Para mim faria todo o sentido dar voz de prisão às pessoas que não sabem viver em sociedade e, após fazerem torradas, deixam a manteiga no estado abaixo ilustrado. Farei a minha parte e irei colocar as algemas em Senhor meu Marido...
sábado, 30 de maio de 2015
sexta-feira, 29 de maio de 2015
Uma perna esticada e a outra dobrada cá em cima
E de barriga para baixo. E com os braços debaixo da almofada. É como mais gosto de dormir. Às vezes imagino a posição vista de cima e penso na figura, mas quero cá saber. Diz que a forma como as pessoas dormem revela muito sobre o seu temperamento e eu acredito que a minha diga o seguinte sobre mim: "Aaaaaaahhh, caboooom! Esta lontra agora quer arenqueeeee!" (ou lá o que é que as lontras comem) Também me agrada sobremaneira espojar-me em cima do desgraçado do lado, que se vai chegando cada vez mais para uma pontinha da cama, acabando por ficar num enclave perigosíssimo e periclitante entre a lontra da mulher e o chão. Mais ou menos assim:
Uma das coisas que mais me irrita e que mais origina discussão em sede de dormir é eu gostar da minha almofada fresca, mesmo no inverno quando estou tapada até aos olhinhos. E o gajo, mal eu me viro, ou se por algum motivo me levanto, pespega as trombas na minha almofada e obviamente aquece-ma (para além de ma emporcalhar com baba). O que isto me aporrinha, pá.
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| Quer dizer, precisamente assim. |
Na escola ensinaram-me que um texto deverá ter introdução, desenvolvimento e conclusão, mas agora percebo que não tenho absolutamente nada para concluir com esta prosa. Mas, para não levar tau-tau imaginário da setôra de português, criatura amalucada de cabelo vermelho derriçado e cuspo nos cantos da boca e que me tratava por "oh rapariga!", tentarei concluir condignamente este texto. Ora cá vai: TCHARÃÃÃÃÃÃ!
quinta-feira, 28 de maio de 2015
Começar bem o dia
Desabafei eu ontem de manhã no Facebook: "Assim de repente consigo lembrar-me de pelo menos 8 maneiras de começar bem o dia que não envolvam queimar uma orelha com uma placa alisadora."
Achei por bem, portanto, proceder a um aprofundamento desta temática, ou seja, de como uma placa alisadora pode estragar toda uma disposição matinal, e concluirei com as ditas 8 maneiras de se ficar bem dispostinho(a) logo pela manhã. Não me irei alongar com a questão da placa, uma vez que o algoritmo é básico e de facílima apreensão: placa a 200 graus + orelha de abano + pessoa moderadamente míope + pressa para acordar miúdos e fazer pequenos almoços = coirato assado e não é daqueles gostosos que se vendem nas festas de Alcochete. Chiça penico, que até cheirou a bacon.
E as tais 8 maneiras de se começar supimpamente o dia? Tomem lá e não digam que vão daqui:
1 - Ser sexta-feira e saber-se que no dia seguinte se vai poder hibernar dormir muito porque os avós vão fazer o favor de resgatar as crianças à escola e as levar consigo de fim de semana;
2 - Acordar em "good hair day", ou seja, ter miraculosamente no alto da cabeça algo manejável, que não faça uma 'ssoa assemelhar-se a um urso grizzly imediatamente após enfiamento de pata numa tomada de alta voltagem;
3 - Ter roupa nova para estrear: isto é coisinha para me arrancar da cama aos pulinhos e até, na loucura, uns bons 13 minutos mais cedo do que o normal;
4 - A perspetiva de uma refeição durante esse dia que envolva peixe cru, nas suas mais variadas formas e feitios;
5 - Ser o dia de início dos saldos e saber que, por coincidência, as companhias habituais de almoço estarão todas ausentes, não podendo, portanto, desafiar uma 'ssoa para o número 4;
6 - Pequeno-almoço na cama, de preferência que inclua crepes com Nutella e morangos e massagens;
7 - Dia de aniversário, antes dos 40;
8 - Trungalhunguice da boa (ou da má, não sejais esquisitos), de dentinhos lavados.
quarta-feira, 27 de maio de 2015
Da sementeira de tâmaras
Aaaah, as saudades que, tenho a certeza, tinham de um bom tema fraturante, pleno de conhecimento agrícola e de estupidez em estado puro e sem conservantes! Estamos no auge da primavera com letra minúscula, porque antes do novo acordo ortográfico a Primavera com letra maiúscula era numa altura diferente em que não era possível semear tâmaras. E sem este fruto carnudo e gostoso não é possível fazer-se receitas bem supimpas - como por exemplo, agora assim de repente não faço ideia - o que prejudica sobremaneira o nosso estado de espírito, não é verdade?
Ora, o que me apraz dizer sobre este tema que tanto tem de espetacular quanto de complexo? Em primeiro lugar que, sendo um fruto fibroso com alto teor de tiramina, tendencialmente necessita de bastante mais água do que, por exemplo, as bolotas. Quem não acha tanta piada a isto são os porcos, que preferem bolotas encarquilhadas a tâmaras hidratadas. Que mais? Que as tâmaras são bem boas com bacon, no forno. E pronto, cá beijinho.
P.S. Apostaram comigo que não era capaz de publicar a trampa mais nonsense de que me lembrasse em menos de 5 minutos e, vai daí, senti-me picada e foi nisto que deu. Demorei exatamente 3 minutos e 38 segundos a escrever este post (demorou mais porque fui à Wikipedia, acho que é óbvio em que parte) e vou ganhar €20 à pala de quem se atreveu a desafiar-me. Nada mal para valor laboral horário, não? Quanto a vocês, resta-me pedir-vos desculpa por me servirem de cobaias, mas também, convenhamos que já sabem ao que vêm neste pardieiro, não? Não propriamente para a consulta de tratados de hermenêutica, digo eu.
Ora, o que me apraz dizer sobre este tema que tanto tem de espetacular quanto de complexo? Em primeiro lugar que, sendo um fruto fibroso com alto teor de tiramina, tendencialmente necessita de bastante mais água do que, por exemplo, as bolotas. Quem não acha tanta piada a isto são os porcos, que preferem bolotas encarquilhadas a tâmaras hidratadas. Que mais? Que as tâmaras são bem boas com bacon, no forno. E pronto, cá beijinho.
P.S. Apostaram comigo que não era capaz de publicar a trampa mais nonsense de que me lembrasse em menos de 5 minutos e, vai daí, senti-me picada e foi nisto que deu. Demorei exatamente 3 minutos e 38 segundos a escrever este post (demorou mais porque fui à Wikipedia, acho que é óbvio em que parte) e vou ganhar €20 à pala de quem se atreveu a desafiar-me. Nada mal para valor laboral horário, não? Quanto a vocês, resta-me pedir-vos desculpa por me servirem de cobaias, mas também, convenhamos que já sabem ao que vêm neste pardieiro, não? Não propriamente para a consulta de tratados de hermenêutica, digo eu.
terça-feira, 26 de maio de 2015
Coisas que só se veem aqui por estas bandas #10
Uma sexagenária fazendo a sua caminhada matinal pela ciclovia do Montijo, aproveitando o sol ameno, ouvindo os pássaros a cantar, no fundo desfrutando da vida. Em soutien. Daqueles gigantescos que mais parecem paraquedas.
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Alguém que me convide para os Santos, ohfaxavor!
