segunda-feira, 18 de maio de 2015

Os Exames do 4º Ano na perspetiva de uma criança de 9

"Fogo! Acreditas que vou ter aulas às 2 e meia??!!" foi a primeira coisa que me disse quando a professora me passou o telefone, antes mesmo de me contar se lhe tinha corrido bem ou mal o Exame de Português. Eu, para me solidarizar, disse-lhe "Realmente é uma seca..." "ESTÁ A VER, PROFESSORA, ATÉ A MINHA MÃE DIZ QUE É UMA SECA!!!" (ai catano, puto, não era para repetires isso aos gritos para toda a gente ouvir..!) 

Parece que houve escolas que fecharam todo o dia (embora os exames tenham sido só de manhã) e esta malta ficou danada por ter aulas. O melhor foi mesmo, nos minutos que antecederam o exame, terem achado que descobriam o teste na net. Os grandes palermas estavam convencidos que o Ministério disponibilizava os enunciados uma meia horita antes ou assim, para benefício deles. Santa ingenuidade. 

Se correu bem? Ele diz que sim. Then again, invariavelmente diz que sim, e nem sempre as notas o refletem. Uma coisa é certa, nada de nervos ou de preocupações excessivas. Nem do lado dele nem do nosso. Do nosso, porque somos mesmo assim e porque estamos a falar da nossa antiga quarta classe, pl'amordedeus, relativizemos, que vai haver tempo para pressões e tensão. Do lado dele, não porque seja uma criança particularmente calma (que não é), mas porque - felizmente na minha opinião - ainda não tem maturidade nem noção da responsabilidade de "fazer um Exame". Eu cá, só fiz os de Aferição e sabe Deus quão nervosa ia, que até cólicas tive. O facto de ele ter feito os exames na própria escola terá minimizado as preocupações, mas, Paizinhos que não dormiram a noite inteira aflitos com o dia de hoje, menos sim?

(E olhem que ainda há Matemática na quarta e depois é uma canseira, vejam lá isso, que não vão para novos, just saying.)


P.S. Confesso que pensei muito nele na hora e meia em que o sabia dentro de uma sala de caneta em riste, pensei na caligrafia que mais parecem cagalhotos alinhados em comboio, pensei em dar-lhe aquele beijo no pescoço, sofri um pouco, mas só um pouquinho. E em silêncio. Só para mim. E pedi ajuda divina. Porque isto nunca fiando. O meu amor grande, que está a crescer mais depressa do que eu previa.

P.S.2 Máinovo, farto de não ter protagonismo, comunicou que "eu também tenho um examo!"

6 comentários:

  1. Sai a mim, o teu mai'velho: ainda hoje, burra velha e cheia de noções, não me enervo com coisa alguma (e também não sou uma calmaria, mas não me dá pr'ós nervos). Beijo para ti e para ele!

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  2. Eu também era assim, mas aparentemente guardei os nervos de uma vida para a universidade -.-'

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