terça-feira, 31 de março de 2015

Etiqueta no Facebook

Não sei muito bem como lidar com a tristeza partilhada nas redes sociais, sobretudo em sede de likes. O que quero dizer com isto é que nunca sei se - para mostrar comiseração e "estou a acompanhar-te à distância neste momento", ou "cá abracinho apertado" - deverei botar um like quando vejo uma notícia triste partilhada. Pessoalmente não sei se seria capaz de partilhar a morte de alguém próximo, ou um estado de alma mais depressivo, talvez, nunca se sabe. Compreendo que seja uma forma rápida e bastante eficaz de se chegar a mais gente, e que poupe bastante tempo e trabalho. Agora, a dúvida com que me deparo sempre é: faço like? Para mim, like significa "gosto" (duh), "olha que fixe", "caguei-me a rir com isto, pá", ou até "és mesmo imbecil, mas liko-te assim mesmo, estrupício máilindo de sua Boneca". Não significa, de todo, "muita força neste momento", ou "os meus pêsames". 

Surge uma publicação que nos informa que a pessoa está de cama, doente. Eu gosto disso? A julgar pelos likes que contabilizo, parece que há quem goste. Pior, quando a pessoa anuncia a morte de um familiar, ou muda a foto de perfil para um laço preto. Boto like?! Não, não, não consigo! Mas depois reparo que toda a gente botou. E agora? Parecerei um criatura insensível feita de casca de árvore?! 

A sério que estou aporrinhada com isto, juro que não sei mesmo qual a etiqueta facebookiana a seguir. Assim sendo, opto sempre pelo bom senso e não "gosto" de publicação triste nenhuma. "Fulana está a sentir-se deprimida" (seguido de um bonequinho a chorar): 49 likes de amigos. WTF? "A missa de sétimo dia do meu tio realiza-se hoje pelas 11 horas na Capela x": bumbas, 70 likes. Epá. Não. Não mesmo. Recuso-me.

Perdoem-me os mais sensíveis, mas não consigo distribuir gostos em posts sobre desgraças com a mesma leviandade com que os distribuo (com todo o amor) nas fotos dos filhos dos meus amigos, em vídeos de pessoas a esbardalharem-se em passadeiras de ginásios ou gatos fofinhos, ou frases idiotas do Nuno Markl, por exemplo. 

Posto isto, e em caso de dúvida, o melhor mesmo é agarrar no telefone e ligar à pessoa, digo eu. Era o que se fazia dantes, não?

segunda-feira, 30 de março de 2015

Quem quer porrada?

Serei quase de certezinha das poucas bloggers que se pode vangloriar de já ter oferecido pancada a sensivelmente 30% dos seus leitores. Estou certa de que esta percentagem irá aumentar tendencialmente, sobretudo porque noto que o grau de masoquismo está a subir upa-upa, com leitores tresloucados a sugerirem temas insanos e eu, a chalupa-mor, a ir na conversa. Depois metem-se comigo na caixa de comentários, com provocações e tal e eu, que tenho o poder de argumentação de um protozoário, parto logo para a ignorância. Começo suavemente com "Quer levar uma galheta?", mas rapidamente descambo para um "Queres porrada?"

E o que fazem leitores fofinhos, nitidamente com défice de terapia? Agradecem e tal, ai agora não me dá jeito, ou dizem "não, não, não te enerves". E NINGUÉM, mas ninguém mesmo quer andar à porrada comigo. 

Assim não há condições para manter um blogue operacional. Ou bem que alguém se chega à frente para levar umas arrochadas, pela pátria, o que quer que sirva de argumento, não me interessa, ou bem que organizam uma vaquinha para me oferecerem um saco de pancada. Criaram o monstro, agora aturem-no, bijus.


domingo, 29 de março de 2015

Olha, olha quem faz anos hoje

Este gostosão de sua esposa, coisa máilinda de sua Boneca,
parabéns Senhor meu Marido!
Agora pare de fazer macacadas e use esses músculos mas é
para apanhar a roupa da corda.

sábado, 28 de março de 2015

Mãe sofre #60

O Máinovo continua na senda de pedir prendas para os anos (é o primeiro aniversário dele que efetivamente está a compreender). 

- Avó, tens de me comprar uma prenda para os anos.
- Então, e o que queres que a Avó te compre?
- Uma sanita gigante!!

sexta-feira, 27 de março de 2015

Mãe sofre #59

- Mamã, quando eu fizer 4 anos compras-me moscas?
- Mas queres moscas para quê?
- Para ter.

Passando por umas obras

Eu e Compadre bonecal tivemos o azar de sermos forçados a atravessar mesmo pelo meio de uma passagem estreita onde estavam trolhas de um lado e trolhas do outro. Ato contínuo, os fofinhos desataram a proferir as alarvidades da praxe. 

Diz Compadre, com ar chocado:
- Porra, é que não podem ver um homem de fato.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Vou comprar uma âncora

Amarrá-la a um tornozelo e não se fala mais nisso. 

Nestes últimos dias, S. Pedro tem-se divertido a ligar o aspirador divino, pô-lo em velocidade de colher inversa (piadola que só quem tem Bimby perceberá) e apontá-lo cá para baixo só para a galhofa. 

Olha agora aquele todo desgrenhado, olha agora aquele gato da Póvoa de Santa Iria que ficou cravado numa árvore em S. João do Estoril. OLHA, OLHA, olha agora aquela moça de Alcochete! O que será que lhe vou fazer? Hummmm... Já sei! Primeiro, vou pôr-lhe a trunfa numa miséria. Já está, bem sacudidinha. Agora, o nariz funguento. Mas não é suficiente, estou a sentir-me particularmente sádico e ela vai empinada em cima de uns saltos que aquilo só pode fazer mal à coluna: vou dar-lhe uma lição, à grande porca vaidosona. Ligarei o meu aspirador Bimby divino, colher inversa, velocidade 9, deixa cá fazer pontaria com o cano para S. Francisco, digitar o código postal e esperar que ela saia da garagem. 