Ou o hashtag #debaixodequepedravivestetuatéhoje
É verdade, eu NUNCA fui aos Santos. Mesmo trabalhando há 15 anos em Lisboa, com mais 4 de faculdade. Eu sei, eu sei, sou um cocó, uma ermita que não merece viver em sociedade e ministrar-me-ei 50 vergastadas no lombo blablabla...
Bom, o que interessa é: quero saber tudo! O que ando a perder, onde se comem as melhores sardinhas, a que horas é melhor ir, onde se estaciona, onde se bebe a melhor sangria, tudo tudo TUDO! Porque senão continuo a festejar os santos na Margem Sul, onde não se está nada mal, mas onde as sardinhas são preteridas pelas sandes de coirato. E em S. Francisco a festa começa já dia 29!
É verdade, eu NUNCA fui aos Santos. Mesmo trabalhando há 15 anos em Lisboa, com mais 4 de faculdade. Eu sei, eu sei, sou um cocó, uma ermita que não merece viver em sociedade e ministrar-me-ei 50 vergastadas no lombo blablabla...
Bom, o que interessa é: quero saber tudo! O que ando a perder, onde se comem as melhores sardinhas, a que horas é melhor ir, onde se estaciona, onde se bebe a melhor sangria, tudo tudo TUDO! Porque senão continuo a festejar os santos na Margem Sul, onde não se está nada mal, mas onde as sardinhas são preteridas pelas sandes de coirato. E em S. Francisco a festa começa já dia 29!
sábado, 23 de maio de 2015
Lava-me o carro, porra!
À pergunta "Mas afinal quando é que me lavas o carro?", Senhor meu Marido respondeu "Mas por que caraças* é que tenho de ser sempre eu a lavar o teu carro?!"
Ora como até acho que ele tem razão, digam-me cá: qual de vocês é que vai simpaticamente proceder à banhoca mensal de bólide bonecal, hein? Vá, não se acanhem, que eu bem sei que estão desertinhos por lhe pôr as unhas em cima.
* Poderá ter sido outra palavra.
Ora como até acho que ele tem razão, digam-me cá: qual de vocês é que vai simpaticamente proceder à banhoca mensal de bólide bonecal, hein? Vá, não se acanhem, que eu bem sei que estão desertinhos por lhe pôr as unhas em cima.
* Poderá ter sido outra palavra.
sexta-feira, 22 de maio de 2015
Afinal eu não atraio maluquinhos!
É verdade, depois de 20 maravilhosas rubricas "Eu atraio maluquinhos" e de a última espécie ter sido atraída por volta de dia 15 de abril, constatei ontem que perdi o charme. Desligaram-se-me as feromonas que tanto agradavam aos chanfrados deste nosso Portugal em particular e de Alcochete, Montijo e Lisboa no geral (ou ao contrário, dependendo do vento). Obnubilaram-se-me as partículas que despertavam o interesse dos chalupas. Bom, acho que já perceberam.
E como chegaste a essa conclusão, Boneca Maria de Deus e, mais importante, como estás a tentar lidar com essa nova realidade? Olhem, muito mal. É que os maluquinhos eram o último reduto de esperança que tinha no meu swag. Se eles me desaparecem, mais ninguém me liga (a não ser Senhor meu Marido, mas esse é porque está veiculado por lei e mesmo assim às vezes mostra-se um pouco contrariado e tenho de fazer chantagem), e eu sinto o peso dos 40, preciso de afaganço de ego, ainda que seja na figura de pessoas claramente com défice mental e, não raramente, sem dentes e com muco nasal.
Bom, o que aconteceu é que ia com uma amiga no Metro e foi com ela que o maluco se meteu. Nem um olhar para euzinha, ali ao lado, carente de afetos, nem uma frase, nada! A ela, fez-lhe uma festa carinhosa no braço, assim do ombro ao cotovelo, ao mesmo tempo que um fio de baba lhe escorria do canto da boca. A estupidona ingrata, em vez de agradecer ao Criador ainda ter quem lhe passe a mão pelo pelo (sim, porque também já não vai para nova), gritou "CANOJOOOOO!!" com ar, pasme-se, enojado. E ainda se armou em fina, nem sequer se deleitando com os "psiu psiu psiu" insistentes dele durante todo o caminho entre a Baixa-Chiado e o Rossio. Dá Deus nozes a quem não tem dentes. E, ainda por cima, este maluquinho até os tinha todos.
E como chegaste a essa conclusão, Boneca Maria de Deus e, mais importante, como estás a tentar lidar com essa nova realidade? Olhem, muito mal. É que os maluquinhos eram o último reduto de esperança que tinha no meu swag. Se eles me desaparecem, mais ninguém me liga (a não ser Senhor meu Marido, mas esse é porque está veiculado por lei e mesmo assim às vezes mostra-se um pouco contrariado e tenho de fazer chantagem), e eu sinto o peso dos 40, preciso de afaganço de ego, ainda que seja na figura de pessoas claramente com défice mental e, não raramente, sem dentes e com muco nasal.
Bom, o que aconteceu é que ia com uma amiga no Metro e foi com ela que o maluco se meteu. Nem um olhar para euzinha, ali ao lado, carente de afetos, nem uma frase, nada! A ela, fez-lhe uma festa carinhosa no braço, assim do ombro ao cotovelo, ao mesmo tempo que um fio de baba lhe escorria do canto da boca. A estupidona ingrata, em vez de agradecer ao Criador ainda ter quem lhe passe a mão pelo pelo (sim, porque também já não vai para nova), gritou "CANOJOOOOO!!" com ar, pasme-se, enojado. E ainda se armou em fina, nem sequer se deleitando com os "psiu psiu psiu" insistentes dele durante todo o caminho entre a Baixa-Chiado e o Rossio. Dá Deus nozes a quem não tem dentes. E, ainda por cima, este maluquinho até os tinha todos.
quinta-feira, 21 de maio de 2015
Como nunca atingir o estrelato blogosférico em alguns passos (agora assim de repente não sei bem quantos, acho que são 5)
Basicamente é fazer isto:
Passo 1: Quando convidada para dar uma entrevista, ainda que informal, não te penteares. Amarrar o cabelo lambido num rabo de cavalo e prender as pontas caídas atrás das orelhas não configura um penteado. Ainda que vás dar a entrevista num centro comercial a um domingo.
Passo 2: Não pores lentes de contacto. Nem sempre os óculos dão um ar intelectual: às vezes só provam que és totó e pitosga.
Passo 3: Dispensares a maquilhagem. Mulher, caminhas a passos largos para os 40, esconde lá isso. Disfarça, camufla, tapa. Muito.
Passo 4: Vestires uma sweat shirt XL cinzento rato com a gola esgaçada.
Passo 5: Nunca partires do princípio que não te vão tirar fotos.
Passo 6: Quando vês a foto que te tiraram e constatas que, obviamente, estás péssima, não obrigares quem te entrevistou a assinar um papel em que se compromete a não divulgar, nem sob tortura, a miséria que tem na máquina.
P.S. A entrevista foi dada no âmbito de um projeto de uns alunos de Comunicação Social do Instituto Politécnico de Setúbal, que consistiu em fazer uma revista sobre Setúbal, que incluía uma entrevista a "bloggers setubalenses", vulgo "charrocos que mandam uns bitaites online". Mando daqui um beijinho à Inês, que me entrevistou, e uma mensagem: "Moça, não te dediques à fotografia!" ;)
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| Uma bela cara de sono à esquerda e o desastre à direita. O que vale é que não há luz na minha foto, posso sempre negar que seja eu. |
Passo 1: Quando convidada para dar uma entrevista, ainda que informal, não te penteares. Amarrar o cabelo lambido num rabo de cavalo e prender as pontas caídas atrás das orelhas não configura um penteado. Ainda que vás dar a entrevista num centro comercial a um domingo.
