quinta-feira, 30 de março de 2017

LOL

Vou dar-vos uma notícia para a qual, temo, não estejais preparados. Tentai ser fortes. Ora cá vai: há pessoas que verbalizam acrónimos.

Oi?!

Pois há, meus caros. Tenho um destes verbalizadores de acrónimos acoplado ao meu agregado familiar e sou obrigada a sustentá-lo. Acontece que esta pessoa tem desculpa: possui 11 anos, ou seja, é basicamente uma criatura inimputável. A mesma desculpa não terão adultos com pêlos púbicos e ensino básico completo. Quero com isto dizer que não há qualquer motivo plausível para alguém que não sofra de alguma patologia esquisita proferir em voz alta a palavra LOL (que soa a algo como «lóle»). Porque se acham que têm direito a esta imbecilidade, vou passar a exigir que digam algo como "era um café vírgula se faz favor ponto final", "importa-se de me dizer as horas ponto de interrogação". Ou passemos a cantar as siglas. Ou a bater palminhas de cada vez que se recorre a uma figura de estilo. Há imensa palhaçada até bem mais erudita que podemos perpetrar, sem recorrer à verbalização parvinha de acrónimos.

Ai, mas oh Boneca, luz de nossas vidas, que estavam nas trevas até teres por elas adentro entrado, esses teus exemplos também são parvinhos. Olhem, quero cá saber, quem diz é quem é. Bem basta já ter de aturar isto por escrito:

réchetégue mãe sofre.


Dâbliu Tê Éfe, pá.

4 comentários:

  1. Sou adulta e às vezes digo esse tal "LOL" em voz alta, quando estou para a palhaçada.
    E agora?!
    Mas não escrevo "to" garantidamente...
    Enfim!
    (Lol, to é aqui a pensar nesse fundo LV, Lol). :)

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    1. Para a palhaçada, nada contra ;) (bem supimpão esye meu fundo, hein?)

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  2. Pode sempre ensinar-lhe a versão em francês, que é "mdr" (mort de rire) =P dá-lhe logo um ar de je ne sais quoi hehehe

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    1. Un grand lôle pour cette idee!

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