terça-feira, 3 de março de 2015

Tal como prometido, um post interessantíssimo

Sobre a apanha da amêijoa. 

(Pausa para um misto de estupefação e uatafâque e mas porque é que eu continuo a vir aqui, oh Deus meu? *com ar dramático*)

Eu disse ontem que havia temas que não tinham grande destaque aqui no pardieiro. Este era um deles. Não mais tal acontecerá, vinde a mim aficionados da aquicultura em geral e da pesca que envolve escarafunchar com os pés em particular!

Para que possa ter um blogue considerado inclusivo, bem como científico, com uma pitadinha de cultura, procederei à introdução de temas piscícolas no mesmo. Então, o que pode Boneca Maria de Deus partilhar com os estimados e a esta hora mui perplexos leitores bijus sobre a apanha deste molusco saborosíssimo que habita a sensivelmente 6 quilómetros de sua residência, mais propriamente lá para os lados do Samouco (e não estou a gozar, é mesmo), agachado no meio das areias do Tejo e desenterrado selvaticamente pelas unhacas gigantescas dos pés de pescadores fofinhos que se não se põem a pau com a maré, um dia destes ficam presos debaixo da Vasco da Gama e eu a rir-me cá de cima? Ora precisamente o que acabei de partilhar, é ler a frase imediatamente antes, bolas pá, que tenho de explicar tudo. 

Posso também adiantar que gosto muito de amêijoas, sobretudo à Bulhão Pato. Atum à Bulhão Pato também é bem bom, mas o atum é um bicho mais esperto e não se deixa apanhar assim à maluca como as amêijoas, larga a fugir rio a cima que só o apanham em Vila Franca de Xira. E terão mesmo de usar as mãos, que ele não vai lá só à unhada. Já as outras são criaturas estúpidas, que acham que por se enfiarem dentro da areia e terem tampa e tal e estarem a meio do rio se safam. 

E pronto era isto. 

Próximo texto: os rituais de acasalamento das alforrecas de água doce. 

É que vos hei de ver a suplicar pela minha estupidez habitual.

10 comentários:

  1. Ai esta não é a tua estupidez habitual?? :D
    Ah, e já agora é por este tipo de posts que continuo a vir aqui, oh Deus meu!
    Estou ansiosa por saber tudo sobre os rituais de acasalamento das alforrecas de água doce. Esta tua casinha é um poço de conhecimento, um livro de sabedoria sobre muitas e variadíssimas coisas que nos vão dar bagagem para o resto da nossa vida. O que seria de nós sem você, Sotôra Boneca? :D :D

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Aiopá, que agora fiquei com vontade de dissertar sobre os hábitos intestinais dos louva-a-Deus! Obrigada, é para pessoas como tu que este blogue existe, para as ajudar a encontrar o caminho da estupi... da luz. <3

      Eliminar
  2. Quereis temas piscícolas? Vinde cá perguntar-me! ;)
    Olha, e quando voltares a observar essa raridade de um atum no Tejo, diz aqui à amiga, que vai adorar publicar essa nova ocorrência! :D

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pronto, já cá faltava uma bióloga para me dar cabo da reputação, pá. Há atuns sim senhora. Se não era um atum, era um salmonete, toda a gente sabe que são iguais e que VIVEM NO TEJO!!!

      Eliminar
  3. Estou ansiosa...
    ...por descobrir como é que fui ler isto até ao fim xD

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Então, pá? Uma gaja aqui a transmitir conhecimento. Magoei.

      Eliminar
  4. Nunca mais serei a mesma depois dos conhecimentos partilhados!
    Beijinho no ombro pra quem critica a estupidez!
    Beijinho no coração pra Boneca que nos faz rir com a sua estupida criatividade!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Beijinhos no ombro para todo o mundooo! :D (E obrigada!)

      Eliminar
  5. Sério... A blogosfera um dia destes faz com que eu seja despedido!

    AHAHAHAHA!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Enganei-me, era este: http://acasinhadaboneca.blogspot.pt/2015/03/os-rituais-de-acasalamento-das.html

      Eliminar