quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Pilhas

Confessem lá que pensavam que eu me tinha enganado e ia desatar a dissertar sobre genitália masculina, hein? Porcas pessoas, que me fazem perder a fé na humanidade.

É mesmo sobre pilhas que venho hoje discorrer. E bumba, fugiram-se-me 34 leitores. Aos 7 que ficaram, um bem haja. Lembram-se do ciclo da água, que tivemos de estudar a Ciências da Natureza e que, no meu caso, incluiu ir ao quadro e ficar traumatizada para o resto da vida, porque a velha não me deixou sentar enquanto não debitei o ciclo de trás para a frente incluindo a precipitação oculta que ainda hoje me lembro do que é e não serve absolutamente de nada para a minha vida nem para a minha felicidade, e semelhante foi o recalcamento que quando passo por debaixo de árvores e apanho com pingas me lembro da maluca da velha que andava sempre de bata branca e tinha bastante baba ao canto da boca? 

Lembram-se? 

Pois bem, apresento-vos o ciclo da pilha em Alcochete. Isto porque acredito que em Alfornelos e em Alcabideche, sítios igualmente árabes, o processo se desenrole de forma diferente. Por aqui é da seguinte forma. Aviso do computador: mudar as pilhas do rato. Criatura já de si com pouca paciência vai buscar as pilhas que deveriam estar carregadas, mas descobre que estas entretanto descarregaram, põe tudo a carregar e enquanto aguarda e precisa de trabalhar faz um raide aos comandos da TV e retira pilhas normais. Que estão um pouco nhenhosas. No rato, as pilhas não se põem com os + e os - trocados, pessoa impaciente enfia aquilo à bruta e o rato continua a não funcionar. Crianças entretanto querem ver TV e gritam que o comando não funciona. Saem as pilhas do rato, voltam para o comando. Pessoa já bastante irritada ataca o comando da TV onde está o marido que, quando dá conta, se porta pior do que as crianças, nomeadamente batendo o pé, fazendo birra e ameaçando xixi pelas pernas abaixo. Pessoa que só queria trabalhar e agora preferiria proceder a um varrimento do seu agregado familiar com uma catana com punho incrustado com cristais Swarovski está prestes a partir tudo quando se lembra que talvez 8 minutos de carga sejam suficientes para pôr o rato a funcionar. Não são. Nada funciona, pilha nenhuma. Existem na casa aproximadamente 174 pilhas recarregáveis e nenhuma está carregada. Jogos infantis são violentados para se retirarem as pilhas. Crianças recordam-se que bom mesmo era nesse momento jogarem nos jogos esventrados de pilhas. Pessoa descompensada ameaça utilizar as pilhas nas crianças como se fossem supositórios de 250 mg de Benuron e eles estivessem com 39 de febre e, consequentemente, consegue sentar-se para recomeçar o seu trabalho. Pessoa já mais calma começa a escrever. Rato impecável, a funcionar. Aviso do computador: mudar as pilhas do teclado.

18 comentários:

  1. Aahahhaha isto é tão bom, mais um pouco "pessoa manda computador pela janela" :P

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    1. O computador + os filhos + o marido.

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  2. ahah parece um episódio de Mr Bean :') hilariante!

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    1. É mais um episódio na vida de Mrs. Doll!

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  3. Ahahahahahahahh ahahahahaahahahah espera...ahahahahahahahahh muito bom

    Fátima Pereira

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  4. ahahahahahahahahaha que famjlia essa, é de dar com a cabeça nas paredes :)))

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  5. Respira Boneca respira... Deixa umas pilhas das ditas normais que não se carregam escondidas numa gaveta, para poderes usar quando precisas :)

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    1. Como se os piquenos leitões não as conseguissem descobrir lá...

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    2. Coloca chocolates e gomas ao pé das pilhas... pode ser que se distraíam :)

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    3. Talvez resultasse, sim.

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  6. Isso acontece porque não utilizas as pilhas Duracell (passo a publicidade) lol

    www.pensamentoseepalavras.blogspot.pt

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  7. ahhhhhh, não quiseste foi ir buscar "aquelas" pilhas que têm carga e não estão à mão ;)

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