sexta-feira, 24 de julho de 2015

Sushi, bingo e kizomba

Devem ser as três palavras menos prováveis de acasalar, mas eu consegui juntar tudo isto numa noite, mais propriamente no sábado passado. 

Dei início às hostilidades à noite a enfardar pxungo cru como se não houvesse amanhã, acompanhado por sangria de champanhe e maracujá (que belo suminho!). Tendo em conta que a parte da kizomba já entrou em velocidade de cruzeiro e a única coisa de monta é que parece que eu tenho um letreiro na testa que versa "Velhos com ar de parvos, convidai-me para dançar!", gostaria de proceder a uma dissertação sobre a nobre arte de bingar a um sábado à noite.

Mito: só os velhos é que vão ao bingo.
Realidade: os velhos são uma minoria. Há de tudo e, surpreendentemente, a maioria inclui malta nova, quarentões e casais que fazem daquilo programa de sábado à noite (WTF?!).

Mito: no Bingo ouve-se música de hall de entrada de hotel de quinta categoria.
Realidade: até Jajão se ouviu.

Mito: o Bingo é um sítio calminho.
Realidade: há polícias à porta.

Mito: quando vamos à discoteca, vimos de lá a tresandar a tabaco.
Realidade: quando de lá saí parecia que tinha acabado de me rebolar em 17 cinzeiros, depois de me esfregar num contentor de Marlboro.

Mito: trabalhar nas portagens deve ser uma seca.
Realidade: e ser "leitora oficial de números do Bingo"...??!!

Mito: Senhor meu Marido fala rápido.
Realidade: e a tipa que recita os números?!

Mito: eu sei contar até 90.
Realidade: preferia um Bingo com letras, tenho ideia que assim tinha preenchido o cartãozinho todo.

Mito: o Bingo é uma seca pegada.
Realidade: experimentem ir com um grão na asa e mais três pessoas chalupas.

Mito: nunca me há de sair o Euromilhões.
Realidade: nem uma linha para amostra...

QUÉQUEFOI? Nunca puseram coraçõezinhos a marcar os
números, não? Pffff.

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