terça-feira, 6 de setembro de 2016

Da série "Os grandes flagelos da humanidade ade ade..."

Pessoas, sinto que estou a enveredar por um determinado padrão de análise, nomeadamente ao nível de uma parte do corpo em particular, mas, o que fazer? São os grandes temas. Assim, na senda deste post sobre o cotovelo e respetiva inutilidade, venho hoje dissertar sobre o enorme flagelo que assola não só lares como estabelecimentos de restauração e que é apenas comparável à luta que é desentalar aquelas meias tipo pezinho quando se enfiam para debaixo do calcanhar, o que faz com que para o resto do mundo esteja tudo bem connosco quando no fundo estamos bastante desconfortáveis e até com algumas dores. Falo das migalhas nas mesas que se cravam nos cotovelos e antebraços!* Quem nunca, hein??! Refiro-me sobretudo àquelas de pontas afiadas, bem crocantes (então se forem de pizza, the pain!!!), que se nos entram pele adentro (até porque afora era parvo) e nos perfuram até à alma, provocando-nos dores lancinantes que raramente ou nunca nos granjeiam solidariedade dos pares. 

O que fazer? Para onde ir? Quid juris? Comer saladas, talvez, mas sei de muito bom crouton de salada César que já atacou violentamente articulações de extremidades superiores em dobradiça. Comer apenas fruta, quiçá, mas sei de muito caroço de uva que perpetrou feridas terríveis em ligações do úmero ao cúbito. Não tenho uma resposta ainda, mas prometo, aqui neste fórum de análise amostral multietápica, que logo que possua uma solução para este drama, a partilharei. Até lá, um conselho: não utilizem em vão a expressão "dor de cotovelo". Não se aproveitem dela apenas para se referirem a um sentimento tão banal e comezinho como a inveja. A verdadeira dor de cotovelo é perpetrada pela migalha mais insidiosa, velhaca dissimulada e matreira que se esconde camuflada na toalha mais discreta, por detrás do guarnapo mais inofensivo, à espera, pacientemente, qual predador esfomeado, pelo momento certo para nos atacar.

Credo, tenho mesmo de deixar de ir à Padaria Portuguesa logo de manhã.


Esperem lá, será por isso que as nossas mães passavam a vida a dizer-nos
 "Tira os cotovelos da mesa!"?!

2 comentários:

  1. E as camisolas de malha que também não nos deixam pousar os cotovelos na mesa? Aaaargh!

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    1. Verdade! Ou as cotoveleiras de algumas camisas! Buuuu

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