase: o paizinho solta traques para as crianças se rirem. Porque isto de ser palhaço tem de calhar a todos!
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Piriquita I love you!!!
Quem me segue pelas redes sociais percebeu que este fim de semana, depois de (mais) uma noite de Kizomba, fui brindada pelos meus companheiros de dança, a quem carinhosa e estupidamente apelido de "Jajões", depois de terem descoberto que NUNCA tinha comido travesseiros da Piriquita, com uma caixa deles, ainda quentinhos. E oh meus amigos, onde andei eu estes 38 anos?! Debaixo de uma pedra de olhos vendados no fundo de uma gruta, só pode. Se aquilo é boooom, valham-me os santos carbo-hidratos-de-carbono! Vai daí, o que fazer para homenagear os travesseiros? Uma Ode à Piriquita, pois com certeza!
Para tal, pedi a colaboração do maior poeta líricóidiota que conheço: o meu Compadre. Vou mencionando-o aqui e ali por fazer parte de 90% dos textos da rubrica "conversas parvas comócatano" e, por ser uma criatura assustadoramente semelhante a mim na imbecilidade, obviamente escolhi-o para apadrinhar o Máinovo. Assim, se eu esticar o pernil, cá estará outro totó para dar continuidade ao meu trabalho.
Para verem como não tenho jeitinho nenhum, o meu verso saiu esta bela caca:
Embora sinónimo de pipi
Capaz de muitos envergonhar
Não me senti nada homo
E não hesitei em te papar
A obra-prima do Compadre versa assim:
Agora, rogo, cantai todos comigo, com sotaque e a música do Gabriel Valim:
Para tal, pedi a colaboração do maior poeta líricóidiota que conheço: o meu Compadre. Vou mencionando-o aqui e ali por fazer parte de 90% dos textos da rubrica "conversas parvas comócatano" e, por ser uma criatura assustadoramente semelhante a mim na imbecilidade, obviamente escolhi-o para apadrinhar o Máinovo. Assim, se eu esticar o pernil, cá estará outro totó para dar continuidade ao meu trabalho.
Para verem como não tenho jeitinho nenhum, o meu verso saiu esta bela caca:
Embora sinónimo de pipi
Capaz de muitos envergonhar
Não me senti nada homo
E não hesitei em te papar
A obra-prima do Compadre versa assim:
Oh
que belos que eles são
Que
iguaria única sem igual
Apetece
sempre tê-los na mão
E
chegar-lhes a fossa nasal
Encostar
devagar a cabecinha
Naquele
fino manto celestial
Encaminhá-los
para a boquinha
E
fazer no palato um festival
São
doces bem lambareiros
Que
a todos a gula excita
Por
estes benditos travesseiros
Vale
a pena mergulhar na Piriquita
Agora, rogo, cantai todos comigo, com sotaque e a música do Gabriel Valim:
"PIRI-PI-PIRI-PI-PIRI-PIRI-PIRIQUIIIITAAAA!!!"
domingo, 25 de janeiro de 2015
Mãe sofre #47
"- Mãe, por que é que existes tu se há o Google Translate?"
E pronto, desisto. É isto a vida de um tradutor.
E pronto, desisto. É isto a vida de um tradutor.
Pensamento de fim de semana #72
Nunca te metas entre uma criança com uma bexiga ainda mal treinada e o seu trajeto em velocidade para a casa de banho. Ficas sempre a perder: levas com a própria da criança em cima em voo, e depois ainda tens de ir limpar o chão entre onde quer que tenha sido o ponto de partida e a casa de banho.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Mãe sofre #46
(Gui, 3 anos, mal sabe falar de jeito)
- Mamã, xabes que éx extúpida como a Clementina?
(Gui, 3 anos, mal sabe falar de jeito, no dia a seguir à tirada de cima)
- Mamã, tu éx um bocadinho totó.
(Gui, 3 anos, mal sabe falar de jeito, no dia a seguir à tirada de cima)
- Mamã, tu éx um bocadinho totó.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
Gente com valentes pancadonas #11
Estou a pensar seriamente em mudar o título desta rubrica para consultório da Dra. Boneca ou assim, porque eu sou mais do que uma amiga, uma confidente, uma psicóloga, sempre pronta a ajudar os malucos que fazem buscas chanfradas em motores de pesquisa e vêm cá ter e até leem posts e tal. Mesmo depois de perceberem que não há nada aqui que os ajude. Mas há! Dra. Boneca, com licenciatura pela Alcochete's Faculty of Nuttiness and Stupidity, um PhD em Filosofia Ocupacional e Pesquisatória das Civilizações, está cá para vos atender e guiar na demanda de trampas variadas, como:
- foto de boneca que faz xixi coco que chora respira e se meche mama no peito abre o olho e fecha: desculpa, mas acho que não percebi bem que tipo de foto pretendes, podes ser um pouco mais específico?
- peoes com fones apanha multa: e isso será legal? Cá para mim, é abuso de autoridade. Já agora, por que raio vieste cá parar?!
- insultos carinhosos para namorado: ah bom, aqui acho que posso ter a bondade de o auxiliar. Pois que temos à escolha, desde o soft "quem é o cão ordinário de sua bebé" ao mais hard core "meu grande cabrão gostosão"
- mau feitio livro: 'xa ver se percebi, procuras um livro sobre o tema, ou achas que o meu mau feitio merece um livro? É que se for isso, choca aqui, haja alguém que me dê valor!
- verdade nasceu virado: huuummmm, esta é tramada, tenho de pensar... Ah, já sei! "mentira morreu direito"! Boa?
- facebook casinhas detro cu (vou tentar convencer-me de que não era dentro o que esta criatura queria dizer. Vou tentar convencer-me de que não era dentro o que esta criatura queria dizer. Vou tentar...)
- fazes favor ou se fazes favor?: inchaaaa Ciberdúvidas! Dúvidas de Língua Portuguesa? Esclarecerdeze-as na cazinha da bunéca!!
- cabras comem urtigas: não??!! Não posso!! A sério??!! E depois aquilo não arranha o ilhó à saída?! E a pergunta que se impõe: how the fuck vieste cá ter??!
- tarrachar até rachar: bumba, Boneca a dar cartas na tarracha, kizomba e afins *abana o pandeiro e recita Badoxa "Controlá ewé, controlá, não tenha medo, me agarrá, toca em mim e me apertá" txcapum txcapum txcapum*
- maminhas: sim, tenho, não precisam de me esfregar isso na cara *solta lágrima*
- fotos de penteados de criancas de 13 anos: vocês dificultam a vida deste consultório, mas eu vou tentar. É fazer tudo o que já fizeste: abres o Google, escreves o que queres pesquisar, mas com a diferença de não entrares no link que te encaminha para um blogue que aparentemente NÃO TEM FOTOS DE PENTEADOS DE CRIANÇAS DE 13 ANOS!!!!! Dasse, pá.