Aí vem ela! Bumbas! 
HAHAHAHAHAHA!!!
MUHAHAHAHAHA!!!

Oh pra ela: levou semelhante bufo da minha máquina potentíssima que foi de nalguedo ao chão. Ui, malcriadona! Tão fina, de salto alto, mas é vê-la descer do salto no vernáculo. Levanta-te do chão, mas é, sua malcriadona.



P.S. Não sou propriamente uma pluma, pessoas, mando com 55 kg para pouco mais de 1,60. Mas juro que pensei que voava ontem. Aliás, voei mesmo, só que foi baixinho. A sério que pensei que me cravava no Tejo, com partida diretamente da porta da minha garagem.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Para eles, somos sempre super

É fantástico observar como qualquer coisa que façamos, por mais ínfima e insignificante que a achemos, pareça sempre absolutamente extraordinária aos olhos dos nossos filhos:
- A questão das línguas estrangeiras: o absoluto espanto com que nos ouvem "falar estrangeiro". No caso do Máivelho, o inglês já não o surpreende, mas se falo alemão ele fica a olhar para mim com verdadeira devoção. Ainda que na maior parte das vezes eu apenas me divirta a atirar palavras soltas, como "A borboleta é pão, soletre por favor, sumário Banco Central Europeu";
O simples ato de desentalar um Playmobil da sanita é digno de ovação, mais não seja pela coragem que requer enfiar a mão lá dentro. É um misto de admiração com nojo, mas não se pode ter tudo;
Cozinhar pizza de raiz, fazendo base e tudo (e, meus amigos, para eu brilhar na cozinha, é porque sai algo bem supimpa!): para nós uma chatice, porque as pizzas congeladas do Pingo Doce são bem boas, para eles um verdadeiro milagre da nanotecnologia culinária, digno de um chef com estrelas Michelin;
- O facto de a foto da mãe aparecer na Internet: ainda que não faça puto de ideia porquê (e deixemo-lo continuar na ignorância), o Máivelho vibra como se de um famoso se tratasse. Diz a todos os amigos, embora nenhum deles lhe ligue bóia;
- O tamanho da genitália: aqui tenho de lembrar que estamos a falar de rapazes e do pai, sim? É impressionante o assombro com que observam e a enorme vontade que manifestam em ter igual. Embora o Máinovo mantenha que a dele é a "mais grande" e "mais bonita" de todas...;
- A capacidade de se sacar - qual David Copperfield - dinheiro das máquinas Multibanco: já expliquei quinhentas vezes o processo e o que lhe está inerente, mas não vale a pena. Continua a ser um fenómeno tido como transcendente para os miúdos, e nós os feiticeiros que operámos o feito;
- O facto de os ter transportado na minha barriga: aqui eu própria considero-o um motivo digno de prémio, mas é maravilhoso perceber que, aos olhos deles, a maternidade é efetivamente miraculosa e merecedora de admiração. Que dêem valor, cabeçudos do catano, que escavacaram tudo à saída, dasse. 

terça-feira, 24 de março de 2015

Obrigada, Vivian!


Bubble Bath

Faz 25 anos que comecei a deixar de ter vergonha do meu nome. Até então, achava que era daqueles nomes esquisitos e estúpidos fora do comum que ninguém percebia à primeira, o que me obrigava a repeti-lo vezes sem conta. Logo eu, que queria ter sido Ana, ou Maria, ou algo que tivesse eco em outras 20 almas na turma. Não ser a única, e sempre a última da lista. Em todo o lado. 

Quando apareceu o Pretty Woman, o meu nome passou a soar menos estranho, lembro-me de imensas pessoas o terem comentado comigo. E eu fiquei bem contente, pese embora tenha sido hercúleo o esforço para ignorar o facto de ter sido uma prostituta a trazê-lo para o estrelato. Pormenor que optei por recalcar ignorar. 

Assim, onde antes a conversa rezava:
- Como te chamas?
- Viviane.
- Hã?
- Viviane.
- Liliana?
etc. etc.

Passou a ser:
- Como te chamas?
- Viviane.
- Ah, como a puta do filme?

Não se pode ter tudo.

Mais reflexões facebookianas

A propósito do post de ontem, dei comigo a tentar analisar o que fará uma pessoa mudar a foto de perfil várias vezes por semana. Que as há, eu sou testemunha, oh sim, que sou, e mordo a língua (e quase morro) para não comentar "olha lá, por muito que mudes a foto, a tromba é mais ou menos a mesma, sabes?". O que motiva uma pessoa a passar a vida a mudar a foto? Oh para mim de biquini, olha agora assim de frente, olha agora assim de ladecos e agora a fazer boquinhas e AAAAAAAAARGGGHHHHHHHH DASSE, já chega!!! Mas é para receberem o "Estás linda, amiga", "Lindona", "Uau, gata!"? É que com os meus amigos, é mais "Ca cara de totó, pá", "Cheirava-te a peidos era?", ou "Que boquinha é essa, parece que vais...". 

E depois há outra bela seita: as que fazem sessões fotográficas mais a família e pespegam todas as 5287 fotos no Facebook, e ainda aproveitam e mudam outra vez a foto de perfil, mais a de capa e, já que estão com a mão na massa botam auto-like em TODAS as fotos, porque isto de as publicar não demonstra suficientemente quanto gostamos das fotos, temos de likar, não fossem as pessoas não terem percebido que gostámos buéeeeeeeeeee das fotos. De todas. Todas as 5287.  

Seguidamente, debaixo de cada foto, como proceder? De que forma legendar? Bora lá pôr uma frase esotérica, do tipo "Encheste o meu coração de luz quando nasceste, que eu era ceguinha", ou "Meu grande amor, que antes de teres chegado à minha vida eu era cocó", "Estou a mostrar fotos da minha feijoada em honra das crianças que têm fome e rezarei 3 Padre-Nossos porque Deus é amor". Ou o meu tipo de frase preferida, a super-auto-motivacional "Quem não gosta de mim é que fica a perder. Volto costas a tudo porque sou superior, estou sozinha porque quero, era só estalar os dedos e era vê-los cair que nem tordos. Naco destes não é para todos, esta coxa é só para quem eu quero dar. YEAH BITCHEEEES!"

