terça-feira, 3 de maio de 2016

Das grandes teorias da humanidade - parte 1: o cotovelo

Caros leitores ávidos de conhecimento científico, mas sem esquecer uma importante componente de imbecilidade, hoje gostaria de partilhar convosco uma teoria que ando a desenvolver há aproximadamente, mais coisa menos coisa, 4 dias e meio. Esta prende-se com algumas impossibilidades físicas estruturais dos seres humanos, que nos impedem de viver uma vida plena. Ora se o corpo é nosso, deveríamos ter-lhe acesso total e desenfreado e fazer dele o que bem entendêssemos. E não estou a falar propriamente daquelas cenas do yoga, em que nos torcemos todos e quando damos conta estamos frente a frente com a nossa fiarresga numa perspetiva nunca antes vista e não sabemos o que lhe havemos de dizer.Vão por mim que já passei por isso, quando andava a dar forte e feio no OOOOOOMMM, mas sem a parte da meditação, respiração, enranhosamento e afins. 

A que me estou a referir afinal? A uma coisa tão simples como utilizarmos o cotovelo. Ora o cotovelo é uma parte que existe, está lá, carece de mimo, esfoliação, hidratação, mas depois pouca serventia tem. E se, por exemplo, o quisermos lamber? Não conseguimos! Ou usá-lo para coçar os olhos? Não dá!! Ou, assim na loucura, apanharmos as molas da roupa do chão porque temos nas mãos burriés acabados de sair do nariz de um filho que gosta de os partilhar?! Isso já conseguimos, mas não tem tanta piada. E parecemos uns macaquinhos, o que também não é fixe. 

Posto isto, e em parte porque tenho uma amiga que não consegue manter um diálogo sem me arrear com o cotovelo repetida e irritantemente nos flancos, declaro aqui hoje o cotovelo parte chunga do corpo. Assim como assim, no estado em que andam alguns, já o é. Ainda ontem vi o de uma senhora que mais parecia um abacate: rugoso, assim a modos que com socalcos e um pouco verde. Se calhar a parte do verde foi porque tinha os meus Ray-Ban postos, mas isso não invalidou que me tenha ficado a apetecer guacamole.

12 comentários:

  1. É o regresso da Boneca aos temas fraturantes da sociedade. É o verdadeiro serviço público. Só por causa deste post fui a correr hidratar os meus cotovelos. :P beijoca

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    1. De facto, se não fosse eu, pá.

      Mas! Cuidadinho a juntar fraturante e cotovelo na mesma frase.

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  2. Cat de Castromaio 03, 2016

    Eu ca nao sei, mas qd saio á noite faço grande uso dos meus ricos cotos... quando me sinto em apertos propositados ou me sinto a passagem do samouco em que toda a gente passa por trás e dá valentes empurroes eu saco fos meus cotovelos e sai real arreanço de cotoveladas (discretamente) para quem ousa invadir o meu espaço =)
    (Assim cm agr no metro me apetece arrear uma cotovelada ao gajo do lado que decidiu partilhar a sua tosse com todos... porco pahhh)

    Ca besito da emigar, muahhh =)

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  3. Cat de Castromaio 03, 2016

    E nao só tosse como arrota... rais parta o homem.. duas arreadelas e um biqueiro nao tarda!

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  4. Cat de Castromaio 03, 2016

    Update 3: e saca burriés.. arghhhh... fui para outro sitio!

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    1. MUITA SOLIDARIEDADE DESTE LADO, MULHER!

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  5. apoiado, parte chunga e desnecessária, a não ser à saída do estádio do glorioso em dia de enchente :); agora "fiarresga" WTF ???
    bjinhos

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    1. Epá, tão verdade! ÉSSEÉLEBÊEEEE!!! Sim, não é lindo o termo?

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  6. Não esquecer que o cotovelo serve para apoiar o braço na mesa enquanto a cabeça descansa na palma da mão em momentos de aborrecimento!

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    1. Essa será seguramente a sua maior vantagem, mulher.

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  7. Uso os meus cotovelos muito esporadicamente (sou anti-social e pouco dada a multidões, qu'é que se há de fazer?). Mas detesto quando as pessoas falam para nós e nos vão dando cotoveladas porque não estamos a olhar para elas. Dass! Só porque não estamos a olhar não quer dizer que não estamos a ouvir! Grrrrr!

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    1. Pensando bem, a porrada será mesmo a maior vantagem.

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