- insultos carinhosos para namorado: ah bom, aqui acho que posso ter a bondade de o auxiliar. Pois que temos à escolha, desde o soft "quem é o cão ordinário de sua bebé" ao mais hard core "meu grande cabrão gostosão"
- mau feitio livro: 'xa ver se percebi, procuras um livro sobre o tema, ou achas que o meu mau feitio merece um livro? É que se for isso, choca aqui, haja alguém que me dê valor!
- verdade nasceu virado: huuummmm, esta é tramada, tenho de pensar... Ah, já sei! "mentira morreu direito"! Boa?
- facebook casinhas detro cu (vou tentar convencer-me de que não era dentro o que esta criatura queria dizer. Vou tentar convencer-me de que não era dentro o que esta criatura queria dizer. Vou tentar...)
- fazes favor ou se fazes favor?: inchaaaa Ciberdúvidas! Dúvidas de Língua Portuguesa? Esclarecerdeze-as na cazinha da bunéca!!
- cabras comem urtigas: não??!! Não posso!! A sério??!! E depois aquilo não arranha o ilhó à saída?! E a pergunta que se impõe: how the fuck vieste cá ter??!
- tarrachar até rachar: bumba, Boneca a dar cartas na tarracha, kizomba e afins *abana o pandeiro e recita Badoxa "Controlá ewé, controlá, não tenha medo, me agarrá, toca em mim e me apertá" txcapum txcapum txcapum*
- maminhas: sim, tenho, não precisam de me esfregar isso na cara *solta lágrima*
- fotos de penteados de criancas de 13 anos: vocês dificultam a vida deste consultório, mas eu vou tentar. É fazer tudo o que já fizeste: abres o Google, escreves o que queres pesquisar, mas com a diferença de não entrares no link que te encaminha para um blogue que aparentemente NÃO TEM FOTOS DE PENTEADOS DE CRIANÇAS DE 13 ANOS!!!!! Dasse, pá.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Chupa-me aqui o chispe
Ou de como um título idiota faz a malta vir ler isto. Não, não fujam!! Vou mesmo falar sobre uma lambidela de chispe. Ou um pé na boca, vá. Bem, na verdade, é quase-quase isso. É que me lembrei de uma famigerada sessão de pedicure (só das coisas que mais gosto no universo) em que, ao me cortar as unhas dos pés com um daqueles zingarelhos xpto que as pedicures usam, uma unhaca assim tipo conquilha gigante saltou e aterrou em cheio...
... onde?
.
.. Na boca da rapariga!
.. Na boca da rapariga!
Ora se até a mim aquilo me estava a dar nojo - e eu sei bem o meu nível de higiene e até é bem jeitoso - a moça estava a debater-se com um enorme dilema: por um lado queria sacudir aquilo dos lábios sem parecer rude e que estava a morrer de asco da cliente à qual, por sinal, tinha acabado de lavar os pés com sais perfumados. Por outro, não deixava de possuir uma gânfia alheia pendurada na beiçola. Pois que optou por passar com as mãos na cara e (pouco) disfarçadamente limpar-se. E aqui o que sucede? Sucede que - embora envergando luvas - a moça tinha estado, obviamente, com as mãos nos meus pés (uma vez mais friso, para que não haja dúvidas, lavadinhos e cheirosinhos), ergo, para retirar a minha unhaca do presunto de cima de si, esfregou na cara e boca as mãos com que tinha estado a mexer nos ditos presuntos.
Caras pessoas, eu até podia ser a pessoa mais esterilizada no mundo, ainda assim toda esta situação configurou um valente blhéque. Para acrescentar à bizarria o facto de ela ser surda-muda, o que deu a este quadro semi-silencioso todo um tom erótico-barroco digno de Fellini de meados do século passado. Sim, porque este momento tão sensual e íntimo de ter uma extremidade minha enfiada na boca é privilégio de que muito ex-namorado meu não se pôde gabar.
Caras pessoas, eu até podia ser a pessoa mais esterilizada no mundo, ainda assim toda esta situação configurou um valente blhéque. Para acrescentar à bizarria o facto de ela ser surda-muda, o que deu a este quadro semi-silencioso todo um tom erótico-barroco digno de Fellini de meados do século passado. Sim, porque este momento tão sensual e íntimo de ter uma extremidade minha enfiada na boca é privilégio de que muito ex-namorado meu não se pôde gabar.
A propósito do post anterior
Diz a minha empregada, vendo as macacadas do Máinovo logo pela manhã:
- Adoro miúdos reguilas!
- E eu adoro miúdas! (responde o Gui)
Este meu filho parece apostado em afirmar a sua masculinidade. Resta saber se tenho aqui o próximo Casanova, ou se será "apenas" um Zezé Camarinha em potencial.
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
Mãe sofre #45
(Gui, 3 anos, a ver-me trocar de roupa)
- Mamã, tu tens um pipi?
- Sim...
- Eu gosto de pipis.
Meu rico filho.
- Mamã, tu tens um pipi?
- Sim...
- Eu gosto de pipis.
Meu rico filho.
Faturas expostas
Não, pá, não me magoei. Olhem melhor para o título e digam lá se eu não sou a rainha dos trocadilhos. Na verdade, eu estou é rapidamente a tornar-me na rainha dos temas fraturantes. Eu já falei do bidé. Dos pelos. Dos óculos espelhados. E de temas fraturantes no geral. Faltava apenas um item importantíssimo nessa lista: as carteiras obesas de faturas e talões Multibanco. E cá está ele na NiT, sob a forma de mais uma supimpa crónica! Ide, ide e rejubilai.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Era só eu que tinha curiosidade em snifar o cabelo a um rasta?
É que se sim, arrumo já a viola no saco e vou à minha vidinha. Se não, podemos refletir em conjunto sobre este flagelo da sociedade. É que, com dois filhos rapazes com uma enorme ligeira propensão para a nojeira falta de higiene, estou preocupada que, com o aproximar da adolescência, algum deles se dedique a essa atividade mais conhecida por "deixo crescer esta trampa e enrolo-a de tal forma que quando chover não preciso de guarda-chuva e posso inclusivamente fazer aqui criação de passarinhos. Ou répteis."
No outro dia passou um destes rapazes por mim. E, com muita vergonha confesso, aproximei-me disfarçadamente dele para o cheirar. Disfarçadamente também, como é óbvio. E como hei-de descrever o que snifei sem parecer rude? Ora cá vai: FOOOOOODASSSSSSSEEEEE!!!!
(Desculpa, Mãezinha, bem sei que não foi a educação que me deste, mas estou em crer que se te tivesse chegado aquele odor às narinas até tu, que quando te sai uma "porra" fazes uma peregrinação de joelhos a Fátima, terias soltado aquela palavra que carinhosamente designas por "cosa-se", coisa máifofa)
Aquilo cheirava a um misto de refogado, ranço e chamuças. E quase posso jurar que lá no meio vislumbrei o Cinquecento que roubaram à minha prima no ano passado na Damaia, 2 tijelas de sopa, 4 pentes, 2 secadores e um muçulmano com o respetivo tapete acoplado.
