segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Convidaram-me para falar sobre as legislativas

Num espaço sério. E eu concluo que me agrada que haja quem perceba que, por detrás de uma pessoa que só debita parvoíce, há um ser pensante que - eventualmente - poderá não ser tão parvo quanto isso.  

Foi assim que, ante o convite do Aventar, me pus efetivamente a refletir sobre o assunto "legislativas 2015" e uma das conclusões a que cheguei foi que ainda bem que decidi criar este blogue. É que esta personagem fictícia, esta espécie de alter-ego, mas com muit(íssim)o de mim, desbragada na linguagem e nos modos, me serve de escape bem mais do que eu alguma vez esperei. E, quando, por um motivo ou outro, tenho algo que me chama à realidade ou, neste caso, quando a realidade só tem meios de me contactar por aqui, fico a pensar quão mais feliz sou desde que despejo os meus devaneios nesta minha casinha virtual. Embora já muita gente saiba quem sou e que tenho este blogue (bem mais do que eu gostaria, aliás, pela força de algumas circunstâncias), continuo a encarar isto como um fórum onde posso dizer o que me apetece sem restrições (além do cuidado - tantas vezes mal-sucedido - de não envergonhar Mãezinha). 

Mas divago. De volta ao tema principal: para mim, as eleições são um não assunto para post. Sou o que se pode designar por uma desiludida com a política. Nunca me interessei particularmente pelo tema, aliás, a minha primeira desilusão foi quando fiz campanha fervorosa pela Maria de Lourdes Pintasilgo nas presidenciais de 1986. O problema foi que se esqueceram de me avisar que, com 10 anos, não poderia votar. Fiquei destroçada. Com o passar dos anos, confesso que o interesse não aumentou e, hoje em dia, meus caros, faço parte daquela fação de eleitores que acha que "é tudo igual". Acho mesmo, com convicção, e lamento por isso. Mas não me envergonho por isso, porque penso que não é minha obrigação interessar-me por política. É, antes, obrigação da política fazer com que eu me interesse.

A minha não opinião figura aqui: 

Olhares sobre as legislativas 2015: um não texto

4 comentários:

  1. Podes antes falar de unhas, gel, gelinho, unhas de acrílico, nail art, se não for muito incómodo? Onde fazer, mais baratos e cenas?

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    1. Credo, mulher, entre um tema é outro, venha o Diabo e escolha.

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  2. Acho que pelo número de comentários a este post se vê bem que este é um não assunto não só para ti, mas também para os teus leitores (eu incluída). :D

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    1. Por acaso já me tinha ocorrido precisamente isso.

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