quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Dos regos do ass

A propósito do post de ontem, em que mencionei o senhor que deu início às hostilidades pornográficas nas 50 Sombras de Grey no cinema, dei por mim a pensar em rabos. Mais propriamente em regos. E de como há homens que conseguem andar permanentemente com eles de fora, mostrando-os ao mundo, como se fosse normal exibir uma cratera que - salvo raras e honrosas exceções - é peluda, ergo, pouco atraente (a não ser para animais irracionais). É que os há que nem puxam as calças para cima para compôr o ramalhete, por Tutatis!  

Dou de barato e perdoo um deslize, uma calça que desceu sem querer e que imediatamente é chamada à razão. Também perdoo os profissionais que têm no vislumbramento de próprio rego imagem de marca, como os camionistas. Ou os que apenas prestando provas de aptidão a nível de arejamento de refego supra-anal conseguiram emprego, como os calceteiros. Esses, sei de fonte segura, têm de incluir no CV "excelentes capacidades de apresentação de cu ao nível da sua secção rachada". E eu que o diga, que na Baixa passo a vida a conter o vómito. Porque, invariavelmente, não são regos bonitos. Nem sequer decentezinhos. Digo mais: até hoje, NUNCA vi (na rua, atenção!) um único que me fizesse afirmar "sim senhor, não mexe que está bom". Nunquinha. Não sei se é porque nos são mostrados involuntariamente, ferindo-nos ojólhos, ou se porque as calças só descem 20 centímetros a quem tenha os béfes flácidos, não sei mesmo.

E mais uma perguntinha, que se é para analisarmos o caso, que seja com propriedade: e eles não sentem a ventilação? É que nós mulheres também já inúmeras vezes na vida ficámos com a fisga de fora. E notamos. E puxamos as calças para cima. Muitas vezes sob pena de fustigarmos zonas sensíveis. Tudo em prol da decência. Mas então por que é que estes gajos quando sentem a nortada a entrar-lhes rabo adentro (até porque rabo afora seria deveras difícil...) se deixam estar sossegadinhos e nos sujeitam a semelhante provação? É que, cheira-me (este verbo neste contexto se calhar era escusado...), são os mesmos que se coçam como se não houvesse amanhã. Ponham mão nisso, pá!

Recebesse eu meia dioptria por cada rego feioso que sou obrigada a visionar numa base diária e cujo proprietário não faz o mínimo esforço para me poupar ao triste espetáculo e a esta hora já não precisava de óculos. E olhem que eu sou bem pitosga.


Não podia deixar de ilustrar este post com este
belíssimo exemplar tuga. Apreciai e regozijai, irmãos!

12 comentários:

  1. mal por mal preferia ver uma foto de uma fisga de fora...fogo!!!

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    1. Esses são mais difíceis de captar com o telemóvel. Fica sabendo que esta foto não foi um download. E mais não digo...

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  2. Pergunta tola: Estes senhores também se esquecem das cuecas, ou fica tudo enrolado sabe-se lá onde?

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  3. São 15h16, nem passaram duas horas desde que almocei, estava já a pensar em enfardar o 1.º lanche, depois disto, obrigada Boneca Maria, obrigada por contribuíres para que não me torne ainda mais lontra. Perdi a fome... Blheeeec.

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  4. Blhac, quase que não conseguia acabar de ler!

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    1. Mas depois acabámos em grande, com a foto, confessa lá!

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    2. Boneca Maria de Deus, quase não conseguia acabar de ler porque logo a meio do texto comecei a vislumbrar a foto! Blhac, blhac, blhac!

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    3. Francamente, é que nem uma palavra de agradecimento por uma maravilhosa foto.

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  5. E porque é que estas pessoas que gostam de dar ar ao rufego parecem que têm rufego até meio das costas???? Não percebo!!
    E vamos também falar sobre o chinelinho de levar à piscina municipal ou não por isso...?
    Um grande blhac!

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    1. O pormenor do chinelo é quão bom como o rego, mulher observadora!

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