Diz que aquilo se faz esfregando sabão azul e branco para ficar mais rijo. Eu cá fiquei com a sensação que o miúdo se tinha besuntado em bosta de vaca fumegante e dormido uma noite no cesto onde estão as fraldas do meu Máinovo, porque não se aguentava. Embora tenhamos entrado na mesma carruagem do metro, tentei afastar-me o mais possível do rapaz, uma vez que tinha os olhos a lacrimejar depois da snifadela que lhe dei.
Fiquei com a sensação que a convivência social do moço não seja pêra doce.
No outro dia passou um destes rapazes por mim. E, com muita vergonha confesso, aproximei-me disfarçadamente dele para o cheirar. Disfarçadamente também, como é óbvio. E como hei-de descrever o que snifei sem parecer rude? Ora cá vai: FOOOOOODASSSSSSSEEEEE!!!!
(Desculpa, Mãezinha, bem sei que não foi a educação que me deste, mas estou em crer que se te tivesse chegado aquele odor às narinas até tu, que quando te sai uma "porra" fazes uma peregrinação de joelhos a Fátima, terias soltado aquela palavra que carinhosamente designas por "cosa-se", coisa máifofa)
Aquilo cheirava a um misto de refogado, ranço e chamuças. E quase posso jurar que lá no meio vislumbrei o Cinquecento que roubaram à minha prima no ano passado na Damaia, 2 tijelas de sopa, 4 pentes, 2 secadores e um muçulmano com o respetivo tapete acoplado.
Diz que aquilo se faz esfregando sabão azul e branco para ficar mais rijo. Eu cá fiquei com a sensação que o miúdo se tinha besuntado em bosta de vaca fumegante e dormido uma noite no cesto onde estão as fraldas do meu Máinovo, porque não se aguentava. Embora tenhamos entrado na mesma carruagem do metro, tentei afastar-me o mais possível do rapaz, uma vez que tinha os olhos a lacrimejar depois da snifadela que lhe dei.
Fiquei com a sensação que a convivência social do moço não seja pêra doce.
domingo, 18 de janeiro de 2015
Pensamento de fim de semana #71
Sim, o Máinovo disse, para teu choque e da restante família (e subsequente escangalhanço a rir) que "Tu és uma "méda"!", mas dormiu até às 11, por isso não te queixes. Não se pode ter tudo.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Haters gonna hate, hate, hate, hate, pessoas pouco humoradas gonna embirrrate rrate rrate rrate
Ante a pergunta "E haters? Tens muitos?", eu sempre respondi que, além de não ter estatuto para isso (tenho ideia que só os bloggers a sério os têm), o tipo de textos que escrevo não se presta a trolls. Ou seja, ninguém se dá ao trabalho de tratar mal uma totó. É óbvio (achava eu) que só escrevo palermices, coisas que se vão passando comigo ou a minha família, cenas a que assisto, mas sempre tendo como fio condutor a minha estupidez natural, que no fundo é quase uma filosofia que professo. Penso que sobressai algum bom humor e, diz quem me conhece, "és tu, e mais nada". É isso, sou eu e mais nada.
Pelo menos, achava eu que era óbvio que o tom que subjaz a 90% de todos os meus textos é leve, pouco sério e, vá, parvo. Com a NiT, creio que passaram a ler-me outras pessoas, que não me conhecem, ou melhor, não conhecem a Boneca, nem su casiña, nem o tom dos seus textos. Até porque tento não aparvalhar tanto numa revista que não pretende ser um antro de idiotice (vide "A casinha da Boneca"). Posto isto, foi com um misto de estupefação e uátafâaaaque que li o (até agora tinha sido único) comentário à minha última crónica da NiT (sobre o conceito slim fit nos homens). E retive a parte em que a moça me achou preconceituosa. Dei por mim a pensar "Mas como é que alguém lúcido não percebe que estou a brincar, catano?!" E atenção: não venho para aqui com o fado da desgraçadinha, não quero nem pretendo agradar a toda a gente, mas fiquei a pensar que algo que era tão límpido para mim aparentemente poderá não o ser para outrem.
Se vai mudar alguma coisa? Huuuuum, não. Mas fez-me pensar. E eu não estou habituada a pensar a sério quando faço algo que me diverte, como é o caso deste blogue e da minha coluna na NiT.
Lição de vida a retirar desta experiência potencialmente traumatizante:
"Se muito parva te achas
Mas merecedora de tempo de antena
Não esperes que quando levas no coco
Os outros de ti tenham pena.
Se ainda assim te queixas
Que houve quem te interpretasse mal
Pensa assim: antes incompreendida
Do que um pãozinho sem sal!"
Pelo menos, achava eu que era óbvio que o tom que subjaz a 90% de todos os meus textos é leve, pouco sério e, vá, parvo. Com a NiT, creio que passaram a ler-me outras pessoas, que não me conhecem, ou melhor, não conhecem a Boneca, nem su casiña, nem o tom dos seus textos. Até porque tento não aparvalhar tanto numa revista que não pretende ser um antro de idiotice (vide "A casinha da Boneca"). Posto isto, foi com um misto de estupefação e uátafâaaaque que li o (até agora tinha sido único) comentário à minha última crónica da NiT (sobre o conceito slim fit nos homens). E retive a parte em que a moça me achou preconceituosa. Dei por mim a pensar "Mas como é que alguém lúcido não percebe que estou a brincar, catano?!" E atenção: não venho para aqui com o fado da desgraçadinha, não quero nem pretendo agradar a toda a gente, mas fiquei a pensar que algo que era tão límpido para mim aparentemente poderá não o ser para outrem.
Se vai mudar alguma coisa? Huuuuum, não. Mas fez-me pensar. E eu não estou habituada a pensar a sério quando faço algo que me diverte, como é o caso deste blogue e da minha coluna na NiT.
Lição de vida a retirar desta experiência potencialmente traumatizante:
"Se muito parva te achas
Mas merecedora de tempo de antena
Não esperes que quando levas no coco
Os outros de ti tenham pena.
Se ainda assim te queixas
Que houve quem te interpretasse mal
Pensa assim: antes incompreendida
Do que um pãozinho sem sal!"
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
Conversas conjugais
No início da nossa relação, uma das coisas que mais me divertia/assustava eram as conversas que ele tinha a dormir. A capacidade de manter diálogos inteiros, de olhos abertos, como se estivesse acordado. Aliás, eu só percebia que não estava quando, com o desenrolar da conversa, o chorrilho de parvoíces era muitíssimo maior do que numa conversa normal. Eram diálogos absolutamente sem nexo, que tanto me deixavam à beira das lágrimas de tanto rir (porque eu puxava por ele, fazendo perguntas e dando troco), como apanhava cagaços de morte, pois a criatura chegava a acordar-me aos berros. Nunca me vou esquecer da história que ainda hoje se conta em jantares de amigos em que ele se levanta na cama a meio da noite e me grita: "MÃOS NO COLCHÃO!! 20 ABDOMINAIS JÁAA!!!!Se não morri naquela altura, meus caros, já nada me verga!