Passo 2: Não pores lentes de contacto. Nem sempre os óculos dão um ar intelectual: às vezes só provam que és totó e pitosga.
Passo 3: Dispensares a maquilhagem. Mulher, caminhas a passos largos para os 40, esconde lá isso. Disfarça, camufla, tapa. Muito.
Passo 4: Vestires uma sweat shirt XL cinzento rato com a gola esgaçada.
Passo 5: Nunca partires do princípio que não te vão tirar fotos.
Passo 6: Quando vês a foto que te tiraram e constatas que, obviamente, estás péssima, não obrigares quem te entrevistou a assinar um papel em que se compromete a não divulgar, nem sob tortura, a miséria que tem na máquina.
P.S. A entrevista foi dada no âmbito de um projeto de uns alunos de Comunicação Social do Instituto Politécnico de Setúbal, que consistiu em fazer uma revista sobre Setúbal, que incluía uma entrevista a "bloggers setubalenses", vulgo "charrocos que mandam uns bitaites online". Mando daqui um beijinho à Inês, que me entrevistou, e uma mensagem: "Moça, não te dediques à fotografia!" ;)
quarta-feira, 20 de maio de 2015
Novamente a propósito do "snooze"
Aproveitando o mote da Mixórdia de ontem e do texto maravilhoso que eu já tinha escrito sobre o tema, permitam-me que partilhe uma experiência
que, em minha modesta opinião, todos os que padecem com um companheiro(a) de
cama snoozólico deveriam perpetrar para com esse, digamos, grande estafermo.
Ora, consiste tão-somente no seguinte:
1- Toca o alarme;
2- Visto ser o toque "oficial", vamos permitir que este
exista e dar ao Estafermo que Dorme ao Nosso Lado (ao adiante designado por
EDNL) o benefício da dúvida;
3- O EDNL arreia a mocada da praxe no aparelho e vira-se para o
lado, como seria de esperar, e é aqui que o plano maquiavélico entra em marcha;
4- Nesta fase, a vítima do EDNL, fingindo continuar a dormir, fica à
coca, deixando-o pensar que vai preguiçar descansadinho à espera do próximo
toque;
5- Toca o snooze! Agora atentem: a mestria aqui consiste em mandar
um berro como se o mundo fosse acabar, em simultâneo com um salto da cama de,
pelo menos, metro e meio, para cima do EDNL, aterrando em voo, de preferência,
em cima de partes sensíveis;
6- Fingir que continuamos a dormir como se nada fosse;
7- Desfrutar do impacto e dos efeitos subsequentes;
8- Agradecer ao Criador a hora em que se descobriu determinado
blogue que presta serviço público de elevado gabarito.
De nada, pessoas, estou cá para isso. Experimentem lá este truque e depois digam coisas.
De nada, pessoas, estou cá para isso. Experimentem lá este truque e depois digam coisas.
E lá foi ele
Fazer
o Exame de Matemática, com a calma que lhe é característica. Acordou meia hora
mais cedo o desgraçado, porque houve um qualquer estrupício da autarquia que
achou que fazia bem mandar funcionários montados em máquinas de cortar relva
fazer o servicinho às 7h30 da manhã, uma vez que as ditas não armam
basqueiro nem nada (coisa máilinda de sua Boneca, oxalá lhe nasça uma palmeira
no rabo). Felizmente o Máinovo colaborou e não foi preciso uma grua para o
arrancar da cama e ameaças de confiscação de homens aranha e afins.
Quem
está aqui a pensar a cada minuto no Máivelho agora sou eu, e já percebi porquê:
como sempre detestei Matemática (claramente não saí em apetência à Mãezinha,
professora da matéria maldita), acho que me sinto semi-nervosa por ele, a
imaginar as réguas e os compassos, instrumentos do demo que para mim sempre
foram o equivalente a ciência espacial.
Mas enfim, mais um pouco e
o rapaz estará bem lançado rumo ao segundo ciclo. Começarei agora a preparação
para a festa de final de ano, onde se prevê música lamechas, entrega de
diplomas e muita choradeira materna. Estava a pensar à hora de almoço ir
abastecer-me de umas paletes de Xanax para dar início ao processo de estágio
para o final do ano letivo, mas, pensando bem, começarei pela sangria. Diz que
ajuda.
segunda-feira, 18 de maio de 2015
Os Exames do 4º Ano na perspetiva de uma criança de 9
"Fogo! Acreditas que vou ter aulas às 2 e meia??!!" foi a primeira coisa que me disse quando a professora me passou o telefone, antes mesmo de me contar se lhe tinha corrido bem ou mal o Exame de Português. Eu, para me solidarizar, disse-lhe "Realmente é uma seca..." "ESTÁ A VER, PROFESSORA, ATÉ A MINHA MÃE DIZ QUE É UMA SECA!!!" (ai catano, puto, não era para repetires isso aos gritos para toda a gente ouvir..!)
Parece que houve escolas que fecharam todo o dia (embora os exames tenham sido só de manhã) e esta malta ficou danada por ter aulas. O melhor foi mesmo, nos minutos que antecederam o exame, terem achado que descobriam o teste na net. Os grandes palermas estavam convencidos que o Ministério disponibilizava os enunciados uma meia horita antes ou assim, para benefício deles. Santa ingenuidade.
Se correu bem? Ele diz que sim. Then again, invariavelmente diz que sim, e nem sempre as notas o refletem. Uma coisa é certa, nada de nervos ou de preocupações excessivas. Nem do lado dele nem do nosso. Do nosso, porque somos mesmo assim e porque estamos a falar da nossa antiga quarta classe, pl'amordedeus, relativizemos, que vai haver tempo para pressões e tensão. Do lado dele, não porque seja uma criança particularmente calma (que não é), mas porque - felizmente na minha opinião - ainda não tem maturidade nem noção da responsabilidade de "fazer um Exame". Eu cá, só fiz os de Aferição e sabe Deus quão nervosa ia, que até cólicas tive. O facto de ele ter feito os exames na própria escola terá minimizado as preocupações, mas, Paizinhos que não dormiram a noite inteira aflitos com o dia de hoje, menos sim?
(E olhem que ainda há Matemática na quarta e depois é uma canseira, vejam lá isso, que não vão para novos, just saying.)
P.S. Confesso que pensei muito nele na hora e meia em que o sabia dentro de uma sala de caneta em riste, pensei na caligrafia que mais parecem cagalhotos alinhados em comboio, pensei em dar-lhe aquele beijo no pescoço, sofri um pouco, mas só um pouquinho. E em silêncio. Só para mim. E pedi ajuda divina. Porque isto nunca fiando. O meu amor grande, que está a crescer mais depressa do que eu previa.
P.S.2 Máinovo, farto de não ter protagonismo, comunicou que "eu também tenho um examo!"
Parece que houve escolas que fecharam todo o dia (embora os exames tenham sido só de manhã) e esta malta ficou danada por ter aulas. O melhor foi mesmo, nos minutos que antecederam o exame, terem achado que descobriam o teste na net. Os grandes palermas estavam convencidos que o Ministério disponibilizava os enunciados uma meia horita antes ou assim, para benefício deles. Santa ingenuidade.
