sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Mãe sofre #54

Jogando (tentando jogar) iPad com o Máivelho:
- Vamos por aqui agora, entra no meu carro. Olha um aldeão. Vamos atropelá-lo. (Pimbas, uma marretada no boneco, que fica estendido). Já chegámos. Agora vou explodir o carro. Bora comer bué? (e o boneco chafurda com a cara numa mesa cheia de doces) Não queres marshmallows, mãe?
- Eeeerrr... não. Mas qual é o objetivo do jogo mesmo?
- Não sei, mas é bué fixe, olha, vou dar um pontapé aqui a este animal.
- PORQUÊ?
- Não te preocupes, só dou pontapés aos animais no iPad.
- E atropelar pessoas? E explodir coisas?
- Mãe! Não te preocupes, não sou maluco.

E, bem baixinho:
- Como tu...

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

(Alguns) dramas femininos (poucos) (é que há muitos) (assim de repente foi destes que me lembrei) (mas é que há mesmo bué, chiça)

Serve o presente para fornecer aos poucos homens que não sentem nenhum tipo de comiseração pela espécie feminina uma espécie de cheat sheet, ou cábula, como preferirem, que lhes demonstre a complexidade destas criaturas que tanto têm de maravilhosas como de, vá, estronças. Elencarei carinhosamente as peculiaridades que, a meu ver, nos tornam únicas e singulares e, ocasionalmente, umas chatas. Mas sempre do mais fofo. Rogo-vos que imprimam esta lista e andem sempre com ela, como faziam com os preservativos quando eram mais miúdos, sim aqueles que passaram de prazo sem vocês nunca os terem usado.
Ora atentai:
- pelos encravados: só quem nunca os teve a habitar numa virilha desconhece o drama que isto é. A mulher que nunca passou noites sem dormir por causa de um sacaninha destes que não se sabe se se esprema se se arranque, que atire a primeira pinça! E bem sei que nos dias que correm isto não é exclusivo feminino, mas aqui invoco usucapião capilar: nós sofremos disto há mais tempo e acabou a conversa.
- TPM: não sei o que é, mas diz quem sabe que é lixado. A malta fica assim a modos que com ganas de devorar gomas, batatas fritas, encher a sogra de porrada, morder prateleiras e pontapear os tintins dos companheiros, quando estes não se solidarizam com este estado que surge imediatamente antes do período, às vezes estendendo-se um pouco depois. E também durante. E quando precisa de ser invocado, por exemplo, em alturas de necessidade de alarvanço de doces.
- o batom que se cola ao cabelo, sobretudo quando está vento: oh meus amigos, não consigo enfatizar esta problemática o suficiente! Uma pessoa a querer desfilar da rua e todo o glamour se perde com cabelos nhenhosos colados na boca e depois a gosma cola-se aos olhos e às bochechas e ao queixo e às tantas temos a cara toda gordurosa... e já perceberam, não? 
- pontas espigadas: NÃAAAAOOOOO!!! O drama, o horror!!!! É quase tão má a demanda pormenorizada por pontas espigadas quando o ato de catar piolhos, mas nós temos de o fazer. É mais forte do que nós.
- sapatos que aparentemente nos servem, mas que chinelam o dia todo, massacrando-nos os calcanhares e fazendo-nos encarnar na Dona Clotilde da praça, o que nos obriga a conter a vontade de desatar a gritar a quanto está o salmonete.
- borbulhas: homens de todómundo, atentai. Uma borbulha estrategicamente localizada nesta nossa cútis imaculada é caso para estragar toda uma vida, fará uma relação. Ignorem-na, mas assumam-na se falarmos nela. Sejam solidários, mas não em excesso, não de forma a que achemos que ela está muito visível. Se dissermos que sim, digam que não. Se dissermos que "não, pois não?", digam que sim, mas sem grande convicção. E logo a seguir digam que não. Que não se nota quase nada. Se o nosso lábio inferior começar a tremer, digam que quase-quase não se dá por ela. Porém, se um dos olhos começar a piscar, digam que sim, mas que somos lindas na mesma. Mas, se começar o olho a piscar e o lábio a tremer ao mesmo temo, FUJAM.

Espero que vos tenha sido útil. 
De nada.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Gente com valentes pancadonas #12

Decidi introduzir uma inovação nesta rubrica que já é um clássico e que, para quem esteve este tempo todo debaixo de uma pedra e diz "uga-buga", consiste basicamente nas buscas chanfradas que pessoas que só podem ter valentes pancadonas fazem nos Googles e afins desta vida e vêm ter a esta casinha fofinha que só fala de flores cor de rosa, borboletas e as ocasionais pilas. Ou de como, com uma frase, já estou a arranjar mais lenha para me queimar, e mais malucos à procura de "pilas" cá virão ter. E escrevi outra vez a palavra pilas. E outra. Bumba, mais 374 malucos.

Agora perdi-me. Ah, já sei, a inovação: acrescentarei o link do post ao qual acho que o chalupa foi parar, num belíssimo exercício de adivinhação da minha parte. Incha, Maya.