Até hoje.
Com o decorrer dos anos, foi-lhe passando a maluqueira e agora só me arreia esticões e cotoveladas e emite grunhidos relativamente inofensivos e ininteligíveis.
Até hoje.
Boneca Maria de Deus levanta-se às 7 da manhã, passa pelo lado dele para sair do quarto e ouve um grito: "HEI!!! ONDE VAIS??!!"
Refeita do susto e depois de o coração se acalmar, pergunto:
- O que foi?! Vou à casa de banho pá, assustaste-me!!
- Sabes o que é o tensor da fáscia lata??!!! (faixa láctea, percebi eu, WTF?!)
- Hã??!!
- O TENSOR DA FÁSCIA LATA!!!!!!
Aqui percebi que se calhar o meu chalupa de outros tempos estava de volta e como ele me parecia irritado, resolvi responder.
- Não, não sei.
- É o que a miúda que está para cá a mandar cartas pede para a gente alongar!!
E vira-se para o lado e continua a dormir.
Portanto, jovem, se és essa miúda que anda a mandar cartas cá para casa a pedir alongamentos a Senhor meu Marido, cumpre-me informar-te que estas coisas têm de seguir os trâmites oficiais. Sim, ele é PT (e dos bons), faz uns belíssimos alongamentos no final do treino, mas tem de ser o serviço completo: primeiro levas um tareão nas máquinas. Porque não és mais do que eu. Olham'esta!
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Tudo de boca aberta
Estou neste momento no barco a observar as pessoas em volta: 80% vai a dormir e se soubessem as caras que vão a fazer teriam espetado palitos nos olhos para se manterem acordados. O que está ao meu lado já me deu semelhantes esticões que se viu forçado a pedir-me desculpa pelos saltos que já dei com os sustos. Até pensei que estivesse a tentar castigar-me porque percebeu que estou a observar os leitõezinhos roncadores e a gozar. É que não há um que não ronque: uns assim numa espécie de assobio, os outros valentes roncos imponentes. E há um que ronca e funga. Puxa o ranho para dentro, vira-se e continua. Outro está a tombar a cabeça há 10 minutos: quando ela chega quase aos joelhos, tufas para cima outra vez e recomeça o processo de cabeça a caiiiiiiiiir até quase ao joelho e cá vai disto para cima de novo. Que giro.
Vá, continuem lá na vossa vidinha, era só isto mesmo, hoje esqueci-me do Kindle e estou aqui um bocado sem nada para fazer. Tenho sono, mas tenho medo que alguém me esteja a observar e depois me goze se eu adormecer.
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Slim fit, ou ficas com eles tão apertadinhos que até guinchas
No fundo, no fundo, era este o título que eu queria dar a esta crónica na NiT, mas a vergonha na cara, o respeito pelas pessoas que lá trabalham e, sobretudo, o facto de achar que parvoíce e estupidez combinam é aqui com o barraco, resolvi guardá-lo para este post.
Então o que sucede? Sucede que fui vilmente acusada de ter crónicas que apelavam mais ao público feminino. Oh c'um catano, então o objetivo é uma mulher a falar das suas experiências em lojas. Como é que isto pode não agradar a homens, hã? Bom, mas como sou toda pela inclusão e diversidade e viva a Conchita, resolvi lançar-me na demanda absolutamente fantástica de ir às compras com homens. E se eles são chaaaaatoooooos, minha nossa Senhora. Ai, está apertado, ai que magoa o menino. Ui, que estou a senti-los roxos e comprimidos. Apre, raça peçonhenta. Ide lá então ao link acima sivuplé e lede. Leide. Lady. Coiso.
Então o que sucede? Sucede que fui vilmente acusada de ter crónicas que apelavam mais ao público feminino. Oh c'um catano, então o objetivo é uma mulher a falar das suas experiências em lojas. Como é que isto pode não agradar a homens, hã? Bom, mas como sou toda pela inclusão e diversidade e viva a Conchita, resolvi lançar-me na demanda absolutamente fantástica de ir às compras com homens. E se eles são chaaaaatoooooos, minha nossa Senhora. Ai, está apertado, ai que magoa o menino. Ui, que estou a senti-los roxos e comprimidos. Apre, raça peçonhenta. Ide lá então ao link acima sivuplé e lede. Leide. Lady. Coiso.
Olha, vai-se a ver e fui kizombar outra vez
Da primeira vez foi assim: leiam, se tiverem paciência.
Como não quis dar parte de fraca, ante novo convite para, cito, "ir espalhar magia", não me fiz rogada e cá vai alho. Não sem antes ter enfiado um Xanax no bucho, empurrado com uma aguardente velha. Na verdade, apenas bebi um cafezinho às 11 e meia da noite, coisa que não fazia há... nunca.
Desta feita, já não fui ao engano, na-na-na! Já não me deixei endrominar e fui munida de técnicas para:
Como não quis dar parte de fraca, ante novo convite para, cito, "ir espalhar magia", não me fiz rogada e cá vai alho. Não sem antes ter enfiado um Xanax no bucho, empurrado com uma aguardente velha. Na verdade, apenas bebi um cafezinho às 11 e meia da noite, coisa que não fazia há... nunca.