Se correu bem? Ele diz que sim. Then again, invariavelmente diz que sim, e nem sempre as notas o refletem. Uma coisa é certa, nada de nervos ou de preocupações excessivas. Nem do lado dele nem do nosso. Do nosso, porque somos mesmo assim e porque estamos a falar da nossa antiga quarta classe, pl'amordedeus, relativizemos, que vai haver tempo para pressões e tensão. Do lado dele, não porque seja uma criança particularmente calma (que não é), mas porque - felizmente na minha opinião - ainda não tem maturidade nem noção da responsabilidade de "fazer um Exame". Eu cá, só fiz os de Aferição e sabe Deus quão nervosa ia, que até cólicas tive. O facto de ele ter feito os exames na própria escola terá minimizado as preocupações, mas, Paizinhos que não dormiram a noite inteira aflitos com o dia de hoje, menos sim?
(E olhem que ainda há Matemática na quarta e depois é uma canseira, vejam lá isso, que não vão para novos, just saying.)
P.S. Confesso que pensei muito nele na hora e meia em que o sabia dentro de uma sala de caneta em riste, pensei na caligrafia que mais parecem cagalhotos alinhados em comboio, pensei em dar-lhe aquele beijo no pescoço, sofri um pouco, mas só um pouquinho. E em silêncio. Só para mim. E pedi ajuda divina. Porque isto nunca fiando. O meu amor grande, que está a crescer mais depressa do que eu previa.
P.S.2 Máinovo, farto de não ter protagonismo, comunicou que "eu também tenho um examo!"
Família bonecal no País das Maravilhas
Fim de semana antes dos exames finais do quarto ano. Maldisse a minha vida quando soube o tempo que S. Pedro tinha reservado e percebi que tinha de ter o Máivelho enfiado em casa a estudar. Por isso, ante a oportunidade de ir ao teatro no domingo, assim numa espécie de pausa para tomar fôlego, ainda para mais no Corte Inglês, bati palminhas de contentamento e lá levei os meus três filhos ao teatro. Oi?! Três?! Sim, 3-filhos-três, porque Senhor meu Marido se porta de tal maneira que é como se levasse um "Máimáivelho" de 38 anos e barba. Só que este consegue conter os xixis (ainda).
Explicámos ao Máinovo que íamos ver a Alice no País das Maravilhas, o que fez com que ele perguntasse sobre cada pessoa com que nos cruzámos "Esta é a Alice?", inclusivamente à moça que estava a orientar as pessoas à entrada "Tu és a Alice?". O tal outro filho de 38 anos que levei atrelado não estava muito mais esclarecido, uma vez que ao ver a atriz que fazia de Alice me perguntou "Esta não é aquela Arruda dos Vinhos?" (alvíssaras a quem perceber a que moça ele se referia). E já nem conto a parte em que uma das deixas da peça era "come-me" e o totó era o único a rir-se... Olha, já contei.
Quanto a mim, percebi imediatamente que estava no sítio certo quando a primeira personagem que apareceu foi uma boneca e olho para a cara do Máinovo e o vejo absolutamente maravilhado com as personagens em palco (sobretudo tendo em conta a primeira e única experiência dele numa sala de cinema, relatada aqui).
Máivelho, por seu turno, muito senhor do seu nariz e no alto dos seus 9-anos-estou-só-aqui-em-Sabática-porque-vou-ter-exame-e-oh-para-mim-a-portar-me-melhor-que-vocês-todos, às tantas manda um grito "Então pá?! Como é que esta gente entrou para dentro do ecrã?!" (Era uma espécie de mistura teatro/cinema, giríssima, onde as personagens alternavam entre o palco e o ecrã, coisa que muito intrigou a rapaziada). Só não me fez passar uma grande vergonha, porque todos os miúdos estavam igualmente baralhados.
Em suma, o Máinovo teve alguma dificuldade em fechar a boca de espanto, não emitindo um único som a não ser a ocasional gargalhada com um rato (que afinal era um "arganaz", o que raio é um arganaz, OK, já sei, já fui ver) que andava sempre a dar mocadas com a cabeça numa mesa (o que me dificultou a tarefa de os convencer a não arrearem com a testa na mesa ao jantar...). Nunca me esteve o puto tão sossegado na vida (acho que a única frase completa que disse foi "Aquele rato é um bocadinho cocó").
Assim sendo, planeio ir ao País das Maravilhas todos os fins de semana até o mais pequeno perfazer 15 anos. Em não podendo ir às segundas, quartas e sextas.
domingo, 17 de maio de 2015
Pensamento de fim de semana #83
Devia ser obrigatório por lei que no fim de semana imediatamente antes dos exames finais do quarto ano o tempo estivesse sempre uma valente merda.
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Mãe sofre #68
- Máivelho, faz algum sentido andares nu pela casa?!
- Fazia mais sentido se eu andasse nu pela rua?
quarta-feira, 13 de maio de 2015
Máinovo Rebelo de Sousa
Máinovo tem aulas de inglês no jardim de infância, onde se aprende sobretudo com canções. De vez em quando, convidam os pais a assistir, e eu fui alegremente para ver se a criaturinha porventura sai à sua Mãe no que à apetência para as línguas estrangeiras concerne.
Sucede que o rapaz tem uma queda não só para o inglês como também para o comentário político. A saber: na altura de cantar "five little monkeys jumping on the bed", berrou alegremente como se estivesse sozinho num descampado "five little monkeys stomping on the fed". Ora este belo naco de análise política não mais é do que uma indignação pelo jugo americano, em particular ao nível das operações de política monetária. O meu filho quer paridade de taxas de câmbio e maior cedência de liquidez em dólares, e considera que tal apenas é possível se se proceder ao espezinhamento da Reserva Federal dos EUA. O rapaz, saindo em defesa da zona euro, põe na agenda do dia cinco macacos, os quais, na sua douta opinião de especialista em questões económico-financeiras e primatas, deveriam, com suas patas (numa clara alegoria ao mimetismo europeu face à América), pôr o Fed e respetivas taxas diretoras no seu devido lugar.
Vai longe, este miúdo. Próximo passo: perceber o que ele quer exatamente dizer com "mixta xan, xan, mixta golden xan, pixáindáunónmiiiiiii!!", porque de certezinha que será doutrina digna de figurar no Journal of International Money and Finance.
terça-feira, 12 de maio de 2015
A criança mais forte do parque é ele
O Máinovo tem a mania que é forte, do alto dos seus 4 anos, não tendo noção que é um minorca que não impõe qualquer tipo de medo nem respeito. Passou-se o seguinte num parque público, onde existe uma área fechada em que o meu queria brincar, mas sem ter de ser incomodado por outras crianças. Assim sendo, dirigiu-se ao grupo de crianças mais velhas, subiu para cima de uma pedra e começou aos gritos e a gesticular:
"Saem já daqui!!! Já!! Porque eu tenho 4 anos e sou forte e tenho uma espada e mato-vos a todos!!! Eu sou a Águia do Fogo e faço uma magia e mato todos!! E chamo o meu amigo João Francisco! Saem jáaaaaa!!!!"
