sexta-feira, 28 de abril de 2017

Assuntos pungentes

Urge refletirmos em conjunto, enquanto nação, sobre a temática fraturante das pessoas que vão de fones e dão puns, mas como não os ouvem, acham que está tudo bem. Trata-se, portato, de um tema pungente (#badumtsssss). Calhou-me testemunhar esta situação e não ter tido coragem de me insurgir contra o rasgador de ganga. Porque sou uma alforreca inútil, e também porque tive medo de me aproximar demasiado do cogumelo atómico, de ser apanhada no raio de ação do traque, que - todos sabemos - causa hiperpigmentação da pele e problemas de âmbito renal.

Posto isto, permitam-me que vos esclareça - sim, a vós pessoas que enfiam umas cenas nos ouvidos e morrem para o mundo em redor - que o mundo em redor continua a rodar e - à exceção dos cidadãos que efetivamente possuem problemas auditivos - levar com uma saraivada de 25 de abril uns dias após as comemorações não é fixe. Sobretudo quando depois não há a iniciativa catártica de se assumir o ato. Ou sequer um vislumbre de que se sabe que a sonoridade foi ampla e se projetou num raio de pelo menos 6 metros e meio em todas as direções. 

Tenhamos presente, pois, que nem sempre os flatos vêm de pantufas. Às vezes envergam aquelas chancas bem feiosas com sola de madeira, que fazem um cagaçal do demónio nos tacos e incomodam os demais. Se bem que entre as chancas e os jagunços, venha de lá uma manada em fúria calçada com as ditas.

Ah, e cautela, caros castigadores do poliéster! Acaso um destes dias um desses vossos ninjas venha com molho, será tarde de mais quando derem por isso. Quem vos avisa, vosso amigo é. Cá beijinho.  

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