Desta feita, já não fui ao engano, na-na-na! Já não me deixei endrominar e fui munida de técnicas para:
1 - Não perder a compostura perante as indumentárias de gosto duvidoso e assim a atirar para o "agarra-me aqui no ...";
2 - Não ser rude na hora do "Desculpe, não quero dançar com o cavalheiro que enverga um fato completo, uma rosa vermelha de plástico ao peito, uma capa tipo Batman e está tão suado que há uma probabilidade de 1 em 4 de eu lhe vomitar em cima" (Tática: a malta vê-os aproximar-se e vira-se disfarçadamente para outro lado. No meu caso, poderá não ter sido tão disfarçadamente assim...);
3 - Não pisar o par (Obrigada YouTube, estás cá dentro!);
4 - Aguentar até às 4 da manhã (QUÉQUEFOI?! Não vou para nova, sim?!);
E antes que alguém pergunte "Mas afinal por que é que vais, oh chouriça?!", eu respondo "It is slowly growing on me. E gosto de dançar. E vou igualmente numa perspetiva sociológica e antropológica que não é dispicienda." Feito este reparo, avanço para umas notas soltas:
- Há poucas coisas mais perigosas do que, digamos, pessoas de volumetria abastada à solta numa pista a dançar kizomba: fui abalroada duas vezes e perpetraram-me valentes placagens outras tantas. Fiquei com pena de não ter umas luzes de râguebi, que tinham dado um jeitaço;
- Continua a haver mulheres que dançam com mulheres, e eu continuo a reservar-me o direito de achar essa prática algo estranha e, vá, estúpida (é muita mama junta, meus amigos);
- Há quem dance de blusão de penas, cachecol e boina e quem seja preterido como par por, cito, "Viste aquela camisola de lã?! Saía de lá cheia de comichões e transpirada!";
- Voltei a ir underdressed: aparentemente, com calças e uma camisa de ganga estava vestida de mais. Talvez por isso não tenha tido muitas solicitações. O que não foi necessariamente mau;
- Houve música ao vivo: e aqui é que a porca torceu o rabo. O Daduh King, negão matulão com Louboutin prateados com picos, corrente dourada pendurada no peito desnudo (e as ganas que eu tive de ir lá morder aquilo para ver se era ouro?), óculos pretos e dourados e um boné com "SWAG" em letras douradas, veio dar o ar da sua graça, juntamente com uma entourage de mini-Daduhs, versão skinny, branca e totó. Havia mulheres a gritar, a descabelarem-se e a cantar as músicas do princípio ao fim. Eu cá, mais os meus amigos, ficámos apenas a ver. Desconfio que não terá sido cool.
E pronto, de resto a coisa passou-se, basicamente a pessoa desloca-se a estes locais para dançar e foi o que fiz. Já apanhei o jeito à coisa, não me assemelhando tanto a uma pessoa com problemas graves nos membros inferiores.
![]() |
| Daduh e sus muchachos. Arribaaaaa!!! (ora atentai nos Loubies do bicho) |
E pronto, de resto a coisa passou-se, basicamente a pessoa desloca-se a estes locais para dançar e foi o que fiz. Já apanhei o jeito à coisa, não me assemelhando tanto a uma pessoa com problemas graves nos membros inferiores.
Resta-me apenas, em jeito de conclusão, partilhar a estratégia infalível dos organizadores/donos destes sítios para correr com a malta na hora do fecho: as criaturas de Deus, espertas que só elas, ligam todas as luzes. Credo, eu só me queria pirar dali para fora. É que se havia estafermos feios com toilettes assustadoras à média luz, aquilo ficou de fugir quando as luzes foram ligadas.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
Conversas parvas comócatano #20
Conversa a quatro pelo Whatsapp, eu e outra caladas, apenas a observar, e dois homens a trocarem ideias de macho:
- Agora dediquei-me ao gin (mostra foto): olham'esta categoria. Só tenho de começar a comprar outros gins, que Gordons é o base....
- Experimenta o Gin-o-Canesten.
domingo, 11 de janeiro de 2015
Mãe sofre #44
- Vá, meninos, toca a despachar para eu vos dar banho!
(Gui, 3 anos)
- Mas eu não tenho sede!
sábado, 10 de janeiro de 2015
Ah ah ah
Para quem não me segue nem no Instagram nem no Facebook, saiba que está a perder uma grande galhofa. A foto abaixo é um excelente exemplo disso. O Facebook resolveu brindar-me com a frase "O meu rabo está a ter um desempenho melhor do que 95% das tuas publicações". Dito assim parece quase um desafio que me é lançado pelo Facebook. "O meu rabo é melhor do que quase todas as tuas publicações, nhanhanhanhanha!!" Mas não, tratava-se do meu mesmo. Estava a sugerir-me que promovesse o meu rabo (em bom rigor, uma frase que publiquei que começava assim, mas posto desta forma não tem tanta piada, pois não?)
Deixa lá, FB, pá, já tenho muita coisa com que me entreter. Mas fica a dica, quem sabe no futuro? Obrigada. Cá beijinho.
Deixa lá, FB, pá, já tenho muita coisa com que me entreter. Mas fica a dica, quem sabe no futuro? Obrigada. Cá beijinho.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Mãe sofre #43
Prestes a deixar o Máinovo na sala de aula, aparece um outro miúdo que se põe a olhar para mim. Ele, com certeza temendo a concorrência, inicia a conversa:
- É a mamã. É minha.
(O outro continua a olhar sem dizer nada)
- Sabes, ela é uma menina.
(Nada)
- Ela é crescida. Porque é mamã. MINHA mamã.
(...)
- E também é um bocadinho palerma.
Achei que a conversa teria de acabar por ali.
Regras de boa convivência entre mim e o resto do mundo, especialmente se esse resto do mundo configurar uma certa senhora
Certa senhora essa que, num dia em que os termómetros marcavam 2 graus, resolveu que seria a melhor altura para eu lhe ver a patareca.
??!!!!
Pois. Podia ser mais um "eu atraio maluquinhos", mas também não exageremos. Foi mais um "eu atraio pessoas com uma clara propensão para o deboche".
Porque, minha gente: Amazonas só havia aquelas e sim, ficavam extremamente sexy escarranchadas a cavalgar e tal, MAS, era noutros tempos. A compostura não está démodé, e eu dispenso xoxotas alheias.
Ora feito o intróito, gostaria de me debruçar sobre o assunto. Credo, não não gostaria, que nojo. Gostaria de aprofundar a análise do tema "pessoas que não sabem que se vestirem umas meias de ligas talvez seja melhor saírem do carro como uma lady e não de pernas escachadas". Sim, as meias cuja parte de cima tem uma espécie de silicone que cola à perna deixando uma autoestrada vermelha ao final do dia são sexy, sim aconselho vivamente as mulheres a usarem-nas. Mas não quando a temperatura está a ponto de nos criar estalactites e estalagmites mais a sul. O que claramente iria acontecer à senhora, dado o afastamento de cerca de 180º que lhe vislumbrei entre a perna esquerda e a direita. Frio à parte e se a pessoa em causa não se importa com genitália siberiana, o problema está na saída do carro. Mulher, em três passinhos básicos, váláver:
1- Encostar os joelhos um ao outro e também as coxas como se estivesses aflitinha para ir ao WC;
2- Proceder a uma ligeira propulsão das pernas para a esquerda (se fores a conduzir) ou para a direita (se tiveres motorista) sem NUNCA esquecer as coxas, joelhos e resto das pernas tudo bem comprimidinho e juntinho;
3- Sair do carro.
