segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Wonderland Lisboa - um estudo sintético, rigoroso, e de certa forma contumelioso

À semelhança de outras 379 famílias, decidimos dar um pulinho até à Wonderland Lisboa, no dia 30 de dezembro. Dessa visita decorreu um estudo analítico que publicarei sob a chancela de uma conceituada editora anónima, num dia a divulgar oportunamente. Para já, divulgo em primeira-mão as conclusões mais importantes e, quiçá, abstrusas:

- Saí de lá absolutamente convencida de que aquela malta não tem festas da respetiva freguesia à razão de uma por trimestre: por que outra razão se sujeitariam Homo sapiens a filas para absolutamente tudo? Desde o algodão doce à roda gigante, passando pela pista de gelo, as farturas e os casacos coloridos feitos por gnomos nas grutas de Mira de Aire. Para tudo havia uma fila gigantesca, e aparentemente as 5600 pessoas que por lá andavam acharam que percorrê-las uma a uma seria um programa supimpa de sexta-feira. Já esta Boneca que vos fala, não;
- Haverá sempre, como em todo o lado onde há ajuntamentos, pessoas que se apresentam um pouco desajustadas face ao ambiente. Ou então o mal é meu, que não percebo uma ida à "feira" de salto alto, vestido e casaco de peles como se fossem para o revelhão do Salão Preto e Prata;
- Correr na relva não custa dinheiro e faz as crianças felizes: Máinovo rebolou, espojou-se e encardiu-se relva acima relva abaixo, percorrendo seguramente mais do que 40 km no parque Eduardo VII. Ficou mais contente do que se tivesse andado em qualquer uma das diversões. E não tivemos de esperar 1 hora na fila;
- Já Máivelho, decidiu treinar cambalhotas e pinos no dito relvado, esquecendo-se da velha máxima da Física segundo a qual "esbardalhar-te-ás violentamente de queixo no chão e praticamente fraturarás os dois bracinhos se resolveres fazer o pino numa descida";
- Algodão doce? Farturas? Pipocas? Não. Família bonecal saiu de lá com 4 queijos de cabra. Cada um é para o que nasce. 

Voltem, festas da freguesia, estão perdoadas.

Criança encardida, criança renascida.

2 comentários:

  1. Não fui. Mas desde que fui o ano passado à "feira popular" e à vila Natal de Óbidos para mim estas feiras criadas no Natal acabaram. Mil vezes as feirinhas das freguesias. Mais qualidade e menos gente.

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    1. Da vila Natal confesso que gostei. Já a "feira popular", credos.

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