segunda-feira, 9 de novembro de 2015

10-anos-dez!

Todos os anos entre os dias 7 e 21 de novembro acomete-se-me uma ligeira depressão, que se manifesta com os seguintes sintomas: vontade incontrolável de comer castanhas e de saltar fogueiras. Ah, esperem, isto são os que se me acometem no S. Martinho. Os da ligeira depressão são: vontade incontrolável de proceder a cirurgias plásticas, de me enrolar num canto em posição fetal apenas com a companhia de um Twix e a banda sonora do Titanic e ganas de consumir uns três copos de algo que contenha álcool e me deixe entorpecida para o facto de o tempo estar a passar para o Máivelho e, consequentemente, para moi. Este estado depressivó-palerma tem início no aniversário do crianço e termina na véspera do meu. Portanto, é fazer as contas para descobrirem qual o dia em que deverão encher-me de presentes. 

Este ano estou a ter mixed feelings, pois 10 anos de idade é um número tão redondinho que não há como ficar muito deprimida. Ou então há, efetivamente. É que, catano, tenho um filho com dois dígitos! E, por muito orgulho que isso me traga, ao ver que até nem nos saímos mal neste ser que criámos, educámos e formámos, não deixa de ser assustador o passar do tempo, a sua inexorabilidade e como nos demostra que temos mesmo é de aproveitar estas crianças enquanto ainda o são, porque em breve serão adolescentes irritantes e, nessa altura, tenciono comunicar com eles apenas por e-mail e SMS. 

Entretanto, o miúdo já comunga da minha depressão: no dia a seguir aos anos disse-me "hoje é o pior dia da minha vida, porque só daqui a um ano é que faço anos outra vez". Não sei a quem sairá ele, assim palerma melodramático.

2 comentários:

  1. Parabéns pela década de mãe... de facto as crianças crescem depressa... mas o direito ao mimo está sempre lá...

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    1. Efetivamente conto dar-lhe beijos nos olhos e envergonhá-lo até aos 30.

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