quarta-feira, 16 de setembro de 2015

A estupidez do costume é interrompida por momentos

Porque urge falar de apertos no coração. Daqueles que, não sendo necessariamente maus, ainda assim amassam e doem um pouco. Falo do início do ano letivo, não per se, mas do que acarreta e do significado que extravasa o mero começo das aulas. No caso do Máinovo, é apenas mais um ano de brincadeira, onde a ligeireza dos dias é comparável e diretamente proporcional à leveza dos 4 anos e à forma como ainda, nesta fase, se encara a vida. Sem atritos de maior. Sem preocupações: tem frio, há quem tape, tem ferida, há quem cure, tem lágrimas, há quem seque, tem dor, há quem beije. 

Já no caso do Máivelho, é toda uma outra seriedade. Vivida não só por ele, ainda que com muito orgulho e muito pouca preocupação (para já), mas sobretudo por esta Mãe. Que, me parece, não está preparada para a passagem supersónica do tempo. 

Caramba, não estou mesmo preparada para a velocidade a que eles crescem. E não há chavão maior. Mas não deixa de ser uma verdade absoluta e - confesso - triste que os filhos nos fogem por entre os dedos demasiado rapidamente, num dia são uma continuação do nosso corpo, no outro atiramo-los ao mundo e deixam de ser nossos. Porque este já não é tão meu quanto eu gostaria: já é muito senhor de si, com idiossincrasias marcantes, características vincadas e, agora, a iniciar uma nova etapa da sua vida. São quase 10 anos em que me ensinou a ser mãe tanto quanto aprendeu a ser filho. E agora pede-se-lhe responsabilidade, que quero muito que ele tenha, mas que lamento que tenha de ter. Porque isso quer dizer, na perspetiva mais egoísta do mundo, a minha, que está a deixar de ser o meu menino para, a passos largos, se tornar o meu homenzinho. 

19 comentários:

  1. Deviam, de facto, crescer mais devagarinho... Os nossos bebés que crescem, como querem as coisas, sempre de repente! Um grande beijinho na mammy boneca, porque tantas vezes são as mães que precisam de colinho! Um chuuuaaaccc lamechas e repenicado em si!

    ResponderEliminar
  2. tenho um da mesma idade; sinto as mesmas angustias e preocupações; não nos aflijamos, há-de correr bem, beijinhos, ;)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não é aflição, é mais um pequeno aperto... :) beijinhos

      Eliminar
  3. Awwwww! Isto é tão bonito! Não sou mãe, mas sou tia e se tenho tantas saudades da minha sobrinha linda já não ser um bebé, nem imagino o sentimento de uma mãe. Força Boneca, a vida é mesmo assim, mas as recordações ficam sempre e são tão boas! Cá beijinho!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sim, tens razão, e é bem verdade que todas as fases têm as suas particularidades giras, mas... :)

      Eliminar
    2. Cat de Castrosetembro 16, 2015

      Ca besito en ti Muñekita más guapa e um ganda xi<3 (que também é um aperto mas "bem mais melhor bom" :P )

      Isabelita, eu tenho cá para comigo que fomos separadas à nascença. Muitas vezes acho que já comentei só de ler os teus comentarios ;)
      Também não sou mãe, mas uma tia muito babada e orgulhosa da minha sobrinita, que só vejo a cada três meses e cada vez que a vejo é como "alguém desliga o botão de crescer desta criatura para eu poder acompanhar só mais um bocadinho?" =)

      Besitos paras las dos =),
      Cat

      Eliminar
    3. Aaaawww que fitinhas, as minhas leitoras a confraternizar de forma inter-regional! Caá beijinho e obrigada pelas palavras, Cat.

      Eliminar
    4. Era fofinhas, obviamente. Trampa do corretor!

      Eliminar
    5. Awwww, Cat, obrigada! Beijinhos grandes para ti também!

      Eliminar
  4. Pensa que pelo menos vão 'intercalados'. A minha mãe teve as filhas a entrarem no mesmo dia nas escolas mais diferentes de sempre e provavelmente mais difíceis de deixar os filhos: uma no berçário e outra (eu!) na universidade :')
    Beijinho Boneca!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Grande diferença que vocês têm! E sim, vingo-me no Máinovo ;)

      Eliminar
  5. No meu caso, acho que foi mais difícil para a minha mãe do que para mim. Naquela manhã foi a única vez que vi a minha mãe conduzir devagar, sem música, com as duas mãos no volante, sempre a olhar para a frente e não disse uma única palavra o caminho todo. E para mim nem foi grande coisa, já nem me lembro do resto do dia.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É sempre mais difícil para as mães, obviamente. E essa descrição podia ser minha, no(s) primeiro(s) dia(s) de creche ;)

      Eliminar
    2. Eu como não fui nem à creche nem ao infantário, era quase isso para ela...

      Eliminar
  6. Vi o seu texto XS no NIT,e tinha de comentar porque sou euu,com um 36 da zara ahah toda a vida vesti acima de 40 e agora caibo num 36 da zara,toda a gente sabe que os tamanhos da zara são para pessoas esqueleticas,magrissimas..sim fiz uma festa no provador e são as minhas calças do momento ahah beijinhos vou agora explorar o seu blog :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Bem-vinda, então, a este humilde barraco, pleno de imbecilidade e estupidez. Espero que goste!

      Eliminar