Botem mas é vídeos de pessoas a cair, pá, que isso é que tem piada. Ca chatos.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Flagelos no Facebook

Há um flagelo que grassa Facebook a fora, que nos aparece no feed assim como quem não quer a coisa, vemo-lo num comentariozinho aqui, numa foto acoli, vai moendo e não matando, mas que a mim pessoalmente me tira do sério.

Estou a falar das páginas conjuntas do Facebook. As ditas "TelmaEJoão", "Cajó e Sua Fofinha", "Tó e Mi", "Nhonhó e Cocózinho" e afins.

Ora, pergunto eu, o Facebook é grátis, logo, não sendo o objetivo de poupança, o que leva uma pessoa sã a anular a sua identidade e individualidade para criar uma espécie de entidade conjunta apenas para efeitos facebookianos? Ai filho, assim escuso de te taggar nas fotos do batizado do Joselito, que me vai dar uma trabalheira do camandro. Olha, querida, assim não há cá desconfianças com trocas de mensagens com outras mulheres. Tudo às claras, és única na minha vida e eu dou-te esta prova de amor abnegado acoplando-me a ti tipo carrapato carente nas redes sociais. Opá, que amor, penso eu quando vejo as ditas páginas. Cai-me uma lagrimazinha pensando que Senhor meu Marido nunca me propôs semelhante fofurice, a besta insensível e com uma pedra da calçada daquelas mal polidas e cheias de arestas no lugar do coração. 

E mais importante: quando a relação termina, o que se faz com a página? Quem fica com a custódia das fotos? Estabelece-se guarda partilhada e o homem gere os posts ao fim de semana de 15 em 15 dias? E nas férias, que pés à beira da piscina terão honras de foto de capa?! Reflitamos sobre isto, irmãos, que é tema sério e fraturante. 

Próximas reflexões - de que forma podemos castigar as pessoas que:

- botam likes nas próprias publicações;

- publicam 638 selfies por dia, olha não fui eu que tirei, apanharam-me assim sem querer com este ar sonhador;

- vomitam frases motivacionais à razão de 3 por hora.

domingo, 22 de março de 2015

Pensamento de fim de semana #80

Por que razão há remédios para quem tem dificuldade em adormecer e não há para quem tem dificuldade em acordar? Esta gaja aqui agradecia muito.

sábado, 21 de março de 2015

sexta-feira, 20 de março de 2015

Os eclipses também podem ser eróticos

Então, pessoas, como viram o eclipse? Tudo muito simplezinho de certeza! Pois no meu local de trabalho foi de forma pornográfica!

Oi? Como assim?, perguntam vocês.

Ah pois é, as velhas todas malucas sacaram das 480 mamografias que tinham praí desde 1985 e distribuíram-nas e ala a malta toda para a rua ver o eclipse através das mamas das velhas! Iu-huuuu!!! E não satisfeitas por estarem a brandir o mamaçal, ainda emprestaram as ditas mamografias a uns cámones que passaram, para eles verem que em Portugal não se brinca. Fenómenos astrológicos plenos de javardeira e chavascal. 

Agora quero ver como é que o camóne quando chegar lá à terra dele vai explicar à mulher a fotografia que tirou do eclipse em Portugal, com uma teta de velha no background.

Carta a aberta às pessoas que (quando às vezes nem português de jeito conseguem escrever) insistem em mandar larachas em inglês nas redes sociais

(Ou de como acabei de inventar um título bueda comprido)

Peoples!!

Epá, o que tenho para vos dizer? É que less, pessoas, muito less. Bem sei que mandar uns bitaites em estrangeiro mostra que são cool e tal, mas permitam-me que vos garanta uma coisa. Não é bonito ver erros ortográficos em nenhuma língua, mas é pior quando há um esforço para tentar ser diferente e depois sai, digamos, cagada. Eu francamente incluo-me na categoria (não sei se há mais pessoas, poderá ser uma categoria onde só figuro eu) que sente vergonha alheia. Uma lambidela rápida (quick lick, estão a ver?) pelo meu feed de notícias e é vê-los a aparecer com frases do tipo: "God dawn, estou mesmo chateada com esta chuva!", ou "Olha eu aqui a comer uns bolos deliciouses" e outras pérolas. E eu já não rio. Só fecho os olhos por uns segundos, respiro fundo e contenho a imensa vontade de agarrar já nem digo num Merriam Webster, bastava um Houaiss, e arrear com ele em cheio na testa do(a) meliante. Também poderia ser nos dentes. 

De seguida, fá-los-ia repetir o seguinte mantra: "I will not resort to the language of Shakespeare - that ganda maluco - unless I am able to produce a First Certificate diploma of no less than C. If, however, I am a self-made learner, I will refrain from artistic leaps, or else the Doll will strike me with a big fat dictionary. Huge arrochadas on my forehead. Could also be on the teeth".

Understoods?! Tanque iu. Come backs always. Here little kiss.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Dia do Pai

Um feliz dia do Pai aos Pais da minha vida!

O meu, este grande manganão.
Aquele que, modéstia à parte, só é Pai graças a mim.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Diz-me como dispões o sushi no prato, dir-te-ei quem és

Dei por mim a observar a arrumação masculina em sede de buffet de sushi, que é como quem diz, a ver como os homens pespegam os rolinhos no prato. Cheguei à conclusão que provavelmente tal diz muito acerca da sua performance em sede de trungalhunguice.

