terça-feira, 8 de novembro de 2016

Mimos e direitos de propriedade

Num daqueles momentos de ronha, em que Máinovo se enfia comigo na cama (Máivelho já só acha isso nojento), estávamos em conversa de mimo:
- Anda cá, macaquinho, que és só meu, de mais ninguém. Ninguém te toca que tu és meu!

E vá de beijos e de enrolanços e cenas afins.
- Meu, só meu, de mais ninguém e ai de quem te agarre que eu dou-lhes uma dentada!

Às tantas, noto-o a verificar se o pai já saiu do quarto. Percebe que sim e diz-me baixinho:
- Sabes, eu acho que também sou um bocadinho do pai, pode ser?

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