Os outros miúdos tiveram uma reação parecida aos animais quando um mosquito pequenino lhes pousa em cima, que foi, basicamente, não lhe ligaram, apenas o olhando com uma certa curiosidade, do tipo "Quem é este meia-dose aqui aos gritos...?". Não contente com o resultado, Máinovo volta à carga, gritando mais alto e brandindo mais os braços no ar:
"Vão-se embora!!! Porque eu tenho 4 anos e sou forte!!!"
"E eu tenho 6 e sou o mais alto da minha sala!", resolve dizer-lhe um.
"Não és nada!! Eu é que sou!! E vou fazer 5 anos!! E depois 6! E o meu pai tem 38 anos e é forte!!"
O outro, intrigado com a conversa, vai ter com o seu pai, pergunta-lhe quantos anos ele tem e regressa.
"E o meu tem 40!"
Resumindo, se não tivéssemos agarrado no meu tinha oferecido porrada a meio parque, ainda ensaiou uma canelada numas miúdas, e saiu a barafustar que enchia todos de pancada e os matava a todos.
Francamente não sei a quem ele sai com este mau feitio.
Francamente não sei a quem ele sai com este mau feitio.
segunda-feira, 11 de maio de 2015
Da precaridade do trabalho putéfio
(Sabem aquelas situações em que têm a certeza que, se tivessem 5 anos, levariam umas valentes palmadas das vossas Mães? Assim me sinto em relação a este post. Raisparta a hora em que decidi contar-lhe do blogue.)
Trabalhei um par de anos na Avenida Almirante Reis, onde, acredito que haja muitos que saibam, atacam umas senhoras de vida obscura, que carinhosamente apelidávamos de putas. Penso ser esse o termo técnico e, inclusivamente, a profissão que as ditas colocam nos respetivos CV, até porque "trabalhadora de esquina em regime de conta própria, com carreira eventualmente gerida por um manager", seria muito comprido (De 2001 até ao presente - puta). Visto cruzar-me com elas todos os dias, comecei a saber quem eram, os seus horários, a localização privilegiada, até os clientes regulares. Aliás, trabalhando na mesma rua, poderia considerá-las quase colegas. Fofinho, fofinho (*contém o refluxo gástrico*). Havia uma com quem até sentia alguma afinidade, uma vez que partilhava o meu gosto pelo animal print. Aliás, quando ela envergava as belas leggings tigresse eu pensava "Olham'esta puta a fazer-me concorrência", ou seria ela a pensar o contrário, quando eu envergava tigresse, enfim, já não sei. Só não eramos confundidas porque a senhora deveria ter uns 50 e tal anos (era a chefe delas todas, penso eu), usava óculos fundo de garrafa e tinha uma barriga que parecia que estava grávida de 5 meses a caminhar para os 9. Uma belezura, portanto. O que é certo é que tinha saída, porque eu bem a via a entrar lá com os amiguinhos pela "portinhola do pecado". Adiante.
Estava eu na farmácia um dia quando a senhora entra e explica que estava com umas comichões. "Jura?!", pensei eu, "Tu queres ver que somos mesmo almas gémeas? É que eu também sou alérgica aos ácaros". Mas não, aparentemente as comichões da, chamemos-lhe Meretriz que talvez seja mais simpático e porque já esgotei a minha quota de asneiras num post, eram mais a Norte (as minhas são nos tornozelos/calcanhares, sim?). O problema é que o tratamento implicava o local de aplicação ficar intransitável e isso era um grandessíssimo inconveniente para a senhora, que tinha de trabalhar e que não poderia dar-se ao luxo de estar 4 dias sem, vá, as suas berlaitadas.
Fiquei preocupada e durante uns tempos andei a ver se a via e efetivamente ela não deixou de se apresentar ao serviço. A precaridade no trabalho é tramada. Ou neste caso, f#dida* mesmo.
*Sei que já vou tarde, mas perdão, sim, Mãezinha? Vergastarei lombo bonecal duas vezes por dia, mais propriamente ao deitar e ao acordar, assim em homenagem à Meretriz, que era essa a frequência do tratamento que ela deveria ter feito e se recusou. Botem o olho nisto, beneficiários calões do Rendimento Social de Inserção!
Trabalhei um par de anos na Avenida Almirante Reis, onde, acredito que haja muitos que saibam, atacam umas senhoras de vida obscura, que carinhosamente apelidávamos de putas. Penso ser esse o termo técnico e, inclusivamente, a profissão que as ditas colocam nos respetivos CV, até porque "trabalhadora de esquina em regime de conta própria, com carreira eventualmente gerida por um manager", seria muito comprido (De 2001 até ao presente - puta). Visto cruzar-me com elas todos os dias, comecei a saber quem eram, os seus horários, a localização privilegiada, até os clientes regulares. Aliás, trabalhando na mesma rua, poderia considerá-las quase colegas. Fofinho, fofinho (*contém o refluxo gástrico*). Havia uma com quem até sentia alguma afinidade, uma vez que partilhava o meu gosto pelo animal print. Aliás, quando ela envergava as belas leggings tigresse eu pensava "Olham'esta puta a fazer-me concorrência", ou seria ela a pensar o contrário, quando eu envergava tigresse, enfim, já não sei. Só não eramos confundidas porque a senhora deveria ter uns 50 e tal anos (era a chefe delas todas, penso eu), usava óculos fundo de garrafa e tinha uma barriga que parecia que estava grávida de 5 meses a caminhar para os 9. Uma belezura, portanto. O que é certo é que tinha saída, porque eu bem a via a entrar lá com os amiguinhos pela "portinhola do pecado". Adiante.
Estava eu na farmácia um dia quando a senhora entra e explica que estava com umas comichões. "Jura?!", pensei eu, "Tu queres ver que somos mesmo almas gémeas? É que eu também sou alérgica aos ácaros". Mas não, aparentemente as comichões da, chamemos-lhe Meretriz que talvez seja mais simpático e porque já esgotei a minha quota de asneiras num post, eram mais a Norte (as minhas são nos tornozelos/calcanhares, sim?). O problema é que o tratamento implicava o local de aplicação ficar intransitável e isso era um grandessíssimo inconveniente para a senhora, que tinha de trabalhar e que não poderia dar-se ao luxo de estar 4 dias sem, vá, as suas berlaitadas.
Fiquei preocupada e durante uns tempos andei a ver se a via e efetivamente ela não deixou de se apresentar ao serviço. A precaridade no trabalho é tramada. Ou neste caso, f#dida* mesmo.
*Sei que já vou tarde, mas perdão, sim, Mãezinha? Vergastarei lombo bonecal duas vezes por dia, mais propriamente ao deitar e ao acordar, assim em homenagem à Meretriz, que era essa a frequência do tratamento que ela deveria ter feito e se recusou. Botem o olho nisto, beneficiários calões do Rendimento Social de Inserção!
Coisas que só se veem aqui por estas bandas #9
Lembram-se daquela papelaria/tabacaria? Sabem, esta aqui? Esta, pá! Também vende papel higiénico. Não vá a malta ter uma aflição no barco.
domingo, 10 de maio de 2015
Pensamento de fim de semana #82
Homens cujos pelos do peito chegam a parecer camisolas de gola alta merecem mulheres cujos pelos púbicos chegam a parecer saiotes.
sexta-feira, 8 de maio de 2015
Gente com valentes pancadonas #15
Mais pessoas com pesquisas doidas, uns habitués, outros tão-somente malucos. Mas todos vêm cá ter, ah pois é.
- insultos carinhosos pra namorada: outra vez, homem?! Mas tu não percebes que se continuares a insultá-la, ainda que carinhosamente, o mais certo é que deixes de ter namorada, de todo? Irra. Trata-a bem, catano!