Façamos um ranking destes bichos por categorias:
- Os que põem tudo ao molho e fé em Deus, juntando rolos crus com cozinhados: ora estas criaturas são as mais propensas à infidelidade e ao pular de galho em galho, os ordinários. Mimetizando o que fazem na vida, comem tudo o que lhes aparece no prato, indiscriminadamente. Não confiar nesta gente.
- Os que apenas comem hot rolls, aka aqueles rolos cozinhados (que, na prática, não é sushi coisíssima nenhuma): estes espécimes são os que fazem o amor de meias, porque acham que não há problema e que elas não vão notar, porque no fundo o que interessa é que as suas extremidades (tal como o estômago, que só suporta rolos morninhos) estejam aconchegadinhas.
- Os que comem por partes, ou seja, primeiro atacam os niguiris, depois voltam lá para os rolos simples, mais tarde os gunkan e assim sucessivamente: estes são os metódicos em sede de javardeira, que seguem um guião - começam por cima e acabam em baixo if you know what I mean - e nada de grandes cowboyadas.
- Os que dispõem as peças no prato de forma organizada: estes são os que, depois de se despirem, dobram a roupa bem dobradinha e a arrumam em cima de uma cadeira, dispondo as meias bem esticadas por cima dos sapatos. É giro de desbundar uma vez por outra, mas não são homens para relações duradouras, pois podem ser uns chatos obcecados. Não só com o sushi, mas também com a casa.
- Os que só comem salmão, porque é o único peixe que conseguem tolerar em cru: alerta gayzão!
- Os que não gostam de sushi: nem devia incluir esta gente que não merece viver numa categoria própria. Homem que não come pxungo cru (pun intended) nunca será bom pai de família. É fugir desta malta como o diabo da cruz.
- Finalmente a categoria que interessa, os que nos levam a comer sushi, os que não estranham que consigamos comer sushi todos os dias, que alinham se for preciso e que são sexy mesmo a manusear os pauzinhos, que, como toda a gente sabe, mal empunhados podem ser um valente turn-off. É imaginar um gostosão maravilhoso a comer de pauzinhos com elástico. Acho que não preciso de explicar mais. Então e como é o prato destes? Olhem, quando se apanha um cujo prato nem nos lembrámos de observar, de tão absortas que estávamos a olhar para ele, é agarrá-lo, e não o deixar fugir.

Mãe sofre #58

- Então, Gui, ao que brincaste hoje na escola?
Ao capitão há médica!

(Sabem quem é?)

terça-feira, 17 de março de 2015

E quando uma leitora vos oferece bolos, isso é...

... lontrice pura. E motivo para perceber que se calhar falas demasiado sobre comida, fotografas demasiada comida, escreves demasiado sobre comida. Toma vergonha na cara, grande lontra, fecha esse poço sem fundo a que chamas de boca e larga os doces (*diz, enquanto mastiga um bolo de chocolate*)

Só que depois aparecem pessoas fofinhas, como a Jane Silva, leitora assídua, que, num ato de regionalismo abnegado, porém aceso, ao ler os meus elogios aos travesseiros da Piriquita aqui, não esteve de modas e bombardeou-me com uns bolos do demo lá da terra dela, gostosos comócatano, que iam dando galheta lá em casa. Até Mãezinha considerou distribuir arrochada para se arrefinfar aos ditos. Só sobrou um pedacito para Senhor meu Marido e outro para compadre, que voltou a dar azo à veia de poeta, como podeis constatar mais abaixo.

Os ditos pampilhos são de Santarém e envio daqui, além de uma grande beijoca repenicada seguida de uma vénia daquelas de testa no chão e rabo no ar à Jane, um valente pontapé no nalguedo ao carteiro que entregou aquilo de pernas para o ar e me fez andar a lamber a caixa por dentro. Como se eu já não desse motivos suficientes aos meus filhos para me acharem chalupa.

Oh a mãozinha sapuda do Máinovo,
antes de levar uma traulitada
 do Máivelho, por ter dito
"São meus!".
Andei a fazer Tetris com isto para a foto.
Só depois desatei a lamber a caixa.


Posto isto, cá vai, da autoria do compadre, depois de ter comido a parte que lhe sobrou e emborcado uma garrafa de jeropiga:

Lá das planícies pejadas de campinos
Chegaram bolos deliciosos e finos
De um doirado que a um loiro escarnece
De uma doçura que ao açúcar aborrece


Generosas broas gulosamente recheadas
Quais pequenas varas de ovo tostadas
Às quais apetece gritar um “boas como o milho”
Para em seguida abocanhar sem perdão o pampilho

segunda-feira, 16 de março de 2015

Gente com valentes pancadonas #13

Todómundo sabe do que tratam estes posts, não é verdade? Bom, cá vai alho, mais buscas doidas que cá vieram parar:
- como lidar com filho adulto que tem mau feitio: não faço ideia, eu cá só sei como lidar com filho criança que tem mau-feitio. Sendo que Senhor meu Marido sabe como lidar com mulher adulta que tem mau-feitio. E Mãezinha sabe como lidar com filha adulta que tem mau-feitio. E assim sucessivamente. Terão ido ter a variados posts, até porque são tantos que criei uma etiqueta intitulada "mau-feitio". Exemplos: esta conversa parva comócatano, ou este post sobre os amores antigos, ou esta mensagem.
- saias travadas com feitio: com mau-feitio? É ali em cima. Poderá ter ido parar a este eu atraio maluquinhos.
acordar com um esticão: outro tema recorrente aqui neste consultório blogue e que me faz sentir acarinhada e acompanhada na desgraça que é levar valentes pantufadas no período a que temos constitucionalmente direito, o de descanso. Foram ter, seguramente, a este post. E o que aprenderam? Absolutamente nada.
- boneca futebol: bem sei que sou uma verdadeira sumidade na matéria, porque percebo de rankings de jogadores. Foram ter aos vários posts sobre o Mundial: os gostosos, os estafermos, os guedelhudos e os nomes estúpidos.
- regos das: das quê? É que agora fiquei morta de curiosidade sobre os regos a que este(a?) senhor(a?) queria ir ter. O post, esse é de caras (ou de cus, vá): regos do ass
- minha boneca e Benuron: ora na temática da administração de anti-piréticos a seres não vivos, tenho a dizer que me parece prudente que - tal como nos outros casos ditos mais corriqueiros - se siga a questão do peso. Uma boneca normal pesará aproximadamente 300 a 500 gramas, logo, 1/5 da seringa dispensadora talvez seja o ideal. Terão ido ter à minha carta de amor ao Ben-u-ron.
- panina alcochete: hã?
- frases do kizomba: ora cá vão: "Ewé!", "Foi muito pior que bala de canhão, de princesa a rainha do Jajão!", "Aiué waweeh/Aiué waweeh, acho que vou ficar maluco, acho que já tou maluco", "Um e um são três, podiam ser quatro ou cinco", "Tarraxo agressivo malandro maluco esquisito ta tipo que tamu a lutar". Está bom assim? De nada. Então, vá.

