segunda-feira, 18 de maio de 2015

Família bonecal no País das Maravilhas

Fim de semana antes dos exames finais do quarto ano. Maldisse a minha vida quando soube o tempo que S. Pedro tinha reservado e percebi que tinha de ter o Máivelho enfiado em casa a estudar. Por isso, ante a oportunidade de ir ao teatro no domingo, assim numa espécie de pausa para tomar fôlego, ainda para mais no Corte Inglês, bati palminhas de contentamento e lá levei os meus três filhos ao teatro. Oi?! Três?! Sim, 3-filhos-três, porque Senhor meu Marido se porta de tal maneira que é como se levasse um "Máimáivelho" de 38 anos e barba. Só que este consegue conter os xixis (ainda). 

Explicámos ao Máinovo que íamos ver a Alice no País das Maravilhas, o que fez com que ele perguntasse sobre cada pessoa com que nos cruzámos "Esta é a Alice?", inclusivamente à moça que estava a orientar as pessoas à entrada "Tu és a Alice?". O tal outro filho de 38 anos que levei atrelado não estava muito mais esclarecido, uma vez que ao ver a atriz que fazia de Alice me perguntou "Esta não é aquela Arruda dos Vinhos?" (alvíssaras a quem perceber a que moça ele se referia). E já nem conto a parte em que uma das deixas da peça era "come-me" e o totó era o único a rir-se... Olha, já contei.

Quanto a mim, percebi imediatamente que estava no sítio certo quando a primeira personagem que apareceu foi uma boneca e olho para a cara do Máinovo e o vejo absolutamente maravilhado com as personagens em palco (sobretudo tendo em conta a primeira e única experiência dele numa sala de cinema, relatada aqui).

Máivelho, por seu turno, muito senhor do seu nariz e no alto dos seus 9-anos-estou-só-aqui-em-Sabática-porque-vou-ter-exame-e-oh-para-mim-a-portar-me-melhor-que-vocês-todos, às tantas manda um grito "Então pá?! Como é que esta gente entrou para dentro do ecrã?!" (Era uma espécie de mistura teatro/cinema, giríssima, onde as personagens alternavam entre o palco e o ecrã, coisa que muito intrigou a rapaziada). Só não me fez passar uma grande vergonha, porque todos os miúdos estavam igualmente baralhados.

Em suma, o Máinovo teve alguma dificuldade em fechar a boca de espanto, não emitindo um único som a não ser a ocasional gargalhada com um rato (que afinal era um "arganaz", o que raio é um arganaz, OK, já sei, já fui ver) que andava sempre a dar mocadas com a cabeça numa mesa (o que me dificultou a tarefa de os convencer a não arrearem com a testa na mesa ao jantar...). Nunca me esteve o puto tão sossegado na vida (acho que a única frase completa que disse foi "Aquele rato é um bocadinho cocó").

Assim sendo, planeio ir ao País das Maravilhas todos os fins de semana até o mais pequeno perfazer 15 anos. Em não podendo ir às segundas, quartas e sextas. 

Um dos divertimentos no final foi ver os pais a enfiarem a cara 
no buraco e baldarem-se para a frente mais o cartaz.
Máinovo primeiro não quis tirar foto com as personagens, depois foi o
caminho inteiro a chorar que queria uma "tugafia com a Alixe".

(Aqui entre nós, a Wanda Stuart fica melhor de cabelo

vermelho do que azul)

6 comentários:

  1. Arruda dos Vinhos?? Hahahahahahahahahahaha! Sofia Arruda, presumo eu? Hahahahahahahahaha

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  2. Serei só eu que não consigo imaginar a Arruda "Sofia" dos Vinhos com um ar angelical?!

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    1. Mas olha que me surpreendeu pela positiva! Esteve muito bem mesmo.

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