TCHARAAAAAN!!! Difícil? Aparentemente sim, para a aventesma em questão, cuja intimidade vi até à alma, graças a Deus ia em jejum se não poderia ter sido pior. Relembrando a frase que tantas vezes ouvi da minha avó "focinho de cão e cu de gente nunca está quente", imagino como estariam as respetivas partes pudendas depois de terem levado com a aragem do Tejo. É que até devem ter batido palmas.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Das mães escolares extremosas
A mãe escolar extremosa (nome científico: Chata comápotassiae) é o membro mais irritante da família das Mães. Sendo um espécime endémico das escolas dos respetivos filhos, é esperar encontrá-la no polivalente, refeitório ou onde quer que decorra uma comemoração e, preferencialmente, onde estiverem outras mães que lhe sirvam de público. Isto porque, pese embora não funcione em bando, aprecia que as suas façanhas sejam testemunhadas por membros da mesma classe, com o objetivo de se sobrevalorizar e humilhar os pares. Esta criatura, regra geral com mais de 2 filhos, não trabalha, ou, em alternativa, possui um horário que lhe permite passar mais tempo na escola do que no serviço. Está lá de manhã, a fazer esperas às professoras para as azucrinar e perturbar o funcionamento das aulas (mas provando que é uma mãe extremosa), e novamente à tarde, lá pelas 16h para ir buscar os filhos (provando, de novo, quão extremosa é). Mesmo quando os putos ainda vão ter mais aulas. Tanto melhor, assim tem tempo de azucrinar também o pessoal administrativo. Com o bónus de controlar quais as mães que têm a desfaçatez de não chegar tão cedo quanto ela.
A mãe extremosa fica excitadona ante a possibilidade de exibir os seus dotes artísticos perante as criaturas da sua espécie: maracas com materiais reciclados, bolos para as rifas, croquetes para os lanches, é vê-la no bricolage e a cozinhar incessantemente quando é pedida a colaboração dos pais. É preciso fazer um bolo? Ela leva 12. Um enfeite com cápsulas da Nespresso para a árvore de Natal? Ela congemina 300 e ainda manda o Clooney entregar em mãos na sala de aula. Um trabalho de pesquisa sobre animais domésticos? Ela envia para a escola o cão, o gato, a arara e a tartaruga dos filhos, como sinal de empenho. E no dia dos Correios em que é suposto os pais enviarem uma carta aos filhos que lhes será entregue por um carteiro na sala de aula? Ela recruta a família inteira, para que, em conjunto, enviem telegramas cantados, cartas de várias folhas e postais. Desgraçadas das outras crianças que apenas recebem uma mísera carta, as pobres órfãs.
A mãe extremosa monopoliza as reuniões de pais, com dúvidas, intromissões, opiniões e tem um presente para os professores por ocasião do Natal, da Páscoa, do São Martinho, do final de ano, do início de ano, por altura da renovação do seguro escolar e quando chove. E sabe dos problemas de saúde de todos os membros das famílias das auxiliares a quem manda bolachas caseiras sem glúten. Na festa de Natal, é a primeira a oferecer-se para cantar uma música, participar na peça de teatro, sendo a primeira a chegar, 4 horas antes, para garantir um lugar na primeira fila, onde tirará fotos e se levantará, contra as regras, e impedindo que os outros pais vejam o que quer que seja.
A mãe extremosa, no Carnaval, leva os filhos à escola mascarada e prega cagaços de morte às outras crianças que não estão habituadas a ver abelhas macrocéfalas e com rabos gigantescos, ou Minnies velhas e mal maquilhadas.
A mãe extremosa olha com desconfiança para as mães que deixam os filhos às 9h e os vão buscar às 18h e que não ficam de manhã à conversa com outros pais mais 1 horita ou 2 à porta da escola, e que não estão interessadas em saber todos os cocós e xixis que os filhos fizeram ou quantas colheres de sopa comeram, nem o nome das galinhas da capoeira da escola, nem se já nasceram as alfaces da horta biológica que os miúdos plantaram 3 meses, 2 dias e 16 horas antes. Ou para as que no aniversário dos próprios filhos levam apenas um bolo de anos, negligenciando sacos carregados de gomas para todos os outros.
Lamento informar que esta espécie está em vias de extinção: cada vez as mães trabalham mais, não tendo tempo a perder sassaricando pelas escolas, ou preferindo aproveitar o pouco que têm com os filhos em casa. No entanto, confesso que me dá jeito que esta malta exista: são menos bolos e croquetes que tenho de fazer.
A mãe extremosa fica excitadona ante a possibilidade de exibir os seus dotes artísticos perante as criaturas da sua espécie: maracas com materiais reciclados, bolos para as rifas, croquetes para os lanches, é vê-la no bricolage e a cozinhar incessantemente quando é pedida a colaboração dos pais. É preciso fazer um bolo? Ela leva 12. Um enfeite com cápsulas da Nespresso para a árvore de Natal? Ela congemina 300 e ainda manda o Clooney entregar em mãos na sala de aula. Um trabalho de pesquisa sobre animais domésticos? Ela envia para a escola o cão, o gato, a arara e a tartaruga dos filhos, como sinal de empenho. E no dia dos Correios em que é suposto os pais enviarem uma carta aos filhos que lhes será entregue por um carteiro na sala de aula? Ela recruta a família inteira, para que, em conjunto, enviem telegramas cantados, cartas de várias folhas e postais. Desgraçadas das outras crianças que apenas recebem uma mísera carta, as pobres órfãs.
A mãe extremosa monopoliza as reuniões de pais, com dúvidas, intromissões, opiniões e tem um presente para os professores por ocasião do Natal, da Páscoa, do São Martinho, do final de ano, do início de ano, por altura da renovação do seguro escolar e quando chove. E sabe dos problemas de saúde de todos os membros das famílias das auxiliares a quem manda bolachas caseiras sem glúten. Na festa de Natal, é a primeira a oferecer-se para cantar uma música, participar na peça de teatro, sendo a primeira a chegar, 4 horas antes, para garantir um lugar na primeira fila, onde tirará fotos e se levantará, contra as regras, e impedindo que os outros pais vejam o que quer que seja.
A mãe extremosa, no Carnaval, leva os filhos à escola mascarada e prega cagaços de morte às outras crianças que não estão habituadas a ver abelhas macrocéfalas e com rabos gigantescos, ou Minnies velhas e mal maquilhadas.
A mãe extremosa olha com desconfiança para as mães que deixam os filhos às 9h e os vão buscar às 18h e que não ficam de manhã à conversa com outros pais mais 1 horita ou 2 à porta da escola, e que não estão interessadas em saber todos os cocós e xixis que os filhos fizeram ou quantas colheres de sopa comeram, nem o nome das galinhas da capoeira da escola, nem se já nasceram as alfaces da horta biológica que os miúdos plantaram 3 meses, 2 dias e 16 horas antes. Ou para as que no aniversário dos próprios filhos levam apenas um bolo de anos, negligenciando sacos carregados de gomas para todos os outros.
Lamento informar que esta espécie está em vias de extinção: cada vez as mães trabalham mais, não tendo tempo a perder sassaricando pelas escolas, ou preferindo aproveitar o pouco que têm com os filhos em casa. No entanto, confesso que me dá jeito que esta malta exista: são menos bolos e croquetes que tenho de fazer.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
O outfit perfeito para a passagem de ano
Então, pá, não estás atrasada?, parece que oiço.