Balanço do fim de semana

- Kizomba das 00h00 às 5h00 dói na cabeça no dia seguinte. E nas nalgas;
- Há velhos nas festas de Kizomba que acham que, depois de 287 convites para dançar recusados, à 288ª tentativa a mulher capitula;
- Há quem use bigode e ache que fica giraço;
- Brunch no dia a seguir à Kizomba é um programa supimpa;
O final dos testes dos miúdos configura uma excelente desculpa para ir brunchar;
- Crianças à solta em brunches com buffet comem como se passassem fome há 2 meses, chegando a alternar salsichas com Chocapic;
- Há adultos que acham que, no mesmo prato, podem coabitar harmoniosamente panquecas com chocolate, bacon frito e sushi;
- Filhos pequenos portam-se muitíssimo melhor quando estão a cargo de outros pais, chegando inclusivamente a enfardar caril sem reclamar. E até dizem "perdão" depois de soltarem arrotos;
- As paredes da casa de banho do Olivier Avenida são forradas a Playboys: Máinovo preferiu a Mãe Natal, porque, cito, "vai trazer presentes". Meu rico filho, nem imaginas quantos esta traz;
- Portas de vidro bem limpas atraem os corpos de crianças de 3 anos, especialmente ao nível da testa;
- Há cromos que sabem os nomes de todos os jogadores de futebol do planeta, quantos golos marcaram nos campeonatos do seus países, os respetivos tamanhos de pés e número de identificação fiscal;
- Há cromos que gostam de ver programas de TV sobre aquários e mesmo assim acham que não parecem velhos caquéticos;
- Ainda sei fazer a roda. E a rodada;
- Homens a gabarem-se de que meteram golos melhores do que outros tem semelhanças indiscutíveis com comparação de pilas;
- Já não sei jogar basket;
- Por seu turno, Senhor meu Marido, ah e tal que sou de Desporto, só conseguiu encestar à padeiro;
- No meu tempo, os cestos de basket eram maiores. Ou as bolas de basket mais pequenas;
- Os meus filhos estão apaixonados pelo Samouco;
- No Samouco há pessoas à solta a andar de bicicleta sem pedalar, com auxílio de energia canina;
- Há jogos de telemóvel que nos ensinam que os vírus não têm células.

sábado, 14 de março de 2015

Pensamento de fim de semana #78

A frase "deixa-me agora ouvir as notícias" soa, aos ouvidos de uma criança, a algo como "podes a partir de agora fazer-me todas as perguntas que quiseres, de preferência a gritar".

sexta-feira, 13 de março de 2015

Mãe sofre #57

A rever a matéria de Estudo do Meio:
- Como é que se mede a altitude das elevações? Por exemplo, de uma serra, mede-se a partir de onde? 

Resposta pretendida: "A partir do nível médio da água do mar."
Resposta obtida: "Desde cá baixo até lá cima."

Hoje sinto-me nostálgica

Pus-me a pensar nos meus avós. Já não os tenho há nem sei quantos anos. A mãe da minha mãe nunca a conheci, morreu quando ela tinha 16 anos. Lembro-me de ter perdido o meu avô paterno (de quem era muitíssimo chegada) andava talvez no 7º ano, e os outros foram-se com o passar dos anos. 

A última foi a avó paterna, a tal que era modista, responsável por esta Vossa serva andar sempre na moda, sem grandes gastos. Copiava os modelitos mais trendy e eu andava sempre gira-gira. Recordo-me imensas vezes dela nos últimos tempos, porque dou por mim a repetir aos meus filhos as frases emblemáticas com que ela me brindava e que eu na altura achava absolutamente descabidas. Os melhores exemplos são mesmo as respostas que ouvia quando perguntava o que se iria comer (pergunta que oiço, em média, 8 a 10 vezes por dia): "ovos de porcos fritos e cosidos com linhas brancas" ou "línguas de perguntador". 

Oh avó Lucinda, imaginavas lá tu que eu, que olhava para ti com um ar estupefacto quando me lançavas estas tiradas, mais de 20 anos depois iria repeti-las aos teus bisnetos e eles fariam a mesma cara? Sabes, acho que eles teriam gostado de te ter conhecido.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Gritem todos comigo: queremos provadores de roupa no Lidl!!!

E agora é que a malta pensa que eu pirei de vez, não é verdade? Ai é? Então digam-me lá, se quiserem fazer uma passagenzinha de modelos ali entalados entre o atum em conserva e as esfregonas, hein? Pois! Não podem! Buuuuu, feios senhores do Lidl! Mais pormenores aqui, "no sítio do costume"*


*Incha, Lidl, com a referência descarada ao Pingas!

Facebook: o novo telemóvel?

Esta dúvida surgiu na sequência de uma pergunta que uma criatura me fez depois de ter dançado comigo. Sim, numa festa onde fui (dançar kizomba, preciso de dizer?) dancei com um moço que não conhecia de lado nenhum. Valente porca. 

Mas adiante: no final (e permitam-me que pense que foi pela minha belíssima performance e não porque ele tinha ar de totó desesperado), o rapaz vira-se para mim e pergunta "Tens Facebook?" Resposta imediata: "Não", acompanhada de um ligeiro encolher de ombros e ar apologético. 

