sábado, 31 de dezembro de 2016

Balancemos, irmãos, neste fim de ano

2016 foi o ano em que o meu pai foi operado e começou a mostrar francas melhorias. Nunca o vi comer tanto: aos 63 ganhou barriga, vejam só! Foi o ano em que trabalhei mais desde que me lembro e em que comecei a sentir o peso do trabalho (e da idade) nas costas e nas articulações. E também em que me capacitei que tenho de deixar de me sentar no sofá toda torta e com os pés em baixo do rabo. Foi um ano de grandes mudanças para os miúdos, deslocalizados para um mundo menos protegido e cor de rosa: o da escola pública. E foi a melhor decisão que tomámos: estávamos em pânico com a alteração radical, mas correu tudo pelo melhor e eles estão felizes e com o dobro dos amigos. Os de antes e os de agora. E as notas de Máivelho continuam ser um orgulho para mim. Ano em que Máinovo apreendeu a falar comme il faut, o que me deixou um travo agridoce: por um lado, satisfação por ele estar a crescer. Por outro, alguma nostalgia pelo desaparecimento do meu bebé. Ano em que fomos a Madrid ao Parque Warner (e no post respetivo mandei, pela primeira vez, um anónimo à bardamerda) e nos enfiámos 6 horas de carro com duas araras loucas. Ano em que eu achei que cometia duplo infanticídio. Ano em que Máivelho fez 11 anos e já não quis uma festa daquelas em que eu precisava de tomar Xanax 2 horas antes. Ano em que me mudei da NiT para a Visão online, sem que tenha havido qualquer tipo de desaguisado, apenas vontade de abraçar um projeto novo. Ano em que fiz uma festa de arromba para festejar os 40, reunindo amigos de várias gerações (mais Mãezinha e Paizinho, que não podiam faltar), num dia que não esquecerei nunca (a não ser que me dê um ataque de Alzheimer, mas aí nada a fazer, né?) Ano em que saí (ainda) mais do anonimato, a convite da minha querida Marta (Coolunista), para um vídeo pleno de palermice. Ano em que uma amiga, com muita tristeza minha, levou um post meu sobre festas infantis de forma literal e se zangou comigo por achar que estava a fazer pouco do trabalho que tinha investido nas comemorações. Ano em que adotei dois pompons do mais fofo, que vieram trazer um jerrican de alegria a este agregado familiar como nunca pensei. Ano em que reencontrei um primo que não via há quase 30 anos. Pena que tenha sido no funeral do pai dele (Definitivamente, a geração mais velha está toda a ir-se.) Ano em que ouvi de Máinovo "És a pessoa que está em primeiro lugar no concurso do meu coração" e chorei. Ano em que, pela segunda vez, o meu irmão e a minha cunhada não puderam passar o Natal connosco. Ano em que, sem que lhe tenha sido pedido, Máinovo decidiu imitar o avô mais velho da família, que faz sempre um discurso para brinde no dia de Natal, pediu a palavra ("Mãe, porque são só os mais velhos que fazem discurso? Posso fazer?") e deixou todos de lágrimas nos olhos ao dizer que estava muito feliz pela família, pelos presentinhos, e que desejava a todos um feliz Natal. E terminou dizendo que ninguém lhe havia pedido para falar, "fui eu que pensei com o meu cérebro e o meu coração".

Foi, por tudo isto, um bom ano. Venha outro, que já estou à espera. Feliz 2017, meus queridos.

14 comentários:

  1. Feliz 2017, Boneca! Que o próximo ano seja pelo menos tão bom como este, ou melhor. Cá beijinho.

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    1. Cá beijinho repenicado, Isabel, obrigada!

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  2. Feliz 2017! Com muita saúde e muito humor para lidar com a família alargada!

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  3. E para um ano já é muita emoção. Que 2017 seja ainda melhor! Cá beijinho e xô comer que é para isso que cá estamos 🎉🍾

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  4. Feliz 2017, Boneca :D tudo de bom!

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  5. Obrigada, pessoas queridas, um grande beijinho para vós todos!

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  6. Feliz Ano Novo Boneca!
    Beijinhos
    Carla

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  7. Um Feliz 2007 Boneca, com muita saúde porque o resto arranja-se! ;-)

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  8. Um grande "cá beijinho" para a Boneca e família bonecal com votos de um grande 2017!

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