- blog 50 sombras de grey: olha, filhota, não sei se existe, mas aqui não te safas. A não ser com este post e este. Espero ter ajudado.
- fotos e videos rabos pilas e pipis: epá, tu de novo? Noto que requintaste, antes só querias vídeos, agora também queres fotos. Nunca estás satisfeito, hein? Mas eu já disse, não há disso aqui. E só terei falado de pipis em posts inócuos, como aqui e aqui. Nada que te interesse, portanto.
- loja roupa fisgas: bom, se são as fisgas que estou a pensar, não há de ser difícil, é só ires a uma loja que não tenha cuecas de velha. E não propriamente a posts como este ou este.
- pessoas que olham de cima a baixo: ui, puxa uma cadeira e senta-te, é a história da minha vida. Já deves ter descoberto isso, tendo lido este texto sobre o tema.
- semana 69: eeeerrrr, não sei bem o que diga disto, a não ser "SEU GANDA MALUCO!!"
- fio dental a pipoca mais doce: se calhar vou fingir que não vi isto, pois parece-me uma valente promiscuidade.
- blig casa da boneca: bem-vundo ao meu blig, ande se fula de duversis cenes comu erres du gramética.
- a castella do paulo foi para o japão, e agora onde posso comprar a castella? para já adoro assim pesquisas enormes, é mesmo ter fé no Googlezinho. E depois porque mantemos a chama acesa em relação ao meu restaurante favorito de todo o sempre, que fechou. Terás ido ter a este post aqui, e muito bem. Onde podes comprar castella? Pergunta ao Google, ora.
- acorda com espasmos violentos: ai é? Que chatice, pá. Também o meu homem. E arreia-me na tromba. Ora lê lá isto.
- pontapés adormecer: outra vez? Cheira-me que isso é mesmo coisa que te aporrinha, não é?
- tu preferias ou: oi? Podes explicar melhor? Dar uma pista? Adormeceste a escrever a frase?
- acompanhantes cais do sodre 2015: e eu é que sei? Eu só lá ia apanhar o barco, mas nem isso, agora é no Terreiro do Paço. Mas se quiseres poesia da boa sobre o Cais do Sodré, toma. Só não fala de acompanhantes, mas não se pode ter tudo.
- gluteos rijos: eu! Eu! Eu! Como é que sabias? (*sorri com ar maroto, mas a fazer-se de chocada*) Foste aqui ter? Então percebeste que é de família.
- frases para o dia da mãe não muito lamechas: não te safas, quando é para falar de Mãezinha, aqui só há lamechice, daquela mesmo a escorrer nheca e gosma. Do tipo isto e isto.
- rebarbado: és tu, oh! E cá para mim conheces este. Ou esta espécie.
- insultos carinhosos pra namorada: outra vez, homem?! Mas tu não percebes que se continuares a insultá-la, ainda que carinhosamente, o mais certo é que deixes de ter namorada, de todo? Irra. Trata-a bem, catano!
- blog 50 sombras de grey: olha, filhota, não sei se existe, mas aqui não te safas. A não ser com este post e este. Espero ter ajudado.
- fotos e videos rabos pilas e pipis: epá, tu de novo? Noto que requintaste, antes só querias vídeos, agora também queres fotos. Nunca estás satisfeito, hein? Mas eu já disse, não há disso aqui. E só terei falado de pipis em posts inócuos, como aqui e aqui. Nada que te interesse, portanto.
- loja roupa fisgas: bom, se são as fisgas que estou a pensar, não há de ser difícil, é só ires a uma loja que não tenha cuecas de velha. E não propriamente a posts como este ou este.
- pessoas que olham de cima a baixo: ui, puxa uma cadeira e senta-te, é a história da minha vida. Já deves ter descoberto isso, tendo lido este texto sobre o tema.
- semana 69: eeeerrrr, não sei bem o que diga disto, a não ser "SEU GANDA MALUCO!!"
- fio dental a pipoca mais doce: se calhar vou fingir que não vi isto, pois parece-me uma valente promiscuidade.
- blig casa da boneca: bem-vundo ao meu blig, ande se fula de duversis cenes comu erres du gramética.
- a castella do paulo foi para o japão, e agora onde posso comprar a castella? para já adoro assim pesquisas enormes, é mesmo ter fé no Googlezinho. E depois porque mantemos a chama acesa em relação ao meu restaurante favorito de todo o sempre, que fechou. Terás ido ter a este post aqui, e muito bem. Onde podes comprar castella? Pergunta ao Google, ora.
- acorda com espasmos violentos: ai é? Que chatice, pá. Também o meu homem. E arreia-me na tromba. Ora lê lá isto.
- pontapés adormecer: outra vez? Cheira-me que isso é mesmo coisa que te aporrinha, não é?
- tu preferias ou: oi? Podes explicar melhor? Dar uma pista? Adormeceste a escrever a frase?
- acompanhantes cais do sodre 2015: e eu é que sei? Eu só lá ia apanhar o barco, mas nem isso, agora é no Terreiro do Paço. Mas se quiseres poesia da boa sobre o Cais do Sodré, toma. Só não fala de acompanhantes, mas não se pode ter tudo.
- gluteos rijos: eu! Eu! Eu! Como é que sabias? (*sorri com ar maroto, mas a fazer-se de chocada*) Foste aqui ter? Então percebeste que é de família.
- frases para o dia da mãe não muito lamechas: não te safas, quando é para falar de Mãezinha, aqui só há lamechice, daquela mesmo a escorrer nheca e gosma. Do tipo isto e isto.
- rebarbado: és tu, oh! E cá para mim conheces este. Ou esta espécie.
Senhor Legislador, por favor
Quem nunca cantou a música do "chófer" nas excursões quando era miúdo, que se auto-ministre imediatamente 45 vergastadas no lombo, ao mesmo tempo que grita "Sou um cocó, não mereço viver em civilização, e rastejarei imediatamente para debaixo da pedra da gruta onde até agora vivi, nunca tendo cortado as unhas, que agora estão extremamente grandes, o que até se torna desconfortável".
Ora reza assim a rima:
Senhor "chófer", por favor
Ponha o pé no acelerador
Se chocar, não faz mal
Vamos todos para o hospital
Hospital de Santa Maria
Que é uma ganda porcaria
E é aqui que a doutrina se divide. O Máivelho canta:
Hospital de S. José
Que tresanda a chulé
E eu aprendi:
Já lá tive a minha tia
Que partiu o cu na pia
Ora, apelo ao legislador que se pronuncie pela melhor rima, que deverá perdurar gerações atrás de gerações. Na minha modesta opinião, não deveríamos, de uma assentada, denegrir a imagem de dois estabelecimentos do nosso sistema público de saúde. Vai-se a ver e são os dois, efetivamente, uma porcaria (quanto à questão do chulé, não possuo elementos que o comprovem), mas deixemos as crianças na ignorância. Bem basta cantarem "se chocar não faz mal", que já é estúpido q.b. Já a rima do cu da tia até é gira, que o diga Máivelho que me ouviu cantar alegremente a referida estrofe e ficou a olhar para mim com ar primeiro chocado ("Mãe, não se diz cu, é rabo!"), mas depois maravilhado ante a possibilidade de poder cantar "cu" sem levar uma galheta.