Passando à frente do facto de ter mentido com quantos dentes tinha e não sendo despiciendo o ar de totó do indivíduo e totós já eu tenho que chegue no Facebook (maravilha, agora tenho todos os meus amigos - sim, todos me lêem - a pensar se se incluirão nesta categoria), o que me chamou efetivamente à atenção e que marca o virar dos tempos - e quiçá a vinda do Apocalipse - foi a pergunta. Ora, onde antes nos pediam o número de telefone, mais tarde de telemóvel (sim, houve um tempo em que a malta dava o número fixo!), agora pede-se Facebook. E, em bom rigor, trata-se de uma batalha vencida pelos totós. Porque, para já, foram suficientemente espertos para perceber que mais facilmente levariam negas com os números de telemóvel. Evitam, também, as situações embaraçosas de obrigarem as moças a dizer "não tenho telemóvel". Seria tão descarado quanto inverosímil. Depois, há sempre quem aceite toda a porcaria no Facebook apenas para efeitos estatísticos e censitários. Triste, mas verídico. E é desta lacuna, deste vazio legal que eles, quais advogados ardilosos, se aproveitam. "Pode ser que ela seja daquelas que está mortinha por chegar aos 500 amigos e não se importe que eu a adicione. E talvez posteriormente possa inclusivamente proceder a badalhoquices várias com a sua pessoa, em nu.

Oh amigo, é que teria de ter baixado em ti o espírito do Patrick Swayze, o que não foi, de todo, o caso. Infelizmente para mim. Hélas, lá terei de continuar com os meus cento e poucos amigos no Face.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Mãe nem sempre sofre

(Máivelho, depois de alguns minutos a observar-me à socapa a dançar que nem louca ao som de uma música que me agrada sobremaneira e me faz ter ganas de me sacudir até me caírem cabelos, a saber, "Uptown Funk")

- Mãe, pá, tu és mesmo hilariante. Eu não era ninguém sem ti! E também és mesmo parva.

terça-feira, 10 de março de 2015

Mãe sofre #56

(Gui, 3 anos, empunhando um tupperware, com ar furioso)

- Mãe, emprestas-me isto?
- Para quê?
- Preciso de matar o pai!

Resumo do Kizomba Day em frases avulsas ouvidas ou proferidas por esta Vossa serva

- O seminarista até tinha ginga. Mas não sei se gostaria de tarraxar com ele.
- Aconcheguei a minha cabecinha nas mamocas do gajo.
- Deveria haver limite volumétrico para as man boobs.
- É difícil dançar com alguém com um volume equivalente a um cacilheiro.
- Olha, aquela parece tua tia. Vai lá tirá-la para dançar, se és homem.
- Não me aguento com a sexyness do seminarista.
- Dos 40 gajos que aqui estão, só 2 dançam alguma coisa de jeito.
- Faz-me espécie pessoas que marcam o ritmo a fungar-nos para o cangote.
- Dancei com um que passou o tempo todo "um, dois, três, quatro, jajão!"
- Por que está aquele moço preto a ter aulas de kizomba? Mas afinal isto não é genético?
- Cheio de estilo o gajo, com as golas levantadas, mas aquilo espeta-se nos olhos de uma gaja.
- Anda cá Jajão, que eu não te aleijo.
- Socorrooooooo!
- Desconcentra dançar com alguém e não conseguir parar de pensar na palavra "desodorizante".
- Olha, queres uma pastilha?
- Irrita-me estes gajos que vêm de fato de treino que parece que vão para a bola.
- Todas as gajas com sapatinhos finos de dança e eu aqui pareço uma matrafona de botas da tropa.
- Não sabia onde havia de agarrar aquela senhora com pneus de lado com a blusa cheia de tiras. Tentei não lhe agarrar nas banhas, mas foi impossível. Argh.
- Devia ser proibido as mulheres virem com partes das costas de fora. Depois um gajo não sabe onde pôr as mãos. Argh.

Boneca Maria escondidinha lá atrás,
mas depois Jajãozinho amigo
faz questão de se chibar.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Os rituais de acasalamento das alforrecas de água doce

Começo este texto com uma declaração de exoneração de responsabilidade: tenho uma relação amor-ódio com alforrecas. Tanto sinto verdadeiro pânico que me toquem e as quero bem longe de mim, como me apetecia estrafegá-las entre os dedos apenas para comprovar que não são feitas de gelatina ou gomas como aparentam.

Ora em relação aos rituais de acasalamento das ditas: depois de ter procedido a uma investigação rigorosíssima sobre o tema, conclui que as alforrecas acasalam ao entardecer, entre as 19h e as 20h, sensivelmente antes do telejornal. Fazem-no esfregando-se umas contra as outras (só se verifica à molhada, não há monogamia entre alforrecas, fiquem sabendo), não sem antes se barrarem de creme gordo para que não haja atrito, nem aquele barulho incomodativo "flhurf flhurf flhurf" que, no fundo, equivale ao "boinc boinc boinc" que as camas fazem ao bater na parede na hora da trungalhunguice e que incomoda sobremaneira os vizinhos e até os próprios intervenientes, porque parece que está ali um intruso voyer a bater o ritmo e bora lá a despachar isso e é coisa que dá nervos e não é pouco. Não que já me tenha acontecido. Agora perdi-me. 

Ah. Já sei. Então, os bichos esfregam-se e a sensação que tenho é que aquilo parece algo que poderia passar-se numa gaveta da Hussel que tem aquelas gomas mais gordas todas ao molho: uma espécie de orgia de alforrecas coloridas e saborosas. 

Vou parar por aqui. Até eu tenho de traçar um limite na estupidez perpetrada online por moi. Traço o meu, portanto, no momento em que decidi misturar alforrecas com badalhoquice e gomas. Chega.


(Post com uma valente piscadela de olho à Marisa Ribeiro, leitora atenta que não me deixou quebrar a promessa de escrever sobre este tema imbecil, porém fraturantérrimo)

sexta-feira, 6 de março de 2015

Mãe sofre #55

2 da manhã. Ouve-se um grito ensurdecedor vindo do quarto do Máinovo:
- MÃAAAAAAEEEEEEEEE!!!!!!!!!!