Não, pessoas, apenas venho contar o que me aconteceu quando encetei a busca do outfit perfeito para o revelhão (adoro esta palavra). Ou melhor, venho por este meio dar-vos este link aqui, para que leiam a NiT, uma vez que foi o tema da crónica desta semana. Não foi fácil, mas acabei por descobrir um nicho de mercado que vos aconselho vivamente a explorar, se quiserdes enriquecer. Apenas solicito uma percentagem dos lucros que daí advierem. 40% e não se fala mais nisso, sim? Cá beijinho.
Não, pessoas, apenas venho contar o que me aconteceu quando encetei a busca do outfit perfeito para o revelhão (adoro esta palavra). Ou melhor, venho por este meio dar-vos este link aqui, para que leiam a NiT, uma vez que foi o tema da crónica desta semana. Não foi fácil, mas acabei por descobrir um nicho de mercado que vos aconselho vivamente a explorar, se quiserdes enriquecer. Apenas solicito uma percentagem dos lucros que daí advierem. 40% e não se fala mais nisso, sim? Cá beijinho.
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
O jogo do empurra ou Das técnicas infalíveis para manipular homens
Nós, mulheres, somos exímias jogadoras de empurranço. Aquela atividade em que, numa base diária, nos esforçamos por levar os cônjuges a fazer coisas que nós próprias não queremos ou não nos apetece fazer, tentando que eles não percebam que estão a ser manipulados, e ainda os fazendo sentir os seres mais execráveis à face da terra se não o fizerem. Parece confuso? Esmiuçarei o tema já de seguida, não sem antes correr com os poucos homens que por aqui devem andar:
Onde quero chegar é - numa atitude absolutamente abnegada, do tipo "temos-de-ser-umas-para-as-outras" - partilho agora algumas técnicas que me parecem ser eficazezinhas na hora de, chamemos-lhe, dar ordens camufladas. Boss them around. São estas:
- Começar as frases por "Não queres...?" O gajo fica a pensar que foi ele que quis ir buscar-me bolachas à dispensa, fazer-me um chá ou ver 34 episódios do Downton Abbey de seguida. Resulta que é uma maravilha, só não exagerem e tentem, por exemplo, o "Não queres ir buscar-me um Menu Big Mac e 3 Mars ao Fórum Montijo que fica a 5 km, embora sejam 11 da noite e estejas de pijama?" porque diz que não resulta. Diz que.
- Graxa pura e dura: a subtileza deste truque está em adaptar a graxa ao que se pretende. Exemplo: "Ai, querido, que sexy que ficas assim só de boxers. E agora reparo: eles ficam muito mais bem lavados quando és tu que os pões na máquina." Se puderem atirar algo depreciativo sobre vocês, tanto melhor. Vá, não custa nada, é por um bem maior: "Valha-me Deus que as panquecas ficam tão, mas tão mais saborosas quando és tu a fazê-las! Eu sou uma naba na cozinha, só sai cagada." Mas atenção, subtileza é a palavra-chave! ("Uau, que gostoso que ficas com barba de três dias. Por falar nisso, podes engraxar-me as botas?" não pega. Não que eu tenha tentado).
Assim de repente é o que me apraz partilhar, não quero maçar as minhas boas amigas. Feel free para partilhar técnicas infalíveis que usem. Menos aquela velhinha que toda a gente sabe, sim? É como diz um amigo meu, não são só eles que perdem, nessa situação também ficamos a chuchar no dedo. Haja imaginação, combinado?
"Oh poucos homens que por aqui devem andaaaaar!!! Psiiiiu! Xô."
Pronto, agora que eles já se foram, podemos conversar à vontade. Vou descalçar-me. Ora então, dei por mim a constatar que sou uma porca manipuladora criatura de ideias fixas e incrivelmente preguiçosa que gostaria muito de ter servos, preferencialmente matulões morenaços de dois metros que me dessem cerejas à boca, abanicando-me com folhas de palmeira (no verão) e cobrindo-me de mantas polares (nas restantes estações). Não tendo matulões à mão, resta-me Senhor meu Marido, pedaço de mau caminho também ele bastante matulão benzódeus venha cá que eu não o aleijo, mas que, nos termos do contrato nupcial, acha que não me deve obedecer a não ser em sede de trungalhunguice, e mesmo assim, sabe Deus, só quando a coisa lhe agrada. Mas divago.
Onde quero chegar é - numa atitude absolutamente abnegada, do tipo "temos-de-ser-umas-para-as-outras" - partilho agora algumas técnicas que me parecem ser eficazezinhas na hora de, chamemos-lhe, dar ordens camufladas. Boss them around. São estas:
- Começar as frases por "Não queres...?" O gajo fica a pensar que foi ele que quis ir buscar-me bolachas à dispensa, fazer-me um chá ou ver 34 episódios do Downton Abbey de seguida. Resulta que é uma maravilha, só não exagerem e tentem, por exemplo, o "Não queres ir buscar-me um Menu Big Mac e 3 Mars ao Fórum Montijo que fica a 5 km, embora sejam 11 da noite e estejas de pijama?" porque diz que não resulta. Diz que.
- Fazer olhinhos / bater as pestanas. Esta resulta bem quando usada em conjunto com a manobra supra, sendo que preciso de lhe recorrer quando o gajo bufa por estar quase-quase a perceber que está a ser valentemente manipulado.
- Recorrer à voz "estupidó-fofa". Admitamos, todas nós a utilizamos quando mais nos convém, aquele cruzamento entre conversa de bebé e pessoa com problemas a nível laringo-bucal. Sendo assim, é recorrer aos nho-nho-nhós e aos biju-bijus e quem é o quiduxo de sua fofinha e cutxi-cutxi e o car&€#& *contém o vómito* e todas as conversas que nem sob tortura confessaríamos utilizar.
- Começara ordem o pedido por "Queres ser um marido maravilhoso?", seguido de "Então vai lá..." e bumba, cá vai chorrilho do que quer que nos esteja a apetecer.
- Partir logo para a chantagem dissimulada: "Faço-te ... (preencher conforme a disposição) se fores ali à casa de banho e me trouxeres o desmaquilhante, o tónico, o sérum, o óleo facial, o creme de olhos e o creme de noite. E o comando. E Coca-Cola." E lá vão eles, pensando que vão acontecer coisas que não, tão somente, a hidratação da cútis alheia.
- O velho truque já contado neste post aqui, de fingir que lhes pedimos a opinião, quando já temos tudo decidido: "Achas que podemos aproveitar que estamos perto da bomba e atestar o depósito?" soa muito melhor do que "Deves estar mesmo à espera que eu ponha as minhas mãozinhas nesse coiso que deita gasóleo e as deixa mais fedorentas que o rabo do teu filho?!"
- Alergias: do melhor que há para que sejam eles a limpar o pó, carregar cenas e arrumar a casa. Camaradas, funguemos, lacrimejemos, enranhosemo-nos todas: não é bonito de se ver, mas também não se pode ter tudo.
- Aproveitar a falta de memória típica do género e dizer "Da última vez fui eu. Agora vai lá tu estender as minhas cuecas. À sombra. E isso com preceito, meu menino, nada de as pendurar pelos elásticos, nem as misturar com as tuas trampas de poliéster, hein?".- Começar
- Partir logo para a chantagem dissimulada: "Faço-te ... (preencher conforme a disposição) se fores ali à casa de banho e me trouxeres o desmaquilhante, o tónico, o sérum, o óleo facial, o creme de olhos e o creme de noite. E o comando. E Coca-Cola." E lá vão eles, pensando que vão acontecer coisas que não, tão somente, a hidratação da cútis alheia.
- O velho truque já contado neste post aqui, de fingir que lhes pedimos a opinião, quando já temos tudo decidido: "Achas que podemos aproveitar que estamos perto da bomba e atestar o depósito?" soa muito melhor do que "Deves estar mesmo à espera que eu ponha as minhas mãozinhas nesse coiso que deita gasóleo e as deixa mais fedorentas que o rabo do teu filho?!"
- Alergias: do melhor que há para que sejam eles a limpar o pó, carregar cenas e arrumar a casa. Camaradas, funguemos, lacrimejemos, enranhosemo-nos todas: não é bonito de se ver, mas também não se pode ter tudo.
- Graxa pura e dura: a subtileza deste truque está em adaptar a graxa ao que se pretende. Exemplo: "Ai, querido, que sexy que ficas assim só de boxers. E agora reparo: eles ficam muito mais bem lavados quando és tu que os pões na máquina." Se puderem atirar algo depreciativo sobre vocês, tanto melhor. Vá, não custa nada, é por um bem maior: "Valha-me Deus que as panquecas ficam tão, mas tão mais saborosas quando és tu a fazê-las! Eu sou uma naba na cozinha, só sai cagada." Mas atenção, subtileza é a palavra-chave! ("Uau, que gostoso que ficas com barba de três dias. Por falar nisso, podes engraxar-me as botas?" não pega. Não que eu tenha tentado).
Assim de repente é o que me apraz partilhar, não quero maçar as minhas boas amigas. Feel free para partilhar técnicas infalíveis que usem. Menos aquela velhinha que toda a gente sabe, sim? É como diz um amigo meu, não são só eles que perdem, nessa situação também ficamos a chuchar no dedo. Haja imaginação, combinado?
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
As minhas não-resoluções de Ano Novo ou De como sou sempre do contra
Ainda vou a tempo? Claro que sim, que o barraco é meu e o meu mau feitio tem de ser devidamente acarinhado. E porque é ele que dita que eu faça uma lista contendo aquilo que, de certezinha, nem que a vaca tussa, eu não farei. Cá vai alho, sem mais delongas, que vai começar mais um episódio de "Como defender um assassino" e Senhor meu Marido já aí vem com o meu chá de laranja e gengibre.
Ora bem, sem qualquer ordem de importância:
Ora bem, sem qualquer ordem de importância:
- Correr. Não correrei, sob qualquer pretexto, a não ser que tal implique apanhar o barco ou, na loucura, o metro (há de vir outro 5 minutos depois, não vale o esforço). De resto, tudo o que acabe em "ona", "estre", "éjo" e afins, com o objetivo de receber uma medalha mixuruca que nem no prego dá para pôr, é que nem morta (até porque teria de me internar com pensão completa num qualquer centro de fisioterapia durante dois anos após semelhante façanha);
- Ir ao ginásio mais do que 2 vezes por semana: eu bem tento, eu bem me comprometo mentalmente, mas não consigo. Adoraria, mas a vida não o permite. Poderei conseguir fazê-lo ocasional e excecionalmente, mas para tal é necessário que as estrelas (e os meus pais, para me ficarem com as crianças) se alinhem em Saturno, coisa que - toda a gente sabe - só acontece em anos bissextos chineses;
- Comer e beber menos porcarias ao almoço: é escusado, já tentei, give me a break que já faço muito sacrifício ao jantar;
- Ir sem praguejar e maldizer a vida aos jogos/treinos de futebol do Máivelho;
- Parar de provocar o cão do vizinho, ladrando-lhe ou imitando qualquer outro tipo de som (incluindo soprar-lhe apitos que potencialmente lhe farão explodir as orelhas);
- Comer sushi menos de 2 vezes por semana (convém definir bem as prioridades desta vida, não é verdade?);
- Irritar-me com os totós que continuam, ano após ano, no Facebook, a ter perfis apenas para bisbilhotar fotos alheias, sem sequer se dar ao trabalho, às vezes, de pôr uma foto de perfil;
- Na mesma temática, aceitar pedidos de amizade no Facebook de criaturas amigas de primos de colegas de carteira no liceu com as quais não terei trocado mais do que 3 palavras;
- Cortar o cabelo mais do que 5 milímetros. Quero cá saber que já tenho quase 40 anos e o cabelo comprido a la miúda borbulhosa, gosto e pronto!;
- Cortar o cabelo mais do que 5 milímetros. Quero cá saber que já tenho quase 40 anos e o cabelo comprido a la miúda borbulhosa, gosto e pronto!;
- Morbidamente ler aquele blogue cuja dona debita cada traque que dá, cada pensamento imbecil, cada desabafo desinteressante;
- Parar de gozar com as mães extremosas que aparentemente não têm vida própria para além das paredes da escola dos filhos e cujo maior orgulho é empenhar-se em fazer merdas com materiais reciclados e bolos para as rifas;
- Deixar de (tentar) responder a todos quanto simpaticamente comentam no blogue, acho que é o mínimo que se exige, em jeito de retribuição.
domingo, 4 de janeiro de 2015
E o que tens por aí no telemóvel, Boneca? #11
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| Sangria de champanhe, porque eu às vezes também mereço. |
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| Montra do Santini na Primavera. |
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| Adoro esta foto, tirada pela cunhada. É do Máivelho, no dia em que anunciei que estava grávida do Máinovo ao mano e cunhada <3 |
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| Isto também mereço. |
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| Physalis de Mãezinha, pessoas, pessoas, physalis de Mãezinha. |
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| Sim, eu já estive assim *benze-se* |
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| Outra bela foto do Máivelho pela cunhada. |
sábado, 3 de janeiro de 2015
Pensamento de fim de semana #70
Sabes que estás a um passo do divórcio quando o cão com que te casaste tem a lata de comer o teu chocolate e ainda dizer "O que eu comer não vai para as tuas ancas".
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Pai também sofre
Gui, 3 anos, depois de levar uma palmada no rabo do pai: "O pai é um traque mal-cheiroso!"
Nojentinho, o menino
Máivelho põe-me a mão nas costas.
- Que osso é este, mãe?
- Isso é o meu soutien...
- CANOJOOOOOO!
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