Próximo capítulo: Sr. Legislador, terá de emitir igualmente parecer sobre:
A nossa camioneta é de ouro e de prata
A outra lá de trás é de casca de:
i) batata
ii) barata
(QUÉQUEFOI? Aquela cena nas costas das baratas pode perfeitamente chamar-se casca!)
P.S. Nota-se que estamos em altura de excursões na escola de filhos bonecais?
Ora reza assim a rima:
Senhor "chófer", por favor
Ponha o pé no acelerador
Se chocar, não faz mal
Vamos todos para o hospital
Hospital de Santa Maria
Que é uma ganda porcaria
E é aqui que a doutrina se divide. O Máivelho canta:
Hospital de S. José
Que tresanda a chulé
E eu aprendi:
Já lá tive a minha tia
Que partiu o cu na pia
Ora, apelo ao legislador que se pronuncie pela melhor rima, que deverá perdurar gerações atrás de gerações. Na minha modesta opinião, não deveríamos, de uma assentada, denegrir a imagem de dois estabelecimentos do nosso sistema público de saúde. Vai-se a ver e são os dois, efetivamente, uma porcaria (quanto à questão do chulé, não possuo elementos que o comprovem), mas deixemos as crianças na ignorância. Bem basta cantarem "se chocar não faz mal", que já é estúpido q.b. Já a rima do cu da tia até é gira, que o diga Máivelho que me ouviu cantar alegremente a referida estrofe e ficou a olhar para mim com ar primeiro chocado ("Mãe, não se diz cu, é rabo!"), mas depois maravilhado ante a possibilidade de poder cantar "cu" sem levar uma galheta.
Próximo capítulo: Sr. Legislador, terá de emitir igualmente parecer sobre:
A nossa camioneta é de ouro e de prata
A outra lá de trás é de casca de:
i) batata
ii) barata
(QUÉQUEFOI? Aquela cena nas costas das baratas pode perfeitamente chamar-se casca!)
P.S. Nota-se que estamos em altura de excursões na escola de filhos bonecais?
quinta-feira, 7 de maio de 2015
Velha projetada
Local: ciclovia do Montijo, máquinas de ginástica
Hora: 9h
Contexto: velha ataviada com fato domingueiro decide - apesar da roupa formal - fazer ginástica nos aparelhos grátis postos à disposição pela autarquia.
Sodôna velha toma balanço e joga-se para cima daquela máquina que oscila de um lado para o outro, tipo pêndulo desgovernado, e desata a atirar-se que nem louca para a esquerda e para a direita. Boneca Maria de Deus decide encostar o carro à espera de ver quando é que a mulher desconjunta a bacia ou lhe salta a placa. Zinga, zinga, zinga, sacana da velha cheia de genica quase a dar uma volta de 360 graus na maquineta, ai que a velha vai sair disparada dali e crava-se nos arbustos se for para a direita, ou abalroa um ciclista se for para a esquerda, fingers crossed tomara que haja baderna, que foi para isso que aqui fiquei tipo mirone.
No final de tudo, tanto tempo à espera e nenhum acidente, apenas um cão que apanhou o susto da vida ao ver uma criatura já com a mise toda desfeita a sacudir-se a toda a velocidade.
Já não se fazem velhas como antigamente, pá.
quarta-feira, 6 de maio de 2015
Carta aberta a um marido que não entende que uma gaja tem frio
Venho por este meio tentar que a minha raiva não se traduza numa raquete de pingue-pongue colocada estrategicamente dentro da fronha da tua almofada explicar-te com muita calma aquilo que já devias estar careca de saber porra pá são 12 anos comigo que eu sou uma 'ssoa que - como a maioria das mulheres - tem o termostato avariado. E estamos com pouco mais de 20 graus lá fora, não propriamente com um calor abrasador. Pequeno estafermo de sua esposa Amor de minha vida, volta a pôr a manta felpudinha no sofá já car&lho, por favor, sim?
Vou tentar fazer-te um desenho como se fosses mesmo jumento que seja percetível para ti: o sofá de pele é frio e em contacto com certas partes do corpo mais desnudas (que, como diz o teu filho, andam de fora) provoca encarquilhamento de refegos enregelamento de extremidades, coisa que me f@de os nervos aporrinha sobremaneira, além de até aleijar um pouco.
Assim sendo, grande cão bebé cutxi-cutxi, não fazes mais do que a tua obrigação de marido e amar e respeitar e o diabo a sete ser-te-ia eternamente grata se fosses buscar a trampa da manta de onde quer que maldosamente a enfiaste que já nem te deves lembrar, como típico homem que és e a voltasses a colocar no sítio de onde ela nunca deveria ter saído se não tivesses tu calores como uma velha na menopausa onde ela fica melhor e é mais útil. Já!! Sim?? Raisparta o gajo oh camandro, raça maldita! Cá beijinho em sua esposa, coisa máilinda, que às vezes só me apetecia enchê-lo de galhetas, que o adoro daqui até ao Turquemenistão!
terça-feira, 5 de maio de 2015
A futilidade elevada à sua potência máxima
Deixem-se de tretas, toda a gente avalia toda a gente pela roupa. É mais forte do que nós: mal batemos os olhos em alguém, tiramos-lhe imediatamente a pinta pelo aspeto.
Vem isto a propósito de um homem bem giro que costuma vir no barco à mesma hora do que eu. Bem parecido e tal, um estilo de vestir descontraído que até é o meu tipo, enfim, bom para lavar as vistas que eu posso ser casada mas não estou morta. Acontece que esta criatura um dia destes foi de fato. E eu sou uma mulher que - regra geral - acha que o fato faz um upgrade na aparência de um homem. A NÃO SER que o homem se enfie num fato do avô, o que era o caso. A criatura parecia-me um trambolho, de fato com corte à velho, cor de caca líquida e chumaços. Nada que se aproveitasse. Valente turn-off. Nunca mais olhei para ele da mesma forma.
Lembra-me isto de uma história: Senhor meu Marido envergou num casamento (uns meses antes de me conhecer) um fato amarelado de um tio com o dobro do tamanho e peso dele, com uma gravata amarela com bonecos e alfinete de gravata. A sorte dele é que eu só vi as fotos desse casamento depois de já estarmos casadinhos, porque em verdade vos digo, é uma imagem que ainda hoje me assombra. E eu só vi em fotos, imagino quem testemunhou o debacle ao vivo e a cores. Eu cá, ferida mortalmente nojólhos, optei por recalcar. Felizmente, com o tempo, a coisa melhorou no que aos fatos concerne, muito graças a esforços bonecais. Agora está bem mais jeitoso, benzódeus. E confere: eles ficam mesmo mais sexy de fato.
Vem isto a propósito de um homem bem giro que costuma vir no barco à mesma hora do que eu. Bem parecido e tal, um estilo de vestir descontraído que até é o meu tipo, enfim, bom para lavar as vistas que eu posso ser casada mas não estou morta. Acontece que esta criatura um dia destes foi de fato. E eu sou uma mulher que - regra geral - acha que o fato faz um upgrade na aparência de um homem. A NÃO SER que o homem se enfie num fato do avô, o que era o caso. A criatura parecia-me um trambolho, de fato com corte à velho, cor de caca líquida e chumaços. Nada que se aproveitasse. Valente turn-off. Nunca mais olhei para ele da mesma forma.
Lembra-me isto de uma história: Senhor meu Marido envergou num casamento (uns meses antes de me conhecer) um fato amarelado de um tio com o dobro do tamanho e peso dele, com uma gravata amarela com bonecos e alfinete de gravata. A sorte dele é que eu só vi as fotos desse casamento depois de já estarmos casadinhos, porque em verdade vos digo, é uma imagem que ainda hoje me assombra. E eu só vi em fotos, imagino quem testemunhou o debacle ao vivo e a cores. Eu cá, ferida mortalmente nojólhos, optei por recalcar. Felizmente, com o tempo, a coisa melhorou no que aos fatos concerne, muito graças a esforços bonecais. Agora está bem mais jeitoso, benzódeus. E confere: eles ficam mesmo mais sexy de fato.
segunda-feira, 4 de maio de 2015
Conversa sanitária
Contexto: duas senhoras lado a lado, cada uma em seu casinhoto, fazendo o número 1 (opá, xixi, pronto, para quem não percebe). As paredes são finas, ergo, os sons são perfeitamente audíveis. Uma demora bem mais tempo do que a outra, e é esta pipicampeã que inicia a conversa:
- Reparei que demorou bem menos tempo que eu. Talvez devesse beber mais água.
- Eeeeerrrrr...
- Pois é, um xixi tão pequenino significa que não anda a consumir líquidos suficientes. Olhe que vem aí o verão!
- Eeerrrrr...
- Eu fico ali que tempos a verter, até parece que oiço a celulite a ir-se embora. Adoro! Faço imenso!
- Eeerrr...
- Pois é, e agora vou beber mais água. Daqui a pouco já cá estou outra vez.
Mentalmente: - Pois, a mijar a celulite, que felicidade.
Na realidade: - Eu agora só cá venho depois de amanhã, tenho a bexiga do tamanho de uma vaca.
(Agora atentai nas etiquetas: que verdadeiro post transversal, pá! Aliás, pensando bem, podia botar-lhe ali mais umas etiquetazinhas, a saber, margem sul, mau-feitio e serviço público. Só não boto porque tinha aqui uma pele de lado numa unha e roí-a e agora estou com o dedo cheio de baba)
- Reparei que demorou bem menos tempo que eu. Talvez devesse beber mais água.
- Eeeeerrrrr...
- Pois é, um xixi tão pequenino significa que não anda a consumir líquidos suficientes. Olhe que vem aí o verão!
- Eeerrrrr...
- Eu fico ali que tempos a verter, até parece que oiço a celulite a ir-se embora. Adoro! Faço imenso!
- Eeerrr...
- Pois é, e agora vou beber mais água. Daqui a pouco já cá estou outra vez.
Mentalmente: - Pois, a mijar a celulite, que felicidade.
Na realidade: - Eu agora só cá venho depois de amanhã, tenho a bexiga do tamanho de uma vaca.
(Agora atentai nas etiquetas: que verdadeiro post transversal, pá! Aliás, pensando bem, podia botar-lhe ali mais umas etiquetazinhas, a saber, margem sul, mau-feitio e serviço público. Só não boto porque tinha aqui uma pele de lado numa unha e roí-a e agora estou com o dedo cheio de baba)
domingo, 3 de maio de 2015
Ela
Ela não gosta que me refira a ela como "ela". Diz que é redutor, que deverá ser "a Mãe". Não gosta da palavra "estúpido", detesta-a, aliás, e fica piursa se a usamos na sua presença. Já à palavra "escagaçar" não resiste. Tenta não se rir, para não perder a compostura, mas é mais forte do que ela. O mesmo se passa com as minhas asneiras. Já desistiu de fazer cara feia. Desde que os netos nasceram que passou a ter mais dois filhos. "Como é que eles estão?" passou a ser a frase que mais oiço, ou, quando lhe conto alguma parvoíce deles, "Ai o meu querido". Emigrou-lhe um filho, custou-lhe horrores, mas foi a primeira a incentivá-lo e a apoiá-lo, mais não seja porque ela própria em tempos também o fez, em busca de uma vida melhor. Foi mãe muito jovem, num país em guerra, mas fez o melhor que pôde para criar uma bebé, a única sobrevivente de entre uma dezena de outros bebés que nasceram no mesmo dia no mesmo hospital com poucas condições. Hoje, é a melhor amiga da filha, da qual parece irmã, e aquela a quem a filha recorre em qualquer circunstância. Nunca falha, está sempre presente, matriarca ímpar da família. 365 dias por ano, 24 horas por dia, está esta mulher sempre cheia de energia e amor para dar, muitas vezes esquecendo-se de si própria. E é minha, caraças. Toda minha. E um bocado do meu irmão, vá.
"Vou fazer uma surpresa à mãe"
Pus o alarme no meu iPod para acordar às 10, para lhe fazer o pequeno almoço. Entretanto adormeci, sorte a minha, porque ela anda cheia de sono e ainda era capaz de me arrear. Enfiei-me entre os espaços das escadas para ela não me ouvir a abrir a cancela de segurança e percebi que já não tenho 3 anos e por pouco não fiquei entalado. Ora bem, ela disse-me que o seu pequeno almoço favorito eram torradas com galão. As torradas sei fazer, já a máquina do café, não faço ideia como funciona. Catano. Bom, vou cortar pão para as torradas. Ups, muito grosso, não cabe na torradeira. Vou cortar a meio. Ups, desfez-se tudo. Vou começar de novo. Bolas, aí vem ela com o minorca. Fui apanhado. Mas se calhar é melhor pedir ajuda. Vou dar-lhe as prendas que trouxe, pode ser que não perceba a porcaria que fiz com o pão. Olha, ficou com lágrimas nos olhos com o texto. E agora está a rir-se, não percebo os adultos. Ui, que acabou de ver o chiqueiro do pão no chão, mas entretanto o mano também está a dar-lhe coisas e ela já se esqueceu do que fiz. O mano ofereceu-lhe uma porcaria feita com uma caixa de ovos, mas ela adorou aquilo. Deve ser porque tem uma foto dele e ele disse-lhe que estava a segurar num "culachão". Ela fica toda derretida por ele não saber falar em condições. Mas ele não lhe fez um diploma de melhor mãe nem disse que ela era uma boa bailarina de kizomba. Entretanto, já que não lhe fiz o galão, ajudo-a com o mano e levo-o a fazer xixi (mas a minha pontaria não é assim tão melhor que a dele e não tarda quando ela precisar de ir ao WC vai constatar isso mesmo). Tentamos não gritar muito porque hoje é dia de o pai dormir até mais tarde. Ontem e anteontem foi a mãe, que parece uma ursa a hibernar. Deixo-a a ler uma revista e a comer: as torradas que eu fiz e o galão que ela fez, no tabuleiro de cortiça que eu construí na escola. Vou brincar com o mano para a sala. Fazemos um cagaçal tão grande a brincar à porrada que passado uns minutos ela já está com os nervos em franja e aos berros. Feliz Dia da Mãe!
P.S. Não, não foi o Máivelho que escreveu isto.
P.S. Não, não foi o Máivelho que escreveu isto.
sábado, 2 de maio de 2015
Mãe sofre #67
Para o Máinovo, a ausência de algo é veiculada com a expressão "com sem": "Estou com sem fome", "O iPad está com sem bateria.", são expressões típicas neste agregado familiar. Ora, isto dá origem a conversas ininteligíveis e, vá, palermas.
- Queres as batatas com ou sem molho?
- Quero com sem molho.
- Com ou sem?
- Já disse com sem! COM SEM molho!!
- Com ou sem?
- Já disse com sem! COM SEM molho!!
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