terça-feira, 9 de agosto de 2016

Desabafos, desabafos

Ai, migas e migos, não me aguento. Preciso mesmo de usar esta plataforma para proceder a um valente desabafanço relativamente a um assunto conjugal que me está a dar cabelos brancos. A definhar-me a alma. A corroer-me o juízo. A estrafegar-me a existência. É daquelas situações que, no limite, me farão ponderar seriamente a separação. Sim, a separação TOTAL das roupas em sede de máquina de lavar. Porque o tormento de que falo é o cheiro das roupas de treino do PT que eu tenho cá em casa e que por acaso até se trata de meu cônjuge.

Primeiramente, tenho mesmo de tentar explicar ao que cheira aquela licra ou lá o que é aquele material sintético nojento: imaginem um cão bem molhado, que fechamos dentro do contentor amarelo da reciclagem durante uma semana, e ele anda ali a rebolar-se entre latas de atum, frascos de salsichas, recipientes de alumínio com restos de molho de frango. Tudo isto numa semana de julho em que estão 42 graus. O cheiro do pêlo do canídeo, que não conseguiu secar derivado de ter absorvido toda aquela panóplia de molhanga, corresponde ao odor da roupa de Senhor meu Marido depois de várias aulas a bombar. Agora imagine-se isto a passar para a roupa da restante família... 

Aqui sinto que tenho de fazer um disclaimer, não vá a malta pensar que eu me casei com o Pepé le Pew, dizendo que o homem é um gostosão bem-cheiroso, ande cá à sua Boneca que o gasto de tanta snifadela. Sucede que a trampa daquela roupa não aguenta a atividade física à bruta perpetrada por Senhor meu PT hiperativo do físico ninja warrior nível 4. 

Isto leva-me à situação de precisar de meter baixa médica psicológica de cada vez que sequer considero estar na altura de enfiar aquilo na máquina. Começo a sentir uma ligeira taquicardia, as mãos tremem, toda eu comicho e brotoejo e dá-me umas ganas incontroláveis de degolar patinhos bebés. "Então e mandá-lo a ele botar aquilo para lavar?" perguntam vocês. Excelente ideia, só que a roupa é meu departamento. Tudo para me safar a tratar da loiça, que abomino com todas as forças do meu ser (e porque desconfio que se o homem me tratasse da roupa era o descalabro). Portanto, aguento e não choro. Ou melhor, choro, que aquilo dá-me daquelas reações quando cheiramos amoníaco, que até as lágrimas nos vêm aos olhos. Já cheguei a considerar usar luvas, uma máscara das que por lá ainda andam cortesia da Gripe A, mas acho mesmo que isto só lá vai com Hazmat, comme ça:


Alguém sabe onde posso adquirir um destes bichos,
mas em glitter rosa? Agradecida.

P.S.: Se eu estiver mais do que 1 semana sem dar notícias, vocês mandem alguém lá a casa, porque provavelmente estou inanimada depois de ter tentado lavar aquilo a 120º com centrifugação em Mach 5.

4 comentários:

  1. Aqui em casa há o mesmo problema com os equipamentos de motocross. A tática passa por: assim que chega a casa do treino é ele que o põe na máquina, sem mais nada. Depois é só ir eu e ligar a máquina. Sem sequer sentir o cheiro ou lhe tocar. Perfect 👌🏽

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    1. Pois, filhote, mas aqui há mais roupa para tratar. E, lá está, quero mesmo safar-me da loiça.

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  2. Tenho um cesto de roupa suja só para roupa de ginásio! Impossível misturar aquilo com o cheiro que tão bem descreves lol com outra roupa.
    Não é muito bom ficar no cesto mas lavar todos os dias na maquina só com roupa de um dia não é lá muito viável.
    Carla

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    1. Tenho é de arranjar uma máquina de roupa à parte! Raispartam o homem.

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