Depois de dar um pulo de meio metro na cama, larguei a correr feita doida até ao quarto do miúdo, já a imaginar que o gajo tinha galgado a barreira da cama e estava todo estropiado no chão, numa poça de sangue e eu, mãe desnaturada, a dormir ferrada.

Percorro a distância até ao quarto dele à velocidade da luz.

- O que é que foi??!!
- A minha pila está grande.

quinta-feira, 5 de março de 2015

E o que tens por aí no telemóvel, Boneca? #12

Mimando-me.
Sendo parva.
Piqueno urso mái lindo de sua Mãe!
Tentando surripiar a Phillip Lim da cunhada.
Emborcando margaritas no melhor mexicano de Lisboa.
Preparando-me para queimar as calorias consumidas no mexicano,
pulando que nem doida.

Como assustar de tal forma uma progenitora que a leve a não permitir que o seu filho vá à festa de aniversário de uma amiguinha da escola

1 - Deixar o convite ao pé de um saco que, por acaso, contém as cuecas que o miúdo borrou e que confere ao convite um odor que não grita, de todo, "PARABÉEEEENS";
2 - Entregar um convite carregadinho de erros ortográficos;
3 - Dar indicações ininteligíveis para o local do convite. Exemplo: seguir o primeiro corte da direita (O que é um corte? Como se segue um corte?);
4 - Num convite que foi evidentemente escrito pela mãe da criança, ao lado, por baixo e por cima do nome do convidado figurarem corações esquizofrénicos vários, de todos os tamanhos possíveis e imagináveis;
5 - Pedir para enviar resposta para a "mama Ana";
6 - Perceber que a "mama" é a senhora que em tempos, tendo sido a filha convidada para uma festa de anos por altura do Carnaval, apareceu mascarada, com a criança, com um daqueles pijamas polares com fecho de cima a baixo.

Por último, a confirmação de que fiz muitíssimo bem em declinar o convite, apresentando uma desculpa esfarrapada: a resposta foi, em nome da criança, "oooohh fofinhoooooo que penaaaaa, fico tristinhaaaaaa snif snif buáaaaa :( <3 :'("

I rest my case.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Momento de desabafo: então conta lá como é estar casada com um Personal Trainer, hein?

- É ter de ouvir as gajas no balneário a falar sobre os atributos do meu marido;
- É vê-las ir meter conversa com ele todas cheias de sorrisinhos e linguagem não verbal assanhada no final das aulas;
- É ter de as ouvir aos gritos histéricos todos os segundos das aulas dele;
- É ter de aturar mensagens de telemóvel a horas impróprias para marcar sessões ou só para "esclarecer dúvidas" ou apenas jogar conversa fora;
- É respirar bem fundo e contar até 200 ante as que nitidamente querem tudo menos treinar;
- É ter conseguido criar uma carapaça ao longo de 12 anos mas ainda assim ter vontade de, inúmeras vezes, partir uns dentes e umas rótulas; 
- É ter de ser relembrada por ele, de vez em quando, com muita paciência, e quando me dá ganas de varrer tudo à catanada, que foi comigo que ele casou;
- É não resistir a ir ocasionalmente observar a fauna que o rodeia e tirar notas;
- É, pelo sim pelo não, estar sempre de olhinhos bem abertos e unhas bem afiadas;
- É aguentar-me à bronca pela escolha que fiz;
- É aproveitar que ele é meu e "beijinho no ombro" a tudo o resto.

terça-feira, 3 de março de 2015

Sabem aquelas reportagens super fashion "O que levas na tua mala"?

Gostaria de ver a cara de quem fizesse uma reportagem dessas comigo hoje, mas intitulada "O que levas nesse saco de cartão tão fashion da Chanel que apenas carregas pelo facto de teres trazido uma mala de tamanho normalzito ao invés daqueles sacalhões gigantescos onde conseguirias, se quisesses, esconder um paquiderme e dois Fiats Punto?"

É que dentro do dito saco figuravam:
- um top de ginásio
- dois pães (um com conduto, outro sem nada)
- uma Cosmopolitan
- uma barrita de proteínas
- um Manny Mãozinhas
- umas cuecas

Tirai as vossas conclusões. Só vos digo que quando aquilo me escorregou das mãos e quase caiu ao chão, senti um certo pânico. 

Largueeeeeem-meeeeee!!!

Aqui entre nós, que atire o primeiro gloss quem não compra na Perfumes & Companhia sem ser em altura de descontos. É que dantes, de vez em quando, lá aparecia a semana dos 20% de desconto. Agora? Há uma semana, quando o rei faz anos, em que não estão com descontos. Quem ganha? Eu de certeza, que já me habituei a esta mama. Ah pois é. Às vezes dá é barraca, quando a Sephora se mete ao barulho nesta relação e tenta um threesome que me põe louca. E não é no bom sentido. Para lerem aqui se quiserem. Se não, amigos na mesma, embora daqueles que pela frente são todos sorrisinhos e por trás se ratam na casaca.

Aliás, acho que nunca contei a conversa com Mãezinha a propósito da minha colaboração com a NiT. Rezou mais ou menos assim:
- Mami, o Ricardo convidou-me para escrever na NiT.
- MEU DEUS!!! As tuas parvoíces?!
- Calma, será num tom menos imbecil, obviamente.
- Mas achas que consegues?
- Oh mãe, francamente, então eu não consigo escrever mais a sério?!
(*senhora faz ar de quem não está nada convencida*)

...

Uns tempos mais tarde, diz-me Mãezinha:
- Vês como é possível escrever textos engraçados sem dizer asneiras e brejeirices, vês? Bem que podias às vezes dizer menos palavrões no blogue!

Umas semanas depois, Mãezinha volta à carga:
- Sabes, às vezes acho mais piada aos teus textos do blogue.
- MÃE??!!!
- Mas não escrevas assim para a NiT!!!! Está lá sossegada!

Mãezinha, decide-te. Dás-me cabo dos nervos.