Sem mais delongas, cá vai alho:

- sou uma má mãe: é triste imaginar o que leva uma pessoa a escrever isto num motor de busca. Mais triste ainda é imaginar que esta pessoa veio aqui ter e leu as parvoíces que escrevo sobre os miúdos. Poderá ter ido parar a este post ou a este (e a tantos mais na mesma onda...). Admito que haja posts que induzam nesse sentido, mas É TUDO GALHOFA, SIM, COMISSÃO DE PROTEÇÃO DE MENORES MÁI FOFINHA DE SUA BONECA! 
sapatos sevilhana crianca: mas queres saber onde se vendem, tens uns para venda, ou o quê? É que, tendo ido parar à minha crónica da NiT sobre o assunto, deves ter percebido que não percebo puto do assunto.
- faturas 2015: ui, então este. Ora bem, vou à procura de material sério para começar a tratar do IRS. Tralala, Google, nanana, ah, está aqui um blogue com um nome parecido com "contabilidade organizada". Vou ler. É que não faço puto de ideia onde esta criatura terá ido parar aqui na chafarica.
- quem adoça a boca do meu filho: são literalmente dezenas e dezenas de buscas semelhantes a esta todo o santo mês! Não compreendo porquê e francamente até tenho um pouco de medo de imaginar. Só sei que vão, de certezinha, parar aqui.
- porque elas querem ver as 50 sombras de grey: elas não sei, esta aqui foi porque está casada há 11 anos e queria mostrar ao marido que há homens que vão buscar a sua gaja de helicóptero. Esta é fácil: este post e este.
- bonecas antigas que tem periquita grande: ALTO LÁ, haja respeito, criatura badalhoca e sem pudor. Xô daqui. Resta-me a consolação do desgosto que tiveste ao ler este postezinho fofinho (que meteu poesia e tudo!e não achar a info (NOJENTA) que procuravas. Chega-te aqui, traz cá o ouvido. Isso. SEU PORCOOOOO!!! 
- insultos fofinhos: sim, há efetivamente uma pessoa que vem aqui todas as semanas à procura de insultos fofinhos. Ou então, ainda pior, há várias pessoas que buscam este tipo de insultos... já tentei ajudar no último GCVP #11, mas posso dar mais ideias, assim de repente lembro-me de "leitãozinho mái badocha de sua gaja", ou "filho de uma égua pestilenta porém jeitosão de sua cutxi-cutxi".
- bolo do Ruca: Meu Deus, o desgraçado que veio inocentemente parar aqui e lhe aparece o post em que eu relato a violação em grupo do careca cabeçudo, não quero nem imaginar... Ou melhor, quero, para me rir mais um bocado! Foi este aqui.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

As mulheres também o fazem de pé

Em conversa com um amigo cheguei à conclusão que há um mito que precisa de ser desconstruído (a-do-ro este verbo): aquele segundo o qual nós mulheres nos sentamos nas casas de banho públicas. É QUE NÃO!! BLHÉQUE, PÁ. Nós, gajas espertalhonas, fazemos um dois-em-um: xixizinho e agachamentos. Inchem, PTs deste Portugal e de todómundo! Ah, querem que vos paguemos balúrdios por sessão para ficarmos com os béfes mái rijinhos?! Não precisamos! Basta bebermos umas litradas de água e irmos regularmente a uma casa de banho pública agachar.

E quem diz pública, diz do trabalho. Porque ninguém se quer encostar à porcelana onde a secretária sebosa da contabilidade põe o nalguedo. Nem aproximar-se a menos de 20 cm dos respingos da pitosga dos recursos humanos, que tem ar de quem acerta em todo o lado menos onde deve. 

Não, não nos sentamos. Sim, temos as coxas e o rabo definidos à conta dos agachamentos em sede sanitária e, sim, é preciso um equilíbrio do camandro para o fazer sem arrear uma traulitada com a cabeça na porta e com os cotovelos nas paredes. Porque há cubículos que foram feitos para quem apenas come folhas de alface e não para pessoas de porte normal. 

Posto isto, penso que não se deverão sentir assim tão orgulhosos da raça, porque de pé também nós o fazemos, meus caros, e em cima de saltos altos. Pimbas.

Coisas que só se veem aqui por estas bandas #7

Sabem a tal papelaria que vende grão? Também vende Minis.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Marketing totó

Os totós do marketing devem achar que somos todos uns totós. Vai daí, arranjam estratagemas totós para estes totós irem a correr feitos totós comprar as cenas que os totós querem que os totós, armados em totós, comprem. Na NiT, aqui. E juro que lá só escrevi uma vez a palavra totó. Devem pensar que sou totó, eu. Totós.

Eu mato o puto!

