terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Um dois três, canta lá isso outra vez #6

Devo começar por me confessar fã de Michael Bolton, facto que me faz ruborizar valentemente. Quer dizer, adorava-o há uma década, mas mesmo hoje não consigo achá-lo piroso ou uma espécie de Toni Carreira americano, como já ouvi. Traz-me boas recordações e pronto.

Boas recordações essas que irei agora vilipendiar, procedendo ao esfrangalhamento sistematizado de uma das músicas mais marotas do careca-cabeludo, daquelas bem supimpas para servir de banda sonora à trungalhunguice. Trungalhunguemos, pois, ao som de Can I touch you... there? (pausa para reflexão sobre a maroteira contida numas inocentes reticências), que é como quem diz, "Posso tocar você... aí?" (#cagandabadalhoco)

Querida, mostra-me como te sentes
Anda cá, mostra-me algo verdadeiro 
Preciso de saber, preciso de ti completamente 
Mais perto, querida, mais perto, bora lá começar 
O amor está a dominar, deixemo-lo entrar
Oh, preciso de te sentir o coração
Preciso de chegar ao mais profundo do teu ser

Posso tocar-te... aí? Tocar-te bem no fundo 
Posso tocar-te no coração? Tal como me estás a tocar no meu?
Posso tocar-te... aí? Tocar-te lá mesmo no teu âmago?

Bebé, diz-me com os olhinhos, conta-me todos os teus segredos, quiducha
Mesmo aquelas cenas mais kinky, e depois trungalhunguemos completamente 
Mais perto, vá, anda lá, ainda estás muito longe, não chego aí 
Não consigo controlar estas mãozinhas
Estava bom para te deglutir
Começava pelo coração
Depois assim a modos que descia corpitxo abaixo

[Refrão, ou seja, mais pedinchice, do género, "vá lá, deixa lá o menino pôr aí as gânfias, vá lá, deixa lá, não sejas chata!]

A única coisa que quero é pôr-te as mãos em cima
Tocar-te até à alma ("alma", hã-hã)
E já agora, o coração, se não te importas (isso é capaz de aleijar)
E a modos que precisava de um sítio ainda mais fundo (seu enorme 🐷)
Deixa-me ser eu a mostrar-te o que é isto do amor (o que tu queres sei eu!)

Peço desculpa, mas teve de haver intervenção de um narrador no último verso desta badalhoqueira. Este menino, com ar de anjinho papudo de caracóis loiros e falinhas mansas, saiu-me um belo galifão. A ver se me lembro de trazer a esta rubrica uma canção que lhe devolva a aura de romântico inveterado e lhe retire a de taradão que não consegue controlar as manápulas. 

Por último, deixo-vos, como sempre, o videoclipe:



2 comentários:

  1. Isto de traduzir as letras das músicas dá-nos toda uma nova perspectiva sobre as coisas que andamos a ouvir =P

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    1. Estamos cá para motivar a reflexão, Sofia!

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