Tal como prometido, um post interessantíssimo

Sobre a apanha da amêijoa. 

(Pausa para um misto de estupefação e uatafâque e mas porque é que eu continuo a vir aqui, oh Deus meu? *com ar dramático*)

Eu disse ontem que havia temas que não tinham grande destaque aqui no pardieiro. Este era um deles. Não mais tal acontecerá, vinde a mim aficionados da aquicultura em geral e da pesca que envolve escarafunchar com os pés em particular!

Para que possa ter um blogue considerado inclusivo, bem como científico, com uma pitadinha de cultura, procederei à introdução de temas piscícolas no mesmo. Então, o que pode Boneca Maria de Deus partilhar com os estimados e a esta hora mui perplexos leitores bijus sobre a apanha deste molusco saborosíssimo que habita a sensivelmente 6 quilómetros de sua residência, mais propriamente lá para os lados do Samouco (e não estou a gozar, é mesmo), agachado no meio das areias do Tejo e desenterrado selvaticamente pelas unhacas gigantescas dos pés de pescadores fofinhos que se não se põem a pau com a maré, um dia destes ficam presos debaixo da Vasco da Gama e eu a rir-me cá de cima? Ora precisamente o que acabei de partilhar, é ler a frase imediatamente antes, bolas pá, que tenho de explicar tudo. 

Posso também adiantar que gosto muito de amêijoas, sobretudo à Bulhão Pato. Atum à Bulhão Pato também é bem bom, mas o atum é um bicho mais esperto e não se deixa apanhar assim à maluca como as amêijoas, larga a fugir rio a cima que só o apanham em Vila Franca de Xira. E terão mesmo de usar as mãos, que ele não vai lá só à unhada. Já as outras são criaturas estúpidas, que acham que por se enfiarem dentro da areia e terem tampa e tal e estarem a meio do rio se safam. 

E pronto era isto. 

Próximo texto: os rituais de acasalamento das alforrecas de água doce. 

É que vos hei de ver a suplicar pela minha estupidez habitual.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Mas que blogue é este, afinal?

Um dia destes perguntaram-me como caracterizaria este barraco:

"Dirias que é um blogue sobre quê?" 

E não é que fiquei atrapalhada?! Moi, que tenho a mania que tenho sempre a resposta na ponta da língua?! É que é muito relativo... Se perguntarmos a Mãezinha, dirá que é sobre parvoíces. Se a Pazinho, dirá "ela tem um quê?!" Se a Senhor meu Marido, "sobre aquelas cenas dela" (o único post que decidiu até hoje partilhar na sua página de Facebook foi, pasmem, o texto sobre regos do cu...) Os amigos dizem que "é a tua cara, parece que te estamos a ouvir". Num tom mais sério, um jornalista meu amigo chamou-lhe "blogue de costumes" e, ante a minha indignação, reformulou para "blogue sobre dilemas da vida quotidiana". Eu não sei que lhe chame. Reflexões do dia a dia de uma totó? Desabafos de uma pessoa que precisa de extravasar a muita verborreia que tem presa dentro de si?

É que aqui fala-se de tudo, mesmo tudo, o que me dá na real gana. Não há assuntos tabu, nem temas que sejam vetados. Bom, talvez a apanha da amêijoa ou os rituais de acasalamento das alforrecas de água doce não tenham muita visibilidade, mas deverão ser dos poucos. Posto isto, concluo que não sei definir nem caracterizar esta minha casinha. A não ser que, mimetizando a vida real, é desarrumada. Não será um blogue sobre filhos, embora as minhas crianças figurem em mais de metade dos textos. Nem sobre relações, embora estas deem seguramente mote a grande parte dos posts. Uma espécie de diário? Talvez, de vez em quando. 

Confesso que estou um pouco irritada com esta minha inaptidão em caracterizar esta blogue e, por essa razão, o próximo texto que escreverei será, numa espécie de grito do Ipiranga, ou um quem-manda-aqui-sou-eu-e-da-próxima-vez-que-me-pedirem-para-pespegar-um-rótulo-nisto-faço-um-pirete, sobre a apanha da amêijoa! Stay tuned.

domingo, 1 de março de 2015

Obrigada, obrigada, obrigada!

Coisas máilindas de Vossa Boneca! Quem, como eu, decidiu deprimentemente, ficar refastelado no sofá passar um sábado à noite mais calmo e andou a chafurdar pelo Facebook percebeu que, a partir do momento em que dei conta que faltavam pouquinhas visitas para atingir o belíssimo marco das 400 000, desatei furiosamente a carregar no F5 para atingir o almejado número. Foi até ficar com as falanges a sangrar, até ter de pôr o indicador em gelo, pá! Acabei por ter de engessar o braço, semelhante o esforço hercúleo perpetrado sobre estes dedinhos habituados a fazer absolutamente nada nesta vida. Houve ainda quem tenha decidido solidarizar-se com esta nobre causa e que lá foi pespegar uns cliques. Até Senhor meu Marido, regra geral alheado do blogue (estupidão), encheu-se de pena ao ver o sangue a espirrar por todo o sofá e eu quase a passar-me para o lado de lá e entrou no blogue duas-vezes-duas, a generosidade do bicho! Leitores fofinhos que lá foram dar uma ajuda e amiguinhos que mandaram ondas positivas de todo o país e também do mundo, estais cá dentro! Calorzinho no coração foi o que senti! A tal não terá sido alheio o facto de estar já com uns copitos de ginjinha no bucho, mas isso agora não vem ao caso.

O que interessa é que, efetivamente, chegámos lá, num esforço concertado e solidário, e agora tenciono chegar ao meio milhão de visitas durante a próxima semana. Como estou de baixa por não conseguir mexer os membros superiores, conto convosco, hein? Se todos me visitarem 5000 vezes por dia, chegamos lá. Agora preciso é que me venham trazer tupperwares de gomas e também Coca-Cola. Da Zero. Criaram o monstro, agora desengomem-se. F5 F5 F5!

Número mái xuxu de sua Boneca!