Final de uma semana de trabalho. Muito cansaço acumulado. Mãe chega a casa com os filhos, estaciona o carro na garagem. O mais novo, o tal da bexiga hiperativa e descontrolada, quer fazer xixi. Obviamente não aguentará até casa, terá de ser já ali à porta da garagem, para a relva. Tem um medo terrível de respingar os sapatos e, por isso, projeta as costas para trás e a anca para a frente. Com isso projeta também a Mãe, desprevenida e em cima de uns saltos altos de impor algum respeito. Mãe e filho estatelam-se no chão, não sem antes, para evitar que toda a sua plenitude de quilos esmague o minorca e também para salvaguardar os seus joelhos frágeis, Mãe ir de pulsos ao chão. Filho abre a goela e chora desalmadamente. Mãe gostaria de fazer o mesmo, uma vez que lhe parece que fraturou os pulsos, semelhante a dor que sente. Filho mais novo continua a chorar que nem um louco, vislumbra-se um gigantesco galo na testa. Filho mais velho, ante o espetáculo, comenta impávido:
"A esta hora o mano já está todo mijado. O que vais fazer para o jantar?"

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Pensamento de fim de semana #76

Talvez os teus vizinhos não achem grande piada ao facto de, para lavares os dentes aos miúdos, lhes teres ensinado a gritar as vogais para abrirem a boca de determinada maneira. Sobretudo se a sinfonia for a um sábado de manhã.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Como irritar uma criança de 9 anos parte II

- Mãe, tu não devias mentir-me!
- Eu? Mas quando é que eu te menti?!
- Mentiste sim, e por causa de ti fiz uma figura triste em frente à Professora!
- Explica lá o que aconteceu que não estou a perceber nada!
- Lembras-te quando eu te perguntei qual era o nome do pássaro que estava ao pé da nossa garagem?
- Sim....... (não me lembrava de nada, mas obviamente devo ter dito uma parvoíce, como é meu apanágio)
- Não existem "rolas ibéricas de bico cinzento"!!! 
- Eeeerrrr...
- Tu disseste aquilo só para me gozar não foi?!!
- Mas diz lá que não é um nome muito fixe para pássaro...?
- Oh mãe, eu até fui procurar ao Google e à Wikipédia para mostrar à Professora!!!!! 

Como irritar uma criança de 9 anos em 3 atos

- Mãe, a festa de Paintball foi o máximo, queres saber o que fizemos?
- Vestiram-se todos de miúdas e cantaram músicas da Violetta.
- Não, mãe!!! Deixa lá contar-te.
- Está bem, conta lá.
- Então, primeiro fomos divididos em equipas.
- Os totós, os idiotas e os burrinhos?
- Nãaaaaao, oh pá, ouve lá!!!!
- Estou a ouvir, conta lá.
- Depois vestimo-nos.
- De bailarinas?
- Olha, desisto, não se consegue falar contigo. Pareces uma criança. És pior do que eu.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Dos regos do ass

A propósito do post de ontem, em que mencionei o senhor que deu início às hostilidades pornográficas nas 50 Sombras de Grey no cinema, dei por mim a pensar em rabos. Mais propriamente em regos. E de como há homens que conseguem andar permanentemente com eles de fora, mostrando-os ao mundo, como se fosse normal exibir uma cratera que - salvo raras e honrosas exceções - é peluda, ergo, pouco atraente (a não ser para animais irracionais). É que os há que nem puxam as calças para cima para compôr o ramalhete, por Tutatis!  

Dou de barato e perdoo um deslize, uma calça que desceu sem querer e que imediatamente é chamada à razão. Também perdoo os profissionais que têm no vislumbramento de próprio rego imagem de marca, como os camionistas. Ou os que apenas prestando provas de aptidão a nível de arejamento de refego supra-anal conseguiram emprego, como os calceteiros. Esses, sei de fonte segura, têm de incluir no CV "excelentes capacidades de apresentação de cu ao nível da sua secção rachada". E eu que o diga, que na Baixa passo a vida a conter o vómito. Porque, invariavelmente, não são regos bonitos. Nem sequer decentezinhos. Digo mais: até hoje, NUNCA vi (na rua, atenção!) um único que me fizesse afirmar "sim senhor, não mexe que está bom". Nunquinha. Não sei se é porque nos são mostrados involuntariamente, ferindo-nos ojólhos, ou se porque as calças só descem 20 centímetros a quem tenha os béfes flácidos, não sei mesmo.

E mais uma perguntinha, que se é para analisarmos o caso, que seja com propriedade: e eles não sentem a ventilação? É que nós mulheres também já inúmeras vezes na vida ficámos com a fisga de fora. E notamos. E puxamos as calças para cima. Muitas vezes sob pena de fustigarmos zonas sensíveis. Tudo em prol da decência. Mas então por que é que estes gajos quando sentem a nortada a entrar-lhes rabo adentro (até porque rabo afora seria deveras difícil...) se deixam estar sossegadinhos e nos sujeitam a semelhante provação? É que, cheira-me (este verbo neste contexto se calhar era escusado...), são os mesmos que se coçam como se não houvesse amanhã. Ponham mão nisso, pá!

