quarta-feira, 1 de julho de 2015

Outras tradições que algumas minorias apreciam

Um exemplo notório será talvez o ainda relativamente desconhecido mas em franca expansão "abalroamento anal do texugo". Trata-se do ponto alto das festas de Caganeira de Cima por ocasião da procissão em honra do seu santo padroeiro, o São Estrupício. Esta tradição popular consiste basicamente na introdução de objetos de uso doméstico no fiofó de um texugo, criado na aldeia especificamente para esse propósito. Ora, o bicho é desde pequeno habituado a estas lides: começa com colheres de chá e só depois de bastante prática evolui para as varinhas mágicas, culminando, na altura da procissão, com uma Bimby introduzida na regueifa. Desta forma garante-se que não há estranheza nem choque ante uma prática popular que tanto tem de divertida como de inofensiva, até porque toda a gente sabe que texugos, castores e os próprios esquilos são bicheza gay, procedendo a valentes rebaldarias em comboio nos seus habitats, e achando por isso bem supimpa esta maluqueira.

Posto isto, respeitemos as tradições ancestrais*, sobretudo quando estas não fazem mal a ninguém e servem para deleite de meia dúzia de atrasados mentais populares.

*também ensino os meus filhos a respeitarem as traduções ancestrais, mas isso fica para um outro texto sobre a nobre arte da tradução. Não poderia era deixar de puxar o rabo à minha sardinha. A propósito, um dia também vos conto sobre esta bela tradição, a de puxar o apêndice anal a clupeiformes.

6 comentários:

  1. Respostas
    1. Obrigada, obrigada (com entoação de Amália)!

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  2. Fico ansiosamente à espera de todos esses ensinamentos!

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  3. O melhor é não dar ideias... há malucos para tudo...

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