sexta-feira, 29 de abril de 2016

Estou de volta

E se alguém pensa que estar fechada em casa com uma criança doente dá para descansar, pode bem sentar-se num ananás com a rama para cima. Bem, concedo que não tive de me levantar às 6h30 para os levar para a escola, mas mal o rapaz sentia o pai a saltar da cama entrava por ela adentro e uns minutos depois tinha início uma sessão de pontapés nos rins, na barriga, nas meninas e, não me perguntem como, na testa. Sim, pequeno ordinário arrefinfou-me um pontapé em cheio no meio da testa, e eu juro que vi a Mafalda Veiga mais respetivos pássaros do sul/bando de asas soltas/trazem melodias pra cantar às moças/em noites de romaria. A criança rodava sobre si tipo catavento epilético e cheguei a dar por ele a rodar freneticamente o famoso paninho com que dorme como se fosse um adepto do Benfica a agitar o cachecol em dia de derby. Levar com aquilo na cara acabou por ser uma benção, porque quis dizer que não era com um pé. Caso se estivessem a questionar, a resposta é sim. Um pé número 26 dói muito, sim, e essa dor é exacerbada por aquelas borrachinhas nas solas das meias: fiquei com estrelas marcadas numa bochecha. Vi estrelas, que vi, e fiquei com elas carimbadas, porque era o formato das borrachas anti-derrapantes das meias do ponta de lança do demo. 

Às 9 da manhã, depois de uma hora em que me senti como se estivesse dentro da máquina de lavar roupa em programa de centrifugação acelerada, piqueno Belzebu acalmou, já não se comportando como uma criança à beira de necessitar de exorcismo. Finalmente ia poder fechar os olhos e dormir um pouco, aliás sentia que estava suavemente a aconchegar-me nos braços de Morfeu, a minha respiração mais suave, os olhos pesados...

LARGA JÁ O MEU PUZZLE!!!!!!!!!

E começou tudo de novo.

2 comentários:

  1. Ah, isso dos pontapés é porque sai ao pai. :D

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    1. My thoughts exactly, minha cara...

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