Recebesse eu meia dioptria por cada rego feioso que sou obrigada a visionar numa base diária e cujo proprietário não faz o mínimo esforço para me poupar ao triste espetáculo e a esta hora já não precisava de óculos. E olhem que eu sou bem pitosga.


Não podia deixar de ilustrar este post com este
belíssimo exemplar tuga. Apreciai e regozijai, irmãos!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

50 Sombras de Grey - o filme

Sim, fui. E o que retive:

- A pornografia começou logo antes do filme: o senhor da fila da frente levantou-se uma série de vezes e mostrou o rego do rabo peludo e gordo a toda a sala. Um mimo: marcou logo o ritmo de sensualidade para o resto da noite.
- Uma estreia para mim: nunca tinha ido a um filme cuja publicidade que o antecedia incluía livros eróticos e espermicida. Spooky.
- Passando ao filme propriamente dito: tão modernos tão modernos, mas com tufos de pêlos púbicos de fazer inveja a um tapete persa. Blagh, pá, rapem-me isso.
- Das poucas vezes que me ri foi por uma piada que 90% das pessoas que estavam no cinema não perceberam, aliás só se ouviram os meus risos e de Senhor meu Marido. Foi na parte em que ela, depois de ter apanhado uma valente bebedeira e acordado na cama dele, lhe pergunta se tinham estado na trungalhunguice. O moço respondeu "Não sou apologista de necrofilia". Ninguém se riu. Malditas palavras caras.
- Por outro lado, bastava o moço respirar ou tirar a camisola (o que aconteceu em 80% do filme) que se ouviam imediatamente risinhos;
- Havia crianças a ver o filme...um grande uatafâque para os paizinhos delas, é que francamente, pá!
- Em verdade vos digo: é constrangedor ver cenas de sexo atrás de velhos tesudos, que de 5 em 5 minutos pregam chochos ruidosos nas companheiras 20 anos mais novas. Yéc.
- Há pessoas que comem pipocas tão mais furiosamente quanto mais escaldante é a cena de badalhoqueira.
- Daí que eu prefira gomas.
- Do ponto de vista antropológico, devo dizer que muito boa gente precisa de alguma pimenta na sua vidinha. E mais não digo.
- Enchentes? Salas esgotadas? Fossem ao Fórum Montijo, xuxus.
- Por último, um desafio: desafio a criatura mais assexuada a não sentir comichõezinhas com a astúcia de fazer coincidir a primeira vergastada nas nalgas da mocinha com o primeiro acorde da "Crazy in Love" versão kinky da Beyoncé.

Bipolaridades lojísticas

Ou um recado para as pessoas que no inverno andam de calções e t-shirt. Ou para os lojistas que acham que está em boa altura de nos tentarem vender vestidinhos. Anda tudo com o termostato desregulado, é? HEIN? Crónica aqui.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Mãe sofre #52

- Mas por que é que eu tenho de fazer TPC?! Isto é uma seca!!!
- Para teres boas notas, arranjares um bom emprego e comprares coisas boas.
- Prefiro casar com uma mulher que compre isso tudo e assim não tenho de fazer TPC.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Carta aberta aos senhores da Panini

Ter filhos e ter cromos à borla é fácil, não? Ou um descontaço que imagino vocês têm?! Pois, meus meninos. Agora experimentem comprar as 279 cadernetas que saem todos os anos, invariavelmente de monstros nojentos e a largar gosma, com nomes imbecis como "Chupacabra", "Chachacha" ou "Crocorilla". Ou de ter de ver em loop todos os cromos repetidos da caderneta. Todos os dias. 

E quando essa caderneta acaba, volta o sossego?! Não!!!! Vocês lançam uma praticamente igual, mas com os cromos mais ou menos diferentes. Só para nos esmifrarem mais um poucochinho. E para termos de aprender mais nomes como "Archaeropterix", "Dark Metalmutt" ou "Calc-owl-ator". E para encontrarmos cromos em todos os cantos e orifícios da casa.

Da próxima vez que passarem por Alcochete, tenho lá uns belos ananases em cima dos quais eu gostaria sobremaneira que vocês fizessem o obséquio de se sentarem, todos nus, sim? Cá beijinho.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Dia de S. Valentim em Alcochete

O Dia de S. Valentim é uma efeméride festejada com pompa e circunstância na bela vila de Alcochete, em particular nas freguesias de S. Francisco e do Samouco. Estes lugarejos pitorescos são engalanados com balões vermelhos e brancos, com dizeres do tipo "Tó, estou à tua espera no estacionamento dos barcos", "A Associação Desportiva Samouquense apoia o amor intraregional" ou "Em Alcochete faz-se um belo mi#%&€", as janelas enfeitam-se de ursos de pelúcia fofinhos alusivos à época e os habitantes com idades compreendidas entre os 15 e os 67 anos andam aos linguadaços na rua. Cortejos alegóricos de cupidos, enfermeiras sexy e vampiros tesudos percorrem as ruelas, alimentando-se do peixe que os autóctones vão grelhando e lhes oferecendo em tempo real e também das famosas fogaças. Ao cair da noite, há largada de touros cobertos de bandarilhas em forma de coração e todos os casais fazem o amor na praça de touros ao luar. 

Quem não tem par, nesta altura é certo que arranje, porque esta zona da margem sul, aka o paraíso na terra, alberga em seus sapais uma espécie de mosquito carregado de feromonas que pica as moças e moços casadoiros, tornando-os mais propensos à trungalhunguice e à partilha de sandes de coirato, não necessariamente por esta ordem. 

Eu pessoalmente vibro que nem doida com as festividades valentinianas em Alcochete, em grande parte devido ao facto de o Freeport se encher de luz e cor e fazer promoções nas cuecas alusivas à época, a quantidade de tecido inversamente proporcional ao desconto, é a loucura.
 
Neste dia, nós os aborígenes alcochetanos sentimo-nos abençoados por viver em semelhante povoação. E rejubilamos e cantamos numa só voz, todos nus. E bebemos. Eu comecei um dia antes. Não sei se se nota.

Mãe sofre #52 - Especial Carnaval

Mãe com creme verde na cara toda. 
Máinovo:
- Mãe, estás mascarada de quê?!

Mãe sofre #51

Mãe acaba de acordar e está ligeiramente despenteada. Samba e canta músicas de Carnaval, a ver se crianças acordam mais bem dispostas.

(criança de 9 anos)
- Mãe, cala-teeeee, pareces maluca!! Já não te posso ouvir!

(criança de 3 anos)
- Mãe, pareces uma bruxa.
- Oh, fico triste, as bruxas são más.
- Mas tu pareces uma bruxa boa.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Empregada modernaça

Já aqui falei sobre a senhora que me limpa a casa, que além de envergar uma cremalheira já objeto de post próprio, tem tanto de trabalhadora como de, digamos, burrinha. Mas não se pode ter tudo e não é essa temática que hoje aqui me traz. É, sim, o facto de, pese embora intelectualmente desafiada, a senhora manda-lhe um toque de telemóvel que prova quão consistente e perspicaz a sua mente consegue ser.

E que toque é esse? O Zumba na Caneca em honra da lavagem de loiça? Ou o Água Fria da Ribeira? Não, a senhora é uma modernaça e joga-lhe Rihanna. Bumbas, vai buscar. E qual a música dessa grande maluca que é mais apropriada às lides domésticas, hein? O "Shine bright like a diamond", pois com certeza, que é como ela deixa a minha casa, num brinquinho! Incha Rihanna, que tens a mania que és vedeta e tal, mas no fundo não passas do ídolo das mulheres a dias no eixo Alcochete/Samouco/Montijo/Sarilhos Grandes/Zona Industrial do Barreiro!! 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Sessões de PT - Personal Torture

Alguns de vocês têm acompanhado as minhas provações semanais no ginásio com Senhor meu Marido/PT, bicho que se transfigura e que - sendo já pouco obediente e fofinho em sede conjugal - se torna num verdadeiro tirano sanguinário sem escrúpulos nem misericórdia no trabalho.

E por que te sujeitas a semelhante tortura, Boneca Maria de Deus, perguntam vocês? Olhem, pessoas, porque esta que vos fala tem uma cena chamada "hipermobilidade articular", que originou um "síndrome rotuliano doloroso". Trocado por miúdos: doi-me os joelhos, porra. E, se não quiser internar-me num fisioterapeuta, aproveito a prata da casa e reforço os músculos de apoio à zona que me dói e, de caminho, treino outros músculos e mantenho a forma. 

Ora sucede que Senhor meu PT, ao adiante designado por besta insensível, tomou-lhe o gosto de me dar ordens e acha que manda. E pensa que gritando, achincalhando e ameaçando é a forma de me dar treinos. Apenas e tão-somente porque eu posso ser um pouco, digamos, insubordinada. Mas um doce de pessoa, não obstante. É que há cenas que doem e me aborrecem e tal. E uma pessoa fica sem fôlego e a besta insensível "VAAAAI, BOOOOORA, ÉS UM RATO??!!!" ou o "MAS EU DISSE QUE PODIAS PARAR PARA DESCANSAR??!" Ou outras pérolas. Entretanto, já arranjei um método que resulta na perfeição:
- Quantas repetições tenho de fazer?
- 10!
- Pode ser 5 + (uma valente badalhoquice)?
- Vendido!

E assim se vai levando a vida de ginásio. Podia ser pior, cá para mim. 

Abdominais do demo. Houve até quem tenha perguntado 
"Porque a pões a fazer esses, que são tão tramados"?!
Dá porrada, mas pelo menos alonga.
Parece que estou a descansar? POIS NÃO ESTOU!!
Levando com o rolo :) aka a parte que mais me agrada!  
16 kg dói no lombo.

Coisas que só se veem aqui por estas bandas #6

Uma papelaria numa sala de espera de um transporte público que vende, para além do óbvio, latas de grão cozido.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

O Carnaval de S. Valentim

S. Valentim decide mascarar-se. Andar sempre de vermelho com uma corrente com um coração gigante trespassado ao pescoço (é assim que o imagino, tenham paciência) já o agasta, pelo que aproveita a coincidência das datas para se permitir o devaneio. Agora o que escolher? Nas lojas que possuem fantasias para adulto, a escolha é parca: ou vai de enfermeira sexy ou de vampira sexy, ou de bruxa. Sexy. Para homens a escolha afigura-se-lhe ainda mais deprimente, pelo que decide pedir ajuda à Boneca, que calcorreou Ceca e Meca para ajudar o Tim (para os amigos) nesta demanda. Não foi fácil, mas acabámos, de comum acordo, por escolher um fato de jogador do Benfica, para manter a consistência cromática, e porque o Glorioso é, no fundo, sinónimo de amor e paixão. Ficou muito contente, o moço, e eu prestei serviço público, não sem antes interceder junto dele para que dê uma mãozinha a todas as minhas amigas trintonas encalhadas. Porque temos de ser umas para as outras.

Hoje na NiT

Uma reflexão sobre o Carnaval, época do ano que - já admiti por diversas vezes - odeio com todas as minhas forças. Mas os miúdos gostam e eu amocho. É assim a parentalidade. Ora ide aqui e lede. Leide. Lady. Coiso.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Pus-me aqui a pensar sobre o fenómeno 50 Sombras de Grey

E cheguei a umas quantas conclusões, nomeadamente, que o que quer que ponha donas de casa com ar insuspeito a ler freneticamente um livro que contenha frases do tipo "introduziu-lhe os dedos na dita" sem qualquer pudor em pleno metro, para mim já vale a pena. Era vê-las ruborizadas, mas sem dar parte de fraca. Era tentar adivinhar em que parte elas iam pelas 50 sombras de carmim em respetivo bochechame. Era vê-las sair no Jardim Zoológico em vez do Marquês, só para consumir (aprender como se faz à séria?) mais uma cena de trungalhunguice. Se lhes trouxe um pouco de picante a uma vida sem-saborona, YOU GO GIRLS!

Por mim, foi bastante interessante constatar que amigas minhas que nem um classicozinho leram se atiraram à trilogia como gato a bofe. Mais interessante ainda foi verificar que o livro - não esqueçamos assumida e explicitamente sexual - atraiu mulheres que conheço que se pavoneiam envergando sacos de pão, porque usar fio dental é coisa do demo. Um belíssimo case study portanto.

Então e oh porcalhona, estás para aí a criticar, mas também leste, não? Sim, obviamente. Então ia passar-me ao lado um fenómeno destes?! Mas eu já li muita coisa esquisita, a saber, Paula Bobone e Margarida Rebelo Pinto. Li, sim senhores, o Grey e as suas cenas de S&M, tirei umas notas bem interessantes para uso futuro em sede domiciliária e gozei a bom gozar as senhoras de ar bem posto a imaginá-las a chegar à famosa cena do tampão. 

A diferença? É que eu li em Kindle.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Pensamento de fim de semana #75

Em verdade vos digo: é quase tão difícil revogar um castigo como aplicá-lo.

(QUÉQUEFOI?! Não pode ser sempre pensamentos estúpidos, OK?!)

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Pensamento de fim de semana #74

Concluo, depois de mais uma ida à natação com o Máinovo (na ótica da espetadora) que o Criador distribuiu muito mal a pilosidade corporal: que o diga o senhor completamente careca e com valentes tufos de pelos nas costas. E agora, manda-se o gajo pôr a touca onde?!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Mas que porcaria de mãe és tu?!

Boneca Maria de Deus sai do barco depois de mais um dia de trabalho, dirige-se ao parque de estacionamento, agarra no carro e faz o seu trajeto a ouvir música, absorta nos seus pensamentos. E o que vai nesta cabeça? Se tirei sopa para os miúdos, que tenho de marcar pedicure, que ainda tenho um episódio da Good Wife para ver, que não me posso esquecer de tirar a roupa da corda. Guardo o carro na garagem, subo a casa e entro. Vou imediatamente tratar da roupa, antes que comece a humidade da noite. A vizinha de baixo, também de volta do estendal, "Boa tarde, está tudo bem? Os meninos?"

OS MENINOS!!!!!!!

Catano, esqueci-me dos putos. Tinha de os ir buscar à escola. Não fui, e eles ficaram presos lá dentro, com a escola fechada e às escuras.

Não, pá, estou a gozar! Então, que raio de fé é essa?! Lá fui buscá-los, 10 minutos mais tarde, e nem deram por nada. Aliás, não fizeram a menor ideia que a progenitora, a mamã que lhes dá comida, miminhos, Ben-u-ron e a ocasional galheta, se borrifou completamente neles e planeava um serão de queijo da ilha, marmelada e ginjinha. Ou então, na realidade, apanhou um susto de morte quando deu conta que a casa estava num silêncio assustador, arrumada e que as duas vuvuzelas com pernas estavam longe e a precisar de banho.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Homem, és estranho!

É isto que tenho ganas de dizer ao rapaz que está no casinhoto do parque de estacionamento dos barcos e com quem já partilhei esta história. Ora o moço tem uma qualquer fixação por mim e, não raramente, vem meter conversa quando calha que eu chegue com alguns minutos de antecedência. Acontece que eu estou, como dizer isto de forma simpática, positivamente a borrifar-me para ele, era o que mais faltava, confraternização com o moço do casinhoto, hã-hã. 

No entanto, por cortesia, e porque já me desenrascou algumas vezes quando o cartão se armou em totó, se me lembro aceno-lhe quando vou a sair do parque. BIG BIG mistake, pois acho que foi aqui que a porca torceu o rabo e o gajo pensou "Olá, minha maluca, estás interessada em mim, pois até me mostras a tua mão que 80% das vezes tem luvas de pele, logo, queres badalhoquice, tipo 50 Sombras de Grey, pele, pingalins, S&M e o catano!" Então não é que o gajo amua quando eu não lhe digo adeus??! Um destes dias de manhã a cancela não abria, eu apitei-lhe para ele vir ver o que se passava, e o gajo, 

"Ah, agora já se lembra que eu existo...?!" 

OUVE LÁ OH BARDAMERDAS, foi o que me apeteceu dizer, mas apenas me saiu um "De facto só me lembro que existe quando preciso que trate de algum assunto relacionado com o parque de estacionamento, não percebo é porque tem de fazer beicinho." De imediato me arrependi do que disse, sobretudo quando visualizei as faíscas a chisparem-lhe dos olhos. Agora estou aqui preocupada com a integridade física dos meus pneus. Não desses, os do carro. 


(P.S.: Bem que podia ser mais um "Eu atraio maluquinhos"...)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Mãe sofre #50

A limpar o Máinovo com um toalhete:

- AAAAIIII, ISSO ESTÁ FRIO!!!!
- Olha, aguenta, não tivesses feito xixi nas cuecas!
- Vou dizer ao pai quando chegar para te pôr um toalhete frio no pipi!!!!!!

Família de malucos em imagens

Contexto: Mano antes de voltar para o Brasil faz sua missão instalar o Whatsapp aos nossos pais, para facilitar a comunicação intercontinental e, sobretudo, evitar 256 mensagens no Skype a dizer "liga-me", "podes falar agora?", "mas tás aí??!!", "buáaaa" e afins. Assim nasce o grupo "Prole". Tenho para mim que a coisa descambou um pouco...

(Credo, que bichezas feias foi porque me
enviaram uma foto deles com cara de parvos)
Mami adiciona Pai. Pai não se pronuncia.
Filha envia cocó, como é seu apanágio.
Pai continua sem dizer nada.
Mano manda cocó em nome da mãe.
Pai deve continuar à procura de teclas.
Mãezinha decide ser pró-ativa e mandar cocó.
Mas antes põe fogo (?!)
Paizinho nunca apareceu...

E isto ainda durou por mais uns valentes minutos, o meu pai nunca entrando na conversa (ainda à procura das teclas, certamente), até que o meu irmão decidiu ensinar a minha mãe a enviar mensagens de voz pelo Whatsapp. E o caos instalou-se com a senhora a chamar-me porcalhona e eu a dizer-lhe "sabes que podes ligar-me para falar comigo, né?". Terminou com o meu irmão a enviar-me, em voz baixinha "O que é que eu fui fazer..."

Pois é, Mano, temo que tenhas aberto a caixa de Pandora: já estou a imaginar a mãe a mandar coraçõezinhos e a dizer "OLÁAAAAA!!!" para o filho emigra no "Brasiu"! Coisa mái linda!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Boneca mais uma vez a prestar serviço público

Pois que em verdade vos digo, estou a ficar tão proficiente nesta coisa da prestação de serviço público aos meus mui estimados leitores, que estou a pensar acrescentar uma etiqueta ao blogue, de seu petit nom extraordinaire "serviço público". Olhem, é já, bumbas, já está.

Piqueno disclaimer: a lista que se segue é de exclusiva responsabilidade bonecal e, pese embora haja valentes pontapés na gramática, outras expressões há que apenas têm o condão de tirar esta que vos escreve do sério, não constituindo propriamente (embora eu gostasse muito) força de lei. No entanto, consta que as pessoas que delas abusam costumam, com o tempo e a repetição, ganhar verrugas nos refegos entre os dedos dos pés. 

Ora pois temos que as expressões/palavras que se seguem deverão ser repetidas durante 8 dias, de 8 em 8 horas, ou, em alternativa, 3 vezes por dia às refeições, em cima de uma cadeira, esfregando uma mão em movimentos circulares no alto da cabeça e outra na barriga, em sentido contrário:
- "possíveis e imagináveis": imaginários são os unicórnios pá!
- "receber": eu recebo, tu recebes, vocês vão todos receber uma lambadona na cara se voltarem a usar o verbo "rececionar", ok?
- "vício": a Boneca tem o vício das lojas, a Boneca não tem a adição das lojas, nem a subtração nem o camandro, até porque sempre foi uma nódoa a matemática.
- "vistoria": ninguém vos foi vestoriar coisíssima nenhuma, criaturas!
- "prateleira", "lâmpada", "hás de", "hão de", "salsicha" e vocês não ouvem mas com o avançar da lista estou a gritar!!! (não, não é parteleira, lâmpeda, hádes, hádem e salchicha);
- esta é especial para os funcionários de repartições públicas: "registar", ora váláver meus queridos, tudo a repetir comigo "REGISTAR". Não é resistar, ninguém resista nada, filhotes, quando muito é preciso uma grande dose de resistência para efetuar registos, mas não, NÃO vamos proceder a um resisto de N.A.D.A.
- Os "s" antes de palavras começadas por "r" são para pronunciar, sim?! Passo a explicar: não há nenhum cantor que se chame Luí Represas (sim, tia?), não há motas com trê rodas, nem os meus vizinhos são grande rabetas. Ou de como, meus caroSS ramelosos, não deveis proferir frases do género: "A regueifas das trê rameira roliças são as meno rodadas da redondezas".
- Sintam-se perfeitamente à vontade para acrescentar palavras a esta lista e assim comungar da minha ira, que se guardo tudo cá dentro ainda sou capaz de ficar com azia ou pior, gases.

Verde-código-verde

Ou OK-código-OK, como lhe quiserem chamar. Ou de como nisto dos cartões de pagamentos sou uma galdéria. Ou até de como escrevo tanta parvoíce que não tarda me despedem da NiT. Vá, ide aqui e leide. Lede. Lady. Coiso.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Notas soltas sobre o jogo de futebol do Máivelho no fim de semana

- Num dos golos, o puto que marcou, todo maluco, tirou a camisola, assim à profissional da bola. Acontece que, tendo a bela idade de 10 anos, ergo, no six pack, foi só constrangedor. Mais ainda quando quase chorou ao perceber que ia levar um cartão amarelo pela brincadeira. Melhor que tudo, só mesmo o paizinho, que gritou "Na fámál, pá, se marcares outro até podes vir prá rua, car%lh$!"

- O meu pode ser um nabo, mas foi o único que se chegou à frente para entrar em campo na altura em que começou a cair semelhante carga de água que parecia que o céu ia desabar. Os outros chóninhas começaram a pedir para serem substituídos. Quando vieram agradecer ao público e lhe toquei nas orelhas, pensei mesmo que lhe iam cair, de tão geladas que estavam.

- Há gente que leva panos especiais para limpar a água da chuva dos bancos para se poder sentar, à chuva, a ver o jogo. Chamem-me maluca, mas prefiro ficar assim debaixo de um, sei lá, guarda-chuva.

- Só vi a segunda parte, mas ainda assim, houve 5 cantos. NENHUM puto conseguiu marcar um canto como deve ser: a bola foi sempre para trás da baliza, quando conseguia lá chegar. Ainda falam das miúdas a jogar futebol. Pfffff!

(Aqui se calhar deva confessar que, no vólei, nunca consegui ter força suficiente para fazer um serviço, nem por baixo nem por alto, mas isso é apenas um pormenor insignificante. Já no básquete, era barra!)

Red lip sexy bitch

Cheguei este fim de semana à brilhante conclusão que não fui feita para andar de beiçola pintada. Euzinha, adepta de apenas batons hidratantes com brilho, resolvi pintar os lábios de vermelho no domingo numa saída em família (já contei que o meu irmão está cá? Quer dizer, esteve, foi uma semaninha que pareceu dia e meio, grande palhaço). 

A coisa até parecia gira e tal, e Senhor meu Marido gosta, embora não me presenteie com nenhuma beijoca pelos motivos óbvios:

Sexy mãedafoca
Acontece que, ao fim de um tempo, uma pessoa esquece-se que tem aquilo. E só me lembrei quando olho para o Máinovo e ele parece um índio. O rapaz parecia que estava a sangrar da cara toda, inclusivamente do cabelo. Meu rico filho, que o esbeijoco a cada 5 segundos, parecia um pele vermelha. E tirar-lhe aquilo de cima, ráisparta os batons de longa duração, ia arrancando a pele ao miúdo, o que no fundo até está bem dentro do contexto. Mim grande-chefe-agora-depois-de-velha-é-que-te-deu-para-isto, ele mini-índio-máinovo-criatura-máifofa-de-sua-mãe-que-prometeu-guardar-o-batom-vermelho-para-uma-saída-sem-filhos. Ou para quando ele tiver 9 anos, como o Máivelho, que já não permite que eu lhe arrefinfe bjufos assim sem mais nem quê.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Mãe sofre #49

- Contra que equipa jogaram vocês afinal?
- Contra o Paulo Pires.

E agora, pergunto